terça-feira, 4 de junho de 2019

Mapa do mundo literal mostra o significado dos nomes dos países


Numa altura em que as viagens são cada vez mais frequentes, uma investigação convida a descobrir o que significa cada um dos nomes dos países.



Photo by SAPO Tek

O  mapa da tradução literal dos nomes dos países procura essa abordagem diferente, com a descoberta de mais informação sobre as pessoas que viviam nesses territórios e quem os explorou, que está presente na escolha das designações. Ao perceber a etimologia, a origem das palavras, pode ficar com uma nova visão sobre um destino de viagem e por isso David Boyd publicou este mapa, e também o documento de investigação que lhe deu origem.
Da Ásia à Europa, passando por África, América Latina e América do Norte, as origens dos nomes estão colocadas em mapa, e é interessante perceber como os Francos e o Caminho do Norte foram inspirações para as designações de países europeus, enquanto a Terra dos Índios ou o povo que nasceu junto ao rio levaram à escolha de nomes no continente asiático e na América do Sul.

América do Norte

Photo by SAPO Tek
América do Sul
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Europa
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África
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Oceania
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A origem da investigação pode também ser consultada num documento que foi disponibilizado online, com a indicação das fontes para quem quiser ir além dos nomes.
Fonte: SAPO Tek | Veja o artigo original aqui.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Um guia para cumprimentar alguém em todo o mundo

 de Tyler Moss - adaptado da CN Traveller

A origem do beijo na bochecha, e como evitar dar um faux pas social onde quer que esteja.

Ao contrário de um simples aperto de mão ou abraço, as circunstâncias que justificam o beijo diferem de cultura para cultura: em Espanha, é comum dar um beijo em cada bochecha; em algumas partes do Afeganistão, costuma-se beijar até oito vezes. Assim percebemos que os beijos na bochecha são mais arte do que ciência. Para os viajantes, uma compreensão básica de como isto funciona é essencial - porque o movimento errado pode ofender alguém. Abaixo segue um guia para evitar que seja apanhado desprevenido com um beijo de um local bem-intencionado.

by rawpixel on Pixabay


As origens

No seu novo livro "One Kiss or Two: In Search of the Perfect Greeting", Andy Scott especula sobre a origem da tradição do beijo na bochecha, e remete para o beijo na boca sagrado que está enunciado na Bíblia.
Com o tempo, é possível que esta saudação tenha evoluído para um beijo na bochecha, o que explicaria o porquê de este ser tão popular nos países católicos. Apesar desta prática ser comum também em sítios como o Médio Oriente e a Ásia, é omnipresente na América Latina e na Europa Continental.
Scott diz que este era um costume camponês, que foi adoptado pelas elites quando as classes mais baixas começaram a migrar para as cidades.


A teoria
Não só é importante saber em que ocasião terá de virar as bochechas, mas também perceber quantos beijos esperar. Só na França, o número de beijos varia de região para região, de acordo com uma pesquisa feita em 2014 a 100.000 cidadãos: os parisienses consideram que a norma são 2 beijos, em Provença são 3, e no Vale do Loire são 4. Aqui está o número habitual em alguns países:
Um beijo: Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Filipinas
Dois beijos: Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Hungria, Roménia, Croácia, Bósnia, Brasil (apesar de, como na França, o número poder variar de região para região) e alguns países do Médio Oriente (excepto quando é um cumprimento entre sexos diferentes)
Três beijos: Bélgica, Eslovénia, Macedónia, Montenegro, Sérvia, Holanda, Suíça, Egipto e Rússia (acompanhado com um abraço apertado)


A prática
Um beijo, pelo nome, tem diferenças encantadoras - chama-se el beso em Espanha, beijinhos em Portugal, beijos no Brasil e beso beso nas Filipinas - mas a logística é simples: tocar a sua bochecha direita na da outra pessoa antes de se mover para o outro lado. A principal excepção é a Itália, que inicia o beijo pelo lado esquerdo.
Enquanto algumas culturas aplicam mesmo os lábios nas bochechas, é melhor abster-se disso. Em vez disso, toque com as bochechas e beije o ar – com um som suave, e não o bombástico muah! – evitando qualquer troca de saliva. Porquê?
“Alguns diriam por causa do batom”, diz Scott. “Outros diriam para evitar a propagação de germes”. De facto, em 2009, O The Telegraph relatou que muitas instituições francesas proibiram, temporariamente, os beijos na bochecha, para evitar o surto de gripe suína H1N1.


Alguns cuidados
Na América Latina, é normal cumprimentar alguém que acaba de conhecer com um beijo, sendo isso equivalente a um aperto de mão na América do Norte.
“Estranhamente, há uma correlação inversa (em muitos lugares) entre o número de beijos e o quão próximo e íntimo você está com essa pessoa”, diz Scott. “É como se o segundo beijo, de alguma forma, anulasse o significado do primeiro beijo. Em vez de ser um sinal de intimidade, é como um ritual.”
A dinâmica de género também é considerada importante. Na Europa e na América Latina, cumprimentos com beijos entre mulheres e mulheres, e entre mulheres e homens é amplamente aceite. Por outro lado, beijos entre homens e homens não são tão comuns, ocorrendo em lugares como a Argentina, a Sérvia e o sul de Itália. Como seria de esperar, beijos entre homens e mulheres são desaprovados em regiões mais conservadoras, enquanto que um beijo na bochecha entre homens é bem-vinda.
Com estas armadilhas já reveladas, Scott encoraja os viajantes a deixarem-se ir, mesmo no risco de darem um passo em falso.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Raquel à descoberta do Uzbequistão - Parte 2


Olá gente, isto é que é ser agente de viagens
É difícil cá entrar, que os formalismos são à moda russa. Mas compensa.
Não há conservadorismo islâmico à vista. Nem vislumbres de qualquer insegurança.

Photo by Raquel Ribeiro

Khiva é uma antiga cidade murada lindíssima com aqueles azulejos azuis feericos das 1001 noites. A comida é surpreendentemente saborosa e variada, com umas sopas e saladas bem boas. Os pratos começam em 1€, 1,5€.
As pessoas são caladinhas, até os vendedores. Apesar da beleza do cenário, há relativamente pouco turismo. Consegue-se apanhar estas ruas históricas vazias de manhã cedo e ao fim da tarde. 

Photo by Raquel Ribeiro

O nosso guia Marat é excelente. Até nos levou a um palácio que estava fechado ao público.
O único senão para o negócio, que talvez seja o que mantém as hordas ao largo, é que os hotéis são fracos para o standard dos nossos clientes mais exigentes. Mas parece que este novo presidente vai permitir investimento estrangeiro e acredito que tudo mude. Para melhor e pior, claro.
Quando tiver bons hotéis, vai ser um estupendo destino de lua-de-mel, porque há ligações aéreas à Tailândia, Malásia e Singapura. Em termos de romantismo dos cenários é fantástico. 
Mas ainda tem muito que aprender no resto.

Beijos orientais.

Photo by Raquel Ribeiro

PS - agora quando a minha amiga madeirense me diz que a Madeira tem tudo, já posso responder que o Uzbequistão também :-D 

terça-feira, 14 de maio de 2019

Raquel à descoberta do Uzbequistão - Parte 1


Tem quase tudo para o destino ser um sucesso.

Photo by Raquel Ribeiro

É seguro, não tem conservadorismo islâmico (as raparigas andam de minissaia), as pessoas são simpáticas e calmas, há boas ligações aéreas internas e em breve haverá comboio de alta velocidade. A comida é parecida com a nossa, com boas sopas e guisados, sem picante, o artesanato é de extraordinária qualidade, o inglês é bem falado pelas profissões do turismo, o serviço tem qualidade, os vendedores não são agressivos, há limpeza. 

Photo by Raquel Ribeiro

Mas tem um grande handicap, que é a hotelaria. Tanto os mais tradicionais como os modernos usam um mobiliário e coisas como candeeiros que fazem fugir. Não há bom gosto. Em vez de irem aos mercados e usarem os bordados e tapetes que têm, usam umas mobílias escuras, pesadas, muito pirosas, claramente ao gosto russo-chinês. Coisas com muitos espelhos, dourados, terríveis. Não há um hotel 5* nestas duas importantes cidades históricas. Espero que quando abrirem ao investimento estrangeiro a coisa melhore.

Até ao momento, escapam melhor:

Sherazade 3* em Khiva, familiar, decorado com artesanato bonito 

Bek 4* em Khiva, grande, moderno e menos horrível do que a maioria 

Minzifa boutique em Bukhara, sem dúvida o melhor até agora, embora mais se assemelhe a um riad modesto 

Zargaron Plaza 4*, quartos enormes, muito bem mantidos, mas fora do centro. 


Photo by Raquel Ribeiro

Eu cá vou beneficiando de ainda ser um destino pouco conhecido e com work in progress; como viajante adoro, mas como agente é preciso mais.

Beijos.     


terça-feira, 7 de maio de 2019

Alguns dos melhores trilhos do mundo para caminhar

Prepare as botas de caminhada e os casacos impermeáveis! Abaixo pode ler quais são alguns dos melhores trilhos do mundo, que incluem desde uma caminhada feita por um poeta japonês, até uma visita à população de gorilas no Uganda. Podem ser rotas desafiadoras, mas a experiência por elas oferecida compensa todo o esforço investido.


Photo by Annie Spratt on Unsplash
Pennine Way, Reino Unido
Com mais de 400 km desde o Peak District até à fronteira escocesa, a Pennine Way é o trajecto mais célebre do Reino Unido.
A caminhada leva 3 semanas, passando por pântanos selvagens a Este de Manchester antes de cruzar a antiga fronteira da Muralha de Adriano, continuando depois até à Escócia.
Se é um fanático do ar livre, entusiasta de campismo ou se consegue lidar com as inexplicáveis mudanças do clima britânico, este trilho é para si.

Photo by Jorge Flota on Unsplash

Camino de Santiago de Compostela, Espanha
Em vez de seguir um caminho apenas, o Camino de Santiago permite, na verdade, seguir uma série de diferentes rotas de peregrinação. Todas elas têm como destino o santuário do Apóstolo Santiago, na catedral de Santiago de Compostela. A rota mais conhecida segue a linha do Norte de Espanha e dos Pirenéus Franceses.
Caso não queira ficar em hotéis e quiser ter uma aventura em grande, pode sempre optar por pernoitar em mosteiros.

Photo by AJ on Unsplash

O viajante Basho, Japão
O Japão possui inúmeros trilhos antigos, ligando cidades e templos únicos, e este não é excepção. Esta jornada, de seis dias, começa em Sendai e percorre a região Tohoku, passando por Hiraizumi – património da UNESCO – e pelo caminho de Dewa Kaido, com as suas florestas de faias e cerejeiras. Mas sabe o que é o mais interessante desta rota?  Segue o caminho feito pelo poeta Matsuo Basho, há mais de 300 anos!

Photo by Diego Jimenez on Unsplash

Secção de Jinshanling da Grande Muralha, China
Passear pela Grande Muralha da China no ponto turístico de Badaling pode ser uma experiência stressante porque, para além de cansativa, está repleta de multidões e vendedores ambulantes. A solução é substituí-la por Jinshanling, que oferece a oportunidade perfeita para explorar uma secção íngreme e bem conservada deste verdadeiro ícone chinês. Apesar de extenuante, a vista é verdadeiramente surpreendente e acredite que faz o cansaço valer a pena.

Photo by Francesco Gallarotti on Unsplash

Percorsi Occitani, Maira Valley, Italia
Através dos seus caminhos anciãos, o Percorsi Occitiani é uma viagem atrás no tempo. Muitos moradores ainda falam a língua occitana, e o facto do Maira Valley ser tão remoto faz com que seja um dos lugares mais genuínos do norte de Itália.
Ligando aldeias e vilas, esta rota de nove dias inclui escaladas em zonas muito desafiantes. Se percorrer este trilho, vai encontrar nos vales verdejantes e nas montanhas um refúgio que compensa visitar.

Photo by Sebastian Unrau on Unsplash

Bwindi Impenetrable Forest, Uganda
Se procura um passeio pela vida selvagem, uma viagem à Bwidi Impenetrable Forest, no Uganda, é uma das melhores opções. Dá-lhe a oportunidade de ver de perto a população local de gorilas da região. Geralmente, aconselha-se a viagem a grupos até 8 pessoas.

Photo by Laura Filipe

Monteverde Cloud Forest Reserve, Costa Rica
O melhor sítio para explorar a biodiversidade da Costa Rica é na Cloud Forest Reserve, em Monteverde. A reserva tem uma série de caminhos bem marcados, ideal para os aventureiros que gostem de um passeio fácil. Ao longo deste trilho tem a oportunidade de ver, de perto, a vida das aves e a flora da área, sem ter que fazer as malas para uma caminhada de vários dias! Orquídeas, samambaias e musgo abundam e, com um pouco de sorte, pode ver um quetzal colorido a voar.

terça-feira, 30 de abril de 2019

A Paula foi ao Egipto e contou-nos tudo - Parte 3

Photo by Paula Alves

A visita a Abu Simbel obrigou-nos a levantar às 3h30, mas é algo realmente deslumbrante.
A estrada que vai lá ter abre para os turistas às 5h e fechas às 16h, e há uma abertura especial escoltada pela polícia antes da meia-noite, para quem vai ver o show de luzes que se inicia às 18h.

Existem várias formas de se fazer esta visita, e todas tem os seus prós e contras.
Existe um Aeroporto em Abu Simbel, portanto é possível visitar-se usando um voo doméstico, e até é possível dormir lá, pois há um hotel 4*.

A viagem de carro fez-se muito bem. Tínhamos ido para a cama às 20h30 e consegui dormir até às 3h, foi óptimo. No carro, levamos as almofadas do hotel e tampões nos ouvidos, então foi ainda melhor! Eles conduzem muito rápido, e tanto a estrada como o carro (van bastante bom) fazem com que se sinta mais a velocidade.

Estava bastante frio, não havia sol nem calor nenhum nesta terra…o clima com 0% humidade é mesmo muito diferente.
Chegámos às 7h50 e já lá estavam cerca de 7 autocarros, mas nem parecia ter muita gente. Aqui é preciso bilhete para tirar fotos. Eles não informam, dizem que a multa por tirar fotos é 300lb o que leva muito gente a pensar que não se pode tirar, simplesmente.
Os senhores que andam por lá a pedir o bilhete também indicam o local das melhores fotos ou tiram, mas querem pilim, gasosa ou gorjeta, como eles já sabem dizer!!

Photo by Paula Alves

O magnífico Templo de Ramsés II e Nefertiti ao lado (e partilhado com Deusa Hator) iam ficar debaixo do Lago de Abu Simbel que foi feito pelo homem quando construíram a barragem de Aswan. Com apoio da UNESCO cortaram as pedras e cerca de 45 mil pedaços, e reconstruíram tudo na margem do lago! Podiam ter levado os templos para Aswan, de forma a facilitar as visitas, mas ter-se-ia perdido o milagre de Ramsés II. No altar que ele construiu, com a figura dele e 3 deuses, o sol entrava 15 minutos pelo templo, no dia 22 de Outubro e 22 de Fevereiro, e iluminava a cara dele. Estes dias, quando os templos estavam no local certo, eram 21 de Outubro e 21 de Fevereiro. Caso os templos tivessem ido para Aswan, perdia-se este “milagre”!

Fizemos umas comprinhas nas tendas junto aos Templos, bebemos um chá, e partimos pelas 9h com regresso a Aswan. Após uma hora fizemos uma pausa para ir à casa de banho e para ver as miragens no deserto, e chegamos ao destino por volta das 12h. Fomos visitar o Templo Philae, que fica numa ilha, e os preços da viagem de barco são negociados pelo guia no momento.
Há artesanato bonito aqui, merece algum tempo livre, mas por opção nossa não incluímos mais visitas.

Apesar de curto, o tempo que passamos em Philae foi bem passado. Tanto o passeio de barco como toda a envolvente são muito bonitos.

Este templo também ia ficar debaixo da água da barragem, mas foi reconstruído noutra ilha, quase ao lado. O Templo de Philae, da deusa Isis, esteve debaixo do Rio Nilo cerca de 72 anos. Antigamente, ia-se de barco ver o topo do mesmo ou entravam pelas janelas na parte mais alta. A pedra ficou preta em muitas zonas por causa da água.

Regressámos ao navio para almoçar às 14h, e só 40min para o fazer, visto que íamos partir de faluca para fazer a visita da Vila Núbia. Resolvi incluir para saber como é, e fiz bem!

Photo by Paula Alves


Saímos de faluca, barco à vela típico, onde um dos jovens núbios que nos conduzia começou a cantar e tocar tambor. Comprei-lhe um colar, uma pulseira e um crocodilo de madeira 😊. Tivemos que passar para um barco a motor para chegarmos ao destino final mais depressa: o vento não era muito e a faluca não é barco que se apresse.

Passamos por várias ilhas pequenas muito belas e paramos numa praia para experimentar as águas do Nilo. Os vendedores são muito insistentes… vêm logo tentar vender alguma coisa, e naturalmente têm sorte muitas vezes.

A água é gelada! E o Henrique mergulhou mesmo…em cheio. A água é transparente, mas está cheia de lixo, e isso foi algo que me incomodou muito. Latas de coca-cola, garrafas de água… enfim.

Photo by Paula Alves

Fomos de camelo até à Vila Núbia, acompanhados de muito lixo na areia… é mesmo uma tristeza. Por outro lado, a Vila está a desenvolver-se bastante bem, com vários alojamentos locais engraçados. Todos vivem do turismo, que está a recuperar, e constroem-se casas novas. Acredito que daqui a uns anos esteja bem melhor. O pior agora é todo o lixo que têm acumulado em todo lado.

As casas são coloridas, típicas e o artesanato é bem giro. A visita valeu a pena porque, para além de ter sido agradável para nós, acabamos por ajudar o povo que precisa de se desenvolver.

A coisa que menos me agradou foi o facto de todos terem um crocodilo em casa, fechado numa gaiola. Não tem graça ver um animal de 2 metros num quadrado de pedra com uma grade por cima. Mas dizem que à noite os soltam no pátio das casas. Espero que sim.

No regresso, assistimos a um casamento de um casal que não era local 😊, não sei de onde eram, ou da Europa, Américas ou Austrália. Estavam todos bonitos, com o povo vestido de branco a cantar e dançar com eles.

Voltamos ao pequeno barco de motor e seguimos para o nosso navio. Passamos em frente ao hotel da Agatha Christie, e tivemos a oportunidade de observar a cidade iluminada à noite. Parece-me muito mais desenvolvida do que Luxor.

Foi um dia em cheio, e foi o que nós mais adorámos. Nem estávamos assim tão cansados. Depois de jantar, com um tema Egípcio, assistimos a uma dança de dervishe, em que a veste do senhor não era muito bonita 😊.
Dormimos e, na manhã seguinte, regressamos ao Cairo, onde tínhamos o representante à nossa espera. Não era Amru, mas outro senhor simpático cujo nome não fixei. Seguimos para almoçar, onde a nossa guia Hoda nos esperava, novamente num barco no Nilo. A entrada era bonita, mas a comida foi o básico… frango grelhado, arroz e batatas fritas congeladas…enfim. As entradas e o pão pita eram o melhor.

Depois de almoço, fomos ver o Museu do Cairo, em que estava tudo aquilo que estava no túmulo do Tutankhamon. A sala das múmias, amazing!! Compra-se um bilhete de 50lb para tirar fotos, mas ninguém anda pelo museu a pedir o bilhete, então era fácil tirar. 😊


Photo by Paula Alves

Depois do Museu, iniciamos o nosso tour do Cairo by night. Passamos pelo cemitério da cidade, e existem casas ao lado dos túmulos. Antigamente, as pessoas ficavam aqui a viver para se esconderem dos Israelitas, que não os iam procurar num cemitério. Agora continuam lá muitas pessoas pobres, que se habituaram a viver ali. O governo tentou realojá-los, mas eles não mostram interesse.

O local, se fosse recuperado, era bem giro. O seu estilo fez-me lembrar os Hutong de Beijing, mas com muito lixo. Isto, talvez, pelo facto de não ser propriamente uma atração turística, mas sim uma curiosidade.

Fomos visitar uma mesquita. Passamos na Rua Moez e fomos ao Mercado Khan el Khalili. Depois de ver o Mercado, que parece igual a todos os outros depois de já ter passado por alguns, encontramos a guia num café, onde bebemos chá, fumamos shisha e seguimos para jantar.

Depois de jantar, passamos para ver algumas luzes e a vista dos hotéis mais importantes junto ao Nilo, e seguimos para o Aeroporto.

Chegámos 3 horas antes do voo e o representante ficou à espera connosco. Eramos os primeiros na fila e ele ficou a guardar o lugar para nos sentarmos. Seguimos no voo noturno até se passou bem.

Saímos do avião e a polícia estava a parar todos para ver o passaporte…bom, ficaram com o Rui… depois de todos saírem e nos deixarem ir à casa de banho, explicaram que ele tinha que ir com eles verificar o nome e passaporte, porque procuravam uma pessoa com o mesmo nome ou um muito parecido. Nós tivemos que ir para a fila normal dos passaportes. Quando saímos ele já estava despachado…não era ele 😊!

terça-feira, 23 de abril de 2019

A Paula foi ao Egipto e contou-nos tudo - Parte 2


Photo by Paula Alves

Chegando a Luxor, o representante local esperava-nos.

O hotel Jolie Ville é algo dos anos 50, que lembra vagamente um espaço colonial africano. Tem uma vista rio ao pequeno-almoço agradável, e o quarto é aceitável. Não é nada de especial, mas as toalhas são surpreendentemente boas, a cama confortável e a água muito quentinha para um banho bem merecido depois de um dia longo no Cairo.

No dia seguinte, após termos dormido bem, o pequeno-almoço foi muito completo. Depois fomos fazer check-in no barco, e almoçamos. A comida foi bastante boa e não houve nada de coisas estranhas! O quarto tinha uma boa apresentação e era bem espaçoso, tendo em conta que estávamos a falar de um quarto num cruzeiro.

Fomos visitar o Templo de Luxor e de Karnak… impressionante! É algo tão magnifico que não tem explicação. A imensidão de tudo coloca-nos num tamanho tão pequeno, que parecemos insignificantes!

O guia de facto debita a história toda e sinto que é um verdadeiro overload de informação… requer algum estudo antes de vir. É bom para quem for historiador ou simplesmente muito culto. Para quem não sabe tanto, o guia poderia fazer só alguns comentários mais simples 😊.

Assim como o primeiro almoço, o jantar no barco também foi muito bom, assim como o pequeno-almoço.

Photo by Paula Alves

Para a visita ao Vale dos Reis saímos do barco às 7h30…bem cedo, mas devido ao calor intenso, e para chegarmos a horas de partir em direção a Esna, não podia ser mais tarde. 
O Vale dos Reis é impressionante…62 túmulos debaixo dos montes de pedra e areia que ali se encontram. Visitamos 3 dos túmulos e demoramos 2h30!
  
Resolvemos não ir ver o Tutankhamon, pois só está lá a múmia dele. Consideramos que compensava mais ir à sala das múmias no Museu Egípcio, que tem lá entre outros. De facto, ninguém sabe bem de onde vem a fama do Tutankhamon. Apenas governou 3 anos, dos 16 aos 19, e não fez nada de extraordinário… mas todos falam muito dele!

Photo by Paula Alves

Depois do intenso Vale dos Reis, fomos ao Templo da Rainha Hatshepsut. Parecia mesmo que tinha nascido no meio do monte, achei magnífico. Isso, e os átrios interiores que lá existiam. Muito interessantes.

Seguimos para o Templo de Ramses III, wonderful! 😊 As paredes trabalhadas na entrada são extraordinárias, e a fachada conta toda a sua história de batalhas. Usava-a como livro, diário, algo único para esta cultura. De facto, foi um povo muito à frente do seu tempo. Ou foram influenciados por deuses, como indicavam nas suas escritas, ou então a teoria dos extraterrestres é mesmo verdade. 😊 Como é possível um povo ter feito tudo o que fez com os recursos existentes na altura?!

Terminámos nos Colossos de Memnon, que tinha um fundo montanhoso incrível. Por volta das 13h30 regressamos ao barco para partir e almoçar. Mais uma vez, desfrutamos de uma boa refeição!



Photo by Paula Alves

A paisagem é única… o deserto, as palmeiras, as casas inacabadas ao longo do Nilo… e muitas vacas africanas! O dia foi passando, e enquanto uns foram ver filmes ou ler revistas de inspiração para próximas viagens, outros foram dormir. Serviram chá, bolos e crepes no terraço da piscina… de lá, conseguíamos ver uns vendedores que prenderam o barco ao nosso, e que foram puxados pelo navio até Esna!

Ao fim do dia, fomos à hora do cocktail, seguida de jantar. No dia anterior houve dança do ventre, mas o sono era tanto que não aguentámos! Para pensão completa, está tudo muito bem organizado.

Na noite de cocktails, todas as pessoas estavam muito bem vestidas e o capitão apresentou a equipa do navio. Os cocktails foram oferta, tendo eles vodka ou não.


Photo by Paula Alves

No dia seguinte, paramos em Edfu para visitar o seu Templo dedicado ao Deus falcão Hórus, o mais bem conservado do Egipto e o segundo maior do país. Às 10h30, regressamos ao barco para continuar até Kom Ombo. Só voltamos a parar às 17h, para visitar o novo Templo dedicado a dois deuses: Haroeris, com cabeça de falcão, e Sobek, deus da fertilidade com cabeça de crocodilo.

Photo by Paula Alves

A navegação no Nilo é linda, calma, e tem uma paisagem que nos remete inevitavelmente ao filme Moisés! É fantástico ver os navios, falucas, o comboio a passear naquela calma com palmeiras ao longo das margens e montanhas desertas como pano de fundo.
Voltamos ao navio, que desatracou às 19h e seguimos até Aswan.