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quarta-feira, 14 de março de 2018

A TAP está a oferecer 1000 milhas aos novos clientes!

Hoje, dia 14 de Março, a TAP celebra o seu 73º aniversário!
Para assinalar esta data a companhia aérea portuguesa está a oferecer 1000 milhas aos novos clientes TAP Victoria. 

Para receber esta oferta basta inscrever-se no programa de fidelização da TAP. Esta oferta está válida para todas as novas inscrições efectuadas durante o dia de hoje e de amanhã. Estas milhas poderão ser usadas para ter descontos imediatos em viagens ou para trocar por serviços, descontos e experiências em mais de 150 parceiros.

Saiba mais aqui.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Bernardo disfarçou-se de turista e viajou infiltrado pelo país

Partilhamos abaixo o artigo do Público, de 7/11/2017:

"Quis olhar para o sector do turismo em Portugal como estrangeiro e, para isso, disfarçou-se durante um mês e meio. Bernardo Gaivão foi "Turista infiltrado" à saída do aeroporto ou visitas guiadas. Há clichés que se confirmam, garante, mas também boas surpresas

Em entrevista ao P3 a partir de Washington D.C., nos Estados Unidos, o lisboeta admite que já perdeu a conta a quantos países visitou. Ser turista nas regiões portuguesas que já conhecia — e nas outras também — tornou-o num viajante mais atento aos pormenores. Mas houve alturas em que o disfarce caiu. Além destas histórias, Turista infiltrado reflecte um pouco do trabalho que Bernardo Gaivão leva a cabo na Academia Pordata, há já vários anos. O livro compila dados estatísticos sobre o turismo do sector em Portugal e levanta algumas questões, mais do que pertinentes por estes dias. "Para olhar para os dados tenho necessariamente que me lembrar outra vez que sou português."


Como te tornaste num Turista infiltrado?

Planeava uma viagem ao Egipto com um grupo de amigos quando surgiu a discussão habitual: quais as prioridades? As pessoas costumam dividir o tempo pelo dinheiro e o dinheiro pelo tempo. Começamos, inconscientemente, a fazer comparações e paralelismos com Portugal. Já tinha escrito crónicas de viagem e pensei que seria giro fazer algo semelhante para Portugal. A ideia foi crescendo e tornou-se numa análise mais detalhada do sector do turismo, mas sempre do ponto de vista de quem nos vê de fora e não conhece as dificuldades ou os obstáculos, só vê o produto final. Do ponto de vista do cliente, no fundo.


A viagem enquanto falso turista correspondeu às tuas expectativas?

Sim e não. Sim, porque, em algumas situações, os problemas que achei que ia encontrar foram exactamente aqueles que encontrei. Onde as histórias e os clichés vivem de acordo com as expectativas, como o taxista que engana alguém a voltar do aeroporto e o restaurante que cobra um bocadinho mais quando se é turista. Enquanto um português se senta à mesa, pede uma imperial e vem uma imperial de tamanho normal, se for um turista inglês, por exemplo, é-lhe trazido logo uma caneca. Também fiquei surpreendido, em algumas situações, com a falta de cuidado, de profissionalismo, de método e de brio no trabalho que algumas pessoas tinham. O Algarve foi tal e qual como eu estava à espera que fosse, mas fiquei surpreendido com a zona de Tavira. Apesar de ser algarvia, não vendeu tanto a alma ao turismo.


Achas que o rápido crescimento no turismo pode explicar a falta de profissionalismo no sector de que falas? 

Grande parte do problema está aí. Não sei os números de cor, mas tenho ideia de que o sector do turismo cresce à volta dos 3% ao ano, a nível mundial. Em Portugal, nos últimos anos, tem crescido à volta dos 10%. Isto é uma subida grande e nem sempre temos a infra-estrutura preparada para a acompanhar. Quando olhamos para os operadores e para o nível de qualificação destes vemos que a grande maioria não tem qualquer tipo de qualificação para trabalhar no sector, nem sequer outro tipo de qualificação. Se olharmos apenas para os operadores turísticos e considerarmos a formação técnico-profissional e o ensino superior, a percentagem anda à volta dos 20%. Já no sector do enoturismo exige-se uma preparação um bocadinho melhor, não se consegue improvisar tanto, a percentagem de qualificação é mais alta e chega aos 50%. Por isso é que digo no livro que o sector do enoturismo surpreende pela positiva: estava mais bem preparado, mais cuidado.


Consideras que conseguiste ter o tal olhar “de fora para dentro” face a Portugal?

Em grande parte das situações, sim. Houve duas ou três ocasiões em que tive de deixar cair o disfarce porque não aguentava mais, já estava a ser tudo demasiado abstracto. Embora ache que consegui ter a perspectiva de quem está de fora e vê as cidades e as principais regiões turísticas com uma luz diferente, este detalhe em que entrei — olhar para os dados e tentar observar as tendências e perceber onde estava o problema — é um detalhe até onde um turista normal não vai. Nesse aspecto peco um bocadinho, porque não consigo ser imparcial. Para olhar para os dados tenho necessariamente que me lembrar outra vez que sou português.


O que te custou mais nesse disfarce?

No princípio foi tentar disfarçar a língua. Por muito bem que fale inglês ou castelhano, qualquer pessoa com um bocadinho de atenção perceberia que eu não era nativo. Tentava mascarar-me de alguma outra nacionalidade e falava inglês como segunda língua. Tinha medo de ser “apanhado”. Numa fase mais avançada tornou-se um bocadinho cansativo ter que estar sempre com a guarda levantada, arranjar uma solução diferente, mais ou menos criativa, para fazer check in nos hotéis. Se chego a hotel e tenho que revelar, como acabei por fazer em Évora, o que estava a fazer, isso pode comprometer o resultado final.


Qual a situação mais caricata que viveste?

A mais absurda e revoltante foi a história das caves do vinho do Porto: é completamente transcendente que um guia do Porto nunca tenha entrado numas caves. Mas o mesmo se poderia dizer dos guias de Lisboa; os dos tuk tuks, então, não fazem a mínima ideia do que estão a falar, não têm a mínima preparação. Lembro-me que em Évora tive um dia complicado. O hotel onde ia ficar estava fechado, não consegui ninguém que me ajudasse, estava a querer interagir com alguém que ajudasse um turista e ninguém o fazia. Fiquei bloqueado. Mas é mesmo assim: ou vamos directamente do shuttle do aeroporto para o hotel ou então não há um acompanhamento tão grande dos turistas em Évora como há em Lisboa ou no Porto, por exemplo.


És ou vais ser um turista diferente depois desta experiência?

Sim. Para começar, sou bastante mais crítico. Quando visitei Washington D.C., fiz duas ou três visitas guiadas diferentes e fiquei surpreendido porque é exactamente igual a Lisboa: estes tipos também não fazem a mínima ideia do que estão a fazer. Não sabiam em que ano foi fundada a cidade, não explicavam nada. Não teria reparado nisto se não tivesse feito o exercício em Portugal.


Onde começa a linha que separa uma cidade preparada para o turista e uma cidade menos autêntica?

Pegando no caso do Porto, conheci um dono do restaurante que, com um ar indignado, me dizia que já chega, como se fosse um botão que se liga e desliga. E algumas pessoas dizem que abrimos a caixa de Pandora e agora é impossível voltar a fechá-la. Mas as coisas não são assim tão preto no branco. Sim, temos de manter um bocadinho do que nos torna autênticos e únicos e que é a nossa tradição, mas não nos podemos esquecer do que era Portugal há dez anos e o que eram as zonas nobres das cidades do Porto e de Lisboa — degradadas, abandonadas, vazias — e que, graças a este fluxo de capital, estão reabilitadas. Não vale a pena refilar e pedir que alguém — “eles”, como se costuma dizer — faça isto ou aquilo. Quem faz somos nós, cidadãos, individualmente. Não há nada que o Turismo de Portugal ou o Governo possam fazer. Ao final do dia, nós é que escolhemos se trabalhamos com turistas ou com portugueses.


Logo no primeiro capítulo descreves o taxista que te transportou do aeroporto de Lisboa para o centro da cidade como “uma figura típica portuguesa, representação fiel do tradicional Zé Povinho”. Não tens receio de ter caído no cliché?

Quando estava a escrever o livro pensei exactamente nisso. Mas é mesmo verdade, os clichés nasceram de algum lado. Apanhei não sei quantos taxistas em Lisboa e não eram todos iguais. E, a bem dizer, hoje em dia, sendo turista num aeroporto, nem me enfiava num táxi, apanhava logo um Uber ou o metro. Há clichés, mas também há situações em que o cliché não é bem aquilo que eu procurava e o exemplo do Algarve é óptimo. Termino o livro a dizer que a região de que gostei menos foi o Algarve, porque vendeu a alma, mas a mais gira também foi o Algarve. É um paraíso no meio daqueles néons e da confusão da Estrada Nacional 125, há um espaço para respirar.


A diferença nos preços praticados e o cross selling não se associam muito ao turismo em Portugal, mas tu encontraste alguns exemplos. Surpreendeu-te?

Já estava à espera, mas, para ser honesto, só me aconteceu em Lisboa e em menor escala no Porto. Também tem a ver com a estrutura da viagem que fiz, pois quis experimentar pacotes organizados onde não há tanta abertura para outras coisas. No Alentejo levaram-nos a uma loja de cortiça, nitidamente uma acção de cross selling, mas foi a única. Não é muito comum em Portugal como é, por exemplo, no Egipto. Mas existe e é das piores coisas que me podem fazer em viagem.


Com que imagem de Portugal ficaram os turistas com quem te cruzaste?

Vou cair no cliché outra vez: todos dizem que a simpatia e a maneira como são recebidos são fundamentais. Só por isso queriam voltar. Depois falam do bom tempo e do vinho, mas, surpreendentemente, ouvi mais críticas à comida do que estava à espera. Dizem que comemos muitas batatas fritas e muito arroz, faltam legumes, o que será também uma característica dos restaurantes turísticos, mais presentes nas zonas históricas, e que não são os melhores (como sabemos). Esse foi o mito que quebrei. Realisticamente, duvido que a grande maioria volte, especialmente os da Europa do Norte. Na próxima vez vão procurar um destino diferente porque querem ver uma coisa nova. Apontam ainda o facto de sermos um povo carregado de histórias, muito orgulhoso.


Alguma vez te fartaste de turistas e de ser turista?

Quando cheguei ao Alentejo, encontrei uma pasmaceira tão grande em Arraiolos que, deitado numa rede, à sombra, só me apetecia ficar ali e descansar, sem me preocupar mais com camionetas, comboios, aviões, idas e chegadas, guias. Já estava farto de tudo. As conversas são sempre as mesmas, de circunstância; ao fim de uma ou duas semanas tornam-se cansativas. Muito.


Apostaste muito nos números e nas estatísticas. É um defeito profissional ou um interesse?

Ambos. Trabalhando na Pordata desde o início do projecto, claro que já tive de criar um amor pelos números. Caso contrário, estava tramado. O que acontece é que, infelizmente, grande parte dos números que existem sobre o turismo não estão disponíveis facilmente e não são rigorosos. É preciso uma Pordata só para o turismo, quase. Este foi logo o meu primeiro problema. Quando comecei a pensar na ideia do livro, por curiosidade fui à Pordata ver quantos turistas escolhem Portugal. Não existe um número e isso faz sentido. Se eu for passear à Madeira, sou um turista nacional, mas não vou ligar para o Instituto Nacional de Estatística a informar que vou. Como é que o Governo sabe que eu lá fui? Se calhar, pelos aviões — e o tipo de dados que temos é este. Conseguimos saber os números de hóspedes em hotéis, as visitas registadas pelos operadores e as receitas dos aparelhos turísticos. Se queremos melhorar a qualidade do nosso turismo, temos que apostar em dois factores: a transparência e os dados e análise. É um trabalho difícil, mas tem de ser feito. O turismo em Portugal continua a crescer, em geral também na Europa, e nós estamos na ponta da lança. Temos que dar o exemplo aos outros."

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Portugal eleito o melhor destino turístico do Mundo nos World Travel Awards

Portugal venceu ontem (10/12/2017) o prémio de melhor destino turístico. Para além desse prémio, Portugal recebeu outros galardões, entre os quais a cidade de Lisboa conquistou, pela primeira vez, o prémio de "Melhor Destino para "City Break" do Mundo". A lista de candidatos à final englobava Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname, entre outros. Assim, Portugal tornou-se o primeiro país da Europa a receber este prémio.

Fonte: RTP

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Estrelas Michelin em Portugal

Portugal recebeu, na passada noite, mais duas estrelas Michelin: 

"Estrelas é mais Michelin: Portugal recebeu esta noite mais duas, com os restaurantes Vista e Gusto a juntar-se às 21 que já brilhavam no nosso firmamento gastronómico. O José Augusto Moreira mostrou-nos o menu e ouviu os chefs prometer: "Vamos trabalhar todos os dias para continuar a merecê-la"."

Fonte: Público

domingo, 26 de março de 2017

Novo projecto quer levar a conhecer Portugal através da Ciência e da Cultura

Ciência Viva e Fundação Vodafone acabam de lançar um programa de “turismo do conhecimento”. Projecto inclui cartão com descontos, um guia interactivo e uma aplicação móvel.

Estremoz, onde poderá encontrar um dos percursos

Os Circuitos Ciência Viva querem pôr os portugueses a conhecer o país “através da ciência e da cultura”. Uma ida à praia que acaba por proporcionar a descoberta de pegadas de dinossauros em Lagos, um passeio por Estremoz que se transforma numa viagem por pedreiras, castelos e pelo sistema solar, uma caminhada pelo centro de uma cidade que surpreende com uma arte em vias de extinção.

Para já existem 18 circuitos disponíveis, com “54 percursos e mais de 200 etapas para explorar”. Cada roteiro parte de um dos centros de Ciência Viva espalhados pelo país: Açores, Alviela, Aveiro, Bragança, Coimbra (existem dois centros, mas apenas um circuito no concelho), Constância, Estremoz, Faro, Guimarães, Lagos, Lisboa Centro, Lisboa Oriente, Lousal, Porto, Proença-a-Nova, Sintra, Tavira e Vila do Conde. O centro de Ciência Viva de Porto Moniz, na ilha da Madeira, é o único sem um circuito associado.

O novo “programa de turismo do conhecimento” inclui um cartão, um guia interactivo e uma aplicação móvel (disponível para Android e iOS). O primeiro é o epicentro do projecto. É válido por um ano para “dois adultos ou um casal e os filhos até aos 17 anos” e dá entrada gratuita nos 20 centros Ciência Viva e acesso a descontos “em mais de 100 instituições de ciência, cultura e lazer” – incluindo museus, monumentos, parques e reservas naturais, grutas, minas, jardins zoológicos e aquários, entre outros – e em entidades parceiras do projecto – como unidades de alojamento, empresas de transporte ou estabelecimentos de restauração.

A activação do cartão abre ainda portas a tudo o resto, seja através do site do projecto ou da aplicação móvel: detalhes sobre os circuitos sugeridos, mapas interactivos dos percursos, “desafios aos exploradores”, partilha das experiências vividas e acesso às tarifas promocionais. É ainda possível consultar uma agenda de actividades nos diferentes destinos, de acesso livre nas duas plataformas. O kit circuito custa 50€ - traz um cartão, um guia e um pequeno caderno de bolso.

A capital também vai acolher percursos desta iniciativa

Os Circuitos Ciência Viva são uma iniciativa daquela instituição nacional, em parceria com a Fundação Vodafone. “Sentimos que podíamos ser os catalisadores de um projecto inovador de turismo do conhecimento”, afirma Rosália Vargas, presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a cultura Científica e Tecnológica, defendendo que “este é um projecto de natureza sustentável” que “traz um olhar de futuro, ao mesmo tempo que valoriza a tradição e o património”.

Para Mário Vaz, presidente da Fundação Vodafone Portugal, o programa “proporciona aos utilizadores uma experiência completa e altamente criativa”, que “permite não só o conhecimento do património nacional e regional de uma forma mais clara e prática como ainda possibilita a partilha de viagens, fotografias e saberes”. “É, acima de tudo, uma forma dinâmica, pedagógica e divertida de descobrir ou redescobrir Portugal”, sublinha.

Fonte: Fugas - PÚBLICO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Festa de S. Gonçalinho já é motor económico e enche hotéis e restaurantes

Aveiro vive aquela que é a sua festa mais popular e que vai sendo, cada vez mais, motivo de atracção de turista.
Por terras aveirenses costuma dizer-se que as festividades natalícias só acabam depois de terminada a festa em honra de São Gonçalinho - evento cuja “imagem de marca” é o lançamento de cavacas do alto da capela consagrada a este santo -, ou seja, por ocasião do dia 10 de Janeiro. São vários dias de festa “rija”, centrada no bairro histórico da Beira Mar, e que atraem cada vez mais pessoas de outros pontos do país e, também, de além-fronteiras. Isso mesmo foi confirmado ao PÚBLICO por vários responsáveis de unidades hoteleiras e de restauração da cidade. A maioria fala num aumento de reservas e faz votos de que esta seja uma tendência para manter.
Carla Santos, proprietária do Hotel das Salinas, assegura que a sua unidade hoteleira está, neste fim-de-semana de São Gonçalinho, “quase lotada”. “Nos últimos dois anos, verificámos que são os turistas nacionais, sobretudo de Lisboa, e os internacionais, provenientes de França e Bélgica, que mais valorizam esta tradição”, testemunha. Carla Santos refere, ainda, ter “alguns clientes” já lhe pedem “para comprar cavacas para terem a certeza que podem participar na festa”.
Também no Hotel Moliceiro estas festividades são sinónimo de um acréscimo de reservas. “Estamos a falar de um aumento de 10% e são, sobretudo, pessoas que têm familiares ou amigos de Aveiro e querem vir participar da festa”, nota Cristina Durães, directora desta unidade de quatro estrelas.
Já no Meliã Ria, por ora, a festa popular aveirense ainda não conseguiu produzir efeitos no número de dormidas. “A única coisa que temos é um evento, no restaurante, de uma família que aproveita sempre esta data para se juntar”, declara Ana Gouveia, sem deixar de fazer votos para que, no futuro, o São Gonçalinho venha a trazer ainda mais proveitos para o hotel que dirige.
Ao nível da restauração, o aumento de clientela e de serviço parece ser ainda mais sentido. Maria Soares tem três restaurantes, todos eles situados no bairro da Beira Mar, em pleno coração da festa, e garante que as três casas estão já esgotadas, com reservas, nas noites deste fim-de-semana e “com boas perspectivas para segunda e terça-feira”. “Num dos casos, por exemplo, a pessoa que está a organizar o jantar é de Aveiro mas os convidados são de fora, de outras cidades”, testemunha a  proprietária dos Porta 35, Porta 36 e À Portuguesa, evidenciando que “esta é também uma festa que atrai os muitos aveirenses que estão fora, fazendo-os regressar à sua terra de propósito para o São Gonçalinho”.
A festa, organizada pela Mordomia de São Gonçalinho – em parceria com a câmara de Aveiro -, arrancou esta sexta-feira, com a promessa de ter a ajuda do São Pedro até ao fim (as previsões são de bom tempo). Até terça-feira, são atiradas toneladas de cavacas (doce coberto de açúcar) a partir do alto da capela, um ritual que serve para os devotos pagarem as promessas feitas ao santo que, em Aveiro, é tratado como “santinho” ou “menino”. E enquanto uns atiram cavacos, outros, quase sempre às centenas, juntam-se no largo da capela para apanhar as cavacas, cumprindo uma tradição que tem atravessado gerações.
E, ainda que esta seja a vertente mais popular dos festejos, o programa vai muito para além da tradição das cavacas. O cartaz também integra uma componente religiosa, bem como concertos musicais -  na noite deste sábado, há concerto com os Amor Electro, a partir das 22h -, eventos desportivos e fogo-de-artifício (todas as noites). Tal como manda a tradição, o programa de segunda-feira, dedica a manhã aos mais novos, com o habitual São Gonçalinho das Escolas.
Também inserido nas festividades do padroeiro do bairro da Beira Mar, está a decorrer o “Aveiro Sabores com Tradição”, um festival gastronómico que mobiliza mais de 30 restaurantes locais - os estabelecimentos participantes estão assinalados com uma bandeirola identificativa do evento na porta. 

Fonte: Fugas 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Turismo Industrial de São João da Madeira celebra aniversário com visitas gratuitas

O roteiro turístico pelas fábricas e museus industriais de São João da Madeira nasceu há cinco anos. Para celebrar há cinco dias de visitas guiadas gratuitas.
Em 2012, o concelho mais pequeno do país lançava um projecto inovador a nível nacional: levar turistas ao património industrial da cidade, abrindo fábricas históricas aos visitantes em horário de expediente, deixando-os circular entre máquinas barulhentas para ver lápis, chapéus ou sapatos nascer das mãos dos trabalhadores. Há dois meses, a oferta ficou completa com a inauguração do Museu do Calçado.
Agora, para celebrar cinco anos de circuitos turísticos por empresas e espaços museológicos de São João da Madeira, o projecto de Turismo Industrial lança cinco dias de visitas guiadas gratuitas. Há dois roteiros por dia, de 23 a 27 de Janeiro, das 9h30 às 12h45 e das 14h às 17h30.
Todos começam e terminam na Torre da Oliva, o icónico edifício da antiga empresa metalúrgica transformado em recepção do projecto. Os circuitos são todos diferentes e incluem entrada em dois espaços da rede turística.
Desde a Viarco, a única fábrica de lápis ainda em laboração no país, às empresas de calçado Helsar e Evereste, passando pela Cortadoria Nacional de Pêlo e a Fepsa, ligadas à indústria da chapelaria, ou a Heliotêxtil, fabricante de etiquetas e passamanarias. Além das fábricas, os roteiros passam ainda pelos museus do calçado ou da chapelaria, pelo Centro Tecnológico de Calçado de Portugal ou pelo Centro Formação Profissional da Industria do Calçado.



As visitas são de participação gratuita mas a inscrição prévia é obrigatória. No dia 26, os circuitos incluem uma novidade: serão adaptados a pessoas com deficiência auditiva, com tradução simultânea em língua gestual.As comemorações do quinto aniversário do Turismo Industrial integram ainda a inauguração de uma exposição de vestidos de chita na Torre da Oliva, numa “evocação dos populares concursos que eram organizados pela histórica empresa”, refere a organização em comunicado. Decorre no dia 23 de Janeiro, às 18h. O espectáculo de palhaços Lullaby encerra o programa de festejos no dia 27, às 21h30.

Ficou interessado? Pode ver aqui a rota que preparámos em São João da Madeira.  

Fonte: Fugas - Público

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Glamping sumamente romantico para ver estrelas

Longe vão os tempos em que acampar significava dormir numa tenda e num saco cama, um tanto ou quanto desconfortáveis. Para nosso gáudio, a noção de acampamento  foi modernizada e adaptada aos gostos dos viajantes mais requintados. Para tirar o melhor proveito de uma estadia na natureza surgiu o glamping, uma fusão entre glamour e camping, que prevê uma estadia em tendas de estrutura fixa e que podem ser incrivelmente luxuosas.O melhor de tudo é poder adormecer a olhar as estrelas e acordar a admirar o céu, principalmente se tiver a oportunidade de fazê-lo ao lado da sua cara-metade! Os acampamentos que lhe apresentamos na nossa newsletter de Outubro são opções ideais para desfrutar de uma magnífica estadia a dois, ou até em família.Além destas sugestões, damos-lhe mais duas a pensar na sua tranquilidade: a possibilidade de ter o check-in das malas feito com recolha em sua casa (poupando-lhe todo o trabalho e peso) e também o serviço de aluguer de malas. 



SANCTUARY SWALA, TANZÂNIA
Romantismo, natureza intocada e uma paisagem de luxo são os ingredientes que são cozinhados neste lodge. No coração do Parque Nacional de Taranguire (Tanzânia), o Swala Sanctuary é um acampamento safari exclusivo que oferece luxo e algumas cabanas construídas com os mais elevados padrões ambientais. Não há nada mais romântico do que ver o nascer do sol em plena savana!


 O Treebones Resort oferece acomodações únicas na majestosa costa da Califórnia a partir de Big Sur. Com vistas panorâmicas sobre o Pacífico e rodeada pelas mais puras vistas do oceano, este acampamento torna-se um lugar perfeito para desfrutar de um céu estrelado em noites românticas.


SERAI, ÍNDIA 
No coração do grande deserto de Thar (Índia), pode encontrar tendas muito especiais. Descansando num altar em pedra, Serai oferece tendas de inspiração militar Raj num cenário edílico! Que mais se pode pedir quando se está apaixonado?


MOINHO DO MANEIO, PENAMACOR, PORTUGAL
Classificada como Casa de Campo, o turismo rural do Moinho do Maneio é um empreendimento pequeno. Aqui pode dormir numa tenda esférica, permanentemente insuflada, com cama de casal e onde se pode ter uma experiência de dormida única e inigualável, dormir sob as estrelas. Posicionada numa plataforma, numa escarpa, quase por cima da ribeira, quase na copa das árvores.  Esta bolha garante a total privacidade aos seus visitantes. Para além de, em anexo, possuir uma casa-de-banho ecológica, todos os visitantes terão ao seu dispor uma casa-de-banho completa, exclusiva para os hóspedes da Bolha. É possível desfrutar de um maravilhoso pequeno-almoço na bolha. Para poder descansar e aproveitar ao máximo este paraíso não existe internet na bolha, nem televisão.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Portugal é destino do ano para a Travel+Leisure

Editores da revista norte-americana escolheram Portugal como o melhor destino do mundo em 2016. Crescimento económico e diversidade da paisagem entre as razões para a escolha.


O anúncio foi feito em Óbidos, num vídeo em directo publicado no Facebook. E no Youtube também já se passeiam 360º de paisagens cénicas pela vila histórica. A equipa da Travel + Leisure esteve em Novembro por terras lusas  a preparar as filmagens e agora é oficial: Portugal é o destino do ano 2016 para a publicação.


A crise económica deixou Portugal “à beira da falência e o financiamento público para as artes secou” durante o pico da recessão. Mas “os jovens empreendedores pegaram no problema com as próprias mãos, aproveitando o talento e os recursos naturais – resultando numa cena cultural rica”. É assim que os editores da Travel+Leisure, uma das bíblias das viagens a nível internacional, começam por justificar a escolha de Portugal como “destino do ano” de 2016.
E os argumentos continuam longe dos predicados turísticos clichés do país. Depois da economia, nota para a situação política nacional. “Uma mudança de partido no governo em 2011 acalmou os ânimos na situação política [do país] e actualmente o turismo está em ascensão, ajudado pela acessibilidade [de preços] e pelo clima quente todo o ano”. Nem o polémico caso da quase venda da colecção de quadros de Joan Miró por parte do governo foi esquecido. Mas, defendem, "na esteira da crise, Portugal conseguiu florescer de novo" e, até certo ponto, a situação "pode ter ajudado a indústria turística no país". "Continuou a ser muito mais barato para os viajantes do que a maioria dos países vizinhos - um contraste particularmente evidente nas cidades de turismo de sol e praia e nas capitais culturais do país", argumentam.
Ora, na hora de escolher o destino do ano, a equipa da Travel+Leisure procura "lugares que pareçam excitantes, que garantam e justifiquem uma redescoberta e que tenham conseguido entrar por si próprios no palco internacional de alguma forma". Este ano, "Portugal era um país que se encaixava naturalmente" neste perfil, defendem. 
Desde a nova cena cultural, alavancada por empreendedores e artistas, ao aumento do número crescente de turistas estrangeiros, de hotéis novos e de voos, com a referência às novas ligações directas para cidades dos Estados Unidos a surgirem em destaque. 
Mas há mais razões para a eleição. Portugal é acessível (bastam sete horas de avião a partir da costa Este dos Estados Unidos), tem temperaturas amenas todo o ano, continua relativamente barato e conta com recursos naturais abundantes e património rico.
A revista disseca o país por inúmeros ex-líbris, com um artigo online para cada um. Do centro histórico da vila de Óbidos, relevado numa panorâmica a 360º a “23 fotografias que vão pô-lo a planear uma viagem a Portugal rapidamente”, ou 12 imagens antigas do país. E há ainda um guia de Lisboa, os petiscos que se comem na capital portuguesa, uma lista com as principais atracções da cidade, os melhores restaurantes e os principais hotéis alfacinhas. Mas também o “revolucionário conceito de ecoturismo” já sedimentado no país, um guia para ter “o dia de praia perfeito na Comporta” ou com os melhores lugares de Portugal para quem ama aventura. Não esquece os vinhos, os Açores, nem sequer o hotel CR7 no Funchal. E a lista continua, numa compilação dos artigos que a revista tem publicado sobre Portugal nos últimos meses.
Todos os anos, a publicação de viagens sediada em Nova Iorque põe os leitores a escolher o destino do ano numa votação online. Este ano, os leitores escolheram a Croácia, com 28% dos votos, ligeiramente acima de Portugal, que ficou em segundo, com 24% (e que acabaria por ser o preferido dos editores da revista). 
Fonte: Fugas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Balada de uma viagem

A história da Música é quase tão extensa quanto a do próprio Homem. De sopros em pequenas flautas de osso até espectáculos de centenas de instrumentos em salões ou coliseus apinhados, a evolução desta arte tem espelhado a nossa própria enquanto espécie. Historicamente, cada cultura tem desenvolvido os seus estilos de música. Frequentemente, locais como uma cidade são capazes de influenciar todo o panorama musical mundial através da propagação de um novo género. Assim, talvez queira ligar as colunas e ajustar o volume - vamos dar uma volta por algumas cidades
pioneiras de géneros musicais.


GNAOUA, ESSAOUIRA, MARROCOS 
Todos os anos, tem lugar na cidade de Essaouira, em Marrocos, um festival de música que reúne artistas estrangeiros e músicos locais. Aqui, os ritmos dos mais diversos países encontram a música tradicional gnaoua - um estilo colorido, vivo, mexido e cheio de animação que encontramos sobretudo no norte de África. Nesta cidade que até já foi ocupada por Portugal no Século XVI, as ruas enchem-se de movimento, de alegria e de muita música, para todos os gostos. O folclore regional preserva tradições musicais milenares, que ao longo das gerações têm sido transmitidas de pai para filho. Este ano, o festival foi em Junho, e acolheu muitos milhares de visitantes.


JAZZ, NOVA ORLEÃES, EUA 
Lar de um dos músicos mais marcantes do Século XX, Louis Armstrong, Nova Orleães é considerado o berço da música jazz. Sendo uma zona ligada historicamente a culturas como a francesa, a africana e a sul-americana, esta cidade do Louisiana viu a convergência destes estilos dar origem a um novo género musical no início dos anos 1900. Com os tradicionais clubes de jazz e as célebres marchas anuais de Mardi Gras, Nova Orleães continua, mais de uma década depois de ter sido devastada pelo catastrófico furacão Katrina, a ser um local fascinante para visitantes de todos os pontos do planeta.


CLÁSSICA, VIENA, ÁUSTRIA
Durante os Séculos XVIII e XIX, a capital austríaca tornou-se também a capital da Música. Com o mecenato de ricas famílias como a própria família real, músicos de toda a Europa rumaram a Viena para compor as suas peças e executá-las num dos muitos teatros e arenas da cidade. Durante esse tempo, compositores como Mozart, Beethoven, Schubert ou Strauss caminharam pelas históricas ruas da cidade, e retiraraminspiração do rio Danúbio que a divide. Com uma das mais famosas orquestras filarmónicas do Mundo, Viena continua a ser, ainda hoje, um pólo de talento musical clássico.


K-POP, SEUL, COREIA DO SUL 
Criado no início dos anos 90, mas só popularizado no final da mesma década, o K-Pop consiste num estilo musical juvenil que inspirou e moldou o modo de vida das gerações mais jovens. Com ritmos acelerados, espectáculos luminosos e videoclips inusitados, o K-Pop tornou-se popular um pouco por todo o Mundo, com a ajuda da "Onda Coreana", que tem levado a cultura deste país peninsular até ao outro lado do planeta. Por cá, a primeira grande exposição a este género musical surgiu em 2012 com a canção Gangnam Style, de Psy, que bateu a marca dos 2 biliões de visualizações no Youtube.


FADO, COIMBRA, PORTUGAL
Habitualmente cantado a solo com acompanhamento de viola e guitarra portuguesa, o fado é um género musical tipicamente português, de carácter melancólico e saudosista, um pouco à imagem da cultura lusitana. Com raízes incertas, sabe-se que o fado começou a ser conhecido em meados do Século XIX pelas ruas de Lisboa, tendo passado a ser cantado pelos bairros da cidade. Daqui, foi levado para Coimbra, onde foi agarrado pelos estudantes que o tocam com o célebre traje académico envergado. Com executantes como o aclamado Carlos Paredes, o fado de Coimbra trata tradicionalmente de temas como a saudade e a nostalgia, bem como histórias de ciúme e crime.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Luzes, câmara...passaporte


Nem sempre se faz cinema num estúdio, com paredes de cartão a imitar paisagem ao fundo e um holofote a fazer de Sol. Por vezes, há locais cuja beleza é irreproduzível - "obrigando" o realizador a pegar na equipa e no material, e a fazer-se à estrada. Quando isso acontece, o resultado tende a ser extraordinário, criando alguns dos mais icónicos cenários da história fílmica. Portanto, vamos fazer uma visita de bastidores pelos melhores cenários cinematográficos de todo o Mundo. O da imagem de abertura é a Fontana di Trevi, em Roma, celebrizada em "La Dolce Vita".


"O AMERICANO TRANQUILO", Hoi An, VIETNAME
Tanto o original de 1958 como a versão de 2002 com Michael Caine e Brendan Fraser desta história de intriga e conspiração tomaram o Vietname como cenário. Ambas as versões viram as suas cenas filmadas em Saigão, mas a mais recente foi mais longe - visitou a pitoresca cidade de Hoi An, onde a magnífica ponte da cidade serviu de palco ao assassinato de uma das personagens. A atmosfera histórica desta cidade e a sua arquitectura tradicional tornam este local tão belo ao vivo como no grande ecrã, se não mais. Situada mesmo ao pé do mar, e tendo servido como um grande porto no passado, Hoi An é imperdível. O hotel onde o filme foi rodado está disponível para receber a sua visita como hóspede, desde que marque com antecedência.


"O SENHOR DOS ANÉIS", Hobitton Movie Set, NOVA ZELÂNDIA
As paisagens verdejantes e intermináveis, as montanhas cobertas de neve e as habitações pitorescas de Hobbiton - eis algumas das coisas que o fã da saga "O Senhor dos Anéis" poderá encontrar na Nova Zelândia.Com os cenários originais a ser empregues como atracções turísticas, as autoridades locais encontraram uma forma de agradar sobejamente aos amantes de fantasia. Percorra os caminhos seguidos por Frodo e companhia para destruir o anel e derrotar o mal na Terra Média, com a confiança de não ter o Olho de Sauron no seu encalço.


LAGOA AZUL, FIJI 
Quando duas crianças ocidentais naufragaram e foram ter a uma paradisíaca ilha no Pacífico, não podiam suspeitar que estavam, inadvertidamente, a produzir o mais eficaz anúncio de viagens alguma vez produzido. É difícil ficar indiferente à rara beleza das águas límpidas e azuis, dos areais esbranquiçados e intermináveis e das árvores de um verde intenso e chamativo. Felizmente, existe a possibilidade de visitar as ilhas Fiji, no Pacífico, onde os sonhos criados em frente ao ecrã se podem tornar realidade. É possível visitar a ilha Nanuya Levu, onde foi filmada a película, e encher a vista com uma visão única no planeta.


"INDIANA JONES E A GRANDE CRUZADA", PETRA, JORDÂNIA
A busca de Indiana Jones pela mais célebre de todas as relíquias perdidas, o Santo Graal, culminou namonumental cidade de Petra, escavada nas rochas. Embora não possamos garantir que vá encontrar tesouros escondidos ou armadilhas mortais, encontrará certamente uma das mais impressionantes estruturas construídas pelo homem, nomeada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Situada na Jordânia, esta antiga capital dos Nabateus atrai visitantes de todo o Mundo, que têm ocasião de admirar os túneis e câmaras de água construídos há mais de dois mil anos.


007 - AO SERVIÇO DE SUA MAJESTADE, CASCAIS, PORTUGAL
O mais famoso agente secreto britânico, James Bond, passou por Portugal neste filme de 1969, o primeiro e único com George Lazenby no principal papel. O filme começa pelo Guincho, uma zona ventosa e magnífica da costa de Cascais. Não terá sido este filme a iniciar a tradição inglesa de visitar Cascais, mas seguramente terá ajudado - as vistas deste lugar são tão tentadoras quanto belas. Infelizmente, a acção do filme seguiu rapidamente para o estrangeiro, negligenciando outros locais espantosos como a Boca do Inferno -nada que uma visita presencial ao local não resolva. O final do filme, esse, foi filmado na bela Serra da Arrábida, na margem Sul do Tejo


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

As Praias Mais Inusitadas


Em qualquer continente, não faltam opções balneares que costumam seguir a mesma fórmula - areia dourada, água azulada e muita gente. No entanto, há alternativas inusitadas, locais onde se pode ir a banhos em condições invulgares e contemplar cenários completamente distintos...e com todo o sossego. Com o Verão a aproximar-se, embarque numa viagem até algumas das praias menos ortodoxas ao seu alcance.


PINK SANDS BEACH, BAHAMAS
No Mar das Caraíbas, os sedimentos libertados pelos recifes - bem como os vestígios das conchas dos animais que aí vivem - tornam as areias da ilha de Harbour, no arquipélago das Bahamas, numa interessante moldura cor-de-rosa. A Pink Sands Beach, assim chamada pela sua cor, atrai visitantes de todo o Mundo pela beleza do contraste entre as suas areias rosadas e o intenso azul das águas. Para quem deseja uma experiência de praia ligeiramente diferente do habitual, a Pink Sands Beach é uma opção absolutamente fantástica.


PRAIA GRANDE, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Na ilha de Príncipe, neste arquipélago que já foi Portugal, as praias permitem-nos observar um magnífico fenómeno da natureza - a desova das tartarugas marinhas. A maior e mais "populosa" destas praias é a Praia Grande, onde podemos avistar as criaturas marinhas a encaminhar-se para a areia, e de volta para a água. Ao saírem dos seus ovos, as jovens tartarugas bebés encaminham-se instintivamente para o Oceano de onde a sua mãe saiu para as plantar nas areias. Estando a maioria destas espécies de tartaruga actualmente ameaçadas, esta visão mágica arrisca-se a tornar-se cada vez mais rara.


RED SAND BEACH, GALÁPAGOS, EQUADOR
O material vulcânico rico em ferro confere às praias da ilha de Rábida uma intensa cor vermelha escura, que torna esta paisagem costeira bastante peculiar. Densamente populadas por colónias de leões-marinhos, sempre prontos para uma fotografia, as praias ao redor da ilha distinguem-se pela cor da areia e pelas rochas vulcânicas que terminam em desfiladeiros para o mar. Pertencendo ao célebre arquipélago das Galápagos, visitado por Darwin no século XIX, a ilha de Rábida é uma atracção notável para qualquer viajante que aprecie a natureza -especialmente paisagens incomuns.


JÖKULSÁRLÓN, ISLÂNDIA
Este enorme lago glaciar, no sudeste da Islândia, é uma óptima opção para quem não aprecie o calor na hora de fazer praia - aqui as temperaturas chegam frequentemente abaixo de 0º. O que falta em calor, porém, sobra em paisagens magníficas, sendo este lago considerado uma das maravilhas naturais da Islândia.  É possível observar icebergs azulados pelo tom das águas e do céu, pedaços de gelo branco que contrastam com os negros vestígios de rocha vulcânica, e até dar um passeio de barco pelo lago, como já fez quase um milhão de visitantes desde que este serviço começou a ser oferecido.


ALGAR DE BENAGIL, ALGARVE, PORTUGAL
No distrito de Faro, na zona do Algarve, erguem-se maravilhosas grutas naturais, escavadas na rocha pelas águas do mar. O algar de Benagil, nome dado a esta estrutura, contém um areal interior, com janelas naturais nas rochas que deixam entrar a luz do dia. Uma das câmaras destas grutas tem o nome de "Catedral", devido à sua amplitude, e é um local excelente para desfrutar de uma vista extraordinária, olhando o mar pelas aberturas gentilmente oferecidas pela própria gruta. Uma autêntica maravilha construída pela rebentação das ondas, o algar de Benagil faz da praia com o mesmo nome um local verdadeiramente singular.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Aqui ainda há gato

Se o cão é o melhor amigo do Homem, então o gato é o irmão mais novo que nem sempre compreendemos, mas sem o qual não podíamos passar. Hoje em dia, o gato doméstico é bem capaz
de ser o animal de estimação mais popular no Ocidente. No entanto, o Homem nem sempre se deu
bem com os parentes mais volumosos do seu amigo de quatro patas - a caça furtiva e as alterações ambientais levaram algumas espécies de grandes felinos à beira da extinção. Acompanhe-nos agora
numa viagem até ao habitat de alguns dos maiores gatos do Mundo.


TIGRE DE BENGALA, ÍNDIA 
Considerado desde 2010 como uma espécie em perigo, este gigante de mais de três metros de comprimento e mais de 300 quilos de massa habita as florestas húmidas do subcontinente indiano. A caça furtiva e o desbaste de grandes áreas de floresta fizeram a população de tigres de Bengala diminuir drasticamente no século XX, o que tornou este magnífico carnívoro listado numa das espécies de grandes felinos mais ameaçadas do planeta. Actualmente, podemos encontrar o tigre de Bengala maioritariamente em cativeiro, mas uma viagem até à região do Golfo de Bengala ainda permite observar esta espécie no seu habitat natural. Se quer partir à descoberta dos tigres de Bengala, teremos gosto em preparar a sua
viagem à medida. Sugerimos que complete o seu roteiro com estas ideias de viagens à Índia já realizadas por clientes nossos.


LEOPARDO-DE-AMUR, CHINA 
Na região onde o Sul da Rússia encontra o Norte da China, vive o leopardo-de-Amur - uma espécie emperigo crítico de extinção. Actualmente, estima-se que vivam cerca de 70 exemplares em liberdade entre Rússia, China e Coreia do Norte. Este felino distingue-se de outros leopardos pela sua pelagem espessa e comprida, com a qual combate o frio da região montanhosa que habita. Com pintas maiores e mais espaçadas que os leopardos comuns, esta espécie de rara beleza pode ser encontrada em cativeiro um pouco por todo o Mundo, mas é até à região de Jilin, na China, que urge viajar para encontrá-lo no seu local de origem. E já que vai viajar para tão longe, por que não visitar também estes locais na China? Estamos cá para personalizar a sua viagem.


LEÃO BRANCO, ÁFRICA DO SUL
Este inusitado felino, de pelagem branca e uniforme, não é realmente uma espécie em si - trata-se de uma mutação rara do leão sul-africano. Adorados como divindades pelos povos locais, estes espécimes têm o pêlo alvo devido a um gene recessivo, mas não são tecnicamente albinos. São perfeitamente capazes de viver em liberdade e de se reproduzir, e tornam-se absolutamente magníficos com as suas fartas jubas brancas ao crescerem. A esmagadora maioria dos exemplares desta espécie encontra-se em diversas reservas na África do Sul, embora também seja possível avistar alguns grupos de leões em liberdade.


PUMA, CHILE / ARGENTINA
Com um habitat que se estendia originalmente do Norte do Canadá até ao Sul do Chile (o mais extenso território ocupado por qualquer grande mamífero terrestre no Ocidente), o puma tem ocupado cada vez menos território, devido ao contacto com o homem. Quer seja por desporto, ou como forma de proteger o gado, o Homem tem feito decrescer o número de exemplares do chamado leão-da-montanha. Actualmente, o puma - segundo maior felino das Américas, atrás apenas do jaguar - pode ser encontrado na área da cordilheira dos Andes, por florestas, desertos e até algumas áreas modificadas pelo homem, sendo uma espécie extremamente adaptável.


LINCE IBÉRICO, MÉRTOLA, PORTUGAL
O mais pequeno dos felinos aqui constantes, o lince ibérico é também o mais ameaçado de todos eles. Com uma dieta constituída quase exclusivamente por coelhos, o lince ibérico não apresenta a capacidade de adaptação que tem salvado outras espécies ao longo dos tempos. A sua população de poucas centenas de indivíduos está em perigo devido à diminuição do número de coelhos, e muitos morrem atropelados nas estradas construídas onde outrora era o seu território. Porém, tem havido muitos esforços de protecção da espécie que começam a dar frutos; um dos nossos clientes é responsável pela conservação do lince em Portugal e vai-nos animando com algumas boas notícias. Com as suas características orelhas em bico e um colar de pêlo fazendo lembrar uma barba, o lince-ibérico pode ser avistado em Portugal na região interior do país, como na zona do Alqueva ou em Mértola.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dos livros ao mapa uma rota literária


Há sítios que nos inspiram. Quer seja uma serra coberta de belas árvores frondosas, um rio calmo e turquesa ou uma cidade a fervilhar de actividade intelectual, todos temos algum lugar no qual as nossas ideias parecem surgir melhores e maiores.  Como a nós, também aos melhores escritores ao longo dos tempos isto tem sucedido. Assim, pegue no seu marcador e encontre uma cadeira confortável, vamos dar um passeio por
algumas das paisagens mais inspiradoras do Mundo.
E sabe o que já dava um grande livro? A história da TravelTailors e as mais de 2.000 viagens que preparou! 


No Século XIX, a cidade de Boston, no nordeste dos Estados Unidos, fervilhava com a criação de diversos movimentos influentes como o Romantismo Americano, o Realismo Americano e o Transcendentalismo. Com escritores como Henry David Thoreau, Margaret Fuller e James Russell Lowell, não é de admirar que a "Old Corner Bookstore" - onde estes se reuniam - seja considerada o berço da literatura americana. Foi aqui também que abriu a primeira biblioteca gratuita dos EUA, ajudando a cimentar este lugar como a capital intelectual deste país - ou, como alguns lhe chamam, a Atenas da América.



PARIS, FRANÇA 
Ao longo dos séculos, poucas cidades se podem gabar de ter hospedado tantos e tamanhos escritores - Molière, La Fontaine, Voltaire, Rousseau, Balzac, Dumas e Camus, para citar alguns, - como a bela Paris. Muitos deles chegaram inclusivamente a contactar entre si nos carismáticos cafés e bares da cidade. Nenhumamante de literatura consegue ficar indiferente às belas esplanadas onde, há quase dois séculos, "Os Três Mosqueteiros" estava a ser escrito. Sendo uma cidade conhecida pelas mais diversas artes, com o Louvre como ponto de referência, Paris é uma capital mundial também na literatura.



CANÁRIAS, ESPANHA 
Depois de enfrentar duras críticas após o lançamento do seu livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", José Saramago, o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o prémio Nobel da Literatura, decidiu radicar-se na ilha de Lanzarote, a mais oriental de todas as ilhas do arquipélago das Canárias. Esta ilha vulcânica, de fabulosas paisagens, veio a inspirar os escritos de um dos mais conceituados autores portugueses do Século XX até à data da sua morte. Na ilha, a mescla de areais e de formações geológicas formam um cenário admirável para a construção de histórias e contos.



Considerada Cidade da Literatura pela UNESCO em 2008, Melbourne é o coração do panorama literário australiano. Com a sua multitude de livrarias, bibliotecas e editoras, Melbourne apresenta-se como uma cidade de leitores para leitores, como comprova a realização anual do Melbourne Writers Festival, um evento que promove e divulga o trabalho dos escritores. Situada na zona Sul da Austrália, Melbourne é um autêntico pot-pourri das mais diversas artes, da música à pintura, mas é a literatura que a torna conceituada por todo o Mundo, além de a transformar num destino apetecível para todos os leitores incorrigíveis.



SÃO LEONARDO DA GALAFURA, PORTUGAL 
Um dos mais belos miradouros do país, o Miradouro de São Leonardo da Galafura situa-se numa elevação, com vista privilegiada para onde o rio Douro faz um cotovelo. Oferecendo uma vista esplendorosa sobre as extensas vinhas, as serras cortadas por vales e, claro, o rio - tão pacífico visto daqui -, este miradouro foi descrito por Miguel Torga como sendo "Um poema geológico. A beleza absoluta." Sentado nas rochas que permitem saborear o Sol, a brisa e a paisagem, é fácil concordar. Se a poesia de Miguel Torga inclui alguns dos mais belos versos escritos em português, então a Galafura será certamente parcialmente responsável.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

No Topo do Mundo viagens à altura


Durante séculos, o misticismo e a superstição afastaram humanos de diversas culturas dos cumes das montanhas mais altas que os rodeavam. O passar dos séculos e a chegada do pensamento iluminista, porém, vieram aproximar o Homem daquilo que antes era considerado residência divina. Criadas pela deslocação de placas tectónicas ou por actividade vulcânica, montanhas de todo o Mundo são atracções que primam pelas emoções fortes e pelas paisagens de cortar a respiração. Por isso, sugerimos umas botas confortáveis, porque vamos dar uma volta por alguns dos cumes mais belas do planeta. 


MONTANHAS ROCHOSAS, CANADÁ 
No zona Oeste da América do Norte, estende-se a cordilheira das Montanhas Rochosas - uma estrutura montanhosa de quase cinco mil quilómetros de comprimento que vai do Norte da Colômbia Britânica, no Canadá, até ao Sul do Novo México, nos Estados Unidos. A erosão causada pelos rios que nascem nas montanhas criou aqui vales profundos e picos íngremes, muitas vezes culminando em belos e extensos lagos que permitem dar um mergulho refrescante. Nestas montanhas, observam-se povos índios nativos, animais raros e uma paisagem a perder de vista. 


MONTE FUJI, JAPÃO
O ponto mais alto da ilha do Japão, um vulcão agora adormecido, o Monte Fuji situa-se a sensivelmente 100 quilómetros da capital Tóquio. Situado junto à costa, o seu aspecto geometricamente perfeito, a sua cobertura de neve e as belas árvores em flor ao seu redor tornam-no num local lendário, procurado por artistas de todos os tipos. De resto, a beleza suave deste monte parece adequar-se perfeitamente a um país com tantos etão belos monumentos, e um estilo arquitectónico tão harmonioso e fluido. Com diversas opções para os visitantes que pretendam subir até ao cume, o Monte Fuji é uma atracção deliciosa em alturas de tempo agradável mas de menor procura - porque o Verão pode ser confuso...


HIMALAIAS, BUTÃO 
A cordilheira dos Himalaias é um dos locais mais impressionantes do planeta Terra. Situado onde o subcontinente indiano encontrou a Eurásia, este ajuntamento montanhoso contém nove dos dez pontos mais altos do Mundo, com destaque para o colossal Monte Everest, o mais alto de todos eles. Casa dos famosos sherpas, com a ajuda dos quais os Ocidentais conseguiram conquistar os cumes mais altos, a região dos Himalaias é a casa de belos animais como o iaque, o leopardo-das-neves e o panda vermelho. Recomendado a todos os que desejem uma injecção de adrenalina, o mosteiro de Taktshang, esculpido nas montanhas, é uma visão fantástica.


KILIMANJARO, TANZÂNIA 
Erguendo-se no meio da savana africana, rodeado de zebras, elefantes, girafas e leões, o monte Kilimanjaro é o ponto mais alto do continente africano - bem como um dos mais belos. O seu cume coberto de neve e rodeado pelas nuvens contrasta magistralmente com a aridez dos terrenos em volta, conferindo ao local uma aura mística que levou alguns povos locais a considerar que a sua divindade habitaria no topo desta montanha de origem vulcânica. Localizado perto da fronteira com o Quénia, ainda na Tanzânia, o Kilimanjaro é a mais alta montanha não pertencente a uma cordilheira - e é uma visita espantosa para os viajantes mais aventureiros.

   
PICO, AÇORES,PORTUGAL 
O ponto mais alto do território português, situado na Ilha do Pico a quem deu o nome, este vulcão actualmente extinto é uma visão imponente no meio das águas do Oceano Atlântico. Com quase 5000 metros, mais de metade submersos, este pico rochoso está rodeado por uma parque natural que permite ao visitante desfrutar de uma calma e de um silêncio quase exclusivos das grandes montanhas. Situado no arquipélago dos Açores, a ilha do Pico é uma autêntica maravilha natural, com as suas lagoas azuis e a sua visão desimpedida para a grande montanha, da qual se pode observar as ilhas mais próximas do arquipélago.