Mostrar mensagens com a etiqueta sugestões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sugestões. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Os melhores destinos de férias em Novembro

Em breve os destinos de férias vão encher-se de viajantes à procura de aproveitar mais um pouco a pausa das férias de Natal. Se consegue trocar as voltas às datas mais concorridas, aproveite para se antecipar.

Para ajudar, dizemos-lhe quais os melhores destinos em Novembro, segundo o USA Today.

As sugestões são muito viradas para o mercado americano mas, de qualquer forma, vale a pena explorar estas ideias.

Dance em Buenos Aires

Estamos em plena Primavera em Buenos Aires. Esta cidade cosmopolita faz lembrar uma capital europeia, mas com detalhes que são só seus. Como o Tango, essa dança sensual e envolvente, que pode ver em salas de espectáculos dedicadas ou até mesmo na rua. Se gostar de um pouco mais de aventura, saia da cidade e explore a Argentina, que tanto tem para conhecer.

Photo by Dolo Iglesias on Unsplash

Faça trails no Grand Canyon

Nesta altura do ano não há multidões e o clima é ameno. Vale por isso a pena ir ver esta maravilha natural e aproveitar para percorrer os trails da zona.

Photo by Alan Carrillo on Unsplash

Viaje no tempo em Charleston

Um regresso ao passado, com visitas a casas históricas e passeios em carruagens puxadas por cavalos. Entre os dias 8 e 11 de Novembro, acontece o Festival Literário de Charleston.

Photo by Erika Lanpher on Unsplash

Navegue na Noruega

Uma das melhores formas de conhecer a Noruega é... vendo-a de um cruzeiro. Desça a costa norueguesa e deslumbre-se com os fiordes e a aurora bolear. Em cada paragem, pode apreciar a vida selvagem e visitar as pequenas cidades costeiras que ainda vivem da sua actividade principal: a pesca.
Photo by John O'Nolan on Unsplash

Desça rios na Europa

Os cruzeiros de rios como o Danúbio, o Reno e o Sena permitem apreciar a viagem ao longo do rio, sem pressas. Nesta altura do ano, viajantes e locais apreciam estes programas lado a lado. Se passar pela Alemanha, não deixe de provar o vinho quente, servido em todos os mercados de Natal.


Photo by Tudor Stanica on Unsplash
E falando em férias de Natal e final de ano, já viu as nossas sugestões para uma passagem de ano em terras americanas?

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O Outono está aí! Descubra sítios fantásticos

A euforia das férias de Verão já passou e é tempo de pensar em destinos para o Outono.
A CNN Travel preparou sugestões de sítios fantásticos para ir no Outono e o que pode lá fazer.


British Columbia, Canadá


É nesta altura que os ursos pardos aparecem para comer o salmão que veio desovar, antes do período de hibernação. É a altura do ano para ver ursos mais de perto!




Caraíbas

É época baixa, o que implica menos pessoas e preços mais simpáticos. Único senão, mas importante: é a época dos furacões! Por isso vá mais para sul e conheça Aruba, Bonaire e Curaçao, que ficam situadas habitualmente fora desta rota.


Moscovo, Rússia

O Outono traz paisagens em tons laranja e castanhos, com a queda das folhas das árvores a marcar muitos destinos. Em Moscovo, parques urbanos enchem-se de tons outonais. Outra sugestão é o nosso Douro, que oferece vistas deslumbrantes das vinhas nesta altura do ano.




Chile

Se é um amante de desportos de Inverno, pode começar o Outono com um fim de época de ski, para antecipar as férias de Inverno.


Índia

O festival da luz atrai milhões a vários recantos da Índia, oferecendo cerimónias religiosas e deslumbrantes espetáculos de fogo de artifício.




Malawi

O festival Lake of Stars oferece muita música nas margens do lago Malawi, tendo-se tornado um dos principais eventos musicais em África.



EUA

Nesta época, os fãs de futebol festejam o início de mais uma época desportiva, com eventos no exterior que juntam multidões em picnics, com muita cerveja à mistura. Se é um fã de futebol americano, é a oportunidade de participar numa grande tradição à americana.



Ilhas Caimão

Mais do que um paraíso fiscal, estas ilhas oferecem nesta altura o festival dos Piratas. Música, eventos desportivos, dança e... invasão de piratas! É tudo uma encenação mas é certamente uma forma diferente de fazer férias nas Caraíbas.



Melbourne, Austrália

Nesta altura do ano acontecem as famosas corridas de cavalos, a Melbourne Cup. Mas mesmo que não veja os cavalos, a cidade está cheia do que fazer, é só escolher.



domingo, 4 de junho de 2017

Dormir nos Andes num comboio de luxo

O Belmond Andean Explorer já está a circular. Atravessa parte dos Andes peruanos numa composição que tem a filosofia de um cruzeiro, combinando o alojamento com visitas diárias.

Machu Picchu, localizado na cordilheira dos Andes 


Viajar num comboio de luxo nos Andes? Já são conhecidas as viagens entre Cusco e Macchu Picchu, atravessando o Vale Sagrado dos incas a bordo do Belmond Hiram Bingham. Mas a partir de hoje é possível atravessar parte dos Andes peruanos em comboio que tem a filosofia de um cruzeiro, combinando o alojamento com visitas diárias à medida que se avança pelas terras altas das montanhas andinas.

Ou seja, através de alguns dos mais deslumbrantes cenários do mundo, sempre sob o signo de Michael Williams: “A viagem de comboio torna-se um momento de relaxamento em vez de um intervalo stressante entre a origem e o destino. O conceito de slow travel representa um reaproveitamento do tempo, transformando a jornada numa experiência rica” (em On the slow train).

Tudo no Belmond Andean Explorer, que oferece quatro opções de itinerário com uma ou duas noites a bordo para apenas 48 passageiros. As cabinas vêm em quatro tipologias, cada uma com a sua casa de banho completa privada: a deluxe com cama dupla, a junior com cama dupla, a de cama twin e a de beliches, todas inspiradas nas texturas dos tecidos peruanos e nos tons suaves da lã de alpaca.
Há quatro roteiros disponíveis. No Terras Altas Peruanas (Cusco – lago Titicaca – Arequipa; duas noites, três dias, partidas às quintas-feiras de manhã) a viagem começa na antiga capital do Império Inca e dirige-se, entre vales profundos e montanhas majestosas, para o Altiplano, entre lamas e alpacas, até chegar ao lago Titicaca, através de Puno, onde se podem apanhar os barcos para ver as famosas ilhas flutuantes. Depois, visitam-se as Grutas de Sumbay, onde se encontra arte rupestre dos primeiros humanos a viverem nas terras altas do Peru. O destino é Arequipa, a “cidade branca”, vulcânica e barroca, num vale de montanhas desérticas da cordilheira dos Andes – ou seja, “apenas” a 2300 metros de altitude, a mais baixa desta viagem de altos e baixos: Cusco está a 3400 metros e Puno (lago Titicaca) a 3827. O segundo roteiro, Planícies Andinas e Ilhas de Descoberta (Arquipa – lago Titicaca – Cusco), faz o percurso inverso do anterior sem visita às Grutas de Sumbay; os outros dois, Espírito da Água (Cusco – Puno; uma noite, um dia, partidas às terças-feiras de manhã) e Espírito dos Andes (Puno – Cusco) une “apenas” a antiga capital ao berço dos incas. 

Veja que sugestões a TravelTailors tem para as suas aventuras no Peru

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Lagoa Azul, na Islândia, vai ter um hotel de luxo

É uma das principais atracções turísticas da ilha e este Outono vai ter mais um motivo de visita. O Moss Hotel & Lava Cove promete “um novo horizonte” de luxo na Lagoa Azul, com hotel, spa e restaurante.

Fonte: Fugas - PÚBLICO



À palavra Islândia cola-se quase sempre a mesma imagem: uma imensa piscina de água azul turquesa entre o negro das rochas vulcânicas, com uma nuvem de vapor quente a transformar turistas em fantasmas de cara coberta de lamas alegadamente medicinais. O spa geotermal da lagoa Azul, a 20 minutos do aeroporto internacional e a uma hora da capital, Reiquejavique, é um dos locais mais visitados da Islândia e paragem obrigatória durante umas férias na ilha. No Outono, nasce o primeiro hotel de luxo junto à estância termal.

Chama-se Moss Hotel & Lava Cove e vai ser construído sobre um fluxo de lava com cerca de 800 anos, localizado na zona sudoeste da lagoa. O novo complexo turístico divide-se em quatro áreas. O Moss Hotel, composto por 62 quartos e suítes de luxo, lounge e biblioteca; o Lava Cove, um spa subterrâneo com salas de relaxamento, massagens e tratamentos e uma sauna com “vista para as águas místicas” da Lava Lagoon, a piscina de água quente privada da unidade, criada numa cavidade vulcânica que “é uma extensão da Lagoa Azul”.

Já o restaurante Moss, onde a “herança culinária local é reinventada pela equipa de chefs”, vai estar dividido entre sala de refeições, um lounge com vista para a paisagem vulcânica, uma “mesa do chef”, onde um menu de sete pratos será “preparado à frente do cliente”, e uma adega construída no interior de uma cavidade vulcânica. Os quartos dividem-se em cinco tipologias, todos com uma parede de vidro e varanda ou terraço sobre a paisagem. 


O futuro complexo turístico promete ser "um novo horizonte de assombro" e uma alternativa de luxo às hordas de turistas que acorrem diariamente à lagoa Azul. O país recebe milhares de turistas por ano, um boom que levou o governo islandês a anunciar na semana passada, em entrevista citada pela Bloomberg, estar a ponderar restrições ao fluxo de turistas, pondo em cima da mesa limitar ou cobrar pelo acesso aos locais mais visitados do país ou criar novos impostos para o sector.





quinta-feira, 18 de maio de 2017

Laos: a floresta canta mais alto que a modernidade

À noite, Huay Xay não tem vivalma nas ruas. Com o raiar do dia, vê-se que a cultura local foi invadida pela modernidade de um turismo recente. A modernidade procura conciliar-se com a flora e fauna locais e oferecer aos turistas mais aventureiros a oportunidade de fazer trekking na floresta, percorrer longas distâncias de zipline e dormir numa cabana a mais de 40 metros de altura.

Fonte: Fugas - PÚBLICO



Huay Xay é uma pequena cidade nas margens do rio Mekong – que separa, naturalmente, o Laos da vizinha Tailândia. Para quem chega de noite, parece saída de um filme de cowboys, mergulhada na escuridão, sem vivalma nas ruas. Com o raiar do dia, emergem cores pardacentas, próprias de algumas construções inacabadas que enchem a rua principal, onde famílias inteiras moram em casas amontoadas num prédio sem fachada. Não é preciso ser o big brother para espreitar a rotina daquelas pessoas: está ali, aos olhos de quem passa.

A cultura local foi invadida pela modernidade de um turismo recente – o que resulta numa mescla algo confusa de pequenos restaurantes tradicionais com modernos cafés, que oferecem brunch aos turistas pelo preço de um almoço na Europa.

As cabanas apelam ao imaginário da infância: com raízes de Tom Sawyer polvilhadas de alguma modernidade. A maior tem três pisos. No inferior, está uma casa de banho com os utensílios essenciais: tem uma cortina a fazer de porta e, do outro lado, é aberta para a paisagem da floresta. Sob os pés, estão tábuas de madeira, com aparência sólida e com frinchas que permitem olhar até perder de vista - afinal, são 40 metros de altitude, o equivalente a um prédio com 12 andares. O chuveiro é de água fria, mas abundante. Quando cai, nas tábuas de madeira, escorre entre as frinchas e vai desaguar sobre o vazio. O ruído, exacerbado pelo silêncio da floresta, assemelha-se a uma daquelas chuvadas que antecedem a tempestade.

O piso intermédio é o mais amplo da casa. De um lado, tem um balcão, a servir de kitchenette, com água potável, e um armário com pratos, copos e talheres. Do outro, um espaço aberto que serve para dormir, em sacos-cama abrigados por pequenas tendas, e fazer as refeições, numa pequena mesa, quase ao nível do chão, ao estilo asiático.

O último piso não é – como reza a fama – o melhor. De dimensões muito reduzidas, cabem, apenas, um ou dois sacos-cama no chão. Mas é o ideal para quem gosta de ter uma boa vista.



O “canto” dos gibões

O dia está a raiar e ainda não há movimento na cabana. Um ruído, que se ouvia, ao fundo, parece ficar mais alto, mais próximo. É ritmado, quase melodioso. Talvez a embriaguez do sono confunda as ideias, talvez a falta de noção de tempo e de espaço, ali na floresta, permita que a realidade se confunda com o imaginário. Mas os viajantes poderiam jurar que ouvem… cantar. Não é uma voz humana. Não há voz, sequer. Não são trinados nem assobios como os das aves… É algo indescritivelmente bonito. Os primeiros olhos a abrir, na cabana, procuram descortinar a origem daquele som, no meio de um nevoeiro denso. De súbito, alguém sussurra: “São os gibões! Estão perto da nossa árvore! Estão a cantar.” Todas as cabeças espreitam por detrás das tendas, alguns ainda embrulhados nos sacos-cama para se protegerem da geada matinal. O grupo troca olhares cúmplices e, até, emocionados. É uma experiência única na vida. 

No Laos, não existe linha férrea e alguns aeroportos têm um funcionamento irregular. Para fazer a viagem entre Huay Xay e Luang Prabang, uma das hipóteses é ir de barco: speed boat ou slow boat. O speed boat é uma espécie de lancha, ruidosa, que atinge velocidades elevadas e pouco aconselhada aos turistas por causa das escassas condições de segurança. O slow boat é, como diz o nome, um barco lento que demora dois dias a fazer o trajecto – adequado a quem tem esse tempo disponível e vontade para desfrutar do passeio. A terceira opção é ir de autocarro: uma viagem nocturna de cerca de oito horas. À partida, parece a alternativa mais viável e confortável, mas as recomendações sobre as estradas, no Laos, não são as melhores: sinuosas, com maus acabamentos e pouca iluminação. À primeira vista, o autocarro tem ótimo aspecto: novo, aparentemente seguro, confortável, com bancos que reclinam até à posição de uma cama. Durante a viagem, é difícil dormir. As oscilações são demasiado grandes, embora não se perceba porquê. 

Luang Prabang – a cidade desperta em tons de laranja, a adivinhar mais um dia quente. Já há vida nas ruas: os comerciantes montam a feira e os monges, nas suas vestes açafrão, alinham-se, com pequenas taças na mão, para receber as oferendas dos turistas. Diz a tradição que apenas poderão comer, durante todo o dia, aquilo que lhes for oferecido – tarefa praticamente impossível tendo em conta que as taças se enchem de uma amálgama de arroz com moedas…

Luang Prabang fica no centro de uma região montanhosa, ladeada por dois rios: o Mekong e o Nam Khan. No século XIX, quando o país esteve dividido em três reinos, chegou a ser a capital até perder o estatuto para Vienciana, em 1946. A arquitectura colonial convive com a riqueza dos templos: são grandes, imponentes, dourados, mas fundem-se de tal forma com o resto da cidade que parecem surgir quando menos se espera. Só em Luang Prabang, existem 34 wats – a palavra budista para “templo” – considerados Património Mundial da Humanidade pela UESCO.



Onde o turismo não chega

O silêncio e o ruído coexistem. No alto de um monte, um templo adormecido convida ao retiro e à meditação. Na subida, uma local vende passarinhos em gaiolas para os turistas poderem soltar. Lá de cima, é possível avistar, de um lado, as margens de um dos rios, que corre lânguido; do outro, o frenesim da feira, das crianças que correm para a escola, do trânsito motorizado, que se mistura com carroças carregadas de fruta e verduras.

Luang Prabang é uma cidade grande, que arrisca perder espontaneidade por causa da invasão do turismo. Por todo o lado, existem hotéis, pensões e guest houses – um negócio ao qual muitos habitantes locais aderiram para fazer face ao aumento do custo de vida. Há restaurantes para todos os gostos e cafés ao melhor estilo europeu. As lojas que vendem excursões e souvenirs multiplicam-se. É difícil fugir das propostas para ir tirar fotografias com tigres e elefantes que os guias juram, a pés juntos, serem bem tratados, mas as imagens dos prospectos fazem desconfiar de métodos pouco ortodoxos. Também é possível visitar as cascatas Kuang Si – a cerca de meia hora de distância de tuk tuk, com água cristalina e paisagem verdejante – ou descer um dos rios de caiaque até à gruta Pak Ou – uma espécie de santuário onde estão guardadas cerca de 4000 esculturas de Buda. Pelo caminho – rio abaixo – as margens convidam a atracar o caiaque para fazer uma pausa, dar um mergulho ou apanhar sol. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

TV e cinema: os lugares mais icónicos onde já fomos sem sair do sofá

A televisão e o cinema já nos transportaram para os sítios mais inimagináveis possíveis. Mas enquanto muitos destes cenários podem ser fantasia, muitos deles são lugares que pode mesmo visitar. Traçámos um mapa dos destinos icónicos, desde os anos 50 até à atualidade. Se não ficar a desejar ser ator para passear por todos estes sets, vai ficar inspirado para uma próxima viagem! 

fonte: LonelyPlanet 


Anos 50 

Recomendamos as cenas na praia muito giras de o Sétimo Selo, na Suécia, um passeio até Roma e a Basílica di Santa Maria in Cosmedin, do filme Roman Holiday ou a Baía de são Francisco, cenário de Vertigo. 

Skane, na Suécia


Anos 60 

Um castelo que podia ter saído de um conto de fadas na Alemanha inspirou o cenário para o filme Chitty Chitty Bang Bang. De facto, foi mesmo a inspiração para o castelo do filme A Bela e Monstro, Disney, em 1959. 

Anos 70 

Khao Phing Kan deixou de lado o seu próprio nome e passou a ser conhecida pelo epíteto “A Ilha do James Bond”. E a culpa é do filme dirigido por Guy Hamilton. Nós continuamos com a certeza de que, independentemente do nome, esta ilha vale uma visita!

A "ilha do James Bond" 


Anos 80 

Silverton: ou a luz é muito interessante cinematograficamente, ou é uma localização cliché para uma típica cidadezinha abandonada. Já foi palco das filmagens de The adventures of Priscilla, Queen of the Desert e Mad Max 2. Se isto não for bem o que procura, há sempre a hipótese de visitar a Irlanda e as Falésias de Moher, onde se gravou The Princess Bride. 

Panoramica das Falésias de Moher


Anos 90 

Itália é conhecida pelas cidades de Veneza, Roma, Florença, a Costa Amalfitana e Cinque Terre. Mas o filme The Talented Mr Ripley mostrou que há beleza para além disso e levou os espetadores até Ischia, uma bela ilha no golfo de Nápoles.

Ischia, no golfo de Nápoles


O novo século

A localização de um drama gangster pode não ser o melhor sítio para ir de férias, mas com certeza que as Favelas do Rio de Janeiro filmadas em City of God podem ser o ponto de partido por um passeio no Brasil. Se prefer não arriscar, Shinjuku no Japão é um sítio giro que ambientou Lost in Translation. 

Pós-2010 

Parte do apelo de Downtown Abbey foi a celebração de uma era de regras e diferenças sociais rígidas e acentuadas entre aristocratas e serventes. Mas o drama foi bem ambientado em Hampshire, Inglaterra. E ainda que possa visitar estes lugares fantásticos em dias específicos do ano, a aristocracia inglesa e não desapareceu e a casa ainda pertence ao Conde de Carnarvon. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Top10 Destinos de Sonho para eco-turistas

O ano de 2017 foi designado com o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento pela ONU. Uma associação holandesa, chamada Destinos Verdes, estabeleceu uma lista dos 100 melhores destinos sustentáveis. Alguns deles, no entanto, estão localizados em países que estão entre os maiores poluidores, mas são conhecidos pelos esforços extensivos para proteger o meio ambiente. Trazemos-lhe o top10 destes destinos. 

Fonte: tourism-review 

Bariloche, Argentina

Bariloche, Argentina
Bariloche é um dos destinos de sonho para muitos viajantes. É uma cidade rodeada por florestas, montanhas e lagos, no sopé da Cordilheira dos Andes, na província de Rio Negro, a 1.650 km a sudoeste de Buenos Aires. É, sobretudo, uma cidade conhecida como destino popular entre os estudantes argentinos que comemoram o fim do ano escolar. No entanto, as preocupações ecológicas e ambientais não foram ignoradas em Bariloche. Os funcionários eleitos estão a fazer o possível para proteger o meio ambiente na cidade, bem como nas áreas vizinhas, atraindo turistas ecológicos e promovendo atividades como caiaque, passeios a cavalo, para-quedismo, passeios de bicicleta na monta, esqui, caminhadas e mergulho.

Bretanha, França 
Com 2.700 km de costa preservada, Bretanha é a única região em França onde o ecoturismo foi reconhecido pela Green Destination. Popular entre os turistas durante todo o ano, a Bretanha tem feito esforços para seguir um caminho de desenvolvimento sustentável ao longo dos últimos dez anos. Para isso, foram criados 1.000 km de vias verdes e trilhas para ciclistas.

Costa da Bretanha, França


Parque Nacional de Broads, Reino Unido
O parque é a casa de 300 quilômetros de cursos de água, interceptados por catorze lagos que eram nascidos da drenagem dos pântanos no leste de Inglaterra durante os tempos medievais. Passeios de barco permitem que os visitantes e eco-turistas descubram esta zona de natureza preservada na costa do Mar do Norte. Uma grande parcela é protegida por regulamentos internacionais e os habitantes trabalham ativamente para a conservação dos recursos naturais e culturais da região.

Áreas Protegidas pela região floreal do Cabo, África do Sul
A África do Sul satisfaz 90% das suas necessidades energéticas, queimando carvão de baixa qualidade, que é fonte de poluição do ar e da água. Apesar desta catástrofe ecológica, as autoridades sul-africanas estão a tentar preservar a região florestal do Cabo, lar de parques nacionais e reservas naturais que são visitadas por milhares de turistas todos os anos. É uma das regiões mais extraordinárias do mundo em termos de diversidade de plantas e um dos destinos de sonho de muitos amantes da natureza. Desde 2004, a área dos espaços protegidos aumentou 10%. Agora visto como um fator no desenvolvimento económico da região, o ecoturismo nas reservas privadas levou à criação de 4,5 vezes mais empregos do que no setor agrícola.

Great Bear Rainforest, Canadá 
A floresta tropical Great Bear é uma maravilha natural e o lar do urso de Kermode (subespécie rara do urso preto). Ao longo dum período de 25 anos, a porção de floresta protegida cresceu de 5% para 85%. Correndo ao longo da costa do Pacífico do Canadá, esta floresta é uma das últimas grandes extensões restantes de floresta tropical temperada que permanece no planeta. A sua preservação tem sido possível, em grande parte, devido aos enormes esforços feitos pela Greenpeace. Ameaçada pelas indústrias de silvicultura e mineração na década de 1990, a floresta tropical é agora uma reserva natural que atrai muitos eco-turistas.

Sanqing, China


Parque Nacional do Monte Sanqing, China 
Embora a China seja o principal emissor de CO2 do mundo, também abriga o Parque Nacional do Monte Sanqing. Foi classificado como Património Mundial pela UNESCO em 2008 e distingue-se pelo seu respeito pela natureza. Oferece uma diversidade única de pilares e picos de granito cobertos por florestas exuberantes. Este destino de sonho, cada vez mais popular, está a trabalhar ativamente para a preservação da sua paisagem excepcional, lutando para o desenvolvimento sustentável. Enquanto apenas 5% dos turistas chineses estão atualmente à procura de umas “férias verdes”, o ecoturismo está pronto para se tornar uma importante fonte de receitas nos próximos anos.

Baía Suncheon, Coreia do Sul 
Um pantanal natural, com pântanos cheios de juncos, Suncheon Bay, no sudoeste da Coreia do Sul, muda a sua aparência a cada aumento e queda das marés. As extensões de juncos estendem-se até onde os olhos podem ver e ajudam a purificar a água, o que permite que a fauna e a flora proliferem nos lamaçais. A região está totalmente protegida desde 2006 e é frequentemente promovida entre ecoturistas.

Uckermark, Alemanha
O respeito pelo meio ambiente tornou-se um critério importante para os alemãesquando escolhem o seu destino de férias. Uckermark é um bom exemplo de como se aproveita tudo o que o ecoturismo tem a oferecer. Localizada a nordeste de Berlim, esta zona é caracterizada por extensas pradarias através das quais os visitantes podem caminhar a pé ou por burro, uma especialidade da região. Os produtores regionais, os fornecedores de energia e as pequenas explorações agrícolas familiares são os principais intervenientes no desenvolvimento sustentável desta região de turismo "verde", que é também a região mais vasta e menos povoada do país.

Wadden Sea, Holanda
Na região norte da Holanda, oito ilhas formam um refúgio natural. Estes pedaços de terra, banhados pelo Mar de Wadden, só são acessíveis por ferry. A região é considerada como tendo o maior sistema ininterrupto do mundo de lamaçais e bancos de areia, que ajudam a abrigar muitas espécies de plantas e animais. Dado que as regiões que o rodeiam são fortemente povoadas, beneficia de uma protecção total. Muitos recursos humanos e financeiros são dedicados à sua boa gestão. A Holanda já tinha reputação de "país verde", mas, em 2015, inspirada por uma iniciativa pública, um tribunal holandês decidiu a favor de uma moção que instruía o Estado a exigir uma redução de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até 2020.

Yellowstone, EUA


Parque Nacional de Yellowstone, Estados Unidos da América
O emblemático Parque Nacional de Yellowstone é uma das últimas áreas dos Estados Unidos a preservar o seu ecossistema único. Entre os seus fabulosos tesouros naturais, Yellowstone é o lar da maior concentração de geiseres do mundo. Os visitantes vêm para admirar o Grand Canyon, inúmeras cachoeiras, bem como espécies raras e ameaçadas de vida selvagem. Protegido contra interferências, a flora é mantida por processos naturais. Turistas que procuram grandes extensões de natureza selvagem adoram este destino, que é visitado por mais de 2 milhões de pessoas por ano. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dois dias em Milão

O que fazer em Milão? Fique aqui com estas sugestões dos principais pontos turísticos da cidade da moda italiana.
Fonte: Fugas - Público, joaotiagoliveira.com
Duomo di Milano 

Duomo di Milano
A catedral de Milão é dos edifícios mais imponentes que vais ver nesta cidade. Começou a ser construída no século XIV. Com base no estilo gótico, da praça vê-se um edifício como um monte de rendilhados, enorme, branco e imponente. É impossível passar despercebido. Entrando, bate-nos o frio seco das catedrais. São todas assim. As cinco naves e os vitrais tornam-na um sítio agradável para visitar. Em torno da catedral podes passear. As ruas largas e sem muito trânsito convidam a isso mesmo — um passeio. Nem todas as zonas da catedral são grátis.

Galleria Victtorio Emanuele
Colada à praça da catedral encontras esta galeria. Cheia de lojas, algumas incomparavelmente caras, fazem desta galeria um atractivo para turistas. A arquitectura do local torna-a mui bella: as clarabóias fornecem a luz necessária e os rendilhados continuam, como que ligando com o Duomo, logo ali ao lado. O chão, lustroso e trabalhado, transporta para uma época em que apenas a alta burguesia passeava por aqui.

Galleria Victtorio Emanuele


Passeio a pé pela Via Dante até ao Castelo de Sforesco
A Via Dante é uma rua pedonal inteiramente dedicada a lifestyle. Restaurantes com esplanadas, gelatarias sensacionais, lojas e um sol de Verão que te obriga a ir pela sombra (ou a comer um delicioso gelado!). Pode ir com calma e aproveitar para descansar a mente. No fim desta rua, sugerimos uma ida ao Castelo de Sforesco. Alberga diversos museus e a entrada é paga. No entanto, é recomendável ver a famosa obra de Miguel Ângelo — a Pietà. Num dia de sol aproveite também para dar uma volta pelo exterior, visto que tem bastantes espaços verdes. 

Santa Maria delle Grazie e A Última Ceia
Nota-se que Milão é uma cidade moderna. não há muitas ruas medievais, mas bairros organizados em ruas direitas. Por isso é fácil navegar e guiar-se pelo mapa. Depois de saíres do Castelo de Sforesco, procure por esta pequena igreja e convento dominicano. Ainda são alguns minutos a pé, mas vai valer a pena. Incluída no património da UNESCO, encontras uma pintura de Leonardo da Vinci, A última Ceia. Pode recorrer a um guia para lhe explicar o significado deste quadro que foi pintado numa parede do refeitório. Durante a Segunda Guerra Mundial, depois de intensos bombardeamentos a esta cidade, foi uma das paredes que sobreviveu a este ataque dos Aliados. Para proteger esta pintura foram colocados sacos de farinha que ajudaram a conservar a pintura.

Gastronomia

Comer em Milão é um pouco mais caro do que comer em Portugal. Encontrar locais a um preço acessível para provar uma pizza, por exemplo, não é impossível. Os gelados, esses, são mais caros, mas realmente deliciosos. Pode sempre optar por um granizado que vai refrescar na mesma num dia de intenso calor.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Guia para planear a sua lua-de-mel

Antes de mergulhar de cabeça na sua lua-de-mel, verifique primeiro os itens na sua checklist de viagem, demore alguns minutos a considerar o material prático, porque a viagem dos seus sonhos não aparece magicamente por si só.

Fonte: LonelyPlanet





Na verdade, hotéis que não são assim tão bons, voos perdidos, refeições sem brilho e clima inóspito podem prejudicar significativamente uma viagem feliz, essencialmente deitando o seu dinheiro para o lixo, quase literalmente. E enquanto não podemos ler bolas de cristal ou fazer danças de chuva, podemos garantir que o planeamento adequado, sem dúvida, coloca as hipóteses a seu favor, para que possa desfrutar da escapadinha pós-casamento com que tanto sonhou.

Tempo é tudo 

Já reservou os seus dias das férias?! - agora é hora de trabalhar para gastá-los da melhor maneira possível na sua lua -de-mel. É importante pesar o tempo que atribuiu para a sua aventura contra o seu destino de escolha: tenha a certeza que a sua lua-de-mel é uma experiência inesquecível e a viagem com que sonhou a sua vida inteira! 
Um grande fator a ter em conta é a sazonalidade. A data do seu casamento já foi, provavelmente, escolhida a pensar no destino que quer para a lua-de-mel – e se não foi, devia! Grandes áreas das Caraíbas, por exemplo, são propensas a furacões durante Setembro e Outubro. Outros destinos têm monções anuais - como a Tailândia, que tem duas vagas diferentes de chuvas que varrem todo o país durante a segunda metade do ano.
O melhor mesmo é precaver-se sobre as estações altas e baixas dos seus destinos preferidos. Os preços, naturalmente, aumentam com o aumento da procura durante os meses em que o clima é mais favorável, e a época baixa, por outro lado, pode ser uma opção digna, se devidamente planeada. 



Como construir uma lua-de-mel multi-stop 

Como arquiteto da sua própria viagem multi-stop, pode querer pensar na sua lua-de-mel como um romance. Pense no início da viagem como a fase de iniciação – vai estar a adaptar-se a um novo mundo e, certamente, quer facilitar a construção da sua viagem. Acredite, é uma parte muito prazerosa mas não vai ser propriamente fácil, digamos. A adrenalina sobe-lhe com desportos de aventura ou com descobertas únicas? Planeie com cuidado: afinal, o propósito não é chegar ao fim da sua escapadinha romântica a precisar desesperadamente de outras férias! Equilibre a balança e relaxe. 



Escolher hoteís

Agora, com o seu itinerário já montado, vai precisar de marcar hotéis, que é a fase infernal para muita gente. Cada opção de acomodação selecionada deve basear-se na sua escolha de lua-de-mel. A mente humana não pode deixar de julgar, e quando chegar ao alojamento número dois não será capaz de ignorar o instinto de compará-lo ao seu alojamento na noite anterior. Assim, para se sentir como se a sua viagem está a melhor gradualmente e ficar cada vez mais perfeita (imagine-se só o que já era perfeito ficar ainda melhor!), cada hotel deve ser progressivamente melhor - ou manter a qualidade da anterior estadia - culminando no grande climax no final, que coincide com o fim da sua viagem.

Timeline para planear a sua lua-de-mel 

Um ano antes: Sonhe! Pense naquele sítio onde sempre quis ir para celebrar o seu casamento, e deixe-se inspirar por guias, revistas, sites… A imaginação é a sua melhor amiga! 
Nove meses antes: Se o orçamento é em conjunto com o do casamento, provavelmente vai saber neste momento que o budget pode limitar as suas opções. Que chatice! Mas não desespere, mais soluções vão aparecer e acredite que podem surpreendê-lo! 
Seis meses antes: Afine corretamente as datas da lua-de-mel, conjugando com os compromissos pessoais e profissionais e as particularidades do seu destino de eleição. 



Quatro meses antes (ou antes): Cimente os fundamentos de seus planos, faça scan aos bilhetes de avião, reserve os itens indispensáveis da checklist (hotéis, vistos, licenças de parques) e faça uma revisão geral à sua viagem. 
Um mês antes: A internet permite que o mundo se mova um milhão de milhas por minuto, então, uma vez que começa a contagem regressiva de 30 dias, use as suas redes socias para dar uma espreitadela a eventos futuros e tendências no seu destino! Ou então deixe-se surpreender quando lá chegar com as surpresas que estão à sua espera! 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Não há um mês mau para visitar a Austrália - e quase todos são bons para ir ao Canadá

Lonely Planet lançou Where to go When com 30 propostas de destino para cada mês do ano. Portugal aparece várias vezes, a primeira logo em Fevereiro.
Até pode desconfiar, quando chegar ao mês de Fevereiro e encontrar nas sugestões de viagem o Sul de Portugal. Algarve e a Costa Vicentina em Fevereiro? Então e as praias, que são a razão pela qual mais de meio mundo para ali se desloca? Tenha calma. Leia lá a justificação que os autores do livro Where to go When, da Lonely Planet, encontraram para esta escolha.
Canadá

Há os preços, que são bem mais baixos do que no Verão, a ausência de multidões e a possibilidade de explorar o interior (nem se esqueceram de referir a belíssima Monsaraz ou o centro histórico de Évora). “Perfeito para passeios a pé ou de bicicleta”, dizem eles. É certo que também dizem que o tempo é “ameno” e que a Primavera “chega cedo”, e quanto a isto tínhamos uma ou duas coisas a contrapor. Mas o livro, publicado em Dezembro último, há-de ser lido por viajantes de todo o mundo, incluindo de alguns países onde os 16 graus referidos pelos autores são mesmo temperaturas apetecíveis. E se ainda assim não se sente tentado a ir para o Sul do país em Fevereiro, não se preocupe. As alternativas são muitas.
Para sermos mais concretos: 30. São 30 propostas de destino para cada mês do ano, que procuram abranger os interesses variados de quem vai viajar. Quer desportos de neve, canoagem ou viagens de comboio inesquecíveis? É doido por vida selvagem ou só vai a um sítio que sabe ter arquitectura fabulosa? Quer mesmo que o deixem pescar ou, por outro lado, é a barriga quem comanda o seu destino e só se interessa por locais com iguarias de comer e chorar por mais? Ou gosta mesmo é de sentir um volante nas mãos e conduzir pelas estradas mais cénicas do mundo? Estas são apenas algumas das preferências que merecem destaque nesta obra recente (e apenas em inglês, que pode ser adquirida online por cerca de 17 euros) e, se é por algum destes temas que se guia, o que lhe sugerimos é que passe directamente ao índex no final do livro e procure o seu destino de sonho aí.
Por exemplo, se decidiu que este é o ano em que vai ver ursos polares, dirija-se às páginas 158 e 240, onde encontrará, respectivamente, a sugestão para aproveitar o mês de Julho e dar um salto a Svalbard, na Noruega, ou espere por Outubro e vá a Manitoba, no Canadá.
O Canadá, que este ano aparece em praticamente todas as listas especializadas como “a” viagem a fazer, é uma boa opção para viajar em quase todos os meses do ano, segundo os autores de Where to go When. De facto, o país apenas não aparece referido nos meses de Abril, Setembro e Novembro. Mas há outros locais que fazem o pleno, e se precisava de uma desculpa para ir conhecer a Austrália, a Nova Zelândia ou os Estados Unidos da América, folheie o livro de fio a pavio: diferentes pontos destes três destinos aparecem como sugestão para todos os meses o ano.
São, aliás, vários os países que aparecem como sugestão em mais do que um mês e Portugal não foge à regra. Se planear viajar cá dentro ao sabor da mais recente obra do gigante Lonely Planet, dê lá um salto ao Sul em Fevereiro (e depois conte como foi), vá a Lisboa em Junho, guarde Julho para os Açores, Setembro para a Madeira e Outubro para o Porto e o Vale do Douro.
Sydney, Austrália

Mas o Outono e a vindima ainda vêm longe, por isso o melhor é começar por olhar mesmo para Janeiro. A lista é grande, mas veja lá se consegue percorrê-la sem encontrar algo que lhe apeteça: Uganda, Flórida (Estados Unidos da América), Lanzarote & Fuerteventura (Espanha), Eslovénia, Suíça, Colômbia Britânica (Canadá), Budapeste (Hungria), Tasmânia (Austrália), Etiópia, Serengeti (Tanzânia), Transilvânia (Roménia), Sydney (Austrália), o Comboio Transiberiano, Colômbia, a ilha de Granada, o Leste da Polónia, Bulgária, Birmânia, a Costa Catlins (Nova Zelândia), Honshu (Japão), Kerala (Índia), Viena (Áustria), a Costa Andamão (Tailândia), a ilha Lord Howe (Austrália), Botswana, Guatemala, Península da Antártida, Colorado (Estados Unidos da América), St. Lúcia e Wellington (Nova Zelândia).
Inspirado? É isso mesmo que pretendem Sarah Baxter e Paul Bloomfield, que assinam o prefácio da obra, no qual se lê: “Este livro vai dar-lhe opções e conselhos – e talvez o faça considerar locais nos quais nunca tinha pensado." Afinal, (exemplificam eles), de que lhe vale comprar um bilhete de avião para o Peru, na esperança de fazer o trilho inca até Macchu Picchu no mês de Fevereiro, quando este está fechado? Vá, vá lá ler o livro e depois, quem sabe, talvez encontre um companheiro de leitura a procurar gorilas no Uganda, antes de Janeiro acabar.
Fonte: Fugas - Público

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pelo Norte da Noruega até ao cabo Norte

Há já alguns meses que planeava ir ao ponto mais a norte da Europa Continental. Há dois anos fiz a minha primeira viagem à Noruega e desde então ficou a curiosidade por chegar ao cabo Norte.

Fui em Setembro. Tendo deixado Lisboa num dos dias mais quentes de 2016, chego a Tromsø com 8º C. O clima, a neve no topo das montanhas, os casacos e luvas mostraram como é bem diferente o Verão no Árctico. Em Tromsø, a capital do Árctico, vivia-se um ambiente de final de época alta, numa altura em que os longos dias de Verão já tinham terminado. Tromsø seria o ponto de partida para uma viagem até ao extremo setentrional da Europa.

No dia seguinte fui levantar o automóvel que tinha alugado e logo pela manhã parti para Alta, a capital da Finnmark, a região mais a norte da Noruega. Para Alta, optei pelo caminho mais curto e mais panorâmico, mas que envolve apanhar dois ferries: primeiro Breivikeidet-Svensby e depois de Lyngseidet para Olderdalen.

À saída de Tromsø fica-se logo com a sensação de que estamos numa das zonas mais isoladas da Europa, mas com uma natureza ímpar. A partir de 31 de Agosto, o horário dos ferries é mais reduzido — tenho que apanhar o ferry das 10h em Breivikeidet para conseguir chegar a Alta ainda de dia. Já nos ferries, enquanto atravessamos os fiordes, a maior sensação é o silêncio, que ajuda a contemplar a magia daquele lugar. Na varanda do ferry entre Lyngseidet e Olderdalen éramos os únicos passageiros, e em todo o barco não seríamos mais do que dez pessoas.

Após chegar a Olderdalen, segui pela estrada E6 até Alta, contornando vários fiordes, numa viagem de mais de cinco horas, com paragem para almoçar, para fotografar as paisagens de Øksfjord e com constantes reduções de velocidade, pelas inúmeras invasões de renas na estrada.

Alta é uma pequena cidade na Finnmark, mas uma paragem importante a caminho do cabo Norte, onde acabei por passar a segunda noite da viagem. No dia seguinte, antes de continuar viagem para Norte, tinha que visitar o Museu Rupestre de Alta - World Heritage Rock Art Centre. Com arte rupestre esculpida nas rochas do Fiorde de Alta, numa área total de três quilómetros, o Museu de Alta é uma paragem única e obrigatória, onde também podemos observar o museu de arte sami, o povo indígena da Noruega.

De Alta ao cabo Norte são mais três horas de viagem — em metade do percurso já contornamos o mar de Barents, no Oceano Glaciar Árctico. Antes de chegar ao cabo Norte, é visita obrigatória a vila de Honningsvåg, com o seu porto de pesca e o bar de gelo. Nesse dia, a minha paragem para dormir seria na vila piscatória mais a Norte da Europa, Skarsvåg. Após o jantar, percorri os 13 quilómetros que separam Skarsvåg do cabo Norte.

A chegada ao Cabo Norte é um momento único, de quem está no ponto mais a Norte da Europa, com uma latitude 71º 10’ 21’’, e de quem tem o Oceano Glaciar Árctico como única fronteira norte.
No outro dia de manhã, voltei ao cabo Norte para visitar o Museu e Centro de Atendimento e assistir a vários documentários sobre o Nordkapp


.No dia seguinte, quando já regressava ao Sul, decidi ir até Havøysund pela sua National Route, uma das estradas mais panorâmicas do Norte da Noruega, que contorna o mar de Barents, numa distância de cerca de 70 quilómetros até à pequena e calma vila de Havøysund. Aí, subi até ao Arctic View, onde a vista sobre as ilhas Rolvsøy, Ingøy e Hjelmsøya é deslumbrante. Após o almoço, segui até Hammerfest, a última paragem antes de voltar a Tromsø.

Hammerfest, onde cheguei a meio da tarde, é uma calma e simpática cidade, que muito se orgulha de ser a cidade mais a norte do mundo. À noite, após o jantar, Hammerfest tornou-se mágica, quando começaram a surgir as primeiras auroras boreais. Era a primeira noite em toda a viagem em que conseguia ver auroras boreais, peguei no carro e afastei-me do centro da cidade, indo para a zona mais alta, longe das luzes da cidade. Durante cerca de uma hora, deslumbrei-me com a magia das luzes do Norte que apareciam no horizonte e se tornavam cada vez mais fortes, tornando única e inesquecível aquela noite.

No dia seguinte, estava na hora de voltar para Tromsø. Regressei no cruzeiro Hurtigruten, que liga Hammerfest a Tromsø em onze horas. A paisagem é única e não me cansei das horas que foram passadas no barco. A bordo a animação não parava, naquela que é considerada “a mais bela viagem do mundo”. No entanto, o melhor estava lá fora, onde o frio não intimidava a desfrutar da viagem na varanda do 9.º andar.

Chegado a Tromsø à meia-noite, ainda havia muito para explorar no dia seguinte. Visitei a Polaria — o aquário onde é possível ver espécies do Oceano Glaciar Árctico, assistir ao show de focas e ainda ser alertado para os perigos do aquecimento global —, e o teleférico de Fjellheinsen. Deu ainda para explorar o Polarmuseet, que retrata a vida no Árctico e várias expedições realizadas para atingir o Pólo Norte, bem como a Arctic Cathedral.

A viagem ao Ártico acaba onde começou, em Tromsø, com a certeza de que a Noruega é um país que nunca me pára de surpreender.



Fonte: Fugas