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terça-feira, 4 de junho de 2019

Mapa do mundo literal mostra o significado dos nomes dos países


Numa altura em que as viagens são cada vez mais frequentes, uma investigação convida a descobrir o que significa cada um dos nomes dos países.



Photo by SAPO Tek

O  mapa da tradução literal dos nomes dos países procura essa abordagem diferente, com a descoberta de mais informação sobre as pessoas que viviam nesses territórios e quem os explorou, que está presente na escolha das designações. Ao perceber a etimologia, a origem das palavras, pode ficar com uma nova visão sobre um destino de viagem e por isso David Boyd publicou este mapa, e também o documento de investigação que lhe deu origem.
Da Ásia à Europa, passando por África, América Latina e América do Norte, as origens dos nomes estão colocadas em mapa, e é interessante perceber como os Francos e o Caminho do Norte foram inspirações para as designações de países europeus, enquanto a Terra dos Índios ou o povo que nasceu junto ao rio levaram à escolha de nomes no continente asiático e na América do Sul.

América do Norte

Photo by SAPO Tek
América do Sul
Photo by SAPO Tek
Europa
Photo by SAPO Tek
África
Photo by SAPO Tek
Oceania
Photo by SAPO Tek
A origem da investigação pode também ser consultada num documento que foi disponibilizado online, com a indicação das fontes para quem quiser ir além dos nomes.
Fonte: SAPO Tek | Veja o artigo original aqui.

domingo, 24 de junho de 2018

Relato de uma viagem de pais e filho de 3 anos ao Japão (de clientes nossos)








Fonte: https://oqueaconteceemoeirasficaemoeiras.wordpress.com/viagens/japao/

JAPÃO


O Japão sempre esteve na minha lista de destinos a conhecer. Por vários motivos, foi sempre sendo adiado. É um destino caro, que obriga a um planeamento detalhado para não gastar loucuras e a uma antecedência considerável para conseguir bons preços nos bilhetes de avião. Tudo o que não conseguimos fazer nesta viagem!
Por várias razões, decidimos ir ao Japão um mês antes de ir. Digamos que os astros se alinharam nesse sentido e achámos que era algo como “it´s now or never”. Como never não era uma hipótese, lá fomos nós.
Por termos resolvido “em cima do joelho”, desta vez recorremos a uma agência especializada em viagens à medida – a Travel Tailors -, para nos ajudar no planeamento e logística. Precisávamos de alguém que nos ajudasse a fazer o itinerário, que nos desse dicas de viagem e tratasse da burocracia – comprar voos, procurar alojamento, seguros de viagem, etc. Foi o melhor que fizemos. Em poucos dias tinhamos sugestões de itinerário e visitas em grupo ou privadas, voos marcados e proposta de alojamento. Tudo dentro do nosso orçamento, o que é sempre importante!
Além disto tudo, deram-nos um booklet em tamanho A5, perfeito para levar de viagem, com todas as informações essenciais, detalhes do itinerário e transportes, assim como algumas palavras e frases em japonês (que nunca nos atrevemos a usar!).
Booklet Viagem Japão, blog O que acontece em Oeiras fica em Oeiras
Como se tudo isto não fosse aventura suficiente, ainda levámos o nosso rapaz connosco. Quando dizíamos a amigos que íamos ao Japão, quase todos disseram – “Mas não levam o P. pois não? – Claro que sim!” e olhavam para nós como se fôssemos loucos (e se calhar até somos um bocadinho, mas adiante).
Deixo-vos aqui os sítios onde andámos, experiências pessoais e dicas de viagem neste país fantástico que é o Japão. Para quem não tem paciência ou tempo para ler tudo, pode saltar diretamente para ver por onde andámos, as nossas dicas ou só mesmo ver as nossas imagens.
Espero que gostem!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Uma nova Ilha dos Amores

 Uma nova Ilha dos Amores

Camões enalteceu o povo português e recompensou-os com a Ilha dos Amores, n'Os Lusíadas. A Lisete foi sempre boa aluna de português e desde cedo as odisseias marítimas despertaram o seu fascínio. A TravelTailors também quer presenteá-lo(a) com uma ilha fantástica na Ásia e entrega-lhe de mão beijada o Sri Lanka, um paraíso de templos ancestrais, natureza e vida selvagem! 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lugares Mágicos para Visitar na Tailândia

Quando pensamos na Tailândia, provavelmente pensamos em praias de areia branca e águas azuis cristalinas em Phuket ou nas estradas caóticas e nos templos magníficos de Bangkok.

Mas acredite: existem locais na Tailândia que não vai acreditar que existem! Nem na Tailândia, nem em outro sítio qualquer!

De seguida, serão apresentados alguns locais únicos que o vão deslumbrar - a verdadeira magia na Tailândia!

1. O Grand Canyon da Tailândia - Sam Phan Bok, Ubon Ratchathani

Já não é preciso ir até aos EUA para ver uma maravilha da natureza. Conheça Sam Phan Bok, localizado em Ubon Ratchathani, uma província no nordeste da Tailândia.


"Sam Phan Bok" significa, literalmente, 3000 buracos. Foram milhões de anos de erosão pela água, a qual ajudou a moldar diferentes formas nestas estruturas rochosas. E é durante a época seca, quando a água diminui, que estas estruturas se revelam, proporcionando paisagens verdadeiramente místicas.


Há espaço para corações e até para o Mickey Mouse! Deixe a sua imaginação correr!

Localização: Tambon Lao Ngam, Pho Sai District, Ubon Ratchathani
Melhor altura para visitar: Durante a estação seca (de Novembro a Abril)
Aberto 24 horas / Entrada livre

2. Lago do Lótus Vermelho - Talay Bua Daeng, Udon Thani

Todos os anos em Janeiro, no início da manhã (preferencialmente, antes das 10h), este lago, na província de Udon Thani, transforma-se num pequeno paraíso. Mais de 8000 acres do lago Nong Han ficam cobertos por flores de lótus e lírios a florescer.


Alugue um barco e deixe-se envolver pela atmosfera de magia e romance. Utilize roupas claras se se quiser destacar no meio de tanta cor, nas fotografias!



Localização: Tambon Lao Ngam, Kumphawapi District, Udon Thani
Melhor altura para visitar: Durante a época de florescimento (Dezembro a Fevereiro)
Aberto 24 horas (o aluguer de barcos opera das 6h às 11h) / Entrada livre

3. Montanha com um templo no céu - Wat Chaloem Phra Kiat Phrachomklao Rachanusorn, Lampang

A 815 metros acima do nível médio das águas do mar, um conjunto de pináculos numa montanha rochosa embelezam a paisagem.



O templo foi construído pela determinação da comunidade que pretendia prestar homenagem a uma relíquia budista sagrada, no pico mais alto da montanha. Os tailandeses acreditam que quem chegar ao topo, a pé, de onde o local sagrado se encontra, será abençoado com sorte!



Localização: Thung Tong Village, Wichet Nakhon, Chae Hom District, Lampang
Entrada livre

4. Lagoa Azul Brilhante - Sra Nam Pud, Khao Phra Bang Khram Wildlife Sanctuary, Krabi

O que faria se estivesse a caminhar numa selva de folhagem densa e escura, cheia de grandes árvores altas com raízes tortuosas, semelhantes a grandes cobras e de repente descobre uma pequena abertura de árvores que leva a uma piscina de águas cristalinas e azuis? Provavelmente pensaria que estaria a sonhar. E realmente irá encontrar uma paisagem de sonho, aqui na Blue Lagoon.


Para além das águas cristalinas e brilhantes, existe ainda uma piscina natural bastante ampla, a Emerald Pool. De cortar a respiração!


Localização: Khlong Thom Nuea, Khlong Thom, Krabi 81120 Thailand
Horários: de Janeiro a Abril e de Novembro a Dezembro, das 10h00 às 15h00
Preços: USD $6.50 / 200 Baht (Adultos); USD $2.90 / 100 Baht (Crianças)

5. Praia e um Dragão - Talay Whag (Golden Scale Dragon Spine), Sa-Tun Province

Nesta praia, sempre com maré baixa, o mar revela algo bastante grande e misterioso. Com perto de 3 km de extensão, localizando-se entre duas pequenas ilhas, esse "algo" parece que é feito de ouro, quando a luz solar o ilumina. Cá para nós, é mesmo um dragão marinho a nadar!




Em vez de areia, esta duna é feita de partes de conchas que brilham com a luz do sol, tal como as escamas de um dragão brilhariam! Diz a lenda que quem caminhar ao longo da espinha do dragão irá receber energia pura do mar que ajudará a aumentar o seu chi interno.


Localização: Khao Khaung, Moo 1 , Tambon Ton Yong Po, Muang, District  Sa-Tun
Entrada livre na praia (poderá alugar um barco)

6. Trilho na Floresta até ao Mundo Perdido - Ang Ka Nature Trail, Doi Inthanon National Park

A Tailândia não é sempre sinónimo de tempo quente e tropical. Na região norte da Tailândia, especialmente em Doi Ithanon ("o topo da Tailândia"), a montanha mais alta da Tailândia, com mais de 2500 metros de altura, as temperaturas são bastante baixas, podendo inclusivé atingir valores abaixo dos 0ºC.


Por consistir num clima típico de altas altitudes, as espécies vegetais que aqui encontramos são diferentes de todo o resto da Tailândia. Já no caso desta floresta ser visitada num dia de nevoeiro, a envolvência misteriosa que surge faz-nos pensar que estamos numa floresta mágica. E estamos mesmo!


Localização: Ban Luang, Chom Thong District, Chang Wat Chiang Mai 50160, Thailand
Preço: USD $10 / 300 Bath (Adultos), USD $4.30 / 150 Baht (Crianças)

7. Penhascos Lendários - Pha Singh Lao, Chiang Mai

Esculpida pela escavação gradual da superfície terrestre, este fenómeno natural criou um penhasco notável, com majestosos pilares, com mais de 50 metros de altura, sendo consideradas as colunas de poeira mais altas da Tailândia.


Há quem diga que parece que estes pilares estão a usar um chapéu, que parece um bouquet de flores ou até brócolos. De alguns ângulos, faz-nos até lembrar as colunas tipicamente romanas. Consegue encontrar um leão gigante no topo do penhasco? Diz a lenda que estes pilares são tão bonitos, que fez com que o Grande Rei Leão virasse a cabeça para admirar a vista - daí o nome, Pha Singh Liao, que significa "Cliff of the Lion Turns Head".



Localização: Tambon Ban Tan, Hot District (Amphoe Hot), Chang Wat, Chiang Mai
Entrada livre

8. Cavernas com E.T.'s - Lam Klong Ngu National Park, Kanchanaburi

Entrar numa caverna escura pode não ser para todos. Especialmente no Parque Nacional Lam Klong Ngu, onde precisará de percorrer a floresta, quase rastejar e escalar para chegar à caverna. Mas quando chegar lá, garantimos que valerá a pena.



Dentro das grutas, poderá encontrar diversas estruturas de calcário, formadas ao longo de milhões de anos, e que deram origem a formações que parecem verdadeiras obras de arte. Algumas estruturas podem ficar com formas realmente fora do comum, fazendo lembrar a criatura do filme "Alien", daí alguns locais chamarem-lhe "Alien Rock". Uma das grutas, Yham Sao Hin (Stone Column Cave), possui a coluna de calcário mais alta da Tailândia (e a maior coluna do mundo), medindo 62.5 metros em altura.


Localização: PO. Box 4, Thong Pha Phum, Kanchanaburi
Horários: (telefonar para confirmar: 71180, 08 6175 4786, 084 9132381; +66 é o indicativo da Tailândia)
Preço: USD $7 / 200 Baht (Adultos),  USD $3.50 / 100 Baht (Crianças); Tours de Exploração das Cavernas também se encontram disponíveis

9. Paraíso das Borboletas - Pang Sida National Park, Sra-Kaew Province

Símbolo de transformação na natureza, as borboletas remetem-nos para os contos de fadas - não fossem as fadas ter asas de borboleta. Agora imagine-se no meio de milhares e milhares de pequenas fadas - entre Maio e Setembro, é o que vai encontrar neste Parque Natural, principalmente se o visitar de manhã, num dia solarengo.


De entre as mais de 400 variedades de borboletas que o deixarão encantado, poderá também vislumbrar as cascatas que se encontram neste Parque Nacional. Deixe-se envolver pela magia!


Localização: Tha Yaek, Mueang Sa Kaeo District, Sa Kaeo 27000, Thailand
Horário: das 06h00 às 18h00
Preço: USD $7.00/ 200 Baht (Adultos). Metade do preço para crianças.

10. Acima das nuvens - Mokoju Peak, Mae Wong National Park, Kamphaeng Phet

Por vezes, quanto mais árdua é a viagem, mais gratificante é a sensação quando se chega ao destino. É o que lhe irá acontecer quando chegar ao cume deste local, ao se sentir recompensado pela deslumbrante vista do mar de nuvens, tão longe quanto os seus olhos podem ver, pairando sobre as colinas que se encontram abaixo.



Este cume encontra-se a 1964 metros acima do nível médio das águas do mar. Uma curiosidade: "Mokochu" é uma palavra utilziada por uma tribo local significando, literalmente, "Parece que vai chover" - o que se explica pelo facto de haver sempre nuvens neste local, parecendo que, efectivamente, vai chover. Chegar ao cume não é fácil, dado que apenas poderá ser acedido através de um percurso de trekking de 30 km ao longo da floresta, em terreno acidentado, percurso esse que vai requerer 5 a 6 dias de viagem de ida e volta, com o acompanhamento de um guia do parque. É considerado um dos caminhos mais difíceis de percorrer na Tailândia, mas acredite que a vista vai compensar.


Localização: Tambon Pang Ta Wai, Amphoe Pang Sila Thong, Chang Wat , Kamphaeng Phet 62120



Não deixe também de visitar:

- Waterslide Natural - Tham Phra Waterfall (Monk Cave Waterfall), Bueng Kan Province
Seja como Mowgli, do "Livro da Selva", e divirta-se num verdadeiro parque aquático natural, no meio da selva!

- Baleias no Céu - Hin Sam Wan, Phu Singh Forest Park
Pedras que parecem baleias, com mais de 75 milhões de anos, e a 350 metros acima do nível do chão!

- A rainha das Cascatas - Thi Lo Su Waterfall, Umphang Wildlife Sanctuary, Tak Province
Com mais de 300 metros de altura e cobrindo uma área correspondente a cerca de 5 campos de futebol, esta é realmente uma cascata monumental.

- Guilin da China... na Tailândia - Ratchaprapha Dam, Surat Thani Province
As formações rochosas, a par das árvores verdes que crescem em cima da superfície acidentada, proporcionam uma visão verdadeiramente deslumbrante que é difícil de esquecer.

- A Montanha que é um elefante adormecido - Doi Chaang Pha Don, Prae Province
Considerado o ponto mais alto da Prae Province, na região norte da Tailândia, esta zona montanhosa parece que está a usar coroas com espinhos. Quando atingir o ponto mais alto da montanha, deixe-se deslumbrar pela vista panorâmica de 360º que lhe permite ver praticamente toda a província!

- Tomar banho ao Luar - Sangchan Waterfall, Ubon Ratchathani Province
A água que desce na cascata parece ter um efeito mágico. Seja quando a luz do sol mais incide nas águas ou quando a lua cheia incide na cascata, qualquer momento é bom para visitar este local.

- Sinta-se a explorar Marte - Pong Yup, Ratchaburi
Testemunhe este fenómeno natural onde o chão parece ter-se afundado com a erosão ao longo do tempo, e o que resta é um penhasco de 5 metros com pilares de barro.

- Um penhasco flamejante na praia - Had Pha Dang (Red Cliff Beach), Prachaub Khiri Khan
Na província na região sul da Tailândia, existe uma praia, com cerca de 10 km de extensão, que se encontra rodeada por um penhasco bastante distinto, com grande valor geológico, pela sua cor avermelhada, que nos faz lembrar chamas!

- Uma planície de rochas nas montanhas - Lan Hin Pum, Phu Hin Rong Kla National Park, Phitsanulok Province
Fenómeno geológico que permitiu a "criação" de pedaços arredondados de rochas, com tamanhos estranhamente semelhantes, espalhados por todo o espaço. Parece que alguém agarrou cuidadosamente em cada um dos pedaços de rocha e colocou cada um deles deliberadamente na montanha - mas não, trata-se apenas de (mais uma) incrível obra da natureza.

Não deixe de visitar estes lugares verdadeiramente mágicos na Tailândia!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Laos: a floresta canta mais alto que a modernidade

À noite, Huay Xay não tem vivalma nas ruas. Com o raiar do dia, vê-se que a cultura local foi invadida pela modernidade de um turismo recente. A modernidade procura conciliar-se com a flora e fauna locais e oferecer aos turistas mais aventureiros a oportunidade de fazer trekking na floresta, percorrer longas distâncias de zipline e dormir numa cabana a mais de 40 metros de altura.

Fonte: Fugas - PÚBLICO



Huay Xay é uma pequena cidade nas margens do rio Mekong – que separa, naturalmente, o Laos da vizinha Tailândia. Para quem chega de noite, parece saída de um filme de cowboys, mergulhada na escuridão, sem vivalma nas ruas. Com o raiar do dia, emergem cores pardacentas, próprias de algumas construções inacabadas que enchem a rua principal, onde famílias inteiras moram em casas amontoadas num prédio sem fachada. Não é preciso ser o big brother para espreitar a rotina daquelas pessoas: está ali, aos olhos de quem passa.

A cultura local foi invadida pela modernidade de um turismo recente – o que resulta numa mescla algo confusa de pequenos restaurantes tradicionais com modernos cafés, que oferecem brunch aos turistas pelo preço de um almoço na Europa.

As cabanas apelam ao imaginário da infância: com raízes de Tom Sawyer polvilhadas de alguma modernidade. A maior tem três pisos. No inferior, está uma casa de banho com os utensílios essenciais: tem uma cortina a fazer de porta e, do outro lado, é aberta para a paisagem da floresta. Sob os pés, estão tábuas de madeira, com aparência sólida e com frinchas que permitem olhar até perder de vista - afinal, são 40 metros de altitude, o equivalente a um prédio com 12 andares. O chuveiro é de água fria, mas abundante. Quando cai, nas tábuas de madeira, escorre entre as frinchas e vai desaguar sobre o vazio. O ruído, exacerbado pelo silêncio da floresta, assemelha-se a uma daquelas chuvadas que antecedem a tempestade.

O piso intermédio é o mais amplo da casa. De um lado, tem um balcão, a servir de kitchenette, com água potável, e um armário com pratos, copos e talheres. Do outro, um espaço aberto que serve para dormir, em sacos-cama abrigados por pequenas tendas, e fazer as refeições, numa pequena mesa, quase ao nível do chão, ao estilo asiático.

O último piso não é – como reza a fama – o melhor. De dimensões muito reduzidas, cabem, apenas, um ou dois sacos-cama no chão. Mas é o ideal para quem gosta de ter uma boa vista.



O “canto” dos gibões

O dia está a raiar e ainda não há movimento na cabana. Um ruído, que se ouvia, ao fundo, parece ficar mais alto, mais próximo. É ritmado, quase melodioso. Talvez a embriaguez do sono confunda as ideias, talvez a falta de noção de tempo e de espaço, ali na floresta, permita que a realidade se confunda com o imaginário. Mas os viajantes poderiam jurar que ouvem… cantar. Não é uma voz humana. Não há voz, sequer. Não são trinados nem assobios como os das aves… É algo indescritivelmente bonito. Os primeiros olhos a abrir, na cabana, procuram descortinar a origem daquele som, no meio de um nevoeiro denso. De súbito, alguém sussurra: “São os gibões! Estão perto da nossa árvore! Estão a cantar.” Todas as cabeças espreitam por detrás das tendas, alguns ainda embrulhados nos sacos-cama para se protegerem da geada matinal. O grupo troca olhares cúmplices e, até, emocionados. É uma experiência única na vida. 

No Laos, não existe linha férrea e alguns aeroportos têm um funcionamento irregular. Para fazer a viagem entre Huay Xay e Luang Prabang, uma das hipóteses é ir de barco: speed boat ou slow boat. O speed boat é uma espécie de lancha, ruidosa, que atinge velocidades elevadas e pouco aconselhada aos turistas por causa das escassas condições de segurança. O slow boat é, como diz o nome, um barco lento que demora dois dias a fazer o trajecto – adequado a quem tem esse tempo disponível e vontade para desfrutar do passeio. A terceira opção é ir de autocarro: uma viagem nocturna de cerca de oito horas. À partida, parece a alternativa mais viável e confortável, mas as recomendações sobre as estradas, no Laos, não são as melhores: sinuosas, com maus acabamentos e pouca iluminação. À primeira vista, o autocarro tem ótimo aspecto: novo, aparentemente seguro, confortável, com bancos que reclinam até à posição de uma cama. Durante a viagem, é difícil dormir. As oscilações são demasiado grandes, embora não se perceba porquê. 

Luang Prabang – a cidade desperta em tons de laranja, a adivinhar mais um dia quente. Já há vida nas ruas: os comerciantes montam a feira e os monges, nas suas vestes açafrão, alinham-se, com pequenas taças na mão, para receber as oferendas dos turistas. Diz a tradição que apenas poderão comer, durante todo o dia, aquilo que lhes for oferecido – tarefa praticamente impossível tendo em conta que as taças se enchem de uma amálgama de arroz com moedas…

Luang Prabang fica no centro de uma região montanhosa, ladeada por dois rios: o Mekong e o Nam Khan. No século XIX, quando o país esteve dividido em três reinos, chegou a ser a capital até perder o estatuto para Vienciana, em 1946. A arquitectura colonial convive com a riqueza dos templos: são grandes, imponentes, dourados, mas fundem-se de tal forma com o resto da cidade que parecem surgir quando menos se espera. Só em Luang Prabang, existem 34 wats – a palavra budista para “templo” – considerados Património Mundial da Humanidade pela UESCO.



Onde o turismo não chega

O silêncio e o ruído coexistem. No alto de um monte, um templo adormecido convida ao retiro e à meditação. Na subida, uma local vende passarinhos em gaiolas para os turistas poderem soltar. Lá de cima, é possível avistar, de um lado, as margens de um dos rios, que corre lânguido; do outro, o frenesim da feira, das crianças que correm para a escola, do trânsito motorizado, que se mistura com carroças carregadas de fruta e verduras.

Luang Prabang é uma cidade grande, que arrisca perder espontaneidade por causa da invasão do turismo. Por todo o lado, existem hotéis, pensões e guest houses – um negócio ao qual muitos habitantes locais aderiram para fazer face ao aumento do custo de vida. Há restaurantes para todos os gostos e cafés ao melhor estilo europeu. As lojas que vendem excursões e souvenirs multiplicam-se. É difícil fugir das propostas para ir tirar fotografias com tigres e elefantes que os guias juram, a pés juntos, serem bem tratados, mas as imagens dos prospectos fazem desconfiar de métodos pouco ortodoxos. Também é possível visitar as cascatas Kuang Si – a cerca de meia hora de distância de tuk tuk, com água cristalina e paisagem verdejante – ou descer um dos rios de caiaque até à gruta Pak Ou – uma espécie de santuário onde estão guardadas cerca de 4000 esculturas de Buda. Pelo caminho – rio abaixo – as margens convidam a atracar o caiaque para fazer uma pausa, dar um mergulho ou apanhar sol. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

TV e cinema: os lugares mais icónicos onde já fomos sem sair do sofá

A televisão e o cinema já nos transportaram para os sítios mais inimagináveis possíveis. Mas enquanto muitos destes cenários podem ser fantasia, muitos deles são lugares que pode mesmo visitar. Traçámos um mapa dos destinos icónicos, desde os anos 50 até à atualidade. Se não ficar a desejar ser ator para passear por todos estes sets, vai ficar inspirado para uma próxima viagem! 

fonte: LonelyPlanet 


Anos 50 

Recomendamos as cenas na praia muito giras de o Sétimo Selo, na Suécia, um passeio até Roma e a Basílica di Santa Maria in Cosmedin, do filme Roman Holiday ou a Baía de são Francisco, cenário de Vertigo. 

Skane, na Suécia


Anos 60 

Um castelo que podia ter saído de um conto de fadas na Alemanha inspirou o cenário para o filme Chitty Chitty Bang Bang. De facto, foi mesmo a inspiração para o castelo do filme A Bela e Monstro, Disney, em 1959. 

Anos 70 

Khao Phing Kan deixou de lado o seu próprio nome e passou a ser conhecida pelo epíteto “A Ilha do James Bond”. E a culpa é do filme dirigido por Guy Hamilton. Nós continuamos com a certeza de que, independentemente do nome, esta ilha vale uma visita!

A "ilha do James Bond" 


Anos 80 

Silverton: ou a luz é muito interessante cinematograficamente, ou é uma localização cliché para uma típica cidadezinha abandonada. Já foi palco das filmagens de The adventures of Priscilla, Queen of the Desert e Mad Max 2. Se isto não for bem o que procura, há sempre a hipótese de visitar a Irlanda e as Falésias de Moher, onde se gravou The Princess Bride. 

Panoramica das Falésias de Moher


Anos 90 

Itália é conhecida pelas cidades de Veneza, Roma, Florença, a Costa Amalfitana e Cinque Terre. Mas o filme The Talented Mr Ripley mostrou que há beleza para além disso e levou os espetadores até Ischia, uma bela ilha no golfo de Nápoles.

Ischia, no golfo de Nápoles


O novo século

A localização de um drama gangster pode não ser o melhor sítio para ir de férias, mas com certeza que as Favelas do Rio de Janeiro filmadas em City of God podem ser o ponto de partido por um passeio no Brasil. Se prefer não arriscar, Shinjuku no Japão é um sítio giro que ambientou Lost in Translation. 

Pós-2010 

Parte do apelo de Downtown Abbey foi a celebração de uma era de regras e diferenças sociais rígidas e acentuadas entre aristocratas e serventes. Mas o drama foi bem ambientado em Hampshire, Inglaterra. E ainda que possa visitar estes lugares fantásticos em dias específicos do ano, a aristocracia inglesa e não desapareceu e a casa ainda pertence ao Conde de Carnarvon. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sri Lanka: uma lágrima, dez praias e mil sorrisos



A escuridão descia sobre a terra e sobre as nossas cabeças o céu nocturno de Uppuveli iluminava-se de todas as estrelas. Retalhos de uma luz ténue dançavam no rosto da mulher que se sentava à minha frente, um rosto bronzeado e sulcado de rugas como alguns dos caminhos, depois das chuvas, que me conduziram até uma casa onde, numa noite como esta, silenciosa, escuto o rumor do mar e deito de vez em quando um olhar ao casal de crianças que dividem o tempo entre os trabalhos de casa e um desenho para mim ou para a mulher de cabelo curto e olhos verdes que me faz companhia.  
- Quando casei, já tinha um filho, resultado de um acidente, de uma noite romântica numa praia para onde fôramos com o pretexto de celebrar o Midsummer, porque em Oslo não se festejava, era tudo muito aborrecido. Ele chamava-se François, escapara ao regime de Franco. Não me pergunte como, mas ele chegou à Noruega pouco antes de completar 15 anos, à procura de uma amiga que conhecera, uma funcionária das Nações Unidas.

Já antes apreendera o humor com que me relatava algumas das suas experiências de uma existência feita de múltiplas viagens. Imaginava que, depois do lado dramático de mais um relato, algo capaz de me fazer rir com vontade estaria a caminho. Como se ela, já contagiada pelo sorriso eterno do povo, personificasse a história recente do país, erguendo-se depois de guerras e catástrofes naturais.
- Ao fim de algum tempo descobri que ele tinha problemas, que bebia muito e, mais do que isso, que não podia ser um pai. Nessa altura, eu era enfermeira e, uns anos mais tarde, outra vez grávida, casei com um médico que aceitou adoptar o meu primeiro filho.
Ela esboça um sorriso que é um prenúncio das palavras humoradas que estão a chegar-lhe aos lábios.
- O meu marido era, já nesse tempo, um médico conceituado, para quem os pacientes estavam acima de tudo. Disse-me que não podia ir de lua-de-mel comigo, que não tinha tempo. No início, ainda pensei que não o devia levar a sério. Mas quando dei por mim já estava sentada num avião, a caminho da Grécia, com a minha irmã, o meu filho e grávida de outro. Ainda hoje acredito que sou um caso raro no mundo, a única mulher que foi de lua-de-mel com a irmã, um filho pela mão e outro na barriga.



Randi Nilsen passa quatro meses por ano no Sri Lanka, numa casa alugada, a meia dúzia de passos da guest house onde me encontro, em Uppuveli, e da praia que espero ver amanhã, quando o sol se levantar, aclamada como uma das melhores na região de Trincomalee e de volta aos seus dias de paz após anos e anos de conflitos.
- Caminha até ao final, para a tua esquerda, há uma aldeia de pescadores muito bonita, cheia de cor, do outro lado do rio.
Randi Nilsen regressa a casa, para terminar mais um esquema de palavras cruzadas que depois enviará para uma revista de saúde norueguesa. Haveremos de nos encontrar mais vezes nos próximos dias, para rir como se ri no Sri Lanka.


Nada mais se deseja

Mal acordara daquele sono profundo e retemperador, ainda aos primeiros alvores do dia, e deixei os meus passos levarem-me na direcção de onde vinha o rumor das ondas. Para quem, como eu, acabara de chegar de Jaffna, dessa cidade inacessível durante a guerra, Uppuveli surgia, mesmo sob nuvens baixas e cinzentas, como a primeira praia que realmente cativava o meu olhar, embora por vezes distraído mas quase sempre inquiridor. O sol procurava, já com alguma força, romper por entre aquele cortinado que não ameaçava chuva, um quadro tão do agrado das vacas indolentes que me olhavam com indiferença e menos dos poucos turistas que, a estas horas madrugadoras, estendiam as suas toalhas sobre as areias que acolhiam tudo o que o Índico rejeitara ao longo de uma noite em que namorara a praia.



Caminho, seguindo o conselho de Rami Nielsen, para a esquerda; para a direita, como uma varanda sobre o mar, avisto uma elevação que deve ser um miradouro com uma panorâmica soberba sobre a grande extensão de areia de Uppuveli; no final, identifico uma forte corrente de água que não me convida à travessia mas um barco pequeno aproxima-se, com dois homens em pé que parecem perscrutar nos meus olhos uma necessidade de consolo, talvez um pouco semelhante à de um náufrago — encostam a embarcação o mais que podem à margem e incitam-me, com gestos e sem palavras, a saltar para o interior, para me levarem até ao outro lado, onde a vida ganha mais vida e, como garantira a norueguesa bem-humorada, mais cor.

Há barcos ancorados, outros a chegar, outros ainda a partir; uns descarregam grandes quantidades de peixe, alguns partem para a pesca, mas a maior parte lança-se aos perigos do mar pouco depois da meia-noite e volta entre as seis e as sete da manhã — e todos os barcos, mais modernos ou mais primitivos, estão pintados de tonalidades que prendem o olhar. As palmeiras, com os seus troncos esguios e as suas folhas, reflectem-se nas águas como num espelho; contra o céu, cada vez mais azul, recorta-se, numa estabilidade precária, um pescador solitário e, ainda mais para lá, quase sobre a linha do horizonte, um cargueiro sulca as águas cada vez mais prateadas do imenso oceano.
Um caminho, em parte alcatroado, em parte em terra batida, bordejando o riacho que serve de porto de abrigo aos barcos e aos pescadores, conduz-me até um pequeno bar de paredes escurecidas e despidas; logo atrás, o mercado fervilha de vida, os vendedores, curiosos face à presença de um único turista, desviam os olhares das balanças rudimentares onde pesam o peixe para me observarem antes de me sorrirem, como quem, ao fazê-lo, aceita a minha presença. Homens com a água até à cintura, por vezes de lenço na cabeça para se protegerem do sol que já promete incendiar tudo à sua volta, atiram as suas redes e olham para aqui e para acolá de uma forma sonhadora ou apenas ausente.



O mar, esse monstro

Sou obrigado a um desvio de muitos quilómetros, de Pottuvil a Monaragala, de Monaragala a Hambantota e, finalmente, outra vez tendo o mar como vizinho, chego a Tangalla, a meio de uma tarde que ainda me oferece algumas horas de sol. Sentado numa esplanada, ouvindo o som das vagas, deixo que o dia decline sobre a praia de Medaketiya.
Quando a manhã desperta, anunciando mais um dia glorioso, caminho ao longo de Medaketiya, detenho-me na lagoa, na parte da praia decorada com mais barcos, volto a ajudar os pescadores a colocarem as suas embarcações em zonas mais abrigadas; assisto a todo aquele frémito de vida e inspiro as fragrâncias que anunciam a proximidade do porto de pesca e do mercado de peixe, onde tomo café com os pescadores antes de passar pela Rest House, em tempos ocupada por administradores holandeses, e de me entregar à tranquilidade de praias como a de Goyambokka e Marakolliya.



Durante uma semana fico instalado em Galle, a cidade que me serve de base para conhecer algumas das mais inspiradoras praias do sul da ilha. Um dia, vou um pouco para norte, até Hikkaduwa, descoberta pelos hippies na década de 1970 e perfeita para quem se está a iniciar no surf; a maior parte do tempo, recorrendo ao mitíco comboio que liga Galle a Matara, uma linha arrancada pelas ondas do tsunami, passo-o na zona leste, em paraísos como Polhena, a escassos três quilómetros do centro de Matara, onde a vida decorre sem pressa, em Mirissa, mais ídilica ainda e tão próxima de Weligama, onde gosto de me sentar, num rudimentar banco de madeira, olhando os pescadores, as vacas, os surfistas, a minúscula ilha mesmo à minha frente, a Taprobana, refúgio de artistas e escritores, como Paul Bowles, que aqui, neste lugar onde se pode dormir por um pouco mais de mil euros, escreveu The Spider’s House nos anos 50 do século passado.

Ando muito tempo a pé, sempre junto ao mar, esse mar onde as crianças e os adultos passavam muito do seu tempo, mesmo não sabendo (como a maior parte da população) nadar, esse mar que a determinada altura passaram a ver com um monstro que rouba vidas e empregos, destrói casas e deixa milhares e milhares sem um tecto; faço companhia a pescadores, a três crianças de olhos negros e brilhantes que se banham nas águas revoltas do oceano, descubro a excelência da baía de Unawatuna, mais uma praia para sonhadores, percorro-a de uma ponta à outra, aprecio-a do alto de um promontório e, uma vez de regresso às suas areias, inicio uma caminhada mais longa que me irá levar, ao fim de algum tempo, a uma das praias mais isoladas, a Jungle Beach, onde me limito a deixar o tempo passar como se dele nada mais esperasse. Deito os olhos a um mapa, a essa forma de lágrima, procuro localizar as mais belas praias por onde errei ao longo de semanas e a recordação mais vívida que me chega à memória é a de todos os sorrisos que fizeram o favor de me oferecer nesta ilha com tantas lágrimas derramadas.


Pode ver aqui as nossas sugestões no Sri Lanka. 


Fonte: Fugas - Público

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ligações aéreas directas para Lisboa

Que Lisboa tem recebido cada vez mais prémios e turistas não é novidade. Mas também há cada vez mais voos directos a partir e chegar à capital.



A China passará a ter a voos directos para Portugal já neste Verão, a partir de Pequim. Na América do Norte, os voos directos vão até Toronto, no Canadá, e, para os Estados Unidos, é possível voar até Nova Iorque, Boston e Miami.

A intensidade semanal de voos para São Paulo, no Brasil, também foi reforçada; no país do samba, pode, também, voar directamente para Brasília, Porto Alegre, Salvador ou Recife, entre outros. Ainda no Sul da América, vá direitinho à Venezuela.

Destinos africanos, como o Senegal, Angola e Moçambique não foram esquecidos. Pode ainda encontrar voos diretos para alguns destinos turísticos mais em voga, como Marrocos, São Tomé e Príncipe, Tunísia e Cabo Verde; ou, se preferir algo menos cliché, aproveite e não faça escalas para o Gana, Guiné-Bissau e Argélia.

Na Europa, mantêm-se os voos directos para os destinos clássicos, como Londres, Madrid, e ainda voos para Itália, Suíça, França, Alemanha e Irlanda. Se quiser ir aventurar-se ainda mais para leste, as opções estendem-se até à Turquia, Roménia, Moldávia e Polónia. Noutros destinos contemplados nestas ligações directas a partir de Lisboa, estão incluídos a República Checa, a Croácia, a Grécia, a Áustria e o Dubai. Ainda assim, não ficaram esquecidos os destinos da Benelux (Luxemburgo, Holanda e Bélgica), nem a Península Escandinava, podendo optar por voos directos até à Dinamarca, Suécia, Noruega ou Finlândia.
Depois de todas as opções, o mais difícil agora é mesmo escolher para onde quer ir!  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Primeira vez em Muscat: mar, souqs e a serenidade em Omã

Articulada entre montanhas e o mar, a cidade alongada de Muscat – onde os edifícios são pintados de um branco uniforme por decreto real e a tendência regional da construção em altura passou ao lado da cidade – oferece um refúgio de calma nas águas quentes circundantes. Estabelecida há muitos séculos atrás em redor de um par de portos naturais, a capital de Omã tem mantido tradicionalmente um olho no comércio do Oceano Indico e outro nas antigas rotas do incenso do interior do deserto. Actualmente, com o seu respeito pelo património, as suas elegantes mesquitas, gostos de conservadores, cafés elegantes e as suas petúnias, Muscat é uma cidade defensora da cultura árabe moderna. 



Envolvida com o mar
De muitas formas, Muscat (que significa: ancoragem) tem tudo a ver com o mar e a pesca mantém-se como uma indústria importante. Caminhando por Mutrah Corniche, desde o novo mercado de peixe até ao souq, é fácil ver como a capital é definida pelo seu porto movimentado, com os navios de guerra e os navios de cruzeiro a competir por espaço com os barcos tradicionais de madeira (dhows), os barcos de pesca e um bando de gaivotas.
Para o visitante, algumas das melhores experiências da capital giram em torno do mar, como o banho nas águas calmas de Shangri-La’s Barr al Jissah Resort & Spa, provar o peixe grelhado hamour no restaurante de peixe premiado, The Beach, ou desfrutar da vista para o mar ao pôr do sol num dos hotéis de cinco estrelas da cidade. Do ponto de vista de uma gaivota da costa, dirija-se à marina al Rowdha; os barcos saem ao amanhecer, acompanhados de golfinhos, em direcção aos locais de mergulho de Bandar Khayran.

Aprenda sobre o passado de Omar
Construída sob as receitas de petróleo e os benefícios da boa governação, a história de Omã desde pobreza à riqueza, ao longo do último meio século, é nada mais que um milagre. O novo Museu Nacional no coração da antiga Muscat traça a ascensão de Omã, sob a liderança do líder altamente respeitado do país, o sultão Qaboos, de um fim do mundo esquecido ao país dinâmico e moderno que é hoje. Pose para uma selfie em frente ao palácio do sultão ou visite a vizinha Bayt al Zubair, uma vila tradicional que alberga uma óptima colecção de artesanato de Omã, para sentir a história viva de Muscat. Para uma vista mais doméstica do passado recente da capital, guarde uma hora para uma pérola pouco conhecida o Museu de Arte Moderna no Mutrah Corniche, que oferece um resumo da vida em Muscat antes do actual sultão ter conduzido a ordem de Omani em 1970.



Jante fora – à maneira local
Qualquer um com um gosto pelo sabor local irá desfrutar da nova tendência em Msucat em promover a gastronomia de Omã. Até recentemente, a prova de comida local era restrita à tradicional halwa (uma guloseima gelatinosa) e às tâmaras com qahwa (café cardamomo), servido durante cerimónias oficiais. Na melhor das hipóteses, significa provar shuwa (cordeiro ou cabra assada tradicionalmente confeccionada para um dia na praia) em restaurantes pan-árabes como o delicioso  Kargeen Cafe. Embora possa ainda sentar-se de pernas cruzadas numa carpete duvidosa em Bin Ateeq para uma experiência autêntica de Omar, existe agora uma experiência melhor para ser desfrutada em Bait al Luban. Situada num casa renovada de um comerciante em Mutrah, o menu deste novo restaurante atmosférico inclui uma vasta escolha de pratos nacionais incluindo harees, semelhantes a papas de aveia. 

Compre ouro, franquincenso e mirra
Não é segredo que os árabes da península adoram fazer compras e que a região alberga alguns dos centros comerciais mais extravagantes do mundo. Muscat pode não se gabar do excesso das lojas de retalho do vizinho Dubai, mas o que não tem em marcas compensa em carácter. Nenhuma visita a Muscat estaria completa sem se perder no labirinto Mutrah Souq onde comerciantes indianos vendem a sua mercadoria desde séculos. Os becos estão perfumados com luban (franquincenso), cultivado na província do sul de Omã e maravilhe-se com o ouro usado nos enxovais das noivas. Nos outros locais, especialmente em torno de Qurm, procure caixas feitas com ossos de camelo e tâmaras cobertas de chocolate, carpetes da Pérsia e tapetes do Azerbeijão, contas das pedras semi-preciosas e pashminas que cabem numa aliança. Mais difícil de encontrar, excepto na galeria do património de Omã em Qurm, é o artesanato local como os cestos de pele de camelo, vasos de cerâmica e tapetes de pele de cabra. 

Acrescente um dia extra 
Uma excelente rede de estradas é uma das muitas bênçãos da ordem Omani, portanto com um dia extra é fácil de fazer uma viagem de um dia a partir da capital para explorar o interior lendário. Uma das melhores excursões inclui uma volta em redor da planície Batinah, começando na vila com um castelo de Nakhal. Visite o forte, observe os bandos de rolieiro indianos de asa brilhantes voando sobre as plantações de tâmaras e faça uma pausa junto às fontes termais. Continue ao longo da base das imponentes montanhas Hajar até à antiga capital de Rustaq, coroada por muitos dos outros portos de Omã. Regresse a Muscat por Sawadi, conhecido por uma praia adornada com conchas cor-de-rosa e pontuada por ilhas acessíveis a pé em épocas de maré baixa. 

Dicas:
• Quando ir: 
Evite o verão intensamente quente e húmido (de Maio a Setembro, inclusive). Mesmo os moradores de Muscat abandonam a cidade durante estes meses devido à subida de temperaturas insuportável. 

• O que vestir:
Enquanto que pode ver calções e tops na praia ou no centro comercial, os locais preferem que os visitantes respeitem a cultura local e cubram os ombros e joelhos. 

• Como se deslocar:
Os táxis continuam a ser a maneira mais fácil para se deslocar dentro da cidade, mas há também um serviço de autocarro, chamado Mowasalat, que liga os subúrbios principais.

Fonte: Lonely Planet 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

DESTINO PARA OS AMANTES DA ARQUITECTURA - RANGÚN, MYANMAR

http://www.travel-tailors.com/detalhado.php?i=296

Myanmar é um óptimo país a visitar para quem pretende admirar a arquitectura do sudeste asiático. Rangún, em particular, é o epicentro deste estilo, com construções como o complexo religioso de Shwedagon.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

TOP 10 PAÍSES PARA 2014 - MALÁSIA


Com expectativas de 28 milhões de visitantes, a Malásia inova e cria novas atracções. Os destaques passam por parque de aves no Sudeste Asiático em Melaka (com 6.000 aves representando 400 espécies), a Legoland Malásia e a Hello Kitty Land em Nusajaya  - estes têm vindo a atrair tanto locais como visitantes vindos de Singapura. O novo terminal no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, é outro factor importante para atrair mais turista. Mais: ligações semanais directas estão programadas para destinos tão diversos como Istambul e Pyongyang. O que o espera são experiências surpreendentes Bornéu Malaio, desde explorar trilhos em Kudat até ceder às tentações do luxuoso Gaya Island Resort em Pulau Gaya . Se o seu estilo é aventureiro pode sempre explorar o país em duas rodas, com visitas guiadas a Sabah.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Onde o sol nasce primeiro (para si): Extremo Oriente e Antípodas


Os mistérios do sol nascente estão ao seu alcance, numa paleta diversificada de cores, culturas e paisagens.
Seja dos poucos a aventurar-se na Coreia do Sul, numa viagem profundamente embebida nos usos e tradições locais. Descubra a energia vibrante do Vietname, um país próspero e elegante, com belas montanhas, praias e cidades. Conheça a doçura do Laos, a garridice da Tailândia e o esplendor dos vestígios históricos do Cambodja. Explore a Malásia e os seus tesouros naturais e artesanais, admirando as suas luxuriantes flora e fauna tropicais. A Nova Zelândia, por muitos considerada a versão terrena do paraíso, oferece-lhe glaciares e geisers, pirilampos e baleias, prados e selvas.

A Oriente, tudo de novo!
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Na linha do Pacífico

Coreia Multicolor
A modernidade encontra-se com a tradição em Pequim e Seul. Viaje entre estas cidades e descubra cenários espectaculares, arte anciã e arquitectura milenar ao longo do caminho. Admire a beleza simples da vida quotidiana: aldeias, mercados e restaurantes de rua. Prove o gosto genuíno de fazer parte deste mundo. Saiba mais aqui.
Desde €4.450 por pessoa, com voos.
Vietname autêntico!
Viagem culturalmente rica, num país amável, colorido, cheio de diversidade humana e paisagística - e gastronomia irresistível! Uma aventura completa que inclui Hanói, Sapa, Baía de Halong, Hoi An, Hue, Saigão e o Delta do Mekong.Saiba mais aqui.
Desde €2.270 por pessoa, com voos.
Malásia, história e modernidade
Visite, além das grandes metrópoles de Singapura e Kuala Lumpur, os patrimónios UNESCO Penang e Malaca. Maravilhe-se com paisagens férteis e mercados fervilhantes. Passe por plantações de chá, mangais e ateliers de artesanato. Saiba mais aqui.
Desde €2.080 por pessoa, com voos.
Deambulando pelo Sudeste Asiático
Uma viagem inesquecível pela Indochina, num crescendo de experiências! Um mosaico composto pela Tailândia, Laos, Vietname e Cambodja - países próximos mas muito contrastantes! Encontrará tribos de tradições anciãs e monumentos históricos impressionantes. O cantar dos pássaros na selva irá soar-lhe inesquecível. Saiba mais aqui.
Desde €2.980 por pessoa, com voos.
Travessia da Nova Zelândia
Caminhe no Glaciar Franz Joseph Glacier, deslize pelas vistas de tirar o fôlego de Milford Sound, encolha-se ante o espectacular Monte Cook, aviste baleias e golfinhos em Kaikoura, caminhe no Abel Tasman National Park, maravilhe-se com a majestade do Monte Ruapehu, experimente os gêiseres e as piscinas de lama borbulhante em Rotorua, conheça o brilho dos pirilampos de Waitomo e explore a Baía das Ilhas. Saiba mais aqui.
Desde €3.700 por pessoa, com voos.