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segunda-feira, 18 de maio de 2020

A Laura foi à descoberta da Terra do Sol Nascente - parte 6

A Laura decidiu ir à descoberta da cultura ancestral do Japão no passado Setembro. Hoje vamos descobrir tudo sobre uma aldeia tradicional da região de Shirakawa-go, a pequena cidade de Takayama, e Hakone, a porta de entrada para o Monte Fuji. Em nome próprio, a Laura conta as suas aventuras na Terra do Sol Nascente. 


Shirakawa-go, Takayama e a chegada a Hakone

No dia 28/09 (Sábado) encontrámo-nos com a guia no hotel, que nos levou até à paragem de autocarro para a viagem para a aldeia de Ogimachi na região de Shirakawa-go. A viagem dura menos de 1h30 e é lindíssima, por entre montanhas verdes e pequenos vales. Além desta aldeia na região de Shirakawa-go existem mais duas aldeias classificadas pela UNESCO. Uma delas é na região de Gokayama e, segundo a guia, tem menos visitantes do que Shirakawa-go.

Ogimachi é lindíssima. Como fomos cedo, não sentimos que tinha assim tanta gente. As casas são lindíssimas e todo o ambiente transmite uma paz imensa. Vimos a casa "principal" por dentro, e está completamente preservada, incluindo roupas e utensílios. A família original ainda aqui mora, numa parte fechada da casa.

Photo by Laura Filipe

Declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1995, é famosa pelas suas casas de campo tradicionais em estilo gassho-zukuri, algumas delas com mais de 250 anos.


Gassho-zukuri significa "construído como mãos em oração", pois os íngremes telhados de palha das casas lembram as mãos de monges budistas juntas em oração. Este estilo arquitectónico desenvolveu-se ao longo de muitas gerações e foi projectado para suportar grandes quantidades de neve pesada que cai na região durante o inverno. Os telhados, feitos sem pregos, proporcionavam um grande espaço no sótão usado para o cultivo de bichos-da-seda.

Ficámos cerca de 2 horas em Ogimachi (e, claro, estoirei o segundo cartão de memória de 32GB!), o que não foi suficiente para podermos apanhar o shuttle (de hora a hora) para subir ao miradouro e ver a panorâmica da aldeia, e tive pena. Enfim, depois apanhámos o autocarro para Takayama, que demorou cerca de 55 minutos. Chegámos pelas 13:00.

Fomos directos ao hotel (mesmo do outro lado da estação) para guardar as malas e depois fomos com a guia almoçar e ver a rua principal e mais tradicional da cidade – mais uma vez, com aquelas casas de madeira que eu adoro. Aproveitámos para ver uma casa tradicional que serviu como centro de governo daquela área (Takayama Jinya). É enorme e vale muito a pena visitar com guia. 

De resto, Takayama vê-se bem de forma independente, porque é muito concentrada e fácil de navegar. Faz-se de uma ponta à outra a pé em cerca de 30 minutos.

Despedimo-nos da guia e fomos passear mais um pouco pelas ruas de Takayama que têm várias lojinhas e restaurantes. Aproveitámos para provar dangos (que são uma espécie de bolinhas de arroz com molho à base de soja) e hida-beef dumplings, já que este tipo de carne de vaca é tradicional desta área (e uma carne bastante cara se pedida em restaurantes – mas com imensa gordura!).

Photo by Laura Filipe

Há que dizer que é preciso jantar cedo. As lojas fecham às 17:00 e pelas 20:30 pouquíssimos restaurantes estão abertos.

No dia seguinte acordámos muito cedo e fomos passear por Takayama. Sendo Domingo e por ser tão cedo, não havia praticamente ninguém na rua. Estava tudo fechado. O dia estava fresco, com algumas nuvens, mas andava-se bem.

Vagueámos pela cidade, a fotografar, e depois fomos ver o Morning Market à beira-rio, que é pequeno e simples, mas muito pitoresco. Em seguida fomos ao Sakurayama Shrine que estava praticamente deserto e com sacerdotes shinto a fazer uma cerimónia. O templo é muito bonito.

Mesmo ao lado pode visitar-se o Museu dos Floats do Festival de Takayama. Estão 5 floats em exposição (que vão sendo alterados rotativamente), mas participam mais de 20 no Festival. O bilhete para o Museu inclui o áudio-guia. Os floats são enormes e ricamente decorados. Vimos imagens do Festival (que iria ocorrer no início de Outubro, snif snif) e são lindíssimas, muito coloridas.

Photo by Laura Filipe

Passeámos mais um pouco pelas ruas tradicionais e regressámos ao mercado, que por esta altura já estava cheio de gente (e as lojas também já começavam a abrir). Aparentemente, as famílias (e casais) compram saquinhos de comida para dar aos patos e às carpas que estão no rio e estes concentram-se já automaticamente no local onde é habitual serem alimentados. Fazem as delícias da pequenada e dos graúdos.

Regressámos ao hotel para ir buscar a bagagem que tínhamos deixado à guarda da recepção (depois de termos comprado algo para comer no comboio, pois teríamos 3h40 de viagem total pela frente) e fomos apanhar o comboio para Odawara.

Não há palavras que descrevam sequer aproximadamente a beleza do trajecto de comboio até Nagoya. A linha segue o curso do(s) rio(s) por entre montanhas verdes e pequenos vales com aglomerados de casinhas. É uma das viagens de comboio mais bonitas que já fiz.

As 2h30 até Nagoya passam a correr num comboio muito confortável, como aliás, todos os que temos utilizado. Realmente o sistema de transportes públicos japonês é de louvar!

Chegados a Nagoya, trocámos para o shinkansen que nos levaria até Odawara (cerca de 1h10 de caminho). Trocar de comboio em Nagoya é muito simples, tudo muito bem indicado.

Chegados a Odawara, o guia estava à nossa espera na plataforma e ajudou-nos a apanhar o comboio até à estação mais perto do nosso hotel. O nosso hotel estava mesmo em frente à estação e o serviço é óptimo. É um pouco grande para o meu gosto, porque prefiro hotéis mais pequenos, mas é um bom hotel. Fico com alguma pena de não ter ficado num ryokan, mas vamos apontar para uma próxima viagem ao Japão.

Por sugestão do nosso guia (que é uma "personagem" giríssima, um misto de japonês e latino – tendo convivido muitos anos com culturas latinas em contexto profissional – e que lembra profundamente o Mr. Miyagi do filme do Karate Kid) reservámos um onsen privado no hotel para termos a experiência do onsen, sem termos de estar nuzinhos com desconhecidos.

É uma experiência muito agradável e não foi muito cara. Saímos de lá relaxados e com pele de bebé. Acredito plenamente que é um dos segredos das japonesas para manterem estas peles tão lisinhas (isso e praticamente não apanharem sol).

Depois fomos jantar (que já estava incluído na tarifa do hotel) – um jantar tradicional japonês bastante bom.

Adormeci muito descansada e a pedir à Nª Senhora de Fátima (que é muito viajada, o meu avô costuma pedir que nos acompanhe nas nossas viagens) que me deixasse ver nem que fosse só o cume do Mt. Fuji no dia seguinte…


Vimos ou não o Monte Fuji, eis a questão

Hoje, 30/09 (2ªfeira), acordámos cedo e fomos tomar o pequeno-almoço à hora que abriu. Nós e o resto do hotel. Acho que nunca vi tanta gente junta numa sala de pequeno-almoço. Mais um motivo para não gostar de hotéis grandes. Enfim, lá conseguimos chegar à comida (que era boa!), fizemos check-out e fomos apanhar o autocarro até ao Lago Ashi, de onde parte o ferry que nos leva ao Hakone Ropeway

A viagem de autocarro é feita pela primeira estrada construída para ligar Tóquio a Quioto, na altura em que Tóquio ainda se chamava Edo. É a subir e bonita, pelo meio da vegetação, mas as curvas não dão tréguas! Fazer esta viagem logo a seguir ao pequeno-almoço é um teste de resistência…

Bom, chegámos ao Lago Ashi e a vista era de tirar o fôlego!

Apanhámos o ferry para o local de onde parte o teleférico e, imaginem, pelo caminho, o Mt. Fuji, habitualmente tão tímido, decide sorrir-nos e dizer-nos “olá”.

Photo by Laura Filipe

É uma vista magnífica. E ficou ainda melhor. Subindo o teleférico (cerca de 10 minutos, o mesmo tempo que demora o ferry), chegámos ao topo da montanha para ver um Mt. Fuji vaidoso a querer mostrar-se aos poucos visitantes que por ali andavam àquela hora. 

Ainda nem acredito bem nas fotografias magníficas que tirei - a Nª Senhora de Fátima esmerou-se! E, claro, lá se foi o outro cartão de memória de 16GB… sobra-me um outro de 16GB e terei de comprar um suplente em Tóquio.

Ficámos um pouco no topo da montanha a admirar as vistas do Lago e do Mt. Fuji (que, entretanto, voltou à sua timidez e cobriu-se quase totalmente de nuvens) e, depois, descemos no teleférico e apanhámos o autocarro que nos levaria ao funicular e ao Gora Kadan.

Photo by Laura Filipe

Em condições normais teríamos visitado Owakudani (o local dos famosos ovos negros, kuro tamago em japonês), mas o Governo tinha proibido as visitas (e desactivou o teleférico dessa área) desde Maio de 2019 devido ao risco de explosões, pois esta é uma área de imensa actividade vulcânica que está neste momento muito activa. Inclusive, o guia informou-nos que há o risco de o Mt. Fuji acordar em breve, pois costuma ser algo cíclico, e o Governo já está a tomar precauções (tendo em conta que o vulcão está a menos de 100km de Tóquio…).

Seguimos então para o Gora Kadan para almoçar. O serviço é irrepreensível e a comida muito boa e com óptima apresentação. 

Apanhámos o comboio de regresso à estação inicial (onde tínhamos deixado as malas num cacifo, que é um serviço que existe em todas as estações e que funciona lindamente!) e fomos apanhar o comboio Romancecar até Tóquio (cerca de 1h30). Conseguimos ficar na 2ª fila da última carruagem, que tem uma janela panorâmica, o que significa que tivemos uma vista magnífica do trajecto. Não tão boa como a da 1ª fila, claro, mas não se pode ter tudo. É aconselhável trazer um casaco para a viagem, porque o lugar do lado da janela sofre bastante com o ar condicionado. 

É curioso pensar que em menos de 2 horas passaremos de um local de extrema beleza natural (ah, Mt. Fuji…) para uma das maiores cidades do mundo, repleta de arranha-céus e 37 milhões de pessoas. Como não adorar estes contrastes dentro de um país?

segunda-feira, 27 de abril de 2020

A Laura foi à descoberta da Terra do Sol Nascente - parte 3

A Laura decidiu ir à descoberta da cultura ancestral do Japão no passado Setembro. Já começámos antes a contar a história desta viagem. Hoje vamos descobrir o paraíso dos veados sagrados, aprender a arte ancestral das cerimónias de chá e visitar Himeji. Em nome próprio, a Laura conta as suas aventuras na Terra do Sol Nascente.


Descobrir Nara, o paraíso dos veados sagrados

Chegados a Nara, subimos a rua à saída da estação até uma passagem subterrânea que vai dar à zona noroeste desta rua que, mais à frente, se liga à rua do Nandai-mon Gate, além do qual está o Templo Todai-ji.

Pelo caminho começaram a aparecer os famosos veados sagrados, e são amorosos!


Photo by Laura Filipe

Podem comprar-se bolachas por 150 JPY para lhe dar e eles ficam doidos e andam atrás das pessoas e a puxar a roupa ou a dar pequenas marradinhas, mas sem qualquer agressividade. Estão completamente habituados às pessoas e não têm medo nenhum. São muito espertos - se mostramos as mãos vazias, param de nos seguir e vão procurar outras vítimas.

O Templo Todai-ji é um espanto por fora e tem um Buda impressionante no seu interior. Passámos o resto do dia a explorar o Nigatsu-do Hall, o Kasuga-Taisha Shrine e o Templo Kofuku-ji. E, claro, a ser chantageados por veados até cedermos e darmos mais bolachinhas - e um bocado do nosso itinerário da viagem!


Photo by Laura Filipe

Nara vê-se bem num dia. Chegámos por volta das 10h e regressámos pelas 17h20. Mas anda-se que se farta!

O Nigatsu-do Hall está numa localização giríssima no topo da colina. O Kasuga-Taisha Shrine é um complexo ainda grande, muito bonito e com uma sala escura cheia de lanternas iluminadas que faz um efeito mágico.

Ao chegar a Nara é aconselhável verificar logo os horários dos comboios de regresso, para não acontecer como a nós que ficámos quase 1 hora à espera do seguinte.

Regressados a Quioto, fomos gastar dinheiro ao Pokémon Center (eu sei...) e depois decidimos que queríamos ir ver Gion à noite, o que se revelou uma aventura.

Primeiro não encontrávamos o local dos city bus que vão para Gion a partir da estação de Quioto - e acreditem quando vos digo que se anda quilómetros dentro desta estação! Então, decidimos apanhar o metro para Karasuma, de onde sabíamos que saíam os autocarros. Surpresa das surpresas: os city bus eram desse lado da estação!

Bom, chegados a Karasuma, apanhámos alegremente o autocarro, só que... no sentido contrário. I know, right!?

Voltámos para trás, apanhámos o comboio para Kawaramachi na Hankyu Railway e, pronto, lá fomos ver a rua principal de Gion que estava iluminada, mas muito sossegada. E não vimos geishas.

Dizem que as pessoas quando estão de férias fora do seu país perdem uns pontos de QI, não é? Comprova-se a 100%.

Trinta mil passos depois (e não estou a exagerar, a média até agora são uns 25 mil por dia), chegámos finalmente ao hotel para descansar. O nosso cartão SIM continua sem funcionar, mas já nos resignámos e vamos continuar a viagem the old fashioned way, que até tem mais encanto.

Amanhã vamos ter a cerimónia de chá de manhã (hopefully não nos vamos enganar no sentido do autocarro) e depois seguimos para Himeji de shinkansen.


A cerimónia de chá e o Castelo de Himeji

Ontem, 24/09 (3ªfeira), foi dos dias em que acordámos mais tarde. Os nossos dias têm começado sempre muito cedo.

Tomámos o pequeno-almoço e fomos de transportes até Gion, onde teríamos a experiência da cerimónia de chá. Não, não nos enganámos no sentido do autocarro.

A cerimónia foi numa casinha muito pequenina, num pequeno beco perto do Templo Chionin - que fomos espreitar porque chegámos 30 minutos antes da hora marcada para a cerimónia, e que é muito giro, especialmente porque não tinha hordes de turistas. Consegue apreciar-se o espaço e a aura espiritual do sítio e imaginar como seria há séculos atrás.


Photo by Laura Filipe

Fomos recebidos por uma senhora dos seus 60 anos, vestida com um kimono, que nos pediu para nos descalçarmos e para nos sentarmos no chão de frente para os utensílios utilizados para a cerimónia. Começou por explicar o significado por trás da cerimónia de chá e o que os convidados deviam levar consigo. Depois explicou cada um dos utensílios utilizados.

Seguiu-se a demonstração.

Em completo silêncio, a nossa anfitriã executou a sequência intrincada e precisa de movimentos que compõem a cerimónia. É quase hipnotizante. A senhora era de uma enorme graciosidade na fala e nos gestos. Serviu-nos o chá, que é à base de matcha (o único utilizado para estas cerimónias, e só em ocasiões especiais) e depois explicou todo o processo que tinha feito. Em seguida, convidou-nos a preparar o nosso próprio chá (que, modéstia à parte, ficou muito saboroso), e mostrou-nos o "ritual" que os convidados devem seguir para beber o chá.

Uma experiência de cerca de 1 hora que vale muito a pena. E vale a pena que seja feito em privado, porque é muito intimista.

Terminada a cerimónia fomos para a estação de Quioto, almoçámos, e pelas 13h30 apanhámos o shinkansen em direcção a Himeji. A viagem é menos de 1 hora e o comboio mais parece um avião. Só não fiquei totalmente rendida, porque os meus ouvidos sofreram mais do que numa viagem de avião. Mas há que admitir que é um meio de transporte muito conveniente.

Visitar Himeji por nós próprios é extremamente fácil. Saindo da estação, é seguir sempre em frente pela rua principal - cerca de 1km - e chegamos ao Castelo.


Photo by Laura Filipe

Apesar de ter uma parte em processo de restauro - o Governo Japonês tem por hábito restaurar regularmente os seus monumentos, e não apenas quando estão com problemas - e, por isso, coberta por andaimes e rede, o Castelo é realmente impressionante e merece bem que se "perca" uma tarde para visitar. O interior também está muitíssimo bem preservado e leva-nos numa pequena viagem no tempo.

Optámos por comprar os bilhetes para o Castelo e o Jardim Kokoen. O Jardim vale muito a pena porque é lindíssimo, com pequenos lagos e koi (carpas). Vimos o jardim já um pouco a correr para não nos atrasarmos para o comboio de regresso às 18:03, mas vale a pena ver com um pouco mais de calma. Diga-se que o Jardim acabou com o que restava do meu cartão de memória de 32GB. Quase 800 fotografias em 4 dias. Será um exagero?


Photo by Laura Filipe

No caminho de regresso à estação aproveitámos para provar uma iguaria típica, uma espécie de croquete gigante em espetada com o interior recheado de queijo - uma delícia!

Regressados a Quioto fomos experimentar os pratos de caril que os Japoneses também gostam, e recomendo vivamente. Não sou uma grande apreciadora de caril, mas gostei deste.

Depois fomos direitinhos para o hotel, porque foram mais 25 mil passos, e tínhamos de acordar cedo no dia seguinte para a visita a Miyajima e Hiroshima.

terça-feira, 23 de abril de 2019

A Paula foi ao Egipto e contou-nos tudo - Parte 2


Photo by Paula Alves

Chegando a Luxor, o representante local esperava-nos.

O hotel Jolie Ville é algo dos anos 50, que lembra vagamente um espaço colonial africano. Tem uma vista rio ao pequeno-almoço agradável, e o quarto é aceitável. Não é nada de especial, mas as toalhas são surpreendentemente boas, a cama confortável e a água muito quentinha para um banho bem merecido depois de um dia longo no Cairo.

No dia seguinte, após termos dormido bem, o pequeno-almoço foi muito completo. Depois fomos fazer check-in no barco, e almoçamos. A comida foi bastante boa e não houve nada de coisas estranhas! O quarto tinha uma boa apresentação e era bem espaçoso, tendo em conta que estávamos a falar de um quarto num cruzeiro.

Fomos visitar o Templo de Luxor e de Karnak… impressionante! É algo tão magnifico que não tem explicação. A imensidão de tudo coloca-nos num tamanho tão pequeno, que parecemos insignificantes!

O guia de facto debita a história toda e sinto que é um verdadeiro overload de informação… requer algum estudo antes de vir. É bom para quem for historiador ou simplesmente muito culto. Para quem não sabe tanto, o guia poderia fazer só alguns comentários mais simples 😊.

Assim como o primeiro almoço, o jantar no barco também foi muito bom, assim como o pequeno-almoço.

Photo by Paula Alves

Para a visita ao Vale dos Reis saímos do barco às 7h30…bem cedo, mas devido ao calor intenso, e para chegarmos a horas de partir em direção a Esna, não podia ser mais tarde. 
O Vale dos Reis é impressionante…62 túmulos debaixo dos montes de pedra e areia que ali se encontram. Visitamos 3 dos túmulos e demoramos 2h30!
  
Resolvemos não ir ver o Tutankhamon, pois só está lá a múmia dele. Consideramos que compensava mais ir à sala das múmias no Museu Egípcio, que tem lá entre outros. De facto, ninguém sabe bem de onde vem a fama do Tutankhamon. Apenas governou 3 anos, dos 16 aos 19, e não fez nada de extraordinário… mas todos falam muito dele!

Photo by Paula Alves

Depois do intenso Vale dos Reis, fomos ao Templo da Rainha Hatshepsut. Parecia mesmo que tinha nascido no meio do monte, achei magnífico. Isso, e os átrios interiores que lá existiam. Muito interessantes.

Seguimos para o Templo de Ramses III, wonderful! 😊 As paredes trabalhadas na entrada são extraordinárias, e a fachada conta toda a sua história de batalhas. Usava-a como livro, diário, algo único para esta cultura. De facto, foi um povo muito à frente do seu tempo. Ou foram influenciados por deuses, como indicavam nas suas escritas, ou então a teoria dos extraterrestres é mesmo verdade. 😊 Como é possível um povo ter feito tudo o que fez com os recursos existentes na altura?!

Terminámos nos Colossos de Memnon, que tinha um fundo montanhoso incrível. Por volta das 13h30 regressamos ao barco para partir e almoçar. Mais uma vez, desfrutamos de uma boa refeição!



Photo by Paula Alves

A paisagem é única… o deserto, as palmeiras, as casas inacabadas ao longo do Nilo… e muitas vacas africanas! O dia foi passando, e enquanto uns foram ver filmes ou ler revistas de inspiração para próximas viagens, outros foram dormir. Serviram chá, bolos e crepes no terraço da piscina… de lá, conseguíamos ver uns vendedores que prenderam o barco ao nosso, e que foram puxados pelo navio até Esna!

Ao fim do dia, fomos à hora do cocktail, seguida de jantar. No dia anterior houve dança do ventre, mas o sono era tanto que não aguentámos! Para pensão completa, está tudo muito bem organizado.

Na noite de cocktails, todas as pessoas estavam muito bem vestidas e o capitão apresentou a equipa do navio. Os cocktails foram oferta, tendo eles vodka ou não.


Photo by Paula Alves

No dia seguinte, paramos em Edfu para visitar o seu Templo dedicado ao Deus falcão Hórus, o mais bem conservado do Egipto e o segundo maior do país. Às 10h30, regressamos ao barco para continuar até Kom Ombo. Só voltamos a parar às 17h, para visitar o novo Templo dedicado a dois deuses: Haroeris, com cabeça de falcão, e Sobek, deus da fertilidade com cabeça de crocodilo.

Photo by Paula Alves

A navegação no Nilo é linda, calma, e tem uma paisagem que nos remete inevitavelmente ao filme Moisés! É fantástico ver os navios, falucas, o comboio a passear naquela calma com palmeiras ao longo das margens e montanhas desertas como pano de fundo.
Voltamos ao navio, que desatracou às 19h e seguimos até Aswan.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Segredos de Semarang, Java, na Indonésia

Semarang é a capital de Java Central. À partida, a ilha de Java parece não ser tão atraente como a vizinha Yogyakarta, mas a partir do momento em que se começa a conhecer este local, descobrimos o seu charme e encanto.

Influenciada por culturas trazidas pelos imigrantes chineses e holandeses, Semarang é um ponto de fusão onde a diversidade é abraçada, evidente pela arquitectura grandiosa da cidade e a sua deliciosa gastronomia.

Semarang é essencialmente dividida em duas - Semarang Bawa, o coração da cidade, com a sua Kota Lama (Old Town), onde se pode encontrar uma arquitectura típica da era colonial, e Semarang Atas, a sul da cidade central, no sopé do Monte Ungaran, onde se podem esperar temperaturas mais frescas (uma boa desculpa para escapar ao calor!).

1. Ilha exótica com praias deslumbrantes: Karimunjawa National Park

Apesar de se tratar de uma cidade costeira, as praias que encontrará em Semarang não são exactamente "sol, areia e mar". Mas se estiver disposto a ir 90 km para norte, o cenário já será outro: encontrará um conjunto de 27 ilhas que estão à espera de ser exploradas, a maioria das quais está desabitada!


Em Karimunjawa, o estilo de vida é mais descontraído, com os restaurantes a servir pratos de marisco cozinhados em casa e com várias opções de alojamento mais familiares. Para além da fauna e flora tão ricas, que podem ser observadas, porque não tentar nadar com os tubarões, em Menjangan Besar Island?


Deixe-se ainda deslumbrar pela vista panorâmica que o cume mais alto da ilha, Bukit Joko Tuwo, permite - perfeito para ver o pôr-do-sol! Pode ainda observar alguns restos de fósseis de baleias pré-históricas encontrados nas ilhas!


Localização: Os ferries para Karimunjawa são muito limitados, sendo que apenas dois partem de Semarang todos os meses. Terá que viajar para Jepara (3 horas de carro) onde o Express Bahari (barco de alta velocidade) sai todas as segundas, terças, sextas e sábados. O barco parte às 9h00, apanhe o autocarro (5 horas de viagem), que custa 15 000 rupias indonésias (aproximadamente 1.00€) por pessoa. Apanhe um becak de 10 minutos (trishaw) do terminal para o porto. Não se esqueça de organizar a sua viagem de regresso antes de sair do porto!

2. Descobrir beleza na destruição: Brown Canyon

Em vez de protestarem contra a destruição da paisagem, os habitantes locais encontraram beleza nos restos de pedreiras que se encontravam fora da cidade. Assim, décadas de exploração de minérios, com o impacto de explosivos e do efeito de equipamentos pesados, deixaram a sua marca quase natural, esculpindo paredes e pilares que medem dezenas de metros de altura - um "gostinho" do Grand Canyon do Arizona aqui no meio de Java.


Estas pedreiras criaram uma série de trilhas à volta do local, estabelecendo faixas de ciclismo ideais para aqueles que gostarem de adrenalina. Mas lembre-se: ainda há camiões aqui durante o horário de trabalho, pelo que pode ser uma boa ideia arranjar um pedaço de pano e óculos para se proteger do pó.



Localizado a meia hora da zona rural, não há practicamente sinais de trânsito a indicar este local dado que Brown Canyon não é propriamente um destino turístico oficial. Assim, será necessário um veículo eficiente e um guia local para mostrar o caminho, no caso de não conseguir pedir instruções em bahasa.


Localização: Rowosari, Meteseh, Tembalang, Kota Semarang, Jawa Tengah 50279

3. Parque de Aventura nas Nuvens: Umbul Sidomukti, Semarang Atas, Mount Ungaran

Apresentando uma série de obstáculos a um nível de um campo militar, decerto que este parque irá desafiar mesmo as almas mais corajosas. Atravesse um vale a mais de cem metros de distância numa linha de tirolesa ou caminhe numa ponte de corda pendurada a uma altura de treze andares acima do vale.



Se procura uma forma mais relaxada de apreciar a paisagem, opte pelas piscinas revestidas de pedra!


Localização: Kawasan Wisata Umbul Sidomukti, Sidomukti, Bandungan, Jimbaran, Bandungan, Semarang, Jawa Tengah 50661
Horário: das 8h00 às 17h00
Preço: a partir de 10 000 rupias indonésias (perto de 0.70€)

4. Um "high tea" literal: Pondok Kopi, Umbul Sidomukti...

A 1700 metros acima do nível médio das águas do mar, este local encontra-se um pouco acima do parque referido no ponto 3., pelo que permite uma vista ainda melhor desta paisagem deslumbrante! Quando o céu estiver limpo, opte pela área de mesas de piquenique ao ar livre para obter o melhor ângulo para desfrutar da vegetação exuberante. Várias bebidas e refeições encontram-se disponíveis.


Horário: das 8h00 às 00h00

... e a luz ao fundo do túnel: Goa Tirta Mulya, Umbul Sidomukti

Se o isolamento é a sua ideia de refúgio perfeito, certifique-se de não perder o Goa Tirta Mulya, aninhado entre os parques circundantes do Umbul Sidomukti. Este túnel sintético de três metros de largura serpenteia por centenas de metros na paisagem, equipado apenas com luzes escuras e escassas, pelo que poderá precisar de usar o seu telefone como uma lanterna.


Já no final do túnel, encontra uma pequena "varanda" que lhe proporciona uma vista panorâmica para as montanhas e que lhe permite vislumbrar a cidade, no horizonte.

Preço: 5000 rupias indonésias (cerca de 0.33€)

5. Um regresso à Idade dos Impérios: Candi Gedong Songo

Consistindo numa herança da dinastia de Sanjaya no séc. VIII, este complexo do templo descoberto pelas colónias holandesas encontra-se nas redondezas do Monte Ungaran. Apesar do seu nome, Gedong Songo, que se traduz por "nove edifícios", apenas cinco estruturas permanecem em pé nos dias de hoje.


Poderá optar por fazer uma parte do percurso a cavalo, quer acompanhado por um guia, quer por si próprio, se já tiver alguma experiência! Depois de explorar o percurso, descontraia e alivie os seus músculos, dando um rápido mergulho na fonte termal natural - acredita-se amplamente que tem propriedades embelezantes!


Localização: Candi Gedong Songo, Candi, Bandungan, Semarang, Central Java 50614
Horário: das 6h00 às 17h00
Preço: aproximadamente 2.30€; aluguer de cavalo: 80 000 rupias indonésias (cerca de 5.30€)

6. Três culturas, uma fé: Masjid Agung Jawa Tengah

Semarang abraça a diversidade em harmonia, algo que pode ser observado através dos diferentes elementos que compõem a Grande Mesquita de Java Central. Na parte frontal, encontram-se 25 pilares que apresentam um estilo que se assemelha a uma mistura de influências do Renascimento Italiano e da Caligrafia Árabe. A influência Árabe pode ser ainda observada no pátio onde subsistem seis guarda-chuvas gigantes, que são idênticos aos de Masjid an-Nabawi, em Medina.



O edifício da mesquita em si é uma fusão da arquitectura das mesquitas Árabes e Javanesas, enquanto o interior é uma homenagem às mesquitas do estilo de Java, o qual é evidente nos móveis e materiais utilizados. Mais do que "apenas" um local de culto, o complexo Masjid Agung é também o lar da Torre Asma al-Husna. Os dois primeiros pisos apresentam um museu que ilustra a história do Islamismo e o modo como se espalhou em Java.


Localização: Masjid Agung Semarang, Jl. Gajah Raya, Gayamsari, Sambirejo, Gayamsari, Kota Semarang, Jawa Tengah 50613
Horário: Mesquita (encontra-se sempre aberta); Torre (8h00 - 21h00)
Preço: Torre (4000 rupias indonésias; cerca de 0.18€)

7. Faça splash na maior infinity pool da Indonésia: Skypool, no Star Hotel

Conhecida como tendo a piscina mais alta na Indonésia, o Star Hotel permite aos hóspedes observar a paisagem urbana a partir da beira da piscina no mais alto dos arranha-céus de Semarang. Dê um mergulho na piscina, aprecie a vista, refresque-se com uma bebida e recoste-se nas preguiçadeiras junto à piscina deste rooftop.



Poderá ainda desfrutar de festas de churrasco às 6ªf e Sábados no final da tarde. O hotel, localizado na cidade e com bons acessos para os hotspots em Semarang, oferece ainda um buffet com vários pratos locais e internacionais, bem como um bar aberto à beira da piscina!



Localização: Star Hotel, Jl. Mt Haryono, Lamper Kidul, Semarang Sel., Kota Semarang, Jawa Tengah 50242
Horário: das 6h00 às 22h00
Preço: Adultos: 100 000 rupias indonésias (cerca de 7.00€); Crianças: 50 000 (cerca de 3.50€).

8. Herança de uma lenda: Sam Poo Kong Temple

O templo de Sam Poo Kong foi construído para comemorar a visita do almirante chinês (com raízes muçulmanas) Zheng He a Semarang no séc. XV, fortalecendo a influência cultural do Império Chinês em Java. As suas visitas eram celebradas pelos habitantes locais, já que a expedição que o acompanhava trazia produtos exóticos, bem como permitia uma troca de experiências entre pessoas e culturas.



Originalmente, o lugar que foi posteriormente utilizado como templo de meditação para as pessoas que ajudaram a desenvolver e construir a cidade de Semarang, correspondia a uma "caverna" onde as pessoas que acompanhavam Zheng He se instalavam. O complexo do templo é igualmente lar da sua sepultura e os relevos de pedra que pendem nas paredes da entrada, ilustram igualmente as suas visitas à Indonésia.


No final do 6º mês lunar, ocorre um ritual anual no Templo de Sam Poo Kong, onde desfilam as estátuas pelas ruas, desde Jalan Lombok, a Chinatown de Semarang, até ao templo, visando bênçãos para o ano. Para um envolvimento ainda mais autêntico pela cultura chinesa, os visitantes podem alugar roupas tradicionais, complementando o pano de fundo proporcionado por este templo vermelho.

Localização: Sam Poo Kong, Jalan Simongan No.129, Bongsari, Semarang Barat, Bongsari, Semarang Barat, Kota Semarang, Jawa Tengah 50148
Preço: 15 000 rupias indonésias (cerca de 1.00€); Área de Oração: 20 000 rupias indonésias (cerca de 1.35€)

9. Aventura pelas jóias escondidas da selva: Curug Lawe e Curug Benowo

Reservada aos mais corajosos, o trilho para as duas das maiores e mais majestosas cascatas em Semarang exige vigilância e agilidade. Localizadas na zona ocidental do Monte Ungaran, estas duas cascatas são de grande importância para os habitantes locais - além de lhes terem fornecido água durante séculos, é um lugar de tranquilidade inimaginável para um retiro.



Curug Lawe localiza-se numa zona côncava de um penhasco, incluindo mais de 25 quedas de água, que deslizam a 40 metros do chão. O som é completamente hipnotizante! Curug Benowo corresponde igualmente a uma série de cascatas, com vários andares em altura. A cada nível, a "explosão" de água diminui, para que possa mergulhar com mais segurança nas mais diversas piscinas naturais.



Localização: Langgar, Ungaran, Ungaran Barat, Gonoharjo, Limbangan, Semarang, Jawa Tengah 51383

10. Nascer do sol nos "Himalaias" de Java Central: Mount Merbabu

Proporcionando vistas espectaculares a cada passo, não é surpresa que centenas de caminhantes atinjam o Monte Merbabu todos os fins de semana, apesar de saberem que vão precisar de cerca de nove horas de uma caminhada bastante trepidante ao longo dos trilhos na montanha. A uma altura superior a 3000 metros acima do mar, o Monte Merbabu está localizado mesmo ao lado do Monte Merapi.



É essencial que os iniciantes tenham um guia a acompanhar o percurso. Além de ajudá-lo a transportar as suas coisas, os guias irão informá-lo sobre os melhores locais a visitar naquele dia, já que o clima, a fadiga e as condições do solo são factores sérios a considerar na escolha - existem 7 cumes para escolher e ainda mais opções de acampamento. À noite, o espectáculo passa a ser no céu, onde as constelações cintilantes fazem com que se sinta mais perto do céu.



Localização: Para além de ser o percurso menos difícil, as caminhadas a partir de Selo proporcionam as melhores vistas. Apanhe o autocarro Semarang-Solo e saia em Pasar Sapi, Boyolali. De seguida, apanhe um microbus para o Cepogo e continue com outro microbus em direcção a Pasar Selo. Estará a uma hora de caminho até Selo Base Camp, pelo que poderá querer fazer um passeio ojek aí. A partir do acampamento-base, o cume localiza-se a uma caminhada de cerca de 6 horas com três postos principais. Certifique-se de que leva água extra, já que esta é escassa no trilho.
Preço: 10 000 rupias indonésias (cerca de 0.70€)
Quando visitar: Evitar a época das chuvas (geralmente de Outubro a Março)



Não deixe também de seguir estas sugestões:

- Picnic com uma vista espectacular: Eling Bening, distrito de Ambarawa
Acres de jardins abertos permitem que aproveite a atmosfera circundante e o ar fresco da montanha enquanto saboreia uma refeição quente no topo da colina. Pode ainda desfrutar de uma visão perfeita do Lago Rawa Pening abaixo, emoldurado pelas colinas circundantes com uma estrada sinuosa pelo meio. Se for corajoso, poderá ainda dar um mergulho na piscina!

- Um rio radical com 13 rápidos: Genting Kendal, Kabupaten Kendal
Só para os mais corajosos: a tubulação do rio é tão gratificante quanto perigosa, especialmente quando desliza por um fluxo de montanha embrenhado em pedregulhos.

- Mil portas com mil estórias: Lawang Sewu
Não deixe que a sua reputação de ser um dos lugares mais assombrados da Indonésia, o afaste de um dos ícones mais majestosos da cidade! Construído como a sede da empresa holandesa East Indies Railway Company, o nome "Lawang Sewu" traduz-se como "mil portas", visto que o seu design consiste, precisamente, em muitas portas e janelas. Durante a ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial, o prédio foi declarado como base japonesa e a cave foi utilizada como prisão. Actualmente, é um museu que mostra o desenvolvimento das linhas ferroviárias na Indonésia.

- Choque cultural: Tour Culinária em Semarang

Passe pela "Chinatown", no distrito de Pecinan e deixe-se deliciar pelo Pasar Semawis, evento semanal em Semarang onde poderá experimentar uma míriade de pratos, vá a Bandeng Presto e coma peixe sem espinhas ou coma Iumpia (spring rolls), entre muitas outras opções, também junto ao distrito de Pecinan, nomeadamente no restaurante Lumpia Ganf Lombok.

- Chá nas montanhas: Medini Tea Gardens, Kendal

O terreno montanhoso e as temperaturas frescas no sul de Semarang reúnem as condições perfeitas para que as plantações de chá prosperem. A vegetação vibrante na área, a 1000 metros acima do nível médio das águas do mar, é motivo mais que suficiente para visitar este local com cenários de cortar a respiração! Além disso, não perca o Templo Promasan, que possui uma "casa-de-banho" da realeza, construída numa fonte termal natural!

Inspirámo-lo a explorar estas maravilhas escondidas de Semarang? Perca-se nestes lugares magníficos na Indonésia!