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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Dicas de Malta: Tudo o que precisa saber para organizar a sua viagem


Gostava de viajar até malta mas quer umas dicas de quem por lá já passou? Veja as dicas da Alma de viajante pelas palavras de Filipe Morato.

Planear uma viagem a Malta não é tarefa de grande complexidade mas, ainda assim, há algumas dicas de Malta que em muito contribuirão para uma viagem sem percalços. Falo, nomeadamente, de como chegar; da melhor época para visitar; dicas para usar os transportes locais; informações sobre a melhor região para se hospedar; e muitas outras dicas úteis. Vamos a isso.



Dicas de viagem a Malta

Regime de entrada
Malta faz parte do Espaço Schengen e, como tal, os cidadãos portugueses apenas precisam do cartão de cidadão para entrar no país. Não é, pois, necessário passaporte (e muito menos um visto de entrada).

Quando ir


Comino, Malta
Lagoa Azul, em Comino, no mês de maio (imagine como será em agosto!)
Uma das mais importantes dicas de viagem a Malta que posso dar é evitar o verão. Principalmente os meses de julho e agosto (mas também junho, se possível). Isto porque o turismo tem sofrido um grande incremento nos últimos anos e é manifestamente exagerado no pico do verão.

Em resumo, se prefere evitar as multidões e quer ter alguma hipótese de ser bem atendido em restaurantes, não passar horas preso no trânsito e, claro, gastar menos dinheiro, opte pelos meses de primavera e outono (ou fim do inverno). Não vai encontrar Malta vazia, mas pelo menos fará uma viagem mais tranquila.

Como chegar a Malta

Desde o segundo trimestre de 2018 que a forma mais cómoda e barata de chegar a Malta a partir de Portugal é usando os voos diretos da low cost Ryanair (do Porto) e da Air Malta (de Lisboa). Eu paguei 70€ por um bilhete de ida e volta entre Porto e Malta, comprado com alguma antecedência e, principalmente, tendo flexibilidade de datas – regra fundamental do post como comprar voos baratos.

Para ir do aeroporto de Malta para Valletta, saiba que há autocarros relativamente frequentes. Uma viagem de táxi ronda os 20€.

Dinheiro

A moeda de Malta é o Euro e, por isso, em teoria bastaria levar cartões bancários para levantar dinheiro nos muitos ATM existentes pelas ilhas. Tome, no entanto, atenção que isso pode ter custos desnecessários. Isto porque alguns bancos locais cobram taxas pela utilização das máquinas de levantamento automático – pelo que recomendo que leve uma parte do dinheiro em notas, para diminuir as eventuais taxas a pagar. Até porque Malta é um país muito seguro.

Transportes em Malta


Dica de Malta: mapa de transportes
Mapa de autocarros nas ilhas de Malta e Gozo (clique para aceder ao mapa em grande formato)
Para quem não gosta de alugar carro, saiba que em Malta os transportes públicos são abundantes. Há autocarros a percorrer as ilhas de Malta e Gozo, a preços acessíveis; vale a pena visitar o site oficial dos transportes públicos de Malta para consultar o mapa de rotas (imagem acima).

O único senão é o facto do intervalo entre eles, em algumas linhas, ser de 30, 45 ou mesmo 60 minutos, especialmente ao fim de semana. Apesar disso, recomendo sem hesitar que use os transportes públicos durante o seu roteiro de viagem em Malta. Foi o que eu fiz.

Cartão Tallinja Explore

Dica: Cartão Tallinja Explorer
Assim, caso decida viajar de transportes públicos em Malta, saiba que há um cartão chamado Tallinja Explore que permite viagens ilimitadas durante sete dias nos autocarros das ilhas de Malta e Gozo. Recomendo vivamente, pelo descanso que proporciona e pelo dinheiro que poupa (custa apenas 21€).

Note que há um outro cartão, chamado Tallinja Explore Plus, que inclui por exemplo a utilização dos autocarros turísticos hop on – hof off, mas os 39€ não compensam. Use o Tallinja Explore!

Para comprar o Tallinja Explore, basta dirigir-se a um revendedor oficial, seja à chegada ao aeroporto, seja no terminal de autocarros de Valletta (junto à fonte Triton).

O que fazer

Veja os posts com 10 coisas imperdíveis a visitar em Malta e, mais importante, o meu roteiro de 7 dias em Malta. Neles encontra muita inspiração e dicas úteis sobre o que visitar no destino (incluindo nas ilhas de Gozo e Comino).

Passe para visitar museus e património arqueológico
Para quem pretender visitar muitos museus e locais arqueológicos, saiba que existe um passe chamado Heritage Malta Multisite Pass que pode – ou não – compensar. Custa 50€ e dá acesso à maioria dos locais classificados pela UNESCO como Património Mundial em Malta, incluindo os principais templos megalíticos de Malta. Lamentavelmente, o passe não permite visitar o Hipogeu.

Eu não comprei o passe, mas faça as contas e veja se compensa. Custa 50€ e é válido para 30 dias (sendo por isso mais útil para quem ficar bastante tempo em Malta).

Onde ficar
Para compreender melhor a dinâmica da ilha, sugiro que espreite as minhas sugestões detalhadas sobre onde ficar em Malta, que incluem recomendações sobre a melhor zona da ilha para se hospedar em função do seu estilo de viagem.

Dessa lista, eis alguns dos hotéis que recomendo sem reservas na ilha de Malta: em Valletta, a agradável Casa Lapira e o carismático Tano’s Boutique Guesthouse; nas Três Cidades, os acolhedores bed & breakfast Julesy’s, Nelli’s e Casa Birmula, ou ainda o mais simples No. 17 Birgu; e, por fim, em Sliema, o Backstage Boutique Townhouse e o fantástico Two Pillows Boutique Hostel.

Dito isto, não deixe de ficar uns dias em Gozo (vale mesmo a pena). Sugiro os excecionais The Duke Boutique Hotel e Casa Gemelli Boutique Guesthouse (não são baratos, mas são fan-tás-ti-cos); ou os amorosos Ikhaya Lami e Anna Karistu. Alternativamente, se prefere o ambiente rural de uma quinta tradicional maltesa, dificilmente encontrará melhor relação qualidade/preço do que na Tavern Farmhouse.

Fonte: Alma de viajante | Veja o artigo completo aqui.



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Descubra a Lagoa Azul (Comino): A praia mais bonita de Malta

Desvende a Lagoa Azul em Malta através das palavras de Filipe Mourato do blog Alma de viajante que relata a sua aventura na primeira pessoa.


No meu roteiro de 7 dias em Malta escrevi que o país “não é um destino de praia”. Talvez seja uma afirmação demasiado definitiva mas digo-o porque, entre outras coisas, as praias de Malta não são espetaculares; e isto apesar das águas transparentes do Mediterrâneo. Mas há uma exceção: a Lagoa Azul, em Comino.

É difícil escolher as palavras certas para descrever a Lagoa Azul sem cair nos lugares-comuns do “paraíso”. É um pedaço de mar com águas pouco profundas, em diferentes tons de azul, protegido por pequenas ilhas de pedra que espreitam à tona de água, de um lado, e pela ilha de Comino, do outro.
Posto de outra forma, e mesmo praticamente despida de areia, a Lagoa Azul é a melhor praia de Malta. Sem qualquer contestação. Venham daí comigo!

A minha visita à Lagoa Azul



Se chegar cedo à Lagoa Azul, consegue desfrutar da lagoa com pouca gente. Cheguei à Lagoa Azul de manhã. Não tão cedo quanto queria, porque o dia anterior, dedicado a explorar a ilha de Gozo, tinha sido cansativo e o corpo pediu mais cama. Ainda assim, consegui apanhar o barco das 10:10 em Cirkewwa; meia hora depois estava em Comino.

Assim que o barco se aproximou da Lagoa Azul deu imediatamente para ver o motivo de tanto bruá. As águas pouco profundas, em diferentes tons de azul, rodeadas de escarpas, formam um cenário arrebatador. Exclamações como “a mais bonita praia de Malta” começaram, também aos meus olhos, a fazerem sentido.

Felizmente, não havia ainda muita gente nem no minúsculo areal nem nas rochas adjacentes. E assim, durante a primeira meia hora, pude desfrutar da Lagoa Azul com tranquilidade. Aproveitei para contemplar a paisagem e para dar um mergulho, antes dos barcos grandes, com origem em Sliema, começarem a atracar na Lagoa Azul. Assim que isso aconteceu, pus-me a caminho.



A pequena ilha de Comino proporciona algumas caminhadas interessantes. É um lugar tão remoto que mora apenas uma pessoa na ilha, de forma permanente. Tinham-me dito que era muito provável que o encontrasse; mas não foi o caso.

A partir da zona central da Lagoa Azul, segui a escarpa, sempre com o azul do mar à distância de um olhar, em direção à Lagoa de Cristal. É uma outra praia, com muitas aspas, suficientemente perto para ser acessível, mas suficientemente longe para que a maior parte dos turistas não lá vá. Havia gente a caminhar, é certo, mas nada de multidões.

Durante o trajeto, quanto mais subia mais espetaculares se tornavam as vistas. Era difícil tirar os olhos de todos aqueles tons de azul, protegidos por rochas e pontilhados por barcos que entravam nas enseadas para contemplar as lagoas. Ao fundo, Lantern Point, a extremidade da ilha.


 O que fazer em Comino: Lagoa Azul

Para além de tomar banho na Lagoa Azul, a ilha de Comino permite também fazer boas caminhadas
Estava inebriado, absorvendo a beleza que me entrava olhos adentro, feliz da vida, ao ponto de dar por mim a cantarolar sozinho, em voz alta, enquanto caminhava pela ilha de Comino. Julgo que por momentos terei parecido uma criança.

Quando por fim voltei à zona central da Lagoa Azul, pensei em comer qualquer coisa numa das roulottes ali instaladas; mas a confusão era já tanta que perdi imediatamente a vontade. Pouco depois, apanhei o barco de regresso à ilha de Malta, com a certeza de ter vivido um dos momentos mais altos da viagem a Malta!

Malta pode não ser um destino de praia, mas visitar a Lagoa Azul é, sem qualquer dúvida, uma das experiências que não pode perder em Malta.


Guia prático

Como chegar
Os barcos para a Lagoa Azul partem de três locais distintos: do terminal de ferries de Gozo, e de dois locais – separados por um par de quilómetros um do outro – na ilha principal. Assumindo que está alojado na ilha de Malta, eis as duas melhores opções.

Se viaja com carro alugado, opte por apanhar o barco em Marfa (em frente ao Riviera Resort Hotel); é mais fácil para estacionar.
Se, como eu, viaja em transportes públicos, será mais prático apanhar um autocarro até ao terminal de ferries de Cirkewwa (por exemplo, os autocarros número 41 ou 42 desde Valletta; ou o 222 a partir de Sliema e St. Julians); os barcos para a Lagoa Azul partem do exterior do terminal, à direita (não entre no edifício).

A viagem de barco custa 10€ por pessoa, ida e volta (pode voltar em qualquer horário, sem marcação prévia, desde que haja lugar). Veja mais informações sobre os ferries para Comino em www.cominoferries.com; onde pode também comprar os bilhetes, antecipadamente, com 10% de desconto (poderá justificar-se aos fins de semana ou em qualquer dia de verão).

Dicas para visitar a Lagoa Azul



Um pequeno barco de passageiros afasta-se da Lagoa Azul em direção à ilha de Malta
Algumas dicas práticas para aproveitar ao máximo a visita à Lagoa Azul (sem stress e de forma consciente).

Vá cedo. O mais cedo possível. Se estiver na ilha de Malta, apanhe o primeiro barco em Cirkewwa, logo às 9:00. E nunca, mas mesmo nunca apanhe os barcos grandes que saem de Sliema; se o fizer, chegará à Lagoa Azul por volta das 11:30, no auge da confusão, junto com centenas de turistas (os barcos de Sliema partem todos mais ou menos à mesma hora). De resto, poupe a sua saúde mental e não vá durante o fim de semana. Depois não diga que não foi avisado.

Leve calçado confortável para caminhar (e aproveite para fazer umas caminhadas na ilha de Comino).
Comida. Perto de onde atracam os barcos na Lagoa Azul, há três ou quatro roulottes que vendem comida rápida e bebidas. Não vai comer bem nem saudável, mas dá para desenrascar. Se preferir, leve sandes. E água, claro.

Proteja-se do sol. Além da água e do calçado apropriado, leve chapéu e protetor solar (não há sombra junto à Lagoa Azul).
Não suje Comino. Pode parecer uma recomendação desnecessária mas na caminhada que fiz por Comino encontrei várias garrafas, copos de iogurte e outros objetos de plástico jogados na Natureza. 
Não contribua para esse crime ambiental.

Onde ficar
Não há necessidade de ficar perto dos ferries, uma vez que a ilha de Malta é pequena e os transportes públicos funcionam bem. Assim, veja as minhas sugestões detalhadas sobre onde ficar em Malta, que incluem recomendações sobre a melhor zona da ilha para se hospedar em função do seu estilo de viagem.

Dessa lista, eis alguns dos hotéis que recomendo sem reservas: a agradável Casa Lapira e o carismático Tano’s Boutique Guesthouse, em Valletta; os acolhedores bed & breakfast Julesy’s e Nelli’s, ou ainda o mais simples No. 17 Birgu, nas “Três Cidades”; e, por fim, o Backstage Boutique Townhouse e o fantástico Two Pillows Boutique Hostel, em Sliema.

Por último, caso queira conhecer a Lagoa Azul sem outros turistas, a única opção é dormir na ilha de Comino. Eu não o fiz, porque seria preciso querer mesmo fazer praia (não há muito mais para fazer em Comino); mas a ideia de desfrutar da Lagoa Azul, a dois, depois de os barcos terem levado os turistas de volta a Gozo ou a Malta, parece-me apelativa. Para isso, terá de pernoitar no Hotel Comino, o único hotel existente na ilha.

Fonte: Alma de viajante | Veja o artigo completo aqui.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

MELHORES ARCOS NATURAIS DO MUNDO - MALTA


No seio do Mar Mediterrâneo é possível encontrar paisagens que não deixam ninguém indiferente. Em Malta, os arcos naturais junto às encostas da ilha são de tamanha grandiosidade que já foram alvo de destaque em produções televisivas e cinematográficas. Associada à natureza está também a história: cheia de recursos arqueológicos, a povoação desta república remonta a 5200 a.C. Só visitando-a se poderá conhecer o que, outrora, levou fenícios, romanos, árabes, normandos, aragoneses, espanhóis, franceses e britânicos a querer governá-la.