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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Cidades vibrantes pelos olhos de quem as conhece

O ano de 2018 está a terminar. Para muitos é uma altura de fazer balanços, fixar objetivos e fazer planos para o ano seguinte. E porque viajar está sempre nos nossos planos, deixamos aqui um especial de destinos para 2019! A Suitcase Mag falou com um designer de jóias, uma atriz, uma escritora e um designer e todos têm algo em comum. Nasceram ou vivem em cidades vibrantes, com muito para descobrir! Muito já foi dito e escrito acerca destas quatro cidades - São Paulo, Tel Aviv, Veneza e Nova Deli. Trazemos agora algo mais, descrito pelos olhos de quem vive a cidade no dia-a-dia. Profissionais criativos, que retiram inspiração destas cidades, e também colocam nelas o resultado dessa inspiração.

São Paulo, Brasil

Ara Vartanian é um designer de jóias brasileiro que usa pedras preciosas como a base do seu trabalho. Baseado em Londres, é natural de São Paulo, e deixa as suas recomendações desta cidade cosmopolita e sempre em movimento.

Como passar 24 horas em São Paulo?

Podem começar com um pequeno-almoço no Café Futuro Refeitorio. Fica situado num edifício industrial mas a comida é fantástica. A seguir, visitem Fortes D’Aloia e Gabriel, uma galeria de arte ou o Museu de Arte de São Paulo. Sigam para um almoço na steakhouse 348 Corrientes. A seguir ao almoço, visitem a Galeria Luciana Brito, que fica numa fantástica casa dos anos 50. Ao cair da noite, vão beber um copo no Terraço Itália. É um dos mais altos edifícios em São Paulo.
Photo by D A V I D S O N L U N A on Unsplash

Veneza, Itália

Skye McAlpine é uma autora de livros de cozinha, que passa muito do seu tempo em Veneza, onde alimenta o seu blog From my dining table. É também fotógrafa e dá workshops de cozinha. Deixou algumas ideias de como descobrir Veneza, saindo do percurso turístico habitual.

Diga-nos um sítio secreto em Veneza

Comer um gelado italiano em Veneza é obrigatório. A melhor geladaria da cidade fica por detrás da Piazza San Marco e chama-se Mela Verde. Tem uma seleção fantástica de gelados, diferente todos os dias.
Photo by Lucas Marcomini on Unsplash

Tel Aviv, Israel

Dorit Bar Or é uma atriz e designer israelita, que desenvolve as suas criações de luxo para férias. Segundo ela, Tel Aviv está a transformar-se numa mini Ibiza. É preciso dizer mais?

Onde podemos sentir a cultural local?

A feira de Jaffa é um misto de culturas. Aqui podem encontrar variedade de culinária e bares e sentar à beira da estrada a provar um pouco de cada. Além disso, podem conhecer designers novos e algumas lojas de artigos para casa.
Photo by Faruk Kaymak on Unsplash

Nova Deli, Índia

Robert Mishchenko é um designer ucraniano que lançou a sua primeira coleção na rede social Instagram. A partir daí, alcançou o sucesso mundial, baseado nos seus designs inspirados em férias e Verão. Viaja pelo Mundo, por prazer e pelos negócios. Nova Deli impressionou-o tanto que lhe dedicou uma das suas coleções.

O que o inspirou?

As cores. Há misturas únicas de laranja e rosa, azul e amarelo, branco e dourado. Passei muito tempo a explorar mercados, onde as cores são vibrantes. Os indianos não têm vergonha em usar cor e é assim que deve ser. Cores fortes trazem felicidade.


Photo by Pau Casals on Unsplash

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A Paula foi aos EUA no Verão e traz a sua experiência pessoal - Parte 1

A Paula Alves, uma das fundadoras da TravelTailors, foi aos EUA este Verão. E porque viajar faz mesmo parte do ADN das suas fundadoras (e não é somente no que trabalhamos), queremos partilhar mais esta história de viagem pessoal. Em nome próprio, a Paula conta o que andou a fazer pelas terras do Tio Sam.

San Diego e Los Angeles – incursão pelas cidades americanas

San Diego é bastante giro. La Jolla Cove é muito bonito; nunca pensei ver tantos leões marinhos, uma comunidade enorme que toma conta da praia! Muitos jovens a fazer desportos aquáticos, e muito snorkeling. O senhor que nos entregou o carro na rent-a-car já teve vários empregos, e um deles levou-o a viver em Portugal. Como o mundo é pequeno! A esposa é bióloga marinha e diz que as águas em San Diego estão cheias de tubarões, que comem os "baby sea lions"!! O mais giro em San Diego deve mesmo ser o navio militar, é um espectáculo. Jantámos num restaurante italiano com vista para a cidade e houve fogo de artificio...very nice! Vimos também Coronado beach, que gostámos muito. Ficámos num hotel que foi o primeiro hotel a ser electrificado. Foi o próprio do Thomas Edison que o foi lá fazer!


Photo by Daniel Guerra on Unsplash

A caminho de Los Angeles


Passámos pela praia de Laguna Beach, que não achei nada bonita. Está cheia de algas e as pessoas deitadas ao lado. Já a vila é bonita. Mas para quem queira vir fazer praia, não vale muito a pena. E a água ronda os 20 graus, portanto nem é pela temperatura. Confirma-se o que sempre dizemos: em Portugal há praia mais bonita, e com água mais quente.


Photo by Ahmet Yalçınkaya on Unsplash
O trânsito é uma loucura. Há cinco faixas na auto-estrada e estão todas cheias! O custo de vida é bastante elevado. Um postal custa $3, uma água $3,5. Chegados a Los Angeles, fomos ao Sunset Boulevard, é obrigatório! Passamos por Bel Air, onde as casas são bonitas e os espaços muito bem arranjados. Fomos tirar as fotos da praxe no Hollywood sign, depois fomos ao passeio da fama... e é aí que pensamos que é tudo artificial e só para turista ver. A rua é suja e há tanta pobreza humana, de diversos níveis. Aqui, não consigo ver beleza. Vamos mas é para os parques que, de facto, não sou uma pessoa de cidades!  

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Um jardim com vista para o Pacífico

É o Parque Nacional Manuel Antonio, fica na Costa Rica, acolhe 400 mil visitantes por ano e abriga um número respeitável de pássaros e de mamíferos, uma densa vegetação e praias de sonho, com areias douradas e águas azuis.

Fonte: Sousa Ribeiro, Fugas - PÚBLICO



Não gosto de visitar um lugar, mesmo que seja um parque natural, com um guia turístico. E nada tenho contra eles, respeito a sua profissão, simplesmente entendo que retiram espontaneidade à minha incursão, que me abstraem do essencial, da serenidade que espero encontrar, mesmo que nada, sem a ajuda de alguém mais familiarizado com o espaço físico e com os sons, se depare à minha frente, nem um único animal, nem uma única ave, tantas árvores cujo nome desconheço e fazem de mim um ignorante.

É mesmo assim.


Mas, ainda fora do Parque Nacional Manuel Antonio, em cuja direcção caminhara desde a aldeia homónima na presunção de que estava tão próximo, passando pela playa Espadilla Norte, aquela que os mais intímos chamam a primeira praia, com as suas areias brancas, simpatizei desde logo com Manuel Cabalceta Méndez, a desfrutar de uma pausa entre as muitas aventuras que o ocupam, dia e noite, palmilhando os trilhos do parque criado já em 1972, a verdadeira jóia do litoral pacífico que abarca dois mil hectares de terra e 55 mil hectares de água.
Hoje em dia, ser guia turístico representa muito mais do que saber dizer macaco em inglês ou em francês. É necessário conhecer a história do país a fundo, a história natural, política, religiosa, a arte, as tradições, a cultura, ser também um chef, porque não raras vezes os turistas me pedem que lhes envie um email com a receita de um bom ceviche ou de um típico gallo pinto.

As palavras de Manuel Cabalceta Méndez martelam no meu cérebro quando, finalmente, os meus passos vão pisando o trilho que, ao fim de alguns metros, me conduz a uma cascata. Percorro o sendero La catarata, não mais de 900 metros, até apreciar a água a cair, não muita, porque a época das chuvas permanece distante e regresso, logo de seguida, ao caminho que todos pisam mal entram no perímetro do parque.  

Uma certa quietude, agora que todos estão mais para a frente, permite-me reflectir sobre o país dos ticos, onde se esconde 6% da biodiversidade mundial, esse território banhado pelas águas do Pacífico e do mar das Caraíbas, um paraíso constituído por bosques tropicais, lagos, vulcões e praias que abrigam espécies vegetais e animais extraordinárias — o Instituto Nacional da Biodiversidade calcula que haverá pelo menos um milhão neste autêntico jardim zoológico tropical claramente abençoado pela natureza.


Emissão zero

Embrenho-me pelo parque Manuel Antonio mas sinto dificuldade em afastar-me da realidade do país, do facto de mais de 25% de uma área total ligeiramente superior a 50 mil km2 (e não mais de 4, 8 milhões de habitantes) ser declarado Reserva Nacional, o que corresponde a uma das mais elevadas percentagens mundiais. Por momentos penso naqueles que, erradamente, buscam na Costa Rica ruínas pré Colombo ou vestígios de cidades coloniais; o património do país é a força da natureza, uma Arca de Noé em todo o seu esplendor — não há, na América Central, outro país que proporcione tantos mimos, com tanto esmero, ao meio ambiente.

Sigo em frente, ao longo do trilho El Perezoso, e a presença de um preguiça, trepando vagarosamente pelo tronco esguio de uma árvore, faz desde logo justiça ao nome; depois desvio-me para o passadiço construído há dois anos, correndo quase paralelo ao trilho e muito mais tranquilo. Por entre a ramagem espessa, avisto um tucano com tonalidades azuis e amarelas — aviso aqueles que se aproximam, como quem desempenha o papel de guia, substituindo Manuel Cabalceta Méndez.

Aqui e acolá penso nele, nas suas palavras sábias.

- Claro que o turista que visita a Costa Rica vem com a intenção de fazer turismo natural, ecotours, actividades de aventura, espairecer. Se quer ver Cadillacs antigos e beber mojitos escolhe Cuba como destino. Há muitos animais, belos e interessantes, na Costa Rica mas mais de 90% dos meus clientes, ao longo das minhas caminhadas guiadas, espera ver um preguiça ou um macaco — são, sem dúvida, independentemente da idade dos turistas, os animais mais populares.

- Temos o turista sério e exigente, que sabe o que quer, o turista descontraído sem grande interesse científico, que apenas quer apreender um pouco da nossa cultura e das nossas tradições, e o turista que simplesmente não sabe em que país está, que nada sabe da geografia mundial ao ponto de me perguntar em que ilha estamos.


Varanda com vista

A Punta Catedral foi, em tempos, uma ilha mas está ligada ao continente por uma estreita faixa que separa duas praias, a Espadilla Sur e a Manuel Antonio. Bem perto destas, está um miradouro que as árvores, com as suas copas altas, pouco deixam ver, a não ser um pássaro ou outro, mais o céu azul — quando desço encontro um macaco que se esconde atrás de uma das vigas de cimento sobre as quais está construída a torre de observação e exibe-se por instantes, em frente a um telemóvel que o eterniza; logo depois, mostra-se indiferente ao interesse dos curiosos, enquanto outros, caminhando sobre o trilho que corre junto à praia, vão lutando em cima da areia que se levanta, motivando mais e mais fotografias.

As ondas do mar chegam arrebatadoras, não há nelas qualquer manifestação dócil, arrastam a areia na sua cavalgada e, para o outro lado, batem com força sobre os rochedos, lançando um lençol de espuma que sobe no ar; caminho, a maior parte das vezes entregue à minha solidão, e avisto ao longe a praia por onde passara, às primeiras horas da manhã, território de surfistas e de alguns casais que se estendiam nas suas camas dispostas sobre as areias, fitando pequenas ilhas recortando-se naquele mar infinitamente azul, aqui e acolá sobrevoadas por pássaros que riscavam o céu. O parque Manuel Antonio tem, na verdade, visitantes a mais, mas tem, da mesma forma, algumas das praias mais bonitas do mundo — difícil é, por vezes, compreender por que designam a Espadilla Sur como a segunda praia, a playa Manuel Antonio como a terceira, a playa Puerto Escondido (a de mais difícil acesso) como a quarta, finalmente, no meio de toda esta confusão, a Playita (mais procurada pela comunidade homossexual, que de há muitos anos a esta parte vê Manuel Antonio como destino de sonho mas também porque a homossexualidade foi descriminalizada na Costa Rica já na década de 1970) como a quinta. São cinco praias, o melhor mesmo é não as contar, como fazem alguns, começando pela Espadilla Sur, o que provoca desde logo um certo desassossego nos seus cérebros, que apenas deviam estar disponíveis para admirar a magnificência de um lugar pouco dado a números.



Quando deixo o trilho principal, hesitando na bifurcação, opto pelo que parte à minha direita, iniciando uma descida pouco íngreme que dentro em breve se abre para o mar, para águas onde não tardo a mergulhar antes de estender a minha toalha sobre areias douradas, testemunhando o clamor das vagas ou simplesmente observando aqueles que, na sua errância pausada, deixam marcas sobre a areia húmida, com um olhar sonhador que me faz adivinhar que provavelmente nunca estiveram em lugares tão bonitos como este que lhes serve de cenário.

Fico feliz por eles. E por mim, pela panorâmica que me é dada a contemplar.

Caminho um pouco mais, quase sempre em silêncio, mas expectante, atento, fitando as árvores que sobem no céu de um azul puro; cruzo-me com um ou outro casal, aqui e ali avisto um animal, detenho-me e incito-os a observarem, mesmo que a minha missão se revele por vezes difícil, até que acabo por seguir o meu trajecto que me leva, daí a pouco tempo, até uma espécie de varanda de onde avisto o mar em toda a sua beleza, ao mesmo tempo que, em baixo,  sob o penhasco que cai na vertical, escuto o rugido das águas, quebrando-se com impaciência contra as rochas, como música para os meus ouvidos que não escutam, daí a pouco, o lento rastejar de um lagarto que, em cima de uma pedra, ao sol, abre a sua boca como alguém que pretende, de uma só vez, abarcar toda a beleza do lugar, como se aquele fosse um momento único, sublime, incapaz de se repetir por muitos anos que a vida, como o mar que continuo a avistar, se perfile no horizonte.

Servindo-me de outro trilho, subindo uma vez ou outra, vendo o sol filtrando-se por entre os ramos das árvores, chego à praia onde os turistas se banham, onde outros se abrigam dos raios fortes do sol, onde alguns, ainda, se divertem observando os macacos que estão mais interessados no conteúdo dos seus sacos do que em serem fotografados ou apreciados nas suas acrobacias — afinal, o mundo é mesmo assim, cada um, consciente ou inconscientemente, faz aquilo que mais lhe interessa. 

Faço o caminho de regresso, quase não há turistas a esta hora, o parque parece-me mais belo do que nunca, entregue a si próprio, à sua beatitude; agora, porque o dia avança, não há animais, nenhum guia me poderia apontar um, talvez me pudesse indicar apenas o nome desta ou daquela árvore, fazer com que levantasse o olhar e lhe agradecesse.

É mesmo assim, pura vida! A TravelTailors já lá esteve com os nossos clientes, que não puderam deixar de recomendar este destino! Veja só o que já preparámos para a Costa Rica



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Laos: a floresta canta mais alto que a modernidade

À noite, Huay Xay não tem vivalma nas ruas. Com o raiar do dia, vê-se que a cultura local foi invadida pela modernidade de um turismo recente. A modernidade procura conciliar-se com a flora e fauna locais e oferecer aos turistas mais aventureiros a oportunidade de fazer trekking na floresta, percorrer longas distâncias de zipline e dormir numa cabana a mais de 40 metros de altura.

Fonte: Fugas - PÚBLICO



Huay Xay é uma pequena cidade nas margens do rio Mekong – que separa, naturalmente, o Laos da vizinha Tailândia. Para quem chega de noite, parece saída de um filme de cowboys, mergulhada na escuridão, sem vivalma nas ruas. Com o raiar do dia, emergem cores pardacentas, próprias de algumas construções inacabadas que enchem a rua principal, onde famílias inteiras moram em casas amontoadas num prédio sem fachada. Não é preciso ser o big brother para espreitar a rotina daquelas pessoas: está ali, aos olhos de quem passa.

A cultura local foi invadida pela modernidade de um turismo recente – o que resulta numa mescla algo confusa de pequenos restaurantes tradicionais com modernos cafés, que oferecem brunch aos turistas pelo preço de um almoço na Europa.

As cabanas apelam ao imaginário da infância: com raízes de Tom Sawyer polvilhadas de alguma modernidade. A maior tem três pisos. No inferior, está uma casa de banho com os utensílios essenciais: tem uma cortina a fazer de porta e, do outro lado, é aberta para a paisagem da floresta. Sob os pés, estão tábuas de madeira, com aparência sólida e com frinchas que permitem olhar até perder de vista - afinal, são 40 metros de altitude, o equivalente a um prédio com 12 andares. O chuveiro é de água fria, mas abundante. Quando cai, nas tábuas de madeira, escorre entre as frinchas e vai desaguar sobre o vazio. O ruído, exacerbado pelo silêncio da floresta, assemelha-se a uma daquelas chuvadas que antecedem a tempestade.

O piso intermédio é o mais amplo da casa. De um lado, tem um balcão, a servir de kitchenette, com água potável, e um armário com pratos, copos e talheres. Do outro, um espaço aberto que serve para dormir, em sacos-cama abrigados por pequenas tendas, e fazer as refeições, numa pequena mesa, quase ao nível do chão, ao estilo asiático.

O último piso não é – como reza a fama – o melhor. De dimensões muito reduzidas, cabem, apenas, um ou dois sacos-cama no chão. Mas é o ideal para quem gosta de ter uma boa vista.



O “canto” dos gibões

O dia está a raiar e ainda não há movimento na cabana. Um ruído, que se ouvia, ao fundo, parece ficar mais alto, mais próximo. É ritmado, quase melodioso. Talvez a embriaguez do sono confunda as ideias, talvez a falta de noção de tempo e de espaço, ali na floresta, permita que a realidade se confunda com o imaginário. Mas os viajantes poderiam jurar que ouvem… cantar. Não é uma voz humana. Não há voz, sequer. Não são trinados nem assobios como os das aves… É algo indescritivelmente bonito. Os primeiros olhos a abrir, na cabana, procuram descortinar a origem daquele som, no meio de um nevoeiro denso. De súbito, alguém sussurra: “São os gibões! Estão perto da nossa árvore! Estão a cantar.” Todas as cabeças espreitam por detrás das tendas, alguns ainda embrulhados nos sacos-cama para se protegerem da geada matinal. O grupo troca olhares cúmplices e, até, emocionados. É uma experiência única na vida. 

No Laos, não existe linha férrea e alguns aeroportos têm um funcionamento irregular. Para fazer a viagem entre Huay Xay e Luang Prabang, uma das hipóteses é ir de barco: speed boat ou slow boat. O speed boat é uma espécie de lancha, ruidosa, que atinge velocidades elevadas e pouco aconselhada aos turistas por causa das escassas condições de segurança. O slow boat é, como diz o nome, um barco lento que demora dois dias a fazer o trajecto – adequado a quem tem esse tempo disponível e vontade para desfrutar do passeio. A terceira opção é ir de autocarro: uma viagem nocturna de cerca de oito horas. À partida, parece a alternativa mais viável e confortável, mas as recomendações sobre as estradas, no Laos, não são as melhores: sinuosas, com maus acabamentos e pouca iluminação. À primeira vista, o autocarro tem ótimo aspecto: novo, aparentemente seguro, confortável, com bancos que reclinam até à posição de uma cama. Durante a viagem, é difícil dormir. As oscilações são demasiado grandes, embora não se perceba porquê. 

Luang Prabang – a cidade desperta em tons de laranja, a adivinhar mais um dia quente. Já há vida nas ruas: os comerciantes montam a feira e os monges, nas suas vestes açafrão, alinham-se, com pequenas taças na mão, para receber as oferendas dos turistas. Diz a tradição que apenas poderão comer, durante todo o dia, aquilo que lhes for oferecido – tarefa praticamente impossível tendo em conta que as taças se enchem de uma amálgama de arroz com moedas…

Luang Prabang fica no centro de uma região montanhosa, ladeada por dois rios: o Mekong e o Nam Khan. No século XIX, quando o país esteve dividido em três reinos, chegou a ser a capital até perder o estatuto para Vienciana, em 1946. A arquitectura colonial convive com a riqueza dos templos: são grandes, imponentes, dourados, mas fundem-se de tal forma com o resto da cidade que parecem surgir quando menos se espera. Só em Luang Prabang, existem 34 wats – a palavra budista para “templo” – considerados Património Mundial da Humanidade pela UESCO.



Onde o turismo não chega

O silêncio e o ruído coexistem. No alto de um monte, um templo adormecido convida ao retiro e à meditação. Na subida, uma local vende passarinhos em gaiolas para os turistas poderem soltar. Lá de cima, é possível avistar, de um lado, as margens de um dos rios, que corre lânguido; do outro, o frenesim da feira, das crianças que correm para a escola, do trânsito motorizado, que se mistura com carroças carregadas de fruta e verduras.

Luang Prabang é uma cidade grande, que arrisca perder espontaneidade por causa da invasão do turismo. Por todo o lado, existem hotéis, pensões e guest houses – um negócio ao qual muitos habitantes locais aderiram para fazer face ao aumento do custo de vida. Há restaurantes para todos os gostos e cafés ao melhor estilo europeu. As lojas que vendem excursões e souvenirs multiplicam-se. É difícil fugir das propostas para ir tirar fotografias com tigres e elefantes que os guias juram, a pés juntos, serem bem tratados, mas as imagens dos prospectos fazem desconfiar de métodos pouco ortodoxos. Também é possível visitar as cascatas Kuang Si – a cerca de meia hora de distância de tuk tuk, com água cristalina e paisagem verdejante – ou descer um dos rios de caiaque até à gruta Pak Ou – uma espécie de santuário onde estão guardadas cerca de 4000 esculturas de Buda. Pelo caminho – rio abaixo – as margens convidam a atracar o caiaque para fazer uma pausa, dar um mergulho ou apanhar sol. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sri Lanka: uma lágrima, dez praias e mil sorrisos



A escuridão descia sobre a terra e sobre as nossas cabeças o céu nocturno de Uppuveli iluminava-se de todas as estrelas. Retalhos de uma luz ténue dançavam no rosto da mulher que se sentava à minha frente, um rosto bronzeado e sulcado de rugas como alguns dos caminhos, depois das chuvas, que me conduziram até uma casa onde, numa noite como esta, silenciosa, escuto o rumor do mar e deito de vez em quando um olhar ao casal de crianças que dividem o tempo entre os trabalhos de casa e um desenho para mim ou para a mulher de cabelo curto e olhos verdes que me faz companhia.  
- Quando casei, já tinha um filho, resultado de um acidente, de uma noite romântica numa praia para onde fôramos com o pretexto de celebrar o Midsummer, porque em Oslo não se festejava, era tudo muito aborrecido. Ele chamava-se François, escapara ao regime de Franco. Não me pergunte como, mas ele chegou à Noruega pouco antes de completar 15 anos, à procura de uma amiga que conhecera, uma funcionária das Nações Unidas.

Já antes apreendera o humor com que me relatava algumas das suas experiências de uma existência feita de múltiplas viagens. Imaginava que, depois do lado dramático de mais um relato, algo capaz de me fazer rir com vontade estaria a caminho. Como se ela, já contagiada pelo sorriso eterno do povo, personificasse a história recente do país, erguendo-se depois de guerras e catástrofes naturais.
- Ao fim de algum tempo descobri que ele tinha problemas, que bebia muito e, mais do que isso, que não podia ser um pai. Nessa altura, eu era enfermeira e, uns anos mais tarde, outra vez grávida, casei com um médico que aceitou adoptar o meu primeiro filho.
Ela esboça um sorriso que é um prenúncio das palavras humoradas que estão a chegar-lhe aos lábios.
- O meu marido era, já nesse tempo, um médico conceituado, para quem os pacientes estavam acima de tudo. Disse-me que não podia ir de lua-de-mel comigo, que não tinha tempo. No início, ainda pensei que não o devia levar a sério. Mas quando dei por mim já estava sentada num avião, a caminho da Grécia, com a minha irmã, o meu filho e grávida de outro. Ainda hoje acredito que sou um caso raro no mundo, a única mulher que foi de lua-de-mel com a irmã, um filho pela mão e outro na barriga.



Randi Nilsen passa quatro meses por ano no Sri Lanka, numa casa alugada, a meia dúzia de passos da guest house onde me encontro, em Uppuveli, e da praia que espero ver amanhã, quando o sol se levantar, aclamada como uma das melhores na região de Trincomalee e de volta aos seus dias de paz após anos e anos de conflitos.
- Caminha até ao final, para a tua esquerda, há uma aldeia de pescadores muito bonita, cheia de cor, do outro lado do rio.
Randi Nilsen regressa a casa, para terminar mais um esquema de palavras cruzadas que depois enviará para uma revista de saúde norueguesa. Haveremos de nos encontrar mais vezes nos próximos dias, para rir como se ri no Sri Lanka.


Nada mais se deseja

Mal acordara daquele sono profundo e retemperador, ainda aos primeiros alvores do dia, e deixei os meus passos levarem-me na direcção de onde vinha o rumor das ondas. Para quem, como eu, acabara de chegar de Jaffna, dessa cidade inacessível durante a guerra, Uppuveli surgia, mesmo sob nuvens baixas e cinzentas, como a primeira praia que realmente cativava o meu olhar, embora por vezes distraído mas quase sempre inquiridor. O sol procurava, já com alguma força, romper por entre aquele cortinado que não ameaçava chuva, um quadro tão do agrado das vacas indolentes que me olhavam com indiferença e menos dos poucos turistas que, a estas horas madrugadoras, estendiam as suas toalhas sobre as areias que acolhiam tudo o que o Índico rejeitara ao longo de uma noite em que namorara a praia.



Caminho, seguindo o conselho de Rami Nielsen, para a esquerda; para a direita, como uma varanda sobre o mar, avisto uma elevação que deve ser um miradouro com uma panorâmica soberba sobre a grande extensão de areia de Uppuveli; no final, identifico uma forte corrente de água que não me convida à travessia mas um barco pequeno aproxima-se, com dois homens em pé que parecem perscrutar nos meus olhos uma necessidade de consolo, talvez um pouco semelhante à de um náufrago — encostam a embarcação o mais que podem à margem e incitam-me, com gestos e sem palavras, a saltar para o interior, para me levarem até ao outro lado, onde a vida ganha mais vida e, como garantira a norueguesa bem-humorada, mais cor.

Há barcos ancorados, outros a chegar, outros ainda a partir; uns descarregam grandes quantidades de peixe, alguns partem para a pesca, mas a maior parte lança-se aos perigos do mar pouco depois da meia-noite e volta entre as seis e as sete da manhã — e todos os barcos, mais modernos ou mais primitivos, estão pintados de tonalidades que prendem o olhar. As palmeiras, com os seus troncos esguios e as suas folhas, reflectem-se nas águas como num espelho; contra o céu, cada vez mais azul, recorta-se, numa estabilidade precária, um pescador solitário e, ainda mais para lá, quase sobre a linha do horizonte, um cargueiro sulca as águas cada vez mais prateadas do imenso oceano.
Um caminho, em parte alcatroado, em parte em terra batida, bordejando o riacho que serve de porto de abrigo aos barcos e aos pescadores, conduz-me até um pequeno bar de paredes escurecidas e despidas; logo atrás, o mercado fervilha de vida, os vendedores, curiosos face à presença de um único turista, desviam os olhares das balanças rudimentares onde pesam o peixe para me observarem antes de me sorrirem, como quem, ao fazê-lo, aceita a minha presença. Homens com a água até à cintura, por vezes de lenço na cabeça para se protegerem do sol que já promete incendiar tudo à sua volta, atiram as suas redes e olham para aqui e para acolá de uma forma sonhadora ou apenas ausente.



O mar, esse monstro

Sou obrigado a um desvio de muitos quilómetros, de Pottuvil a Monaragala, de Monaragala a Hambantota e, finalmente, outra vez tendo o mar como vizinho, chego a Tangalla, a meio de uma tarde que ainda me oferece algumas horas de sol. Sentado numa esplanada, ouvindo o som das vagas, deixo que o dia decline sobre a praia de Medaketiya.
Quando a manhã desperta, anunciando mais um dia glorioso, caminho ao longo de Medaketiya, detenho-me na lagoa, na parte da praia decorada com mais barcos, volto a ajudar os pescadores a colocarem as suas embarcações em zonas mais abrigadas; assisto a todo aquele frémito de vida e inspiro as fragrâncias que anunciam a proximidade do porto de pesca e do mercado de peixe, onde tomo café com os pescadores antes de passar pela Rest House, em tempos ocupada por administradores holandeses, e de me entregar à tranquilidade de praias como a de Goyambokka e Marakolliya.



Durante uma semana fico instalado em Galle, a cidade que me serve de base para conhecer algumas das mais inspiradoras praias do sul da ilha. Um dia, vou um pouco para norte, até Hikkaduwa, descoberta pelos hippies na década de 1970 e perfeita para quem se está a iniciar no surf; a maior parte do tempo, recorrendo ao mitíco comboio que liga Galle a Matara, uma linha arrancada pelas ondas do tsunami, passo-o na zona leste, em paraísos como Polhena, a escassos três quilómetros do centro de Matara, onde a vida decorre sem pressa, em Mirissa, mais ídilica ainda e tão próxima de Weligama, onde gosto de me sentar, num rudimentar banco de madeira, olhando os pescadores, as vacas, os surfistas, a minúscula ilha mesmo à minha frente, a Taprobana, refúgio de artistas e escritores, como Paul Bowles, que aqui, neste lugar onde se pode dormir por um pouco mais de mil euros, escreveu The Spider’s House nos anos 50 do século passado.

Ando muito tempo a pé, sempre junto ao mar, esse mar onde as crianças e os adultos passavam muito do seu tempo, mesmo não sabendo (como a maior parte da população) nadar, esse mar que a determinada altura passaram a ver com um monstro que rouba vidas e empregos, destrói casas e deixa milhares e milhares sem um tecto; faço companhia a pescadores, a três crianças de olhos negros e brilhantes que se banham nas águas revoltas do oceano, descubro a excelência da baía de Unawatuna, mais uma praia para sonhadores, percorro-a de uma ponta à outra, aprecio-a do alto de um promontório e, uma vez de regresso às suas areias, inicio uma caminhada mais longa que me irá levar, ao fim de algum tempo, a uma das praias mais isoladas, a Jungle Beach, onde me limito a deixar o tempo passar como se dele nada mais esperasse. Deito os olhos a um mapa, a essa forma de lágrima, procuro localizar as mais belas praias por onde errei ao longo de semanas e a recordação mais vívida que me chega à memória é a de todos os sorrisos que fizeram o favor de me oferecer nesta ilha com tantas lágrimas derramadas.


Pode ver aqui as nossas sugestões no Sri Lanka. 


Fonte: Fugas - Público

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pelo Norte da Noruega até ao cabo Norte

Há já alguns meses que planeava ir ao ponto mais a norte da Europa Continental. Há dois anos fiz a minha primeira viagem à Noruega e desde então ficou a curiosidade por chegar ao cabo Norte.

Fui em Setembro. Tendo deixado Lisboa num dos dias mais quentes de 2016, chego a Tromsø com 8º C. O clima, a neve no topo das montanhas, os casacos e luvas mostraram como é bem diferente o Verão no Árctico. Em Tromsø, a capital do Árctico, vivia-se um ambiente de final de época alta, numa altura em que os longos dias de Verão já tinham terminado. Tromsø seria o ponto de partida para uma viagem até ao extremo setentrional da Europa.

No dia seguinte fui levantar o automóvel que tinha alugado e logo pela manhã parti para Alta, a capital da Finnmark, a região mais a norte da Noruega. Para Alta, optei pelo caminho mais curto e mais panorâmico, mas que envolve apanhar dois ferries: primeiro Breivikeidet-Svensby e depois de Lyngseidet para Olderdalen.

À saída de Tromsø fica-se logo com a sensação de que estamos numa das zonas mais isoladas da Europa, mas com uma natureza ímpar. A partir de 31 de Agosto, o horário dos ferries é mais reduzido — tenho que apanhar o ferry das 10h em Breivikeidet para conseguir chegar a Alta ainda de dia. Já nos ferries, enquanto atravessamos os fiordes, a maior sensação é o silêncio, que ajuda a contemplar a magia daquele lugar. Na varanda do ferry entre Lyngseidet e Olderdalen éramos os únicos passageiros, e em todo o barco não seríamos mais do que dez pessoas.

Após chegar a Olderdalen, segui pela estrada E6 até Alta, contornando vários fiordes, numa viagem de mais de cinco horas, com paragem para almoçar, para fotografar as paisagens de Øksfjord e com constantes reduções de velocidade, pelas inúmeras invasões de renas na estrada.

Alta é uma pequena cidade na Finnmark, mas uma paragem importante a caminho do cabo Norte, onde acabei por passar a segunda noite da viagem. No dia seguinte, antes de continuar viagem para Norte, tinha que visitar o Museu Rupestre de Alta - World Heritage Rock Art Centre. Com arte rupestre esculpida nas rochas do Fiorde de Alta, numa área total de três quilómetros, o Museu de Alta é uma paragem única e obrigatória, onde também podemos observar o museu de arte sami, o povo indígena da Noruega.

De Alta ao cabo Norte são mais três horas de viagem — em metade do percurso já contornamos o mar de Barents, no Oceano Glaciar Árctico. Antes de chegar ao cabo Norte, é visita obrigatória a vila de Honningsvåg, com o seu porto de pesca e o bar de gelo. Nesse dia, a minha paragem para dormir seria na vila piscatória mais a Norte da Europa, Skarsvåg. Após o jantar, percorri os 13 quilómetros que separam Skarsvåg do cabo Norte.

A chegada ao Cabo Norte é um momento único, de quem está no ponto mais a Norte da Europa, com uma latitude 71º 10’ 21’’, e de quem tem o Oceano Glaciar Árctico como única fronteira norte.
No outro dia de manhã, voltei ao cabo Norte para visitar o Museu e Centro de Atendimento e assistir a vários documentários sobre o Nordkapp


.No dia seguinte, quando já regressava ao Sul, decidi ir até Havøysund pela sua National Route, uma das estradas mais panorâmicas do Norte da Noruega, que contorna o mar de Barents, numa distância de cerca de 70 quilómetros até à pequena e calma vila de Havøysund. Aí, subi até ao Arctic View, onde a vista sobre as ilhas Rolvsøy, Ingøy e Hjelmsøya é deslumbrante. Após o almoço, segui até Hammerfest, a última paragem antes de voltar a Tromsø.

Hammerfest, onde cheguei a meio da tarde, é uma calma e simpática cidade, que muito se orgulha de ser a cidade mais a norte do mundo. À noite, após o jantar, Hammerfest tornou-se mágica, quando começaram a surgir as primeiras auroras boreais. Era a primeira noite em toda a viagem em que conseguia ver auroras boreais, peguei no carro e afastei-me do centro da cidade, indo para a zona mais alta, longe das luzes da cidade. Durante cerca de uma hora, deslumbrei-me com a magia das luzes do Norte que apareciam no horizonte e se tornavam cada vez mais fortes, tornando única e inesquecível aquela noite.

No dia seguinte, estava na hora de voltar para Tromsø. Regressei no cruzeiro Hurtigruten, que liga Hammerfest a Tromsø em onze horas. A paisagem é única e não me cansei das horas que foram passadas no barco. A bordo a animação não parava, naquela que é considerada “a mais bela viagem do mundo”. No entanto, o melhor estava lá fora, onde o frio não intimidava a desfrutar da viagem na varanda do 9.º andar.

Chegado a Tromsø à meia-noite, ainda havia muito para explorar no dia seguinte. Visitei a Polaria — o aquário onde é possível ver espécies do Oceano Glaciar Árctico, assistir ao show de focas e ainda ser alertado para os perigos do aquecimento global —, e o teleférico de Fjellheinsen. Deu ainda para explorar o Polarmuseet, que retrata a vida no Árctico e várias expedições realizadas para atingir o Pólo Norte, bem como a Arctic Cathedral.

A viagem ao Ártico acaba onde começou, em Tromsø, com a certeza de que a Noruega é um país que nunca me pára de surpreender.



Fonte: Fugas 


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Os melhores hotéis para as férias de 2017, pela CNN

A CNN escolheu os melhores hotéis para uma escapadinha luxuosa em 2017. Ao todo são 15 propriedades em alguns dos destinos mais cobiçados pelos turistas de todo o mundo.
Das ilhas paradisíacas das Seychelles à Città Eterna, há escapadinhas para todos os gostos.
Soneva Jani, Maldivas
Inaugurado em Dezembro de 2016, o resort de quatro estrelas é composto por 24 villas construídas sobre as águas de uma lagoa privada nas Maldivas. Cada villa tem a sua piscina privada e um telhado retráctil para os hóspedes que quiserem ter a experiência de dormir sob as estrelas. A unidade tem ainda um spa, um observatório com o maior telescópio do Oceano Índico e um cinema ao ar livre.
Resort Four Seasons, Hoi An, Vietname
Situado numa das vilas mais pitorestas do Vietname, o resort Four Seasons em Hoi An foi construído numa praia privada, próximo de vários locais classificados como Património da Humanidade pela UNESCO. O hotel tem 60 villas com terraço privado e 40 com piscina privada. No mesmo local encontram-se três piscinas comunitárias, um campo de ténis, um spa, dois restaurantes e um bar.
Las Alcobas, Califórnia, EUA
Esta será uma aposta segura para os amantes de vinho. Situado próximo da adega de St. Helena, no estado da Califórnia, o resort vai oferecer 68 quartos e suítes com terraços privativos com vista para as vinhas e terá o galardoado chef Chris Cosentino à frente do restaurante do hotel. Tem inauguração prevista para este mês.
The Silo, Cidade do Cabo, África do Sul
Tal como o próprio nome indica, o hotel foi construído no sítio onde antes se encontrava um parque de estacionamento coberto, por cima do Museu de Arte Contemporânea Africana - Zeitz. Marcado pelo estilo industrial e ultra-moderno, o hotel oferecerá 28 quartos, todos com vista para o mar. O espaço, que abre portas em Março de 2017, vai ter também um restaurante com vista para a Montanha da Mesa, uma piscina no terraço e um spa.
Six Senses Zil Pasyon, Seychelles
Este resort, localizado na isolada ilha Felicité, é composto por 28 villas individuais, cada uma com piscina privada, adega e um mordomo disponível 24 horas por dia. O Six Senses é eco-friendly e assume um compromisso com a sustentabilidade: tem uma refinaria de água potável (que funciona por osmose inversa), uma quinta de galinhas e um jardim orgânico.
Rosewood Luang Prabang, Laos
Ao contrário da maioria dos hotéis do grupo Rosewood, este não tem inspiração urbana. Pelo contrário: está rodeado de floretas tropicais, cursos de água e cascatas. Situado a cerca de 10 minutos de Luang Prabang, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, este hotel vai contar com 22 quartos, cinco deles de luxo. Para não destoar das outras unidadades da chancela, os hóspedes vão poder contar com o spa Sense e um bistro que servirá pratos inspirados na cozinha francesa e laosiana. A data oficial de inauguração ainda não é conhecida mas está prevista para os primeiros meses de 2017.
W Shanghai - The Bund, Shanghai, China
Com 374 quartos e 35 suítes, este é o terceiro hotel do grupo Starwood na China: vem juntar-se aos espaços em Pequim e Guangzhou. Inspirado pelos elementos estéticos da cultura de Shangai, o hotel irá oferecer também um spa AWAY, com tratamentos estéticos desenvolvidos pelos locais. A inauguração está marcada para Junho.
St. Regis Dubai, Al Habtoor Polo Resort & Club, Dubai, Emirados Árabes Unidos
Tem abertura marcada para Fevereiro e promete ser um hotel de sonho para os amantes de equitação. O complexo turístico incluirá 500 estábulos, aulas de equitação e arenas de dressage e de hipismo e todos os hóspedes serão convidados a conhecer e a interagir com os animais, dos mais novos aos mais velhos. Para aguçar a curiosidade, o hotel vai disponibilizar ainda uma biblioteca dedicada à temática.

Hotel Eden, Roma, Itália
Com mais de 125 anos de história, este foi em tempos o hotel preferido de Federico Fellini, um dos mais importantes cineastas italianos. Remodelado ao longo do último ano, promete reabrir portas em Abril. Vai ter menos quartos - 98 em vez dos 121 originais - e uma decoração mais actual e moderna. No entanto, a icónica vista para a Cidade Eterna mantém-se.

Assila Hotel, Jidá, Arábia Saudita
Inaugurado em Dezembro do ano passado, o hotel Assila oferece 174 quartos e 63 suítes com vista panorâmica para a cidade de Jidá. De janela de alguns quartos, o olhar alcança mesmo o Mar Vermelho. A cerca de 40 minutos de distância de Meca, o hotel tem também uma piscina no terraço e vários restaurantes de luxo.
Four Seasons Hotel London na Ten Trinity Square, Londres, Reino Unido
Situado na antiga sede da Autoridade Portuária de Londres, num edifício construído em 1922, o Four Seasons da Ten Trinity Square oferece 89 quartos e 11 suítes, decorados de forma moderna e elegante. As áreas comuns, por sua vez, têm uma decoração mais clássica, inspirada pela estética romana, com colunas coríntias e lustres de cristal que transportam os hóspedes para outro século. O spa também é de inspiração romana, com banho turco, sauna e salão de beleza. O restaurante gourmet é dirigido pela chef Anne-Sophie Pic, com uma estrela Michelin.
Waldorf Astoria Beverly Hills, Califórnia, EUA
No coração de Beverly Hills, nasce o mais recente espaço Waldorf Astoria, com inauguração prevista para Junho deste ano. Com 12 andares, o edifício de inspiração Art Déco conta com 170 quartos e 51 suítes, três das quais com piscina privada. O restaurante do hotel estará sob as ordens de Jean-Georges Vongerichten, com uma estrela Michelin.
The Fontenay Hamburgo, Alemanha
Este será o primeiro hotel de luxo a abrir portas em Hamburgo nos últimos 18 anos. Com linhas fluídas que fazem lembrar o rio Alster, que corre nas proximidades, o The Foneay tem inauguração marcada para Julho e disponibilizará disponibilizará 131 quartos com varanda privada e um spa com uma infinity pool no interior.
Raffles Europejski Varsóvia, Polónia
Inaugurado em 1857, o histórico hotel vai finalmente reabrir em Junho, depois de três anos de obras de remodelação. Situado no centro histórico de Varsóvia, a unidade vai ter 103 suítes, um restaurante típico polaco, um salão de charutos e um spa com seis salas de tratamento.
SLS Brickell Miami, EUA
Este hotel destaca-se na lista da CNN por não ser aquilo que se esperava de um hotel em Miami. Em primeiro lugar, situa-se no bairro de Brickell, longe da costa mas próximo de museus, bares e restaurantes. Em segundo, tem um ar mais discreto e elegante que a concorrência à beira-mar. Inaugurado em Novembro de 2016, disponibiliza 124 quartos decorados de forma minimalista, uma piscina "infinita" e vista para o centro da cidade.
Fonte: Fugas - Público

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

VIAGEM À AUSTRÁLIA E BALI

Bali, Indonésia
"É uma viagem única e que não se pode deixar de fazer. A simpatia dos australianos, combinada com a sua flora e fauna única fazem deste local um sítio mágico. Em Bali apenas podemos dizer que se respira uma paz e há um ambiente tradicional/religioso viciantes. A Singapore e a Emirates foram as melhores companhias aéreas. Os tranfers da Sunbus em Sidney e Adelaide são excelentes e pontuais. Gostámos de todos os hotéis, mas o melhor foi o Kori Ubud em Bali. Há imensos bons restaurantes, principalmente em Bali onde há uma oferta gigante. As actividades e visitas foram óptimas. A Gray Line tem motoristas e guias muito simpáticos e as visitas decorreram sempre bem. O operador local da Austrália era excelente e o da Indonésia também era bom. Adorámos a viagem. De uma forma geral correu tudo bem. Obrigado por tudo."

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

VIAGEM À CROÁCIA E ESLOVÉNIA

Lagos Plitvice
"Era uma aspiração antiga a viagem à Croácia e à Eslovénia. Foi possível concretizar sem sobressaltos de maior o programa delineado, razão por que, em termos gerais, a viagem foi enriquecedora e estimulante. A logística conexa aos voos, aos hotéis e à documentação inerente - de que foi incumbida essa agência de viagens -, revelou-se irrepreensível, cumprindo enaltecê-la, por conseguinte. Realce para o hotel de Zagreb que proporcionou conforto e qualidade muito elevados. Por último, impõe-se relevar os locais que mais memórias infundiram: na Croácia, a zona histórica da cidade de Split e os Lagos Plitvice; na Eslovénia, as grutas de Postojna e o lago Bled. Sem olvidar, contudo, que as cidades de Dubrovnic, Zadar, Zagreb, Liubliana e Skofja Loka são igualmente propícias ao encantamento."

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

VIAGEM À TURQUIA



"A Turquia é surpreendente, sendo Istambul a cidade mais povoada (cerca 16 milhões de habitantes), tem todos os problemas das grandes metrópoles,

mas ainda assim de um modo organizado. É um fascínio percorrer as margens do Golden Horn e do Rio Bósforo, a pé ou de cruzeiro, tendo
também o privilégio de estar entre a Europa e a Ásia; Para além das suas místicas mesquitas, mercados e recantos da cidade! Foi bom o equilíbrio com a visita à Capadócia, para fugir ao caos habitual das cidades, ao que a pequena e pacata Goreme, vila principal da região da Capadócia, correspondeu com todos os encantos, através das suas mágicas formações rochosas, histórias milenares e voo de balão. O povo turco é alegre e acolhedor, a comida um grande petisco, as visitas guiadas muito acessíveis e de grande conhecimento! Tudo funcionou na perfeição, desde as horas de voos, ligações de transfers aos hotéis. Parabéns à Travel Tailors, que nos proporcionou uma visita fenomenal."

Leia mais testemunhos! http://www.travel-tailors.com/testemunhos