quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Viagem ao Carnaval Bijagó: O Carnaval como nunca o viu

Partilhamos abaixo uma recomendação dos nossos amigos no Orango Parque Hotel. Veja o website deles aqui:


Viagem ao Carnaval Bijagó: O Carnaval como nunca o viu
CARNAVAL de ORANGO.
Já reparou que falta pouco para desfrutar de novo do carnaval? Já é altura de pensar onde o quer passar, e no Orango Parque Hotel propomos o nosso circuito personalizável para se surpreender com o mais pitoresco da tradição bijagó. Propomos que conheçam a Guiné Bissau neste Carnaval e se envolvam na cultura Bijagó numa das suas manifestações mais interessantes: o Carnaval.

O que sabe do povo bijagó?

Uma exposição única no Orango Parque Hotel no arquipélago Bijagó na Guiné Bissau mostra-nos este povo mítico, mas também muito real.

Não se preocupe se ainda não sabe nada sobre eles, aconteceu a todos nós… Mas também não se surpreenda se quando chegar perto dos habitantes deste belíssimo canto da África Ocidental quiser saber mais e mais… E os bijagós são um desses povos primitivos que se encontram nos livros de viagens de outros tempos, ou que aparecem nos trabalhos de estudiosos fascinados pela diversidade cultural. Os bijagós são um povo vivo, orgulhoso de uma cultura que, ainda hoje, é parte significativa do seu dia a dia, da sua vida espiritual e das suas celebrações mais singulares.
Poucos lugares conservam uma espiritualidade tão à flor da pele como estas paradisíacas ilhas.
O Orango Parque Hotel é um lugar privilegiado para conhecer melhor os bijagós, e que desde 2016 também alberga nas suas instalações o único museu da cultura Bijagó. Trata-se de uma exposição interpretativa que reúne peças originais e reproduções únicas, cuja recolha significou um valiosíssimo, e às vezes difícil, trabalho de recuperação.
Agora a comunidade bijagó pode admirar estes elementos que fazem parte da sua identidade e dá-los a conhecer aos visitantes do Orango Parque Hotel. Uma boa forma de valorizar a sua cultura, reafirmando-a ao ver o interesse que desperta nos visitantes estrangeiros.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

São Tomé e Príncipe planeia desenvolver o turismo

SAO TOME AND PRINCIPE PLANS TO DEVELOP TOURISM

As autoridades de São Tomé e Príncipe anunciaram que pretendem alargar os horizontes dos seus limites económicos, visto que actualmente 90% do seu orçamento de estado depende de ajuda externa. O governo pretende agora tornar o país, de 200.000 habitantes, num paraíso ecoturístico.

Esqueçam o sonho do petróleo, diz o Ministro das Finanças Américo de Oliveira Ramos, que acredita que o país não pode depender do "ouro negro" como outros países da região.

São Tomé e Príncipe tem recursos petrolíferos, mas a sua exploração é ainda considerada demasiado dispendiosa. Ainda assim, já foram feitas propostas para a exploração de dois blocos situados na zona económica exclusiva de São Tomé.

A antiga colónia portuguesa é conhecida internacionalmente como "as ilhas do chocolate", graças ao seu cacau de qualidade. A agricultura e a pesca são outras fontes importantes de proveitos para o orçamento de estado.

Agora, o país planeia atrair investidores internacionais. A natureza exuberante e as praias paradisíacas em ilhas vulcânicas com mais de 600 espécies de plantas - que se conheçam -  tornam São Tomé e Príncipe num pequeno paraíso ecológico.

O investimento no sector turístico é então um dos grandes objectivos do governo. Relativamente intocado pela agricultura intensiva, o arquipélago pode vingar enquanto destino ecoturístico.

No entanto, os obstáculos ainda existem: é muito difícil reunir fundos para investir em São Tomé. Os hotéis locais a precisar de ajuda por parte da banca vêem-se confrontados com uma taxa de 24% quando pedem empréstimos de determinados valores. Outro dos contras, é o elevado custo da viagem até São Tomé e Príncipe. Embora o custo de vida seja baixo para cidadãos da Europa, São Tomé continua a ser um luxo. Uma viagem a partir de Lisboa chega aos 850€.

O governo local também planeia expandir o aeroporto internacional. Restará saber se o desenvolvimento de São Tomé ajudará a população local, cuja taxa de desemprego é de quase 60%.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Conheça as recomendações de Filipe Morato Gomes para 2018!

O nosso amigo Filipe Morato Gomes contou-nos as suas recomendações para viajar em 2018. Fique a conhecê-las, e visite o website do Filipe aqui.

1. Argélia


Ruínas de Timgad, Argélia

“Há muito tempo não me surpreendia tanto com um país como com a Argélia” – foi assim que um amigo, viajante muito experiente, me falou da Argélia. Fiquei intrigado e deveras curioso. E fui pesquisar.
Na verdade, parece ser dos países mais subestimados turisticamente em todo o norte de África. Pela minha parte, já vou matar a curiosidade em 2018. Os bilhetes de avião estão comprados para o próximo mês de março.
Lugares como a cosmopolita Argel, com o seu delicioso kasbah classificado pela UNESCO como Património Mundial; as ruínas romanas de Timgad e Djemila; o oásis de Timimoun; o Parque Nacional Tassili n’Ajjer; e, claro, a misteriosa povoação de Ghardaia; tudo motivos para rumar à Argélia enquanto o país não é descoberto pelo turismo de massas.
É a aposta mais pessoal desta minha lista com os melhores destinos para 2018. Espero surpreender-me.

2. Geórgia


David Gareja, Geórgia

No radar de um número crescente de viajantes, a Geórgia é outro país sobre o qual tenho grande curiosidade e expectativas. Muito por “culpa” de locais como a boémia Tbilisi ou a aldeia de Ushguli; as cidades escavadas de Vardzia e Uplistsikhe; o mosteiro de Davit Gareji; toda a magnífica Cordilheira do Cáucaso; e mesmo Gori, a cidade-natal de Estaline. Sim, não faltam motivos de interesse para visitar a Geórgia.
Pela minha parte, ando a adiar há demasiado tempo a minha viagem à Geórgia; inexplicavelmente. Mas agora há mais um argumento de peso para o fazer rapidamente: a Lonely Planet incluiu a Geórgia no TOP 10 de destinos para 2018.
Quer isso dizer que, muito provavelmente, ao longo dos próximos anos haverá um incremento significativo no número de turistas. Por isso, vá o quanto antes! Eu já estou a tentar encaixar a Geórgia no meu calendário de viagens para 2018.

3. Malta


Baía Balluta, Malta

Pequeno país abraçado pelas águas do Mar Mediterrâneo, Malta é mais uma aposta pessoal na lista dos melhores destinos para 2018. Andava há alguns anos a ponderar conhecer o país mas, por um motivo ou por outro, fui adiando a viagem. Até que uma low cost a operar em Portugalanunciou voos diretos entre o Porto e La Valetta e eu comprei imediatamente um bilhete de avião.
Apesar do exíguo tamanho, estou certo que há muito para descobrir em Malta. É mais um dos dez destinos eleitos pela Lonely Planet para 2018. Por isso, já sabe…

4. Maldivas


Praia nas Maldivas

Desde que as ilhas Maldivas se começaram a abrir ao turismo independente e deixaram de ser um destino exclusivo para casais endinheirados ou em lua-de-mel, tenho pensado visitá-las.
Tenho reparado em vários viajantes por esse mundo fora – alguns com blogs de viagens – que visitaram recentemente algumas das ilhas das Maldivas. O feedback parece muito positivo, mas tudo pode mudar rapidamente.
O ano de 2018 será ainda uma excelente altura para visitar as Maldivas, mas temo bem que o país se possa tornar na próxima Fiji. Enquanto as opções de alojamento acessível são escassas e antes que haja demasiados turistas nas ilhas, o momento para ir é… agora.

5. Bangladesh


Rio em Dhaka, Bangladesh

O Bangladesh é um dos países que recebe menos turistas em todo o mundo, mas sinto que isso vai mudar nos próximos anos. Trata-se de um país muito pobre e com reduzidas infraestruturas de apoio ao turismo, mas os relatos sobre a calorosa hospitalidade bengalesa são tão recorrentes que, só por isso, já valeria a pena visitar o Bangladesh.
Locais como a floresta de Sundarbans, onde se encontra a maior população dos belíssimos tigres-de-bengala; as zonas rurais de Bandarban e mesmo a capital Dhaka; servem para cimentar a ideia de que tenho de lá ir o quanto antes. A Ana Isabel Mineiro chamou-lhe, há já alguns anos, o “país dos rios“.
Eu ainda não tenho viagem marcada, mas ando a pensar nisso. Sinto que chegou a hora do Bangladesh.

6. Nepal


Tribo Jhong, Mustang, Nepal

Depois do violento sismo que abalou o Nepal em 2015, o país vai aos poucos cicatrizando as feridas do terramoto. Mas o turismo tarda em regressar ao Nepal, pelo que insisto na recomendação (o Nepal é o único país cuja sugestão repito para 2018).
Os trilhos de montanha continuam intactos, muito do património sobreviveu aos abalos e mesmo o que foi destruído vai aos poucos sendo recuperado.
A capital Katmandu, a cidade de Pokhara, o trekking ao Campo Base do Annapurna ou ao Campo Base do Evereste, a cidade de Bhaktapur, o Parque Nacional Royal Chitwan e lugares remotos como toda a região de Mustang são apenas alguns dos muitos atrativos do país.
Não menos importante, o povo nepalês continua a precisar do turismo para ultrapassar definitivamente a adversidade. Por tudo isso, o ano de 2018 é o momento ideal para visitar o Nepal!

7. Uzbequistão


Samarcanda, Uzbequistão

Tal como com um punhado de outros destinos, ando há muito tempo para visitar o Uzbequistão mas ainda não concretizei essa viagem. Locais como Khiva, Samarcanda ou Bukhara fazem parte do meu imaginário viajante. Tal como o “Cemitério de barcos” do Mar de Aral e alguns outros destinos uzbeques.
Ora, apesar de já não ser um segredo para os viajantes mais intrépidos, incluindo os apaixonados pela Rota da Seda, o Uzbequistão recebe ainda poucos turistas. Mas isso pode mudar nos próximos anos: o país anda a estudar a abolição dos vistos de turismo para, pelo menos, 27 países (na verdade, decretou a abolição dos vistos a partir de abril de 2017, mas depois adiou a decisão por quatro anos, alegadamente para permitir a consolidação das infraestruturas turísticas). Seja como for, é ir o quanto antes.

8. Canadá


Lago Moraine, Canadá

Agora que a TAP opera voos diretos entre Lisboa e Toronto, é natural que o Canadá apareça mais frequentemente no radar dos viajantes portugueses. Pela minha parte, e apesar das magníficas Cataratas do Niagara serem não muito longe de Toronto, sinto-me mais atraído pela metade oeste do país.
Tenho, por exemplo, um grande fascínio pela remota Inuvik desde que conheci uma habitante local numa ilha do Belize. Mas não só. O Parque Nacional Banff, todo o território de Yukon, a cidade de Vancouver e manifestações culturais como o Calgary Stampede fazem parte da minha lista de desejos.
Como se isso não bastasse, o Canadá é um dos países com maiores preocupações ambientais – e isso não é coisa pouca. Vancouver, por exemplo, tem um plano para se tornar a “Cidade mais Verde” do mundo até 2020.
Eu talvez não consiga visitar o Canadá em 2018, mas aqui fica a forte recomendação.

9. Malawi


Aldeia no Malawi

Muitas vezes descrito como um dos mais fascinantes destinos em África, o Malawi é também um dos países onde é menos complicado viajar de forma independente no continente africano. Tudo gira em torno do Lago Malawi – Nkhata Bay, as ilhas Linkoma e Chizumulu, entre outras -, mas há também o Monte Mulange, o Parque Nacional Liwonde e o planalto de Zomba; a cidade histórica de Dedza e até a capital Lilongwe. É a minha recomendação subsariana para 2018.

10. Portugal


Covão d’Ametade na Serra da Estrela, Portugal

A minha última recomendação para viajar em 2018 é uma espécie de mea culpa. Portugal é um país absolutamente fascinante e que merece ser (re)descoberto pelos portugueses. Eu próprio, apesar de todos os anos viajar dentro do meu país, não publico artigos sobre Portugal com a regularidade que gostaria.
Agora que Portugal está na moda e as atenções do turismo mundial continuam centradas em Lisboa e no Porto, está também na hora de explorar o interior do país, as ilhas mais recônditas dos Açores, as praias menos badaladas e todas as pequenas vilas e aldeias históricas que tanto nos orgulham. Fica o desafio para 2018, especialmente para os amigos brasileiros e portugueses que visitam o blog.
E pronto, estas são as minhas sugestões de destinos para conhecer em 2018. Quais são as suas?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Bernardo disfarçou-se de turista e viajou infiltrado pelo país

Partilhamos abaixo o artigo do Público, de 7/11/2017:

"Quis olhar para o sector do turismo em Portugal como estrangeiro e, para isso, disfarçou-se durante um mês e meio. Bernardo Gaivão foi "Turista infiltrado" à saída do aeroporto ou visitas guiadas. Há clichés que se confirmam, garante, mas também boas surpresas

Em entrevista ao P3 a partir de Washington D.C., nos Estados Unidos, o lisboeta admite que já perdeu a conta a quantos países visitou. Ser turista nas regiões portuguesas que já conhecia — e nas outras também — tornou-o num viajante mais atento aos pormenores. Mas houve alturas em que o disfarce caiu. Além destas histórias, Turista infiltrado reflecte um pouco do trabalho que Bernardo Gaivão leva a cabo na Academia Pordata, há já vários anos. O livro compila dados estatísticos sobre o turismo do sector em Portugal e levanta algumas questões, mais do que pertinentes por estes dias. "Para olhar para os dados tenho necessariamente que me lembrar outra vez que sou português."


Como te tornaste num Turista infiltrado?

Planeava uma viagem ao Egipto com um grupo de amigos quando surgiu a discussão habitual: quais as prioridades? As pessoas costumam dividir o tempo pelo dinheiro e o dinheiro pelo tempo. Começamos, inconscientemente, a fazer comparações e paralelismos com Portugal. Já tinha escrito crónicas de viagem e pensei que seria giro fazer algo semelhante para Portugal. A ideia foi crescendo e tornou-se numa análise mais detalhada do sector do turismo, mas sempre do ponto de vista de quem nos vê de fora e não conhece as dificuldades ou os obstáculos, só vê o produto final. Do ponto de vista do cliente, no fundo.


A viagem enquanto falso turista correspondeu às tuas expectativas?

Sim e não. Sim, porque, em algumas situações, os problemas que achei que ia encontrar foram exactamente aqueles que encontrei. Onde as histórias e os clichés vivem de acordo com as expectativas, como o taxista que engana alguém a voltar do aeroporto e o restaurante que cobra um bocadinho mais quando se é turista. Enquanto um português se senta à mesa, pede uma imperial e vem uma imperial de tamanho normal, se for um turista inglês, por exemplo, é-lhe trazido logo uma caneca. Também fiquei surpreendido, em algumas situações, com a falta de cuidado, de profissionalismo, de método e de brio no trabalho que algumas pessoas tinham. O Algarve foi tal e qual como eu estava à espera que fosse, mas fiquei surpreendido com a zona de Tavira. Apesar de ser algarvia, não vendeu tanto a alma ao turismo.


Achas que o rápido crescimento no turismo pode explicar a falta de profissionalismo no sector de que falas? 

Grande parte do problema está aí. Não sei os números de cor, mas tenho ideia de que o sector do turismo cresce à volta dos 3% ao ano, a nível mundial. Em Portugal, nos últimos anos, tem crescido à volta dos 10%. Isto é uma subida grande e nem sempre temos a infra-estrutura preparada para a acompanhar. Quando olhamos para os operadores e para o nível de qualificação destes vemos que a grande maioria não tem qualquer tipo de qualificação para trabalhar no sector, nem sequer outro tipo de qualificação. Se olharmos apenas para os operadores turísticos e considerarmos a formação técnico-profissional e o ensino superior, a percentagem anda à volta dos 20%. Já no sector do enoturismo exige-se uma preparação um bocadinho melhor, não se consegue improvisar tanto, a percentagem de qualificação é mais alta e chega aos 50%. Por isso é que digo no livro que o sector do enoturismo surpreende pela positiva: estava mais bem preparado, mais cuidado.


Consideras que conseguiste ter o tal olhar “de fora para dentro” face a Portugal?

Em grande parte das situações, sim. Houve duas ou três ocasiões em que tive de deixar cair o disfarce porque não aguentava mais, já estava a ser tudo demasiado abstracto. Embora ache que consegui ter a perspectiva de quem está de fora e vê as cidades e as principais regiões turísticas com uma luz diferente, este detalhe em que entrei — olhar para os dados e tentar observar as tendências e perceber onde estava o problema — é um detalhe até onde um turista normal não vai. Nesse aspecto peco um bocadinho, porque não consigo ser imparcial. Para olhar para os dados tenho necessariamente que me lembrar outra vez que sou português.


O que te custou mais nesse disfarce?

No princípio foi tentar disfarçar a língua. Por muito bem que fale inglês ou castelhano, qualquer pessoa com um bocadinho de atenção perceberia que eu não era nativo. Tentava mascarar-me de alguma outra nacionalidade e falava inglês como segunda língua. Tinha medo de ser “apanhado”. Numa fase mais avançada tornou-se um bocadinho cansativo ter que estar sempre com a guarda levantada, arranjar uma solução diferente, mais ou menos criativa, para fazer check in nos hotéis. Se chego a hotel e tenho que revelar, como acabei por fazer em Évora, o que estava a fazer, isso pode comprometer o resultado final.


Qual a situação mais caricata que viveste?

A mais absurda e revoltante foi a história das caves do vinho do Porto: é completamente transcendente que um guia do Porto nunca tenha entrado numas caves. Mas o mesmo se poderia dizer dos guias de Lisboa; os dos tuk tuks, então, não fazem a mínima ideia do que estão a falar, não têm a mínima preparação. Lembro-me que em Évora tive um dia complicado. O hotel onde ia ficar estava fechado, não consegui ninguém que me ajudasse, estava a querer interagir com alguém que ajudasse um turista e ninguém o fazia. Fiquei bloqueado. Mas é mesmo assim: ou vamos directamente do shuttle do aeroporto para o hotel ou então não há um acompanhamento tão grande dos turistas em Évora como há em Lisboa ou no Porto, por exemplo.


És ou vais ser um turista diferente depois desta experiência?

Sim. Para começar, sou bastante mais crítico. Quando visitei Washington D.C., fiz duas ou três visitas guiadas diferentes e fiquei surpreendido porque é exactamente igual a Lisboa: estes tipos também não fazem a mínima ideia do que estão a fazer. Não sabiam em que ano foi fundada a cidade, não explicavam nada. Não teria reparado nisto se não tivesse feito o exercício em Portugal.


Onde começa a linha que separa uma cidade preparada para o turista e uma cidade menos autêntica?

Pegando no caso do Porto, conheci um dono do restaurante que, com um ar indignado, me dizia que já chega, como se fosse um botão que se liga e desliga. E algumas pessoas dizem que abrimos a caixa de Pandora e agora é impossível voltar a fechá-la. Mas as coisas não são assim tão preto no branco. Sim, temos de manter um bocadinho do que nos torna autênticos e únicos e que é a nossa tradição, mas não nos podemos esquecer do que era Portugal há dez anos e o que eram as zonas nobres das cidades do Porto e de Lisboa — degradadas, abandonadas, vazias — e que, graças a este fluxo de capital, estão reabilitadas. Não vale a pena refilar e pedir que alguém — “eles”, como se costuma dizer — faça isto ou aquilo. Quem faz somos nós, cidadãos, individualmente. Não há nada que o Turismo de Portugal ou o Governo possam fazer. Ao final do dia, nós é que escolhemos se trabalhamos com turistas ou com portugueses.


Logo no primeiro capítulo descreves o taxista que te transportou do aeroporto de Lisboa para o centro da cidade como “uma figura típica portuguesa, representação fiel do tradicional Zé Povinho”. Não tens receio de ter caído no cliché?

Quando estava a escrever o livro pensei exactamente nisso. Mas é mesmo verdade, os clichés nasceram de algum lado. Apanhei não sei quantos taxistas em Lisboa e não eram todos iguais. E, a bem dizer, hoje em dia, sendo turista num aeroporto, nem me enfiava num táxi, apanhava logo um Uber ou o metro. Há clichés, mas também há situações em que o cliché não é bem aquilo que eu procurava e o exemplo do Algarve é óptimo. Termino o livro a dizer que a região de que gostei menos foi o Algarve, porque vendeu a alma, mas a mais gira também foi o Algarve. É um paraíso no meio daqueles néons e da confusão da Estrada Nacional 125, há um espaço para respirar.


A diferença nos preços praticados e o cross selling não se associam muito ao turismo em Portugal, mas tu encontraste alguns exemplos. Surpreendeu-te?

Já estava à espera, mas, para ser honesto, só me aconteceu em Lisboa e em menor escala no Porto. Também tem a ver com a estrutura da viagem que fiz, pois quis experimentar pacotes organizados onde não há tanta abertura para outras coisas. No Alentejo levaram-nos a uma loja de cortiça, nitidamente uma acção de cross selling, mas foi a única. Não é muito comum em Portugal como é, por exemplo, no Egipto. Mas existe e é das piores coisas que me podem fazer em viagem.


Com que imagem de Portugal ficaram os turistas com quem te cruzaste?

Vou cair no cliché outra vez: todos dizem que a simpatia e a maneira como são recebidos são fundamentais. Só por isso queriam voltar. Depois falam do bom tempo e do vinho, mas, surpreendentemente, ouvi mais críticas à comida do que estava à espera. Dizem que comemos muitas batatas fritas e muito arroz, faltam legumes, o que será também uma característica dos restaurantes turísticos, mais presentes nas zonas históricas, e que não são os melhores (como sabemos). Esse foi o mito que quebrei. Realisticamente, duvido que a grande maioria volte, especialmente os da Europa do Norte. Na próxima vez vão procurar um destino diferente porque querem ver uma coisa nova. Apontam ainda o facto de sermos um povo carregado de histórias, muito orgulhoso.


Alguma vez te fartaste de turistas e de ser turista?

Quando cheguei ao Alentejo, encontrei uma pasmaceira tão grande em Arraiolos que, deitado numa rede, à sombra, só me apetecia ficar ali e descansar, sem me preocupar mais com camionetas, comboios, aviões, idas e chegadas, guias. Já estava farto de tudo. As conversas são sempre as mesmas, de circunstância; ao fim de uma ou duas semanas tornam-se cansativas. Muito.


Apostaste muito nos números e nas estatísticas. É um defeito profissional ou um interesse?

Ambos. Trabalhando na Pordata desde o início do projecto, claro que já tive de criar um amor pelos números. Caso contrário, estava tramado. O que acontece é que, infelizmente, grande parte dos números que existem sobre o turismo não estão disponíveis facilmente e não são rigorosos. É preciso uma Pordata só para o turismo, quase. Este foi logo o meu primeiro problema. Quando comecei a pensar na ideia do livro, por curiosidade fui à Pordata ver quantos turistas escolhem Portugal. Não existe um número e isso faz sentido. Se eu for passear à Madeira, sou um turista nacional, mas não vou ligar para o Instituto Nacional de Estatística a informar que vou. Como é que o Governo sabe que eu lá fui? Se calhar, pelos aviões — e o tipo de dados que temos é este. Conseguimos saber os números de hóspedes em hotéis, as visitas registadas pelos operadores e as receitas dos aparelhos turísticos. Se queremos melhorar a qualidade do nosso turismo, temos que apostar em dois factores: a transparência e os dados e análise. É um trabalho difícil, mas tem de ser feito. O turismo em Portugal continua a crescer, em geral também na Europa, e nós estamos na ponta da lança. Temos que dar o exemplo aos outros."

Stopover Istambul

A Turkish Airlines tem um novo projecto - STOPOVER ISTAMBUL - que permite aos passageiros desfrutarem de uma estadia gratuita em Istambul. Os passageiros que tenham uma ligação superior a 20 horas, poderão obter uma estadia gratuita de 1 ou 2 noites, em hotel de 4* ou 5*, consoante a viagem seja em económica ou executiva.

As 5 luas de mel mais originais

Cruzeiro na amazónia


Já se imaginou na Amazónia, a bordo de um cruzeiro, numa cabine confortável com uma excelente vista do rio e da floresta tropical? 

Na sua viagem entre o Brasil, o Peru e o Equador, irá esquece rapidamente sua vida agitada e partir à aventura. Este programa promete-lhe encontros inesquecíveis com diferentes grupos étnicos da região, passeios guiados na selva e encontros com a vida selvagem.

Lapónia


Na Lapónia irá encontrar lagos congelados e paisagens deslumbrastes, que pode descobrir com passeios de jet-ski e de trenó.
Imagine alugar uma pequena cabana de madeira, perdida na natureza e adormecer à noite, junto à lareiram enquanto admira a aurora boreal da sua janela. Será inesquecível!


Road trip pelos EUA


Quer seja de carro, van ou mota, o que acha de seguir a Route 66 até Chicago? Pode parar em motéis românticos ao longo do caminho e não se esqueça de visitar destinos emblemáticos como o Grand Canyon ou Yosemite. Dica de viagem: faça uma paragem em Las Vegas, para renovar seus votos e experimentar um casamento americano!

Expresso do Oriente


Se procura aliar luxo à aventura, o Expresso do Oriente é para si! Este mítico e luxuoso comboio, que viaja pela Europa, irá mostrar-lhe paisagens inesquecíveis. Uma lua de mel com o conforto de um ambiente misterioso, luxuoso e refinado expresso.

Islândia


Lagoas esmeralda, neve, piscinas naturais de água queste... É difícil encontrar um país mais romântico do que a Islândia! Até Abril, a Islândia tem uma experiência única para lhe oferecer: uma visão das auroras boreais da banheira de hidromassagem do seu quarto de hotel.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Portugal eleito o melhor destino turístico do Mundo nos World Travel Awards

Portugal venceu ontem (10/12/2017) o prémio de melhor destino turístico. Para além desse prémio, Portugal recebeu outros galardões, entre os quais a cidade de Lisboa conquistou, pela primeira vez, o prémio de "Melhor Destino para "City Break" do Mundo". A lista de candidatos à final englobava Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname, entre outros. Assim, Portugal tornou-se o primeiro país da Europa a receber este prémio.

Fonte: RTP

Lista Negra das Companhias Aéreas na UE

A lista completa das companhias aéreas proibidas na União Europeia foi divulgada pela APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo).

Venezuela:
AVIOR AIRLINES 

Suriname:
BLUE WING AIRLINES 

Irão:
IRAN ASEMAN AIRLINES 

Iraque:
IRAQI AIRWAYS 

Nigéria:
MED-VIEW AIRLINE 

Zimbabwe:
AIR ZIMBABWE 

Afeganistão:
AFGHAN JET INTERNATIONAL AIRLINES 
ARIANA AFGHAN AIRLINES 
EAST HORIZON AIRLINES 
KAM AIR 
SAFI AIRWAYS 

Angola:
AEROJET 
AIR GICANGO 
AIR JET 
AIR NAVE 
AIR26 
ANGOLA AIR SERVICES 
DIEXIM 
FLY540 
GIRA GLOBO 
HELIANG 
HELIMALONGO 
MAVEWA 
SONAIR 

República do Congo:
AERO SERVICE 
CANADIAN AIRWAYS 
EMERAUDE 
EQUAFLIGHT SERVICES 
EQUAJET 
EQUATORIAL CONGO AIRLINES S.A. 
MISTRAL AVIATION 
TRANS AIR CONGO 

República Democrática do Congo:
AIR FAST CONGO  
AIR KASAI 
AIR KATANGA 
AIR TROPIQUES 
BLUE AIRLINES 
BLUE SKY 
BUSY BEE CONGO 
COMPAGNIE AFRICAINE D’AVIATION 
CONGO AIRWAYS 
DAKOTA SPRL 
DOREN AIR CONGO 
GOMAIR 
KIN AVIA 
KORONGO AIRLINES 
MALU AVIATION 
MANGO AIRLINES 
SERVE AIR 
SERVICES AIR 
SWALA AVIATION 
TRANSAIR CARGO SERVICES 
WILL AIRLIFT 

Djibouti:
DAALLO AIRLINES

Guiné Equatorial:
CEIBA INTERCONTINENTAL 
CRONOS AIRLINES 

Eritreia:
ERITREAN AIRLINES 
NASAIR ERITREA 

Gabão:
AFRIC AVIATION 
ALLEGIANCE AIR TOURIST 
NATIONALE REGIONALE TRANSPORT (N.R.T) 
SKY GABON 
SOLENTA AVIATION GABON 
TROPICAL AIR-GABON 

Indonésia:
AIR BORN INDONESIA 
AIR PACIFIC UTAMA 
ALDA TRANS PAPUA 
ALFA TRANS DIRGANTARA 
AMA 
ANGKASA SUPER SERVICE 
ASI PUDJIASTUTI 
AVIASTAR MANDIRI 
DABI AIR NUSANTARA 
DERAYA AIR TAXI 
DERAZONA AIR SERVICE 
EASTINDO 
ELANG LINTAS INDONESIA 
ELANG NUSANTARA AIR 
ENGGANG AIR SERVICE
ERSA EASTERN AVIATION 
GATARI AIR SERVICE 
HEVILIFT AVIATION 
INDONESIA AIR ASIA EXTRA 
INDONESIA AIR TRANSPORT 
INDO STAR AVIATION 
INTAN ANGKASA AIR SERVICE 
JAYAWIJAYA DIRGANTARA 
JOHNLIN AIR TRANSPORT 
KAL STAR AVIATION 
KARTIKA AIRLINES 
KOMALA INDONESIA 
KURA-KURA AVIATION 
MARTA BUANA ABADI 
MATTHEW AIR NUSANTARA 
MIMIKA AIR 
MY INDO AIRLINES 
NAM AIR 
NATIONAL UTILITY HELICOPTER  
NUSANTARA AIR CHARTER 
PEGASUS AIR SERVICES 
PELITA AIR SERVICE 
PENERBANGAN ANGKASA SEMESTA 
PURA WISATA BARUNA 
RIAU AIRLINES 
SAYAP GARUDA INDAH 
SMAC 
SPIRIT AVIATION SENTOSA 
SRIWIJAYA AIR
SURYA AIR 
TRANSNUSA AVIATION MANDIRI 
TRANSWISATA PRIMA AVIATION 
TRAVEL EXPRESS AVIATION SERVICE  
TRAVIRA UTAMA 
TRI MG-INTRA ASIA AIRLINES 
TRI MG-INTRA ASIA AIRLINES 
TRIGANA AIR SERVICE  
UNINDO 
WESTSTAR AVIATION INDONESIA 
WING ABADI AIRLINES

Quirguistão:
AIR BISHKEK 
AIR MANAS 
AVIA TRAFFIC COMPANY 
CENTRAL ASIAN AVIATION SERVICES (CAAS) 
HELI SKY 
AIR KYRGYZSTAN 
MANAS AIRWAYS 
S GROUP INTERNATIONAL 
SKY BISHKEK 
SKY KG AIRLINES 
SKY WAY AIR 
TEZ JET 
VALOR AIR 

Líbia:
AFRIQIYAH AIRWAYS 
AIR LIBYA 
BURAQ AIR 
GHADAMES AIR TRANSPORT 
GLOBAL AVIATION AND SERVICES 
LIBYAN AIRLINES 
PETRO AIR 

Nepal:
AIR DYNASTY HELI. S. 
AIR KASTHAMANDAP 
BUDDHA AIR 
FISHTAIL AIR 
GOMA AIR 
HIMALAYA AIRLINES 
MAKALU AIR 
MANANG AIR PVT LTD 
MOUNTAIN HELICOPTERS 
MUKTINATH AIRLINES 
NEPAL AIRLINES CORPORATION 
SAURYA AIRLINES 
SHREE AIRLINES 
SIMRIK AIR 
SIMRIK AIRLINES 
SITA AIR 
TARA AIR 
YETI AIRLINES DOMESTIC 

São Tomé e Príncipe:
AFRICA'S CONNECTION 
STP AIRWAYS 

Serra Leoa:
AIR RUM, LTD 
DESTINY AIR SERVICES, LTD 
HEAVYLIFT CARGO 
ORANGE AIR SIERRA LEONE, LTD 
PARAMOUNT AIRLINES, LTD 
SEVEN FOUR EIGHT AIR SERVICES, LTD  
TEEBAH AIRWAYS 

Sudão:
ALFA AIRLINES SD 
BADR AIRLINES 
BLUE BIRD AVIATION 
ELDINDER AVIATION 
GREEN FLAG AVIATION 
HELEJETIC AIR 
KATA AIR TRANSPORT 
KUSH AVIATION CO. 
NOVA AIRWAYS 
SUDAN AIRWAYS CO. 
SUN AIR  
TARCO AIR