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segunda-feira, 18 de maio de 2020

A Laura foi à descoberta da Terra do Sol Nascente - parte 6

A Laura decidiu ir à descoberta da cultura ancestral do Japão no passado Setembro. Hoje vamos descobrir tudo sobre uma aldeia tradicional da região de Shirakawa-go, a pequena cidade de Takayama, e Hakone, a porta de entrada para o Monte Fuji. Em nome próprio, a Laura conta as suas aventuras na Terra do Sol Nascente. 


Shirakawa-go, Takayama e a chegada a Hakone

No dia 28/09 (Sábado) encontrámo-nos com a guia no hotel, que nos levou até à paragem de autocarro para a viagem para a aldeia de Ogimachi na região de Shirakawa-go. A viagem dura menos de 1h30 e é lindíssima, por entre montanhas verdes e pequenos vales. Além desta aldeia na região de Shirakawa-go existem mais duas aldeias classificadas pela UNESCO. Uma delas é na região de Gokayama e, segundo a guia, tem menos visitantes do que Shirakawa-go.

Ogimachi é lindíssima. Como fomos cedo, não sentimos que tinha assim tanta gente. As casas são lindíssimas e todo o ambiente transmite uma paz imensa. Vimos a casa "principal" por dentro, e está completamente preservada, incluindo roupas e utensílios. A família original ainda aqui mora, numa parte fechada da casa.

Photo by Laura Filipe

Declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1995, é famosa pelas suas casas de campo tradicionais em estilo gassho-zukuri, algumas delas com mais de 250 anos.


Gassho-zukuri significa "construído como mãos em oração", pois os íngremes telhados de palha das casas lembram as mãos de monges budistas juntas em oração. Este estilo arquitectónico desenvolveu-se ao longo de muitas gerações e foi projectado para suportar grandes quantidades de neve pesada que cai na região durante o inverno. Os telhados, feitos sem pregos, proporcionavam um grande espaço no sótão usado para o cultivo de bichos-da-seda.

Ficámos cerca de 2 horas em Ogimachi (e, claro, estoirei o segundo cartão de memória de 32GB!), o que não foi suficiente para podermos apanhar o shuttle (de hora a hora) para subir ao miradouro e ver a panorâmica da aldeia, e tive pena. Enfim, depois apanhámos o autocarro para Takayama, que demorou cerca de 55 minutos. Chegámos pelas 13:00.

Fomos directos ao hotel (mesmo do outro lado da estação) para guardar as malas e depois fomos com a guia almoçar e ver a rua principal e mais tradicional da cidade – mais uma vez, com aquelas casas de madeira que eu adoro. Aproveitámos para ver uma casa tradicional que serviu como centro de governo daquela área (Takayama Jinya). É enorme e vale muito a pena visitar com guia. 

De resto, Takayama vê-se bem de forma independente, porque é muito concentrada e fácil de navegar. Faz-se de uma ponta à outra a pé em cerca de 30 minutos.

Despedimo-nos da guia e fomos passear mais um pouco pelas ruas de Takayama que têm várias lojinhas e restaurantes. Aproveitámos para provar dangos (que são uma espécie de bolinhas de arroz com molho à base de soja) e hida-beef dumplings, já que este tipo de carne de vaca é tradicional desta área (e uma carne bastante cara se pedida em restaurantes – mas com imensa gordura!).

Photo by Laura Filipe

Há que dizer que é preciso jantar cedo. As lojas fecham às 17:00 e pelas 20:30 pouquíssimos restaurantes estão abertos.

No dia seguinte acordámos muito cedo e fomos passear por Takayama. Sendo Domingo e por ser tão cedo, não havia praticamente ninguém na rua. Estava tudo fechado. O dia estava fresco, com algumas nuvens, mas andava-se bem.

Vagueámos pela cidade, a fotografar, e depois fomos ver o Morning Market à beira-rio, que é pequeno e simples, mas muito pitoresco. Em seguida fomos ao Sakurayama Shrine que estava praticamente deserto e com sacerdotes shinto a fazer uma cerimónia. O templo é muito bonito.

Mesmo ao lado pode visitar-se o Museu dos Floats do Festival de Takayama. Estão 5 floats em exposição (que vão sendo alterados rotativamente), mas participam mais de 20 no Festival. O bilhete para o Museu inclui o áudio-guia. Os floats são enormes e ricamente decorados. Vimos imagens do Festival (que iria ocorrer no início de Outubro, snif snif) e são lindíssimas, muito coloridas.

Photo by Laura Filipe

Passeámos mais um pouco pelas ruas tradicionais e regressámos ao mercado, que por esta altura já estava cheio de gente (e as lojas também já começavam a abrir). Aparentemente, as famílias (e casais) compram saquinhos de comida para dar aos patos e às carpas que estão no rio e estes concentram-se já automaticamente no local onde é habitual serem alimentados. Fazem as delícias da pequenada e dos graúdos.

Regressámos ao hotel para ir buscar a bagagem que tínhamos deixado à guarda da recepção (depois de termos comprado algo para comer no comboio, pois teríamos 3h40 de viagem total pela frente) e fomos apanhar o comboio para Odawara.

Não há palavras que descrevam sequer aproximadamente a beleza do trajecto de comboio até Nagoya. A linha segue o curso do(s) rio(s) por entre montanhas verdes e pequenos vales com aglomerados de casinhas. É uma das viagens de comboio mais bonitas que já fiz.

As 2h30 até Nagoya passam a correr num comboio muito confortável, como aliás, todos os que temos utilizado. Realmente o sistema de transportes públicos japonês é de louvar!

Chegados a Nagoya, trocámos para o shinkansen que nos levaria até Odawara (cerca de 1h10 de caminho). Trocar de comboio em Nagoya é muito simples, tudo muito bem indicado.

Chegados a Odawara, o guia estava à nossa espera na plataforma e ajudou-nos a apanhar o comboio até à estação mais perto do nosso hotel. O nosso hotel estava mesmo em frente à estação e o serviço é óptimo. É um pouco grande para o meu gosto, porque prefiro hotéis mais pequenos, mas é um bom hotel. Fico com alguma pena de não ter ficado num ryokan, mas vamos apontar para uma próxima viagem ao Japão.

Por sugestão do nosso guia (que é uma "personagem" giríssima, um misto de japonês e latino – tendo convivido muitos anos com culturas latinas em contexto profissional – e que lembra profundamente o Mr. Miyagi do filme do Karate Kid) reservámos um onsen privado no hotel para termos a experiência do onsen, sem termos de estar nuzinhos com desconhecidos.

É uma experiência muito agradável e não foi muito cara. Saímos de lá relaxados e com pele de bebé. Acredito plenamente que é um dos segredos das japonesas para manterem estas peles tão lisinhas (isso e praticamente não apanharem sol).

Depois fomos jantar (que já estava incluído na tarifa do hotel) – um jantar tradicional japonês bastante bom.

Adormeci muito descansada e a pedir à Nª Senhora de Fátima (que é muito viajada, o meu avô costuma pedir que nos acompanhe nas nossas viagens) que me deixasse ver nem que fosse só o cume do Mt. Fuji no dia seguinte…


Vimos ou não o Monte Fuji, eis a questão

Hoje, 30/09 (2ªfeira), acordámos cedo e fomos tomar o pequeno-almoço à hora que abriu. Nós e o resto do hotel. Acho que nunca vi tanta gente junta numa sala de pequeno-almoço. Mais um motivo para não gostar de hotéis grandes. Enfim, lá conseguimos chegar à comida (que era boa!), fizemos check-out e fomos apanhar o autocarro até ao Lago Ashi, de onde parte o ferry que nos leva ao Hakone Ropeway

A viagem de autocarro é feita pela primeira estrada construída para ligar Tóquio a Quioto, na altura em que Tóquio ainda se chamava Edo. É a subir e bonita, pelo meio da vegetação, mas as curvas não dão tréguas! Fazer esta viagem logo a seguir ao pequeno-almoço é um teste de resistência…

Bom, chegámos ao Lago Ashi e a vista era de tirar o fôlego!

Apanhámos o ferry para o local de onde parte o teleférico e, imaginem, pelo caminho, o Mt. Fuji, habitualmente tão tímido, decide sorrir-nos e dizer-nos “olá”.

Photo by Laura Filipe

É uma vista magnífica. E ficou ainda melhor. Subindo o teleférico (cerca de 10 minutos, o mesmo tempo que demora o ferry), chegámos ao topo da montanha para ver um Mt. Fuji vaidoso a querer mostrar-se aos poucos visitantes que por ali andavam àquela hora. 

Ainda nem acredito bem nas fotografias magníficas que tirei - a Nª Senhora de Fátima esmerou-se! E, claro, lá se foi o outro cartão de memória de 16GB… sobra-me um outro de 16GB e terei de comprar um suplente em Tóquio.

Ficámos um pouco no topo da montanha a admirar as vistas do Lago e do Mt. Fuji (que, entretanto, voltou à sua timidez e cobriu-se quase totalmente de nuvens) e, depois, descemos no teleférico e apanhámos o autocarro que nos levaria ao funicular e ao Gora Kadan.

Photo by Laura Filipe

Em condições normais teríamos visitado Owakudani (o local dos famosos ovos negros, kuro tamago em japonês), mas o Governo tinha proibido as visitas (e desactivou o teleférico dessa área) desde Maio de 2019 devido ao risco de explosões, pois esta é uma área de imensa actividade vulcânica que está neste momento muito activa. Inclusive, o guia informou-nos que há o risco de o Mt. Fuji acordar em breve, pois costuma ser algo cíclico, e o Governo já está a tomar precauções (tendo em conta que o vulcão está a menos de 100km de Tóquio…).

Seguimos então para o Gora Kadan para almoçar. O serviço é irrepreensível e a comida muito boa e com óptima apresentação. 

Apanhámos o comboio de regresso à estação inicial (onde tínhamos deixado as malas num cacifo, que é um serviço que existe em todas as estações e que funciona lindamente!) e fomos apanhar o comboio Romancecar até Tóquio (cerca de 1h30). Conseguimos ficar na 2ª fila da última carruagem, que tem uma janela panorâmica, o que significa que tivemos uma vista magnífica do trajecto. Não tão boa como a da 1ª fila, claro, mas não se pode ter tudo. É aconselhável trazer um casaco para a viagem, porque o lugar do lado da janela sofre bastante com o ar condicionado. 

É curioso pensar que em menos de 2 horas passaremos de um local de extrema beleza natural (ah, Mt. Fuji…) para uma das maiores cidades do mundo, repleta de arranha-céus e 37 milhões de pessoas. Como não adorar estes contrastes dentro de um país?

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A Laura foi à descoberta da Terra do Sol Nascente - parte 5

A Laura decidiu ir à descoberta da cultura ancestral do Japão no passado Setembro. Hoje descobriremos tudo sobre Kanazawa, uma cidade samurai. Em nome próprio, a Laura conta as suas aventuras na Terra do Sol Nascente.


Kanazawa, cidade samurai (e gastronómica)

Dia 26/09 (5ªfeira) deixámos as malas na recepção do hotel pelas 7h (para que seguissem para o hotel de Tóquio), tomámos o pequeno-almoço e fomos apanhar o comboio na estação de Quioto em direcção a Kanazawa, que fica a cerca de 2h30 de caminho.

Fomos num Thunderbird, que eu apelidei de parente pobre do shinkansen mais moderno: não tem ar condicionado (ou estava avariado), não tem wi-fi e não tem comida a bordo, apenas bebidas. Ainda assim, é muito confortável e as paisagens pelo caminho são lindíssimas - mar, montanhas, campo, casas tradicionais... este país é saído de um conto de fadas!

Chegados a Kanazawa fomos para o hotel para fazer check-in, que não estava disponível porque era só a partir das 14h. Deixámos as malas num cacifo do hotel (muito prático) e fomos visitar o Omicho Market que, além de produtos locais, tem imensos snacks e alguns restaurantes - um óptimo local para foodies. Pode optar-se por ir petiscando pelas banquinhas ou sentar para comer num restaurante.

Photo by Laura Filipe

Optámos por experimentar um restaurante de sushi, já que Kanazawa tem óptimo peixe e marisco. Depois de almoço, explorámos mais um pouco o mercado e, em seguida, fomos visitar o Kenrokuen Garden, perto do Castelo de Kanazawa. Não sendo espectacular, é muito agradável e proporciona um momento mais relaxado numa viagem que se tem revelado algo cansativa (mas recompensadora!).

Photo by Laura Filipe

Depois regressámos ao hotel para fazer check-in (mais um quarto em que temos de pedir licença para entrar, mas um pouco mais espaçoso que o anterior) e saímos umas horas depois para jantar.

Hoje, 27/09 (6ªfeira), tomámos o pequeno-almoço e encontrámo-nos às 9h com a guia para a visita guiada a Kanazawa.

Kanazawa tem mesmo de ser vista com a ajuda de um guia, caso contrário não se sabe o que se está a ver, mesmo que se chegue aos sítios. A guia é muito simpática e muito conhecedora da cidade.

Começámos por ver um dos bairros geisha da cidade (são 3 ao todo, sendo que este é um dos menos movimentados em termos de turistas). Não me canso de admirar as ruazinhas estreitas e sinuosas com as casas tradicionais com estrutura de madeira.

A guia levou-nos a uma casa tradicional geisha aberta ao público, que tinha o senhor japonês mais simpático que possam imaginar a explicar-nos as coisas (com a ajuda da guia para algumas traduções). Embora não fosse permitido entrar na sala em exposição, pediu-nos para entrar e tirou-nos fotografias sentados de joelhos à mesa e com os instrumentos que as geishas usam para entreter os seus convidados.

As casas são minimalistas por dentro e muito, muito bonitas com as suas portas de correr e os tatamis no chão.

Photo by Laura Filipe

Despedimo-nos do senhor e seguimos para o Templo Ninja – que é apenas um nickname devido às passagens secretas e outros truques escondidos pelo templo, de resto não tem nada a ver com ninjas (esta era uma cidade controlado pelo senhor feudal, e defendida por samurais). A visita ao templo é feita inteiramente em japonês – não permitem aos guias que traduzam – mas com o apoio de um livrinho com fotografias e explicações em inglês do que estamos a ver. Valeu muito a pena!

No final da visita, que começou às 10h e durou cerca de 30 minutos, seguimos para o Castelo de Kanazawa, que é o único no Japão com telhado branco (resultante do chumbo oxidado). O Castelo foi alvo de fogo posto (segundo consta) e quase completamente destruído. No entanto, foi reconstruído de acordo com a traça e materiais originais. Vale a pena a visita ao Castelo e ao Jardim (não o Kenrokuen, um outro mais pequeno).

Seguimos depois para o Bairro Samurai (Nagamachi). Mais ruas estreitas e sinuosas e casas tradicionais em madeira. Ficámos a saber que Kanazawa era uma das maiores cidades durante o início do período Edo, pois produzia muito arroz, que era como se media a riqueza na altura. No Bairro Samurai também se percebe que quanto mais alto o muro que rodeia a casa, mais rica a família samurai que ali vivia. Visitámos a casa de uma família samurai (Nomura) e logo à entrada somos recebidos por uma armadura samurai, totalmente preservada que, segundo a guia, pesa cerca de 25kg. A casa é lindíssima e tem um pequeno jardim muito pacífico.

Photo by Laura Filipe

Fomos depois almoçar e aproveitámos para experimentar tempura de gambas e legumes, que estava deliciosa.

Seguimos para um templo (já perco a conta ao número de templos e shrines que vemos, até mesmo entre prédios altos ou em casas particulares), cujas traseiras dão para um outro pequeno bairro geisha, também pouco movimentado. Como o bairro está nas traseiras do templo, os homens podiam fingir que iam rezar e escapar-se pelas traseiras para visitarem as geishas

Perto do bairro geisha mais popular de Kanazawa, existe uma pequena workshop que produz folha de ouro, que é um dos símbolos da cidade – bebe-se folha de ouro no chá, comem-se gelados com folha de ouro… Foi muito interessante ver o processo manual de produção de folha de ouro e o seu manuseamento.

Seguimos então para o terceiro bairro geisha, o mais popular e movimentado dos três. Vimos uma geisha house por dentro, maior e mais elaborada do que a que tínhamos visto de manhã, com as suas paredes interiores em tons de vermelho e as suas portas de correr com padrões lindíssimos.

Segundo a guia, apesar de hoje em dia se preservarem as casas tradicionais (que até há pouco tempo eram consideradas velhas e feias), os jovens preferem casas mais modernas, estilo apartamentos. Não é que não compreenda e, se fosse japonesa, talvez partilhasse do sentimento, mas estas casas tradicionais fascinam-me to no end. Parecem casas de bonecas.

Apesar de se verem grupos de amigas e casais com os kimonos tradicionais um pouco por toda a parte em Quioto, em Kanazawa (talvez por não ter a dimensão de Quioto e, por isso, um ambiente um pouco mais intimista) há alturas em que parece que somos transportados para uns séculos atrás quando nos deparamos com pessoas com os kimonos tradicionais em ruazinhas estreitas sem ocidentais ou grandes elementos modernos à vista.

Photo by Laura Filipe

Kanazawa merece bem o tempo que lhe dispensámos e é uma óptima opção para quem tenha tempo e queira ver um lado mais tradicional do Japão sem multidões.

Amanhã acordamos cedo para apanhar o autocarro para a aldeia de Ogimachi na região montanhosa de Shirakawa-go. Mal posso esperar! Apesar de saber que esta é uma aldeia turística, tenho a certeza que ficava uma semana inteira (ou mais!) a descobrir aldeiazinhas japonesas totalmente banais e desconhecidas para poder observar a vivência dos locais que, certamente, será muito diferente das médias e grandes cidades.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

LONDRES: 5 SÍTIOS PARA VISITAR - LONDON FIELDS

 http://www.travel-tailors.com/contacte-nos

London Fields é um parque e um distrito de East London, situado no borough de Hackney. O parque, datado de 1540, possui quase 13 hectares, um terço do tamanho que tinha quando era utilizado como pasto para os animais que iam ser vendidos em Londres. Poderá dedicar-se às mais variadas actividades em London Fields: cricket, ténis, ténis de mesa, BMX, nadar na piscina pública ou simplesmente relaxar na relva. Para as crianças, há, ainda, duas zonas especialmente para elas. Todos os Sábados, produtores de todo o país organizam um mercado onde vendem comida quente, roupa vintage e bijutaria, entre outras coisas. Aos Domingos, a Escola Primária de London Fields organiza o Mercado de Agricultores de London Fields.