quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Como viajar através de nove países com apenas uma bagagem de mão?

Morgan Goldberg é uma jovem jornalista que decidiu cumprir o seu desejo de viajar por várias cidades. Planeou uma viagem de quatro meses em três continentes diferentes e, antes de sair, fizeram-lhe uma pergunta óbvia: “E a mala?”. E ela respondeu timidamente: “Apenas uma mala de mão”. Para ela só assim fazia sentido. A ideia de enfiar toda a sua roupa numa mala enorme era completamente desinteressante; de suportar o peso de todos os seus pertences nas suas costas parecia ainda pior porque estaria a voar a cada 2 dias. Por isso, concluiu que uma mala era uma perda de tempo inconcebível. Então, só lhe restou uma opção: embalar tudo o que precisava para 4 meses numa bagagem de mão.
Mas o que empacotou?
Primeiro, se levou uma mala de mão, percebeu que teria de lavar a sua roupa ao longo das suas viagens. Depois, começou por pesquisar os climas dos seus destinos - assim seria muito mais fácil descobrir o que precisava. Neste caso, como a viagem era a 3 continentes havia muita variação: em Amesterdão estaria frio; no Sudeste da Ásia o clima seria muito quente e húmido; na Austrália seria Verão e na Nova Zelândia, Primavera. Assim decidiu pôr na sua mala um par de jeans (cintura alta com lavagem leve que combinasse com tudo); quatro pares de leggings; um par de calções de ganga; uma saia de ganga; uns tops; umas camisolas com manga comprida; alguns vestidos de algodão; um casaco; dois fatos de banho e cuecas e meias para 2 semanas. 
O ideal foi então embalar peças de roupa que são fáceis de misturar e combinar - o que é muito mais fácil se o guarda-roupa consistir em preto, denim, cinza e branco. Outro pré-requisito é incluir o maior número possível de roupas que não exigissem sutiã, porque há quem fique muito desconfortável de o usar se estiver na estrada há meses. Para os sapatos basta um par de ténis para caminhar, outro para correr, uns chinelos e um par de sandálias. A mala também tinha algumas tecnologias: não dispensou do seu telemóvel, do diário, de livros e dos phones.
No fim, adorou viajar por 4 meses com apenas uma bagagem de mão. O luxo de uma mala de quatro rodas que a acompanha ao seu lado, enquanto anda, é fantástico. Era raro também não ter uma roupa limpa ou apropriada para o clima e nesses poucos casos usou um par de leggings pela segunda vez. Na verdade, Morgan teve uma experiência de uma viagem incrível, mas levou consigo uma lição para a vida pela perspectiva que ganhou sobre malas e outros bens. 

Photo by Morgan Goldberg

terça-feira, 6 de agosto de 2019

1 lugar de cada Continente que tem mesmo de visitar em 2019!

Segundo a ONU, o planeta tem 193 países e milhares de locais extraordinários para descobrir. Apesar de ser uma tarefa muito difícil, a equipa da TravelTailors sugeriu um lugar em cada continente que não pode perder ainda no ano de 2019 ou, quem sabe, no ano de 2020.

1. Europa: Budapeste, Hungria
Se há cidades que respiram tempos de mudança daquilo que seria a “nova” Europa, Budapeste é, sem dúvida, uma delas. Sedentos de viver, os habitantes da capital da Hungria tornaram-na numa cidade fervilhante na qual a tradição e a modernidade convivem lado a lado. Do inspirador Danúbio à maravilhosa vista a partir dos jardins do Palácio Real, as atracções como o edifício do Parlamento húngaro aos banhos públicos de Szechenyi, apaixonam quem visita esta cidade e tornam-na no melhor destino europeu de 2019. Apesar de ser apelidada por alguns como sendo a "Paris do Leste", a verdade é que Budapeste tem uma identidade muito própria, uma história misteriosa e arquitetura extravagante. Mas não só. Tem uma vida noturna inigualável na Europa Oriental e Central. 

Photo by Teresa Tavares on Pixabay

2. Ásia: Pusan, Coreia do Sul
Cidade da Cultura do Leste Asiático em 2018, Pusan oferece uma impressionante confluência de cultura, gastronomia e história! Ao deambular pelas zonas históricas de Gyeongju, Património Mundial da UNESCO, o Templo Bulguksa é uma obra-prima de arte budista e o lugar onde se encontram muitos tesouros nacionais da Coreia do Sul – uma verdadeira viagem rumo à paz anterior. Caminhe pelo tranquilo Parque Nacional Gyeongju, relaxe em fontes termais ou conheça a herança cultural do país com os festivais de arte de rua e espectáculos de danças tradicionais. Enriqueça ainda mais a sua viagem e vá até à praia Homigot na cidade vizinha de Pohang. Com os pés na areia e os braços estendidos em direção ao céu, chegou ao seu destino.

Photo by April Kim on Pixabay

3. Oceânia: Margaret River e Austrália Ocidental
Austrália é conhecida pela sua costa Oriental (de Sidney à Grande Barreira de Coral) e pelo Sul (Melbourne e os seus arredores). Mas a Austrália é um país enorme que oferece cidades tanto ou mais deslumbrantes. A costa Ocidental vale uma viagem por si só, principalmente pelas desconhecidas paisagens ao sul de Perth. De Margaret River a Sul estende-se um oceano de azul intenso. E além da areia, entre florestas e terras agrícolas povoadas de cangurus, encontram-se alguns restaurantes mais famosos do país. 2019 pode ser o momento de descobrir esta outra face da Austrália com festivais gastronómicos e culturais, surf, baleias e passeios pela costa. É um pecado visitar Austrália sem conhecer locais como Greens Pool em Denmark, e Little Beach no parque nacional Two Peoples, próximo de Albani. 

Photo by JanLeMann on Pixabay


4. EUA: Nova Iorque
Nova Iorque, a mais rica e influente cidade do planeta pulsa dinamismo e cultura. Com o seu tamanho compacto repleto de ruas de todos os tipos e feitos, esta viagem será um delírio para qualquer pessoa. Atravessar um continente é tão fácil quanto andar em algumas ruas desta cidade que contém mais de 200 nacionalidades! Perca tempo nas multidões de Chinatown, nos templos budistas e depois passei até Nolita para encontrar as melhores lojas e cafés! Cada bairro oferece uma versão dramaticamente diferente da cidade. A melhor maneira é experimentar com passeios a pé pela cidade mais emblemática dos Estados Unidos da América.

Photo by Pexels on Pixabay

5. Antártida: Ilha Alexandre I
Existem poucos lugares no planeta Terra mais bonitos do que a Antártida - o continente mais meridional e remoto do Mundo. Embora mais de 90% da Antártida esteja coberta de gelo, a paisagem consegue ser incrivelmente diversificada: glaciares azuis deslumbrantes, vulcões ativos, riachos da Passagem de Drake e vistas de cortar a respiração. Contudo, estas paisagens ficam ainda mais deslumbrantes quando um pinguim-imperador ou baleia-jubarte fazem parte delas. Deixe-se impressionar pela maior ilha da Antártida que se situa no mar de Bellingshausen com os seus majestosos cenários brancos. O melhor para explorar este lugar misterioso é entrar num cruzeiro no porto de Argentina e desfrutar da paisagem fascinante.

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terça-feira, 30 de julho de 2019

Os 5 destinos de sonho dos clientes da TravelTailors em 2019

Praia ou campo? Montanha ou planície? Sol ou chuva? Calor ou frio? Hoje, a equipa da TravelTailors revelará quais foram os destinos mais procurados no primeiro semestre de 2019.

     1. Estados Unidos da América
Por todo o mundo, há o fascínio pelo american dream: praias, picos cobertos de neve, montanhas de uma cor misteriosa, florestas e cidades deslumbrantes! Os EUA, um dos países mais visitados no resto do mundo, foram também opção predilecta dos clientes da TravelTailors que potenciou viagens por algumas das cidades mais emblemáticas e até uma roadtrip até ao Grand Canyon. Houve até clientes que descobriram os EUA a viajar por uma das estradas mais famosas que liga Chigago, IIIinois, Los Angeles e Califórnia: Route 66 - o berço do primeiro Motel e do primeiro McDonald's do mundo, e foi cenário de filmes como Hard Fish e Bagdad Café.

     Photo by Mpewny on Pixabay

     2. Itália
Itália, país europeu com uma longa costa mediterrânica, é o lar das maiores obras de arte, arquitetura e gastronomia do mundo! Este país ama, inspira e dinamiza-se como nenhum outro no mundo. Com uma história de quase 3 mil anos, da qual faz parte um dos períodos mais importantes da cultura ocidental - o Império Romano - a Itália oferece uma visita ao seu legado com mais de 100 mil monumentos! Na verdade, os clientes da TravelTailors puderam desfrutar disso mesmo: viagens cheias de cultura e arte, num país simpático e com uma das línguas mais bonitas do mundo. 

Photo by Kookay on Pixabay

     3. Japão
País insular no Oceano Pacífico, o Japão é verdadeiramente intemporal. Com mais de 126 milhões de habitantes, está repleto de cidades fascinantes, parques nacionais, santuários, templos e palácios imperiais em que a modernidade e a tradição de séculos convivem harmoniosamente - uma viagem a um dos países mais fascinantes do mundo que exibe uma cultura multifacetada com tradições adaptadas à evolução tecnológica! E não é que a TravelTailors concretizou o sonho de muitos clientes? Levou-os a descobrir um pequeno paraíso por Tóquio, Quioto e Hakone.

Photo by Koshinuke Mcfly on Pixabay

     4. Espanha
Situada na Península Ibérica, a poucas horas de Portugal, Espanha desenvolveu uma identidade cultural diversificada - esta inclui o flamenco, as pinturas coleccionadas pelos soberanos e a literatura do Século de Ouro. Atualmente, o clima da Espanha, a história, os monumentos culturais e a sua posição geográfica fazem do turismo uma das principais atividades económicas! As regiões costeiras como Catalunha, Ilhas Canárias e as Ilhas Baleares são as que mais recebem turistas. Mas não só. Pode deixar-se seduzir por cidades com uma energia vibrante como Madrid ou Barcelona. 

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     5. Brasil
Considerado um dos lugares mais cativantes do mundo, o Brasil é um país de praias de areia branca, florestas verdejantes e cidades cheias de ritmo. As atracções do Brasil estendem-se desde cidades coloniais adormecidas no tempo até paisagens sobrenaturais e ilhas tropicais cercadas de corais. Depois, a biodiversidade do Brasil é estonteante já que é composta por diversos ecossistemas com a maior diversidade de espécies vegetais e animais em qualquer lugar da Terra! A TravelTailors potenciou viagens para descobrir a incomparável Cidade Maravilhosa e não só. Os clientes puderam relaxar nas maravilhosas praias de Búzios ou Angra dos Reis!

Photo by 12019 on Pixabay

terça-feira, 4 de junho de 2019

Mapa do mundo literal mostra o significado dos nomes dos países


Numa altura em que as viagens são cada vez mais frequentes, uma investigação convida a descobrir o que significa cada um dos nomes dos países.



Photo by SAPO Tek

O  mapa da tradução literal dos nomes dos países procura essa abordagem diferente, com a descoberta de mais informação sobre as pessoas que viviam nesses territórios e quem os explorou, que está presente na escolha das designações. Ao perceber a etimologia, a origem das palavras, pode ficar com uma nova visão sobre um destino de viagem e por isso David Boyd publicou este mapa, e também o documento de investigação que lhe deu origem.
Da Ásia à Europa, passando por África, América Latina e América do Norte, as origens dos nomes estão colocadas em mapa, e é interessante perceber como os Francos e o Caminho do Norte foram inspirações para as designações de países europeus, enquanto a Terra dos Índios ou o povo que nasceu junto ao rio levaram à escolha de nomes no continente asiático e na América do Sul.

América do Norte

Photo by SAPO Tek
América do Sul
Photo by SAPO Tek
Europa
Photo by SAPO Tek
África
Photo by SAPO Tek
Oceania
Photo by SAPO Tek
A origem da investigação pode também ser consultada num documento que foi disponibilizado online, com a indicação das fontes para quem quiser ir além dos nomes.
Fonte: SAPO Tek | Veja o artigo original aqui.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Um guia para cumprimentar alguém em todo o mundo

 de Tyler Moss - adaptado da CN Traveller

A origem do beijo na bochecha, e como evitar dar um faux pas social onde quer que esteja.

Ao contrário de um simples aperto de mão ou abraço, as circunstâncias que justificam o beijo diferem de cultura para cultura: em Espanha, é comum dar um beijo em cada bochecha; em algumas partes do Afeganistão, costuma-se beijar até oito vezes. Assim percebemos que os beijos na bochecha são mais arte do que ciência. Para os viajantes, uma compreensão básica de como isto funciona é essencial - porque o movimento errado pode ofender alguém. Abaixo segue um guia para evitar que seja apanhado desprevenido com um beijo de um local bem-intencionado.

by rawpixel on Pixabay


As origens

No seu novo livro "One Kiss or Two: In Search of the Perfect Greeting", Andy Scott especula sobre a origem da tradição do beijo na bochecha, e remete para o beijo na boca sagrado que está enunciado na Bíblia.
Com o tempo, é possível que esta saudação tenha evoluído para um beijo na bochecha, o que explicaria o porquê de este ser tão popular nos países católicos. Apesar desta prática ser comum também em sítios como o Médio Oriente e a Ásia, é omnipresente na América Latina e na Europa Continental.
Scott diz que este era um costume camponês, que foi adoptado pelas elites quando as classes mais baixas começaram a migrar para as cidades.


A teoria
Não só é importante saber em que ocasião terá de virar as bochechas, mas também perceber quantos beijos esperar. Só na França, o número de beijos varia de região para região, de acordo com uma pesquisa feita em 2014 a 100.000 cidadãos: os parisienses consideram que a norma são 2 beijos, em Provença são 3, e no Vale do Loire são 4. Aqui está o número habitual em alguns países:
Um beijo: Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Filipinas
Dois beijos: Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Hungria, Roménia, Croácia, Bósnia, Brasil (apesar de, como na França, o número poder variar de região para região) e alguns países do Médio Oriente (excepto quando é um cumprimento entre sexos diferentes)
Três beijos: Bélgica, Eslovénia, Macedónia, Montenegro, Sérvia, Holanda, Suíça, Egipto e Rússia (acompanhado com um abraço apertado)


A prática
Um beijo, pelo nome, tem diferenças encantadoras - chama-se el beso em Espanha, beijinhos em Portugal, beijos no Brasil e beso beso nas Filipinas - mas a logística é simples: tocar a sua bochecha direita na da outra pessoa antes de se mover para o outro lado. A principal excepção é a Itália, que inicia o beijo pelo lado esquerdo.
Enquanto algumas culturas aplicam mesmo os lábios nas bochechas, é melhor abster-se disso. Em vez disso, toque com as bochechas e beije o ar – com um som suave, e não o bombástico muah! – evitando qualquer troca de saliva. Porquê?
“Alguns diriam por causa do batom”, diz Scott. “Outros diriam para evitar a propagação de germes”. De facto, em 2009, O The Telegraph relatou que muitas instituições francesas proibiram, temporariamente, os beijos na bochecha, para evitar o surto de gripe suína H1N1.


Alguns cuidados
Na América Latina, é normal cumprimentar alguém que acaba de conhecer com um beijo, sendo isso equivalente a um aperto de mão na América do Norte.
“Estranhamente, há uma correlação inversa (em muitos lugares) entre o número de beijos e o quão próximo e íntimo você está com essa pessoa”, diz Scott. “É como se o segundo beijo, de alguma forma, anulasse o significado do primeiro beijo. Em vez de ser um sinal de intimidade, é como um ritual.”
A dinâmica de género também é considerada importante. Na Europa e na América Latina, cumprimentos com beijos entre mulheres e mulheres, e entre mulheres e homens é amplamente aceite. Por outro lado, beijos entre homens e homens não são tão comuns, ocorrendo em lugares como a Argentina, a Sérvia e o sul de Itália. Como seria de esperar, beijos entre homens e mulheres são desaprovados em regiões mais conservadoras, enquanto que um beijo na bochecha entre homens é bem-vinda.
Com estas armadilhas já reveladas, Scott encoraja os viajantes a deixarem-se ir, mesmo no risco de darem um passo em falso.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Raquel à descoberta do Uzbequistão - Parte 2


Olá gente, isto é que é ser agente de viagens
É difícil cá entrar, que os formalismos são à moda russa. Mas compensa.
Não há conservadorismo islâmico à vista. Nem vislumbres de qualquer insegurança.

Photo by Raquel Ribeiro

Khiva é uma antiga cidade murada lindíssima com aqueles azulejos azuis feericos das 1001 noites. A comida é surpreendentemente saborosa e variada, com umas sopas e saladas bem boas. Os pratos começam em 1€, 1,5€.
As pessoas são caladinhas, até os vendedores. Apesar da beleza do cenário, há relativamente pouco turismo. Consegue-se apanhar estas ruas históricas vazias de manhã cedo e ao fim da tarde. 

Photo by Raquel Ribeiro

O nosso guia Marat é excelente. Até nos levou a um palácio que estava fechado ao público.
O único senão para o negócio, que talvez seja o que mantém as hordas ao largo, é que os hotéis são fracos para o standard dos nossos clientes mais exigentes. Mas parece que este novo presidente vai permitir investimento estrangeiro e acredito que tudo mude. Para melhor e pior, claro.
Quando tiver bons hotéis, vai ser um estupendo destino de lua-de-mel, porque há ligações aéreas à Tailândia, Malásia e Singapura. Em termos de romantismo dos cenários é fantástico. 
Mas ainda tem muito que aprender no resto.

Beijos orientais.

Photo by Raquel Ribeiro

PS - agora quando a minha amiga madeirense me diz que a Madeira tem tudo, já posso responder que o Uzbequistão também :-D 

terça-feira, 14 de maio de 2019

Raquel à descoberta do Uzbequistão - Parte 1


Tem quase tudo para o destino ser um sucesso.

Photo by Raquel Ribeiro

É seguro, não tem conservadorismo islâmico (as raparigas andam de minissaia), as pessoas são simpáticas e calmas, há boas ligações aéreas internas e em breve haverá comboio de alta velocidade. A comida é parecida com a nossa, com boas sopas e guisados, sem picante, o artesanato é de extraordinária qualidade, o inglês é bem falado pelas profissões do turismo, o serviço tem qualidade, os vendedores não são agressivos, há limpeza. 

Photo by Raquel Ribeiro

Mas tem um grande handicap, que é a hotelaria. Tanto os mais tradicionais como os modernos usam um mobiliário e coisas como candeeiros que fazem fugir. Não há bom gosto. Em vez de irem aos mercados e usarem os bordados e tapetes que têm, usam umas mobílias escuras, pesadas, muito pirosas, claramente ao gosto russo-chinês. Coisas com muitos espelhos, dourados, terríveis. Não há um hotel 5* nestas duas importantes cidades históricas. Espero que quando abrirem ao investimento estrangeiro a coisa melhore.

Até ao momento, escapam melhor:

Sherazade 3* em Khiva, familiar, decorado com artesanato bonito 

Bek 4* em Khiva, grande, moderno e menos horrível do que a maioria 

Minzifa boutique em Bukhara, sem dúvida o melhor até agora, embora mais se assemelhe a um riad modesto 

Zargaron Plaza 4*, quartos enormes, muito bem mantidos, mas fora do centro. 


Photo by Raquel Ribeiro

Eu cá vou beneficiando de ainda ser um destino pouco conhecido e com work in progress; como viajante adoro, mas como agente é preciso mais.

Beijos.     


terça-feira, 7 de maio de 2019

Alguns dos melhores trilhos do mundo para caminhar

Prepare as botas de caminhada e os casacos impermeáveis! Abaixo pode ler quais são alguns dos melhores trilhos do mundo, que incluem desde uma caminhada feita por um poeta japonês, até uma visita à população de gorilas no Uganda. Podem ser rotas desafiadoras, mas a experiência por elas oferecida compensa todo o esforço investido.


Photo by Annie Spratt on Unsplash
Pennine Way, Reino Unido
Com mais de 400 km desde o Peak District até à fronteira escocesa, a Pennine Way é o trajecto mais célebre do Reino Unido.
A caminhada leva 3 semanas, passando por pântanos selvagens a Este de Manchester antes de cruzar a antiga fronteira da Muralha de Adriano, continuando depois até à Escócia.
Se é um fanático do ar livre, entusiasta de campismo ou se consegue lidar com as inexplicáveis mudanças do clima britânico, este trilho é para si.

Photo by Jorge Flota on Unsplash

Camino de Santiago de Compostela, Espanha
Em vez de seguir um caminho apenas, o Camino de Santiago permite, na verdade, seguir uma série de diferentes rotas de peregrinação. Todas elas têm como destino o santuário do Apóstolo Santiago, na catedral de Santiago de Compostela. A rota mais conhecida segue a linha do Norte de Espanha e dos Pirenéus Franceses.
Caso não queira ficar em hotéis e quiser ter uma aventura em grande, pode sempre optar por pernoitar em mosteiros.

Photo by AJ on Unsplash

O viajante Basho, Japão
O Japão possui inúmeros trilhos antigos, ligando cidades e templos únicos, e este não é excepção. Esta jornada, de seis dias, começa em Sendai e percorre a região Tohoku, passando por Hiraizumi – património da UNESCO – e pelo caminho de Dewa Kaido, com as suas florestas de faias e cerejeiras. Mas sabe o que é o mais interessante desta rota?  Segue o caminho feito pelo poeta Matsuo Basho, há mais de 300 anos!

Photo by Diego Jimenez on Unsplash

Secção de Jinshanling da Grande Muralha, China
Passear pela Grande Muralha da China no ponto turístico de Badaling pode ser uma experiência stressante porque, para além de cansativa, está repleta de multidões e vendedores ambulantes. A solução é substituí-la por Jinshanling, que oferece a oportunidade perfeita para explorar uma secção íngreme e bem conservada deste verdadeiro ícone chinês. Apesar de extenuante, a vista é verdadeiramente surpreendente e acredite que faz o cansaço valer a pena.

Photo by Francesco Gallarotti on Unsplash

Percorsi Occitani, Maira Valley, Italia
Através dos seus caminhos anciãos, o Percorsi Occitiani é uma viagem atrás no tempo. Muitos moradores ainda falam a língua occitana, e o facto do Maira Valley ser tão remoto faz com que seja um dos lugares mais genuínos do norte de Itália.
Ligando aldeias e vilas, esta rota de nove dias inclui escaladas em zonas muito desafiantes. Se percorrer este trilho, vai encontrar nos vales verdejantes e nas montanhas um refúgio que compensa visitar.

Photo by Sebastian Unrau on Unsplash

Bwindi Impenetrable Forest, Uganda
Se procura um passeio pela vida selvagem, uma viagem à Bwidi Impenetrable Forest, no Uganda, é uma das melhores opções. Dá-lhe a oportunidade de ver de perto a população local de gorilas da região. Geralmente, aconselha-se a viagem a grupos até 8 pessoas.

Photo by Laura Filipe

Monteverde Cloud Forest Reserve, Costa Rica
O melhor sítio para explorar a biodiversidade da Costa Rica é na Cloud Forest Reserve, em Monteverde. A reserva tem uma série de caminhos bem marcados, ideal para os aventureiros que gostem de um passeio fácil. Ao longo deste trilho tem a oportunidade de ver, de perto, a vida das aves e a flora da área, sem ter que fazer as malas para uma caminhada de vários dias! Orquídeas, samambaias e musgo abundam e, com um pouco de sorte, pode ver um quetzal colorido a voar.

terça-feira, 30 de abril de 2019

A Paula foi ao Egipto e contou-nos tudo - Parte 3

Photo by Paula Alves

A visita a Abu Simbel obrigou-nos a levantar às 3h30, mas é algo realmente deslumbrante.
A estrada que vai lá ter abre para os turistas às 5h e fechas às 16h, e há uma abertura especial escoltada pela polícia antes da meia-noite, para quem vai ver o show de luzes que se inicia às 18h.

Existem várias formas de se fazer esta visita, e todas tem os seus prós e contras.
Existe um Aeroporto em Abu Simbel, portanto é possível visitar-se usando um voo doméstico, e até é possível dormir lá, pois há um hotel 4*.

A viagem de carro fez-se muito bem. Tínhamos ido para a cama às 20h30 e consegui dormir até às 3h, foi óptimo. No carro, levamos as almofadas do hotel e tampões nos ouvidos, então foi ainda melhor! Eles conduzem muito rápido, e tanto a estrada como o carro (van bastante bom) fazem com que se sinta mais a velocidade.

Estava bastante frio, não havia sol nem calor nenhum nesta terra…o clima com 0% humidade é mesmo muito diferente.
Chegámos às 7h50 e já lá estavam cerca de 7 autocarros, mas nem parecia ter muita gente. Aqui é preciso bilhete para tirar fotos. Eles não informam, dizem que a multa por tirar fotos é 300lb o que leva muito gente a pensar que não se pode tirar, simplesmente.
Os senhores que andam por lá a pedir o bilhete também indicam o local das melhores fotos ou tiram, mas querem pilim, gasosa ou gorjeta, como eles já sabem dizer!!

Photo by Paula Alves

O magnífico Templo de Ramsés II e Nefertiti ao lado (e partilhado com Deusa Hator) iam ficar debaixo do Lago de Abu Simbel que foi feito pelo homem quando construíram a barragem de Aswan. Com apoio da UNESCO cortaram as pedras e cerca de 45 mil pedaços, e reconstruíram tudo na margem do lago! Podiam ter levado os templos para Aswan, de forma a facilitar as visitas, mas ter-se-ia perdido o milagre de Ramsés II. No altar que ele construiu, com a figura dele e 3 deuses, o sol entrava 15 minutos pelo templo, no dia 22 de Outubro e 22 de Fevereiro, e iluminava a cara dele. Estes dias, quando os templos estavam no local certo, eram 21 de Outubro e 21 de Fevereiro. Caso os templos tivessem ido para Aswan, perdia-se este “milagre”!

Fizemos umas comprinhas nas tendas junto aos Templos, bebemos um chá, e partimos pelas 9h com regresso a Aswan. Após uma hora fizemos uma pausa para ir à casa de banho e para ver as miragens no deserto, e chegamos ao destino por volta das 12h. Fomos visitar o Templo Philae, que fica numa ilha, e os preços da viagem de barco são negociados pelo guia no momento.
Há artesanato bonito aqui, merece algum tempo livre, mas por opção nossa não incluímos mais visitas.

Apesar de curto, o tempo que passamos em Philae foi bem passado. Tanto o passeio de barco como toda a envolvente são muito bonitos.

Este templo também ia ficar debaixo da água da barragem, mas foi reconstruído noutra ilha, quase ao lado. O Templo de Philae, da deusa Isis, esteve debaixo do Rio Nilo cerca de 72 anos. Antigamente, ia-se de barco ver o topo do mesmo ou entravam pelas janelas na parte mais alta. A pedra ficou preta em muitas zonas por causa da água.

Regressámos ao navio para almoçar às 14h, e só 40min para o fazer, visto que íamos partir de faluca para fazer a visita da Vila Núbia. Resolvi incluir para saber como é, e fiz bem!

Photo by Paula Alves


Saímos de faluca, barco à vela típico, onde um dos jovens núbios que nos conduzia começou a cantar e tocar tambor. Comprei-lhe um colar, uma pulseira e um crocodilo de madeira 😊. Tivemos que passar para um barco a motor para chegarmos ao destino final mais depressa: o vento não era muito e a faluca não é barco que se apresse.

Passamos por várias ilhas pequenas muito belas e paramos numa praia para experimentar as águas do Nilo. Os vendedores são muito insistentes… vêm logo tentar vender alguma coisa, e naturalmente têm sorte muitas vezes.

A água é gelada! E o Henrique mergulhou mesmo…em cheio. A água é transparente, mas está cheia de lixo, e isso foi algo que me incomodou muito. Latas de coca-cola, garrafas de água… enfim.

Photo by Paula Alves

Fomos de camelo até à Vila Núbia, acompanhados de muito lixo na areia… é mesmo uma tristeza. Por outro lado, a Vila está a desenvolver-se bastante bem, com vários alojamentos locais engraçados. Todos vivem do turismo, que está a recuperar, e constroem-se casas novas. Acredito que daqui a uns anos esteja bem melhor. O pior agora é todo o lixo que têm acumulado em todo lado.

As casas são coloridas, típicas e o artesanato é bem giro. A visita valeu a pena porque, para além de ter sido agradável para nós, acabamos por ajudar o povo que precisa de se desenvolver.

A coisa que menos me agradou foi o facto de todos terem um crocodilo em casa, fechado numa gaiola. Não tem graça ver um animal de 2 metros num quadrado de pedra com uma grade por cima. Mas dizem que à noite os soltam no pátio das casas. Espero que sim.

No regresso, assistimos a um casamento de um casal que não era local 😊, não sei de onde eram, ou da Europa, Américas ou Austrália. Estavam todos bonitos, com o povo vestido de branco a cantar e dançar com eles.

Voltamos ao pequeno barco de motor e seguimos para o nosso navio. Passamos em frente ao hotel da Agatha Christie, e tivemos a oportunidade de observar a cidade iluminada à noite. Parece-me muito mais desenvolvida do que Luxor.

Foi um dia em cheio, e foi o que nós mais adorámos. Nem estávamos assim tão cansados. Depois de jantar, com um tema Egípcio, assistimos a uma dança de dervishe, em que a veste do senhor não era muito bonita 😊.
Dormimos e, na manhã seguinte, regressamos ao Cairo, onde tínhamos o representante à nossa espera. Não era Amru, mas outro senhor simpático cujo nome não fixei. Seguimos para almoçar, onde a nossa guia Hoda nos esperava, novamente num barco no Nilo. A entrada era bonita, mas a comida foi o básico… frango grelhado, arroz e batatas fritas congeladas…enfim. As entradas e o pão pita eram o melhor.

Depois de almoço, fomos ver o Museu do Cairo, em que estava tudo aquilo que estava no túmulo do Tutankhamon. A sala das múmias, amazing!! Compra-se um bilhete de 50lb para tirar fotos, mas ninguém anda pelo museu a pedir o bilhete, então era fácil tirar. 😊


Photo by Paula Alves

Depois do Museu, iniciamos o nosso tour do Cairo by night. Passamos pelo cemitério da cidade, e existem casas ao lado dos túmulos. Antigamente, as pessoas ficavam aqui a viver para se esconderem dos Israelitas, que não os iam procurar num cemitério. Agora continuam lá muitas pessoas pobres, que se habituaram a viver ali. O governo tentou realojá-los, mas eles não mostram interesse.

O local, se fosse recuperado, era bem giro. O seu estilo fez-me lembrar os Hutong de Beijing, mas com muito lixo. Isto, talvez, pelo facto de não ser propriamente uma atração turística, mas sim uma curiosidade.

Fomos visitar uma mesquita. Passamos na Rua Moez e fomos ao Mercado Khan el Khalili. Depois de ver o Mercado, que parece igual a todos os outros depois de já ter passado por alguns, encontramos a guia num café, onde bebemos chá, fumamos shisha e seguimos para jantar.

Depois de jantar, passamos para ver algumas luzes e a vista dos hotéis mais importantes junto ao Nilo, e seguimos para o Aeroporto.

Chegámos 3 horas antes do voo e o representante ficou à espera connosco. Eramos os primeiros na fila e ele ficou a guardar o lugar para nos sentarmos. Seguimos no voo noturno até se passou bem.

Saímos do avião e a polícia estava a parar todos para ver o passaporte…bom, ficaram com o Rui… depois de todos saírem e nos deixarem ir à casa de banho, explicaram que ele tinha que ir com eles verificar o nome e passaporte, porque procuravam uma pessoa com o mesmo nome ou um muito parecido. Nós tivemos que ir para a fila normal dos passaportes. Quando saímos ele já estava despachado…não era ele 😊!