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quarta-feira, 3 de junho de 2020
sábado, 31 de dezembro de 2016
Desejos para 2017
Neste último dia do ano, desejamos que tenha um promissor ano de 2017, com viagens à medida e muitas outras coisas boas!
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sábado, 24 de dezembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Eslovénia, uma agradável surpresa
A Eslovénia, carinhosamente apelidada de galinha dado o formato do seu mapa, surgiu nos planos de circuito de autocaravana exactamente pela localização junto à fronteira com a Itália. E veio a revelar-se um destino diversificado e atraente.
À entrada do país o impacto é verdejante com alguns pico de igrejas na envolvência. O destino inicial passaria por Postojna e as suas grutas. Descobertas no século XIII, só começaram a ser exploradas em cerca de 1800, tendo aberto ao público em 1819 por Franz I, imperador da Áustria. São cerca de 24 quilómetros de gruta, dos quais se percorrem cerca de cinco.
O mais interessante é que o percurso é maioritariamente realizado de comboio subterrâneo e podemos ver enormes estalactites e estalagmites e uma sala de concertos com óptima acústica e capacidade para cerca de 10.000 pessoas. Habita também a gruta uma espécie de salamandra, o "Proteus", que segundo os eslovenos será um dragão bebé e pode viver até um ano sem se alimentar.
A cerca de 10 quilómetros de Postojna localiza-se o castelo de Predjama, que é uma espectacular construção medieval, construído numa gruta em cima de um penhasco, algo muito diferente do padrão europeu e majestoso. Este castelo é construído sobre um sistema labiríntico de grutas também elas visitáveis. O castelo possui um pequeno sino que, segundo a lenda, se poderá tocar pedindo um desejo que será realizado.
Num sábado, dia de mercado, uma miscelânea de cores, aromas e frenesim maravilhoso povoava o mercado central de Ljubljana. Mas a atracção principal da capital é o seu castelo construído no topo de uma linda colina. Possui um elevador panorâmico para alcançá-lo e na subida à torre pode ver-se cerca de um terço da Eslovénia. Fizemos uma visita muito interessante, com guia e personagens vestidas à época . A capital da Eslovénia é uma cidade jovem, fresca e frequentada tanto por locais como por turistas de forma descontraída. Os dragões estão por todo o lado e a gastronomia revelou- se muito saborosa com as suas sopas ricas acompanhadas das salsichas apetitosas entre outras iguarias.
Por fim, Bled, e o seu lindíssimo lago, ilha no centro com uma belíssima igreja também com um sino dos desejos, apenas alcançável de relaxantes barcos atracados nas margens e o lindíssimo castelo graciosamente colocado num penhasco em redor.
Um destino a não perder, pois enriquece a alma!
Fonte: Fugas
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Noirmoutier, o que é que esta ilha tem?
Tem uma aura especial, praias semi-adormecidas, produtos de excepção e Alexandre Couillon, um chef de terroir talentoso e persistente que conta com duas estrelas Michelin. Ah!, e também tem, agora, um episódio Chef’s Table que documenta a relação entre ambos.
Quando David Gelb se senta ao nosso lado na mesa do restaurante La Marine, em Noirmoutier, não consegue evitar o contentamento: “Uau, finalmente estou aqui!” Gelb é o autor da aclamada série documental Chef’s Table, cuja terceira temporada, inteiramente dedicada a cozinheiros franceses, acaba de estrear na Netflix. O nova-iorquino, de 33 anos, não realizou o episódio dedicado ao chef local Alexandre Couillon, mas acabara de o editar e estava desejoso de observar in loco tudo o que vira no ecrã.
Noirmoutier é uma ilha pacata meio parada no tempo. Situada na região do País do Loire, na costa atlântica francesa, a sua paisagem natural e o aspecto cuidado e discreto do casario dão-lhe uma aura especial. Talvez porque o local se afaste da ideia comum que temos de uma estância balnear. Por aqui não há grandes hotéis, nem o turismo de massas associado. E ainda que a população (com pouco mais de oito mil habitantes) aumente exponencialmente em Agosto, o local mantém uma certa pacatez e um ambiente familiar.
A ilha é plana e pequena (45km2) e a paisagem uma recompensa que convida a pedalar. Por isso não é estranho que se dê maior uso à bicicleta em detrimento do carro e, não raras vezes, com a família atrelada. Aliás, este é o meio de transporte ideal para vaguear por vilarejos, atravessar campos e os seus canais, as salinas, o Bois de la Chaize, o pontão da Reserva Natural de Mullembourg ou uma das graciosas praias de areia fina e mar sereno azul. Em termos geográficos, estamos quase na costa oposta ao Mediterrâneo, embora a temperatura (incluindo a da água), a cor do mar e as casas de paredes brancas e telhados de tijolo, aproximem os dois territórios. Ou, pelo menos, mais do que poderíamos imaginar.
Da terra e do mar
Sabendo o propósito da viagem, o jovem motorista que nos conduz do aeroporto de Nantes ao nosso destino surpreende-nos com um conselho. “Não deixem de provar as batatas de Noirmoutier.”
Já no quarto do hotel, ao procurar restaurante para jantar num guia gastronómico local, lá encontro a menção especial à “mais marítima das batatas”, entre uma dúzia de especialidades e produtos de referência regionais. Ao que parece, os solos arenosos adubados com as algas recolhidas na maré baixa conferem ao tubérculo uma característica peculiar: o sabor ligeiramente salino. Entre as variedades cultivadas na ilha, destaca-se a la bonnote, tão valiosa e apreciada que o guia alerta para que se verifique a existência do logótipo da cooperativa agrícola local na embalagem, não vá estar-se a comprar uma imitação. É que a “Rolls Royce” da terra de Noirmoutier é recolhida apenas durante uma dezena de dias, em Maio, e o seu período de conservação é curto.
A noroeste da ilha, em L’Herbaudière, encontramos o principal porto de pesca local. Em tempos foi um grande centro da indústria conserveira de sardinha. Todavia, a escassez deste peixe encerrou o negócio e, hoje, os 60 barcos de pesca existentes dedicam-se, sobretudo, à apanha de variedades nobres, como o robalo, a dourada ou o linguado, e ainda a lagosta ou o lavagante.
Um pouco por todo o lado vêm-se placas toscas a anunciar a venda de ostras. Os registos revelam a sua introdução na área no inicio do século XIX, mas a actividade começou a desenvolver-se sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. De sabor elegante e levemente iodado, as ostras de Noirmoutier apresentam uma tonalidade azulada, devido à micro-alga blue navicula que se desenvolve na zona. Estas ostras são “semeadas” no seu habitat natural, em redor da ilha, onde permanecem durante três anos. Depois desse período retiram-se para valas e passam à fase de maturação, sendo afinadas de acordo com as características pretendidas por cada produtor. Todos os anos saem de Noirmoutier cerca de mil toneladas do molusco. Contudo, este é ainda um trabalho com uma forte componente artesanal, tal como acontece com a actividade levada a cabo nas salinas de onde se extrai a delicada e clara flor de sal, rival da famosa vizinha de Guérande.
Comida simples
A consulta do guia de restaurantes locais leva-me para o centro histórico de Noirmoutier-en-L’Île, a principal localidade. É quinta-feira e, apesar de estarmos em época alta (Julho), são vários os restaurantes fechados. É o caso do Le Cass’poï, junto ao castelo, que oferece uma cozinha de mercado despretensiosa com produtos de temporada.
Procuro um lugar simples, dado querer guardar-me para a cozinha de Alexandre Couillon, do La Marine, no dia seguinte. A uma centena de metros dali, um pequeno bistrot, o Le Petit Blanc, dá sinais de vida. Ainda é cedo. A França joga nessa noite contra a Alemanha a possibilidade de disputar a final do europeu contra Portugal e, talvez por isso, consigo um dos poucos lugares disponíveis. O lugar serve comida lionnaise e é sem dúvida um bistrot: espaço apertado e aconchegante; ele na cozinha e ela na sala; menu fixo, escrito na ardósia, com seis ou sete propostas (para pedir duas ou três) e vinho da casa. Escolho a terrina de fígado de porco com pistácios e molho bearnaise, de entrada; um filete de dourada com gratinado de beringela como prato principal e o gâteau lyonnais et son coulis d’abricots de sobremesa. Bolo esponjoso com calda de açúcar e amêndoa, pera e molho de alperces, combinam? Sim, bastante. Tal como a experiência no geral. No fundo, era o que pretendia nessa noite: comida simples, bem elaborada e com sabor, vinho a jarro potável e serviço diligente. Tudo por menos de 30 euros.
Deixo o restaurante e pedalo até casa, ainda com tempo de sobra para parar num café. Acompanho um pouco do jogo, mas o local está lotado e faço-me ao caminho antes de terminar. A meio do percurso, soam foguetes de alegria. A França está na final. Que pena não ficar para ver esse jogo...
Couillon e a ilha no prato
As actividades ligadas à terra e ao mar, bem como o turismo, têm ajudado a reter uma boa parte da população de Noirmoutier durante todo o ano. É o caso dos Couillon.
O pai fora marinheiro e pescador e a mãe costureira. Quando Alexandre tinha seis anos, a família comprou um café a que chamaram La Marine. Abriam apenas no Verão e serviam pratos para turistas: peixe, marisco e tarte de maçã. Eram pratos bem simples, reveladores de que a mudança de vida dos progenitores tinha sido mais uma oportunidade surgida do que propriamente uma vocação.
Alexandre Couillon viveu na ilha toda a sua infância e boa parte da adolescência de uma forma muito livre, “como um Tom Sawyer”. Estudar não era a sua praia, o que o levou cedo, com 17 anos, a procurar um emprego de forma a canalizar toda a sua energia. Acabou por bater à porta de um chef bretão que lhe ensinou o ofício e lhe deu disciplina. Foi esse o momento da viragem, o momento em que decidiu que era aquela a direcção que queria tomar.
Um dia, estava a trabalhar na cozinha de Michel Guerárd, em Eugénie-les-Baines (o Les Prés d’Eugénie, três estrelas Michelin), quando recebeu uma chamada. Era o pai. Queria dizer-lhe que estavam a pensar vender o La Marine, mas que se quisesse poderia ficar com o restaurante. A sua reacção imediata foi dizer que não, uma vez que pretendia continuar a evoluir ao lado de grandes chefs. Contudo, ficou a matutar sobre o assunto e, com a insolência própria de quem tinha pouco mais de vinte anos, começou a pensar que aquela talvez fosse uma boa ocasião para se afirmar e, quem sabe, colocar Noirmoutier no mapa gastronómico. Fez então um pacto com a sua mulher, Céline, natural da ilha como ele e namorada desde os tempos da escola. Ficariam durante sete anos. Se passado esse tempo não resultasse, pegava nas coisas e procuraria emprego noutro restaurante. Assim foi. Ligou ao pai e seguraram o restaurante. Porém, não tinham grande noção no que se tinham metido. O francês queria fazer uma cozinha de autor mas Noirmoutier não era um destino gourmand e, após o Verão, os turistas desapareciam. Como se não bastasse, Couillon sentia-se perdido, sem um rumo a seguir.
Apesar das dificuldades, o restaurante foi-se impondo, ainda que tenuemente. Continuavam a trabalhar que nem uns loucos, sobretudo fora da estação alta, quando o staff era reduzido ao mínimo. Tinham passado seis anos e estavam prestes a desistir. Porém, quando se aproximavam do período limite chegou a boa notícia: o guia Michelin acabara de lhes atribuir uma estrela.
O galardão permitir-lhes-ia respirar, mas Alexandre Couillon não estava contente com a sua cozinha e começou a questionar-se. Achava que o que estavam a fazer era muito clássico, queria repensar tudo e ter uma proposta mais contemporânea e criativa.
Uma das decisões que tomaram foi a de construir um novo espaço, sendo que o antigo mudaria de nome, passava a chamar-se La Table d’Elise e teria uma proposta mais tradicional e acessível. Todavia, continuava a faltar uma ideia central para a cozinha do novo La Marine. Surgiam pratos novos, mas alguns deles confusos, com muitos ingredientes. Couillon continuava insatisfeito. Havia que simplificar e encontrar um caminho. Até que um dia, um erro feliz mudou tudo. Pedira a um estagiário que fizesse um caldo de lula mas esquecera-se de lhe dizer que deveria retirar a tinta, o que acabou por dar origem a um caldo intenso e escuro. Ao olhar para o resultado, o chef francês teve uma espécie de epifania: começou a lembrar-se do derrame do petroleiro Erika, um caso dramático que anos antes acontecera na ilha, com graves consequências nos recursos marítimos da área.
Couillon pegou no caldo, reduziu-o até criar um molho denso e deitou-o sobre uma ostra. Chamou-lhe “ostra negra Erika”. A combinação agradou-lhe, quer em termos de sabores, quer visualmente. Estava encontrado o caminho: criar e confeccionar pratos mais simples, com ingredientes locais e que contem a história da ilha. Em 2013, o La Marine conquistou a segunda estrela Michelin e Noirmoutier entrou no mapa.
À mesa do La Marine
A ostra Erika teria de ser um prato obrigatório no almoço entre a imprensa e David Gelb. De facto, trata-se de uma proposta extraordinária. Na sua apresentação minimalista (negro sobre branco), na textura densa (molho) e delicada (ostra) e no sabor intenso, mas elegante. Tinha sido precedida de outro prato brilhante, “conchas e crustáceos a bordo”, um caldo perfeito com os melhores mariscos que se apanham nas águas da região. Como se não bastasse, ainda chegou à mesa um lavagante grelhado, com cenoura e capuchinha. Porém, Alexandre Couillon também possui grande afinidade com peixes ditos menos nobres da zona, como é o caso da cavala — que comemos fumada e servida numa espinha limpa e ainda (triturada) em “trufa” com café —, ou do badejo de textura delicada, que nos serviu com curgete, melão e leite de cabra.
Os produtos da terra são igualmente a sua grande paixão, ou não tivesse uma horta própria que fornece ao restaurante quase tudo o que precisa. Não é a época da la bonnote, mas a batata teria obviamente de estar presente no menu, fosse numa textura cremosa, num dos snacks iniciais, ou como acompanhamento de uma pintada. Outro vegetal que merece a preferência de Couillon é a beterraba. No almoço tivemos direito a ela como elemento principal de numa pequena tartelette e, também, como acompanhamento de uma lula de textura e sabor exemplares.
Os pratos do chef francês seguem a linha evolutiva de uma cozinha mais naturalista centrada no produto e não tanto na técnica. Quer dizer, a técnica e uma certa complexidade estão lá, mas não para serem exibidas na cara do cliente. A parte doceira segue o mesmo conceito de união com a ilha. Por exemplo, uma das sobremesas, “balada no Bois de la Chaize”, é uma representação do bosque local, com um gelado que leva resina de pinheiro, servido sobre “musgo” (sponge cake) de chá verde e “terra” de chocolate.
Na conversa com David Gelb (ver texto nestas páginas), o autor de Chef’s Table refere que um dos critérios para fazer parte da série se prende com a personalidade do chef e de uma boa narrativa que este tenha para contar. Alexandre Couillon tem essa história e coloca-a no prato com mestria. A mesma mestria com que Gelb e a sua equipa a servem no ecrã.
GUIA PRÁTICO
Como ir
Tanto a TAP como a Transavia voam regularmente para Nantes. Daqui a Noirmoutier distam 77km, que se percorrem de carro em pouco mais de uma hora ou de autocarro em 1h40. Na ilha existem alguns transportes públicos, mas a bicicleta é o meio ideal de locomoção.
Onde dormir
Não há grandes hotéis de luxo ou de cadeias conhecidas, mas há vários lugares confortáveis e com um certo charme, como o Ancre Marine, o La Chaize ou o La Villa en l’Île.
Onde comer
O La Marine (5 Rue Marie Lemonnier; tel.:02 51 39 23 09) é sem dúvida o principal restaurante da ilha. Contudo, para além deste duas estrelas Michelin, a ilha conta com um conjunto de pequenos restaurantes de cozinha simples e preço mais acessível que servem produtos da região.
A Fugas viajou a convite da Netflix
Fonte: Fugas
Quando David Gelb se senta ao nosso lado na mesa do restaurante La Marine, em Noirmoutier, não consegue evitar o contentamento: “Uau, finalmente estou aqui!” Gelb é o autor da aclamada série documental Chef’s Table, cuja terceira temporada, inteiramente dedicada a cozinheiros franceses, acaba de estrear na Netflix. O nova-iorquino, de 33 anos, não realizou o episódio dedicado ao chef local Alexandre Couillon, mas acabara de o editar e estava desejoso de observar in loco tudo o que vira no ecrã.
Noirmoutier é uma ilha pacata meio parada no tempo. Situada na região do País do Loire, na costa atlântica francesa, a sua paisagem natural e o aspecto cuidado e discreto do casario dão-lhe uma aura especial. Talvez porque o local se afaste da ideia comum que temos de uma estância balnear. Por aqui não há grandes hotéis, nem o turismo de massas associado. E ainda que a população (com pouco mais de oito mil habitantes) aumente exponencialmente em Agosto, o local mantém uma certa pacatez e um ambiente familiar.
A ilha é plana e pequena (45km2) e a paisagem uma recompensa que convida a pedalar. Por isso não é estranho que se dê maior uso à bicicleta em detrimento do carro e, não raras vezes, com a família atrelada. Aliás, este é o meio de transporte ideal para vaguear por vilarejos, atravessar campos e os seus canais, as salinas, o Bois de la Chaize, o pontão da Reserva Natural de Mullembourg ou uma das graciosas praias de areia fina e mar sereno azul. Em termos geográficos, estamos quase na costa oposta ao Mediterrâneo, embora a temperatura (incluindo a da água), a cor do mar e as casas de paredes brancas e telhados de tijolo, aproximem os dois territórios. Ou, pelo menos, mais do que poderíamos imaginar.
Da terra e do mar
Sabendo o propósito da viagem, o jovem motorista que nos conduz do aeroporto de Nantes ao nosso destino surpreende-nos com um conselho. “Não deixem de provar as batatas de Noirmoutier.”
Já no quarto do hotel, ao procurar restaurante para jantar num guia gastronómico local, lá encontro a menção especial à “mais marítima das batatas”, entre uma dúzia de especialidades e produtos de referência regionais. Ao que parece, os solos arenosos adubados com as algas recolhidas na maré baixa conferem ao tubérculo uma característica peculiar: o sabor ligeiramente salino. Entre as variedades cultivadas na ilha, destaca-se a la bonnote, tão valiosa e apreciada que o guia alerta para que se verifique a existência do logótipo da cooperativa agrícola local na embalagem, não vá estar-se a comprar uma imitação. É que a “Rolls Royce” da terra de Noirmoutier é recolhida apenas durante uma dezena de dias, em Maio, e o seu período de conservação é curto.
A noroeste da ilha, em L’Herbaudière, encontramos o principal porto de pesca local. Em tempos foi um grande centro da indústria conserveira de sardinha. Todavia, a escassez deste peixe encerrou o negócio e, hoje, os 60 barcos de pesca existentes dedicam-se, sobretudo, à apanha de variedades nobres, como o robalo, a dourada ou o linguado, e ainda a lagosta ou o lavagante.
Um pouco por todo o lado vêm-se placas toscas a anunciar a venda de ostras. Os registos revelam a sua introdução na área no inicio do século XIX, mas a actividade começou a desenvolver-se sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. De sabor elegante e levemente iodado, as ostras de Noirmoutier apresentam uma tonalidade azulada, devido à micro-alga blue navicula que se desenvolve na zona. Estas ostras são “semeadas” no seu habitat natural, em redor da ilha, onde permanecem durante três anos. Depois desse período retiram-se para valas e passam à fase de maturação, sendo afinadas de acordo com as características pretendidas por cada produtor. Todos os anos saem de Noirmoutier cerca de mil toneladas do molusco. Contudo, este é ainda um trabalho com uma forte componente artesanal, tal como acontece com a actividade levada a cabo nas salinas de onde se extrai a delicada e clara flor de sal, rival da famosa vizinha de Guérande.
Comida simples
A consulta do guia de restaurantes locais leva-me para o centro histórico de Noirmoutier-en-L’Île, a principal localidade. É quinta-feira e, apesar de estarmos em época alta (Julho), são vários os restaurantes fechados. É o caso do Le Cass’poï, junto ao castelo, que oferece uma cozinha de mercado despretensiosa com produtos de temporada.
Procuro um lugar simples, dado querer guardar-me para a cozinha de Alexandre Couillon, do La Marine, no dia seguinte. A uma centena de metros dali, um pequeno bistrot, o Le Petit Blanc, dá sinais de vida. Ainda é cedo. A França joga nessa noite contra a Alemanha a possibilidade de disputar a final do europeu contra Portugal e, talvez por isso, consigo um dos poucos lugares disponíveis. O lugar serve comida lionnaise e é sem dúvida um bistrot: espaço apertado e aconchegante; ele na cozinha e ela na sala; menu fixo, escrito na ardósia, com seis ou sete propostas (para pedir duas ou três) e vinho da casa. Escolho a terrina de fígado de porco com pistácios e molho bearnaise, de entrada; um filete de dourada com gratinado de beringela como prato principal e o gâteau lyonnais et son coulis d’abricots de sobremesa. Bolo esponjoso com calda de açúcar e amêndoa, pera e molho de alperces, combinam? Sim, bastante. Tal como a experiência no geral. No fundo, era o que pretendia nessa noite: comida simples, bem elaborada e com sabor, vinho a jarro potável e serviço diligente. Tudo por menos de 30 euros.
Deixo o restaurante e pedalo até casa, ainda com tempo de sobra para parar num café. Acompanho um pouco do jogo, mas o local está lotado e faço-me ao caminho antes de terminar. A meio do percurso, soam foguetes de alegria. A França está na final. Que pena não ficar para ver esse jogo...
Couillon e a ilha no prato
As actividades ligadas à terra e ao mar, bem como o turismo, têm ajudado a reter uma boa parte da população de Noirmoutier durante todo o ano. É o caso dos Couillon.
O pai fora marinheiro e pescador e a mãe costureira. Quando Alexandre tinha seis anos, a família comprou um café a que chamaram La Marine. Abriam apenas no Verão e serviam pratos para turistas: peixe, marisco e tarte de maçã. Eram pratos bem simples, reveladores de que a mudança de vida dos progenitores tinha sido mais uma oportunidade surgida do que propriamente uma vocação.
Alexandre Couillon viveu na ilha toda a sua infância e boa parte da adolescência de uma forma muito livre, “como um Tom Sawyer”. Estudar não era a sua praia, o que o levou cedo, com 17 anos, a procurar um emprego de forma a canalizar toda a sua energia. Acabou por bater à porta de um chef bretão que lhe ensinou o ofício e lhe deu disciplina. Foi esse o momento da viragem, o momento em que decidiu que era aquela a direcção que queria tomar.
Um dia, estava a trabalhar na cozinha de Michel Guerárd, em Eugénie-les-Baines (o Les Prés d’Eugénie, três estrelas Michelin), quando recebeu uma chamada. Era o pai. Queria dizer-lhe que estavam a pensar vender o La Marine, mas que se quisesse poderia ficar com o restaurante. A sua reacção imediata foi dizer que não, uma vez que pretendia continuar a evoluir ao lado de grandes chefs. Contudo, ficou a matutar sobre o assunto e, com a insolência própria de quem tinha pouco mais de vinte anos, começou a pensar que aquela talvez fosse uma boa ocasião para se afirmar e, quem sabe, colocar Noirmoutier no mapa gastronómico. Fez então um pacto com a sua mulher, Céline, natural da ilha como ele e namorada desde os tempos da escola. Ficariam durante sete anos. Se passado esse tempo não resultasse, pegava nas coisas e procuraria emprego noutro restaurante. Assim foi. Ligou ao pai e seguraram o restaurante. Porém, não tinham grande noção no que se tinham metido. O francês queria fazer uma cozinha de autor mas Noirmoutier não era um destino gourmand e, após o Verão, os turistas desapareciam. Como se não bastasse, Couillon sentia-se perdido, sem um rumo a seguir.
Apesar das dificuldades, o restaurante foi-se impondo, ainda que tenuemente. Continuavam a trabalhar que nem uns loucos, sobretudo fora da estação alta, quando o staff era reduzido ao mínimo. Tinham passado seis anos e estavam prestes a desistir. Porém, quando se aproximavam do período limite chegou a boa notícia: o guia Michelin acabara de lhes atribuir uma estrela.
O galardão permitir-lhes-ia respirar, mas Alexandre Couillon não estava contente com a sua cozinha e começou a questionar-se. Achava que o que estavam a fazer era muito clássico, queria repensar tudo e ter uma proposta mais contemporânea e criativa.
Uma das decisões que tomaram foi a de construir um novo espaço, sendo que o antigo mudaria de nome, passava a chamar-se La Table d’Elise e teria uma proposta mais tradicional e acessível. Todavia, continuava a faltar uma ideia central para a cozinha do novo La Marine. Surgiam pratos novos, mas alguns deles confusos, com muitos ingredientes. Couillon continuava insatisfeito. Havia que simplificar e encontrar um caminho. Até que um dia, um erro feliz mudou tudo. Pedira a um estagiário que fizesse um caldo de lula mas esquecera-se de lhe dizer que deveria retirar a tinta, o que acabou por dar origem a um caldo intenso e escuro. Ao olhar para o resultado, o chef francês teve uma espécie de epifania: começou a lembrar-se do derrame do petroleiro Erika, um caso dramático que anos antes acontecera na ilha, com graves consequências nos recursos marítimos da área.
Couillon pegou no caldo, reduziu-o até criar um molho denso e deitou-o sobre uma ostra. Chamou-lhe “ostra negra Erika”. A combinação agradou-lhe, quer em termos de sabores, quer visualmente. Estava encontrado o caminho: criar e confeccionar pratos mais simples, com ingredientes locais e que contem a história da ilha. Em 2013, o La Marine conquistou a segunda estrela Michelin e Noirmoutier entrou no mapa.
À mesa do La Marine
A ostra Erika teria de ser um prato obrigatório no almoço entre a imprensa e David Gelb. De facto, trata-se de uma proposta extraordinária. Na sua apresentação minimalista (negro sobre branco), na textura densa (molho) e delicada (ostra) e no sabor intenso, mas elegante. Tinha sido precedida de outro prato brilhante, “conchas e crustáceos a bordo”, um caldo perfeito com os melhores mariscos que se apanham nas águas da região. Como se não bastasse, ainda chegou à mesa um lavagante grelhado, com cenoura e capuchinha. Porém, Alexandre Couillon também possui grande afinidade com peixes ditos menos nobres da zona, como é o caso da cavala — que comemos fumada e servida numa espinha limpa e ainda (triturada) em “trufa” com café —, ou do badejo de textura delicada, que nos serviu com curgete, melão e leite de cabra.
Os produtos da terra são igualmente a sua grande paixão, ou não tivesse uma horta própria que fornece ao restaurante quase tudo o que precisa. Não é a época da la bonnote, mas a batata teria obviamente de estar presente no menu, fosse numa textura cremosa, num dos snacks iniciais, ou como acompanhamento de uma pintada. Outro vegetal que merece a preferência de Couillon é a beterraba. No almoço tivemos direito a ela como elemento principal de numa pequena tartelette e, também, como acompanhamento de uma lula de textura e sabor exemplares.
Os pratos do chef francês seguem a linha evolutiva de uma cozinha mais naturalista centrada no produto e não tanto na técnica. Quer dizer, a técnica e uma certa complexidade estão lá, mas não para serem exibidas na cara do cliente. A parte doceira segue o mesmo conceito de união com a ilha. Por exemplo, uma das sobremesas, “balada no Bois de la Chaize”, é uma representação do bosque local, com um gelado que leva resina de pinheiro, servido sobre “musgo” (sponge cake) de chá verde e “terra” de chocolate.
Na conversa com David Gelb (ver texto nestas páginas), o autor de Chef’s Table refere que um dos critérios para fazer parte da série se prende com a personalidade do chef e de uma boa narrativa que este tenha para contar. Alexandre Couillon tem essa história e coloca-a no prato com mestria. A mesma mestria com que Gelb e a sua equipa a servem no ecrã.
GUIA PRÁTICO
Como ir
Tanto a TAP como a Transavia voam regularmente para Nantes. Daqui a Noirmoutier distam 77km, que se percorrem de carro em pouco mais de uma hora ou de autocarro em 1h40. Na ilha existem alguns transportes públicos, mas a bicicleta é o meio ideal de locomoção.
Onde dormir
Não há grandes hotéis de luxo ou de cadeias conhecidas, mas há vários lugares confortáveis e com um certo charme, como o Ancre Marine, o La Chaize ou o La Villa en l’Île.
Onde comer
O La Marine (5 Rue Marie Lemonnier; tel.:02 51 39 23 09) é sem dúvida o principal restaurante da ilha. Contudo, para além deste duas estrelas Michelin, a ilha conta com um conjunto de pequenos restaurantes de cozinha simples e preço mais acessível que servem produtos da região.
A Fugas viajou a convite da Netflix
Fonte: Fugas
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Doze spas nacionais trazem Ouro dos World Luxury Spa Awards
Os World Luxury Spa Awards 2016 premiaram 12 spas portugueses. O Sayanna Wellness do EPIC SANA Algarve foi o mais distinguido, vencendo nas categorias “Global Winner – Luxury Fitness Spa” e “Luxury Resort Spa – Portugal”, bem como o Grande Prémio “Overall Global Winner”.
O Conrad Algarve foi também um Global Winner, mas em “Luxury Country Spa”. Quanto aos vencedores de âmbito europeu, foram premiados o CitySpa Lisbon (“Luxury Day Spa”), o Vidago Palace Thermal Spa (“Luxury Mineral Springs Spa”) e o Gspa do Altis Grand Hotel (“Luxury Emerging Spa”). A este último foi ainda entregue o troféu de melhor “Luxury Fitness Spa” de Portugal.
No âmbito nacional foram igualmente premiados o Ayurveda cure center by Birgit Moukom (“Best Spa Manager”), o Sayanna Wellness do Myriad by SANA Hotels (“Luxury Boutique Spa” e “Luxury Urban Escape”), o Spirito Spa do Sheraton Lisboa (“Luxury Day Spa”), o Magic Spa do Pestana Park Hotel and Casino (“Luxury Destination Spa”), o spa do Porto Bay Liberdade (“Luxury Emerging Spa”), o Bspa by Karin Herzog do Altis Belém (“Luxury Hotel Spa”) e ainda o Stone Spa (“Luxury Wellness Spa”).
Os World Luxury Spa Awards são entregues com base na qualidade de instalações e serviço prestado pelos hotéis, sendo que o tamanho das propriedades não tem qualquer peso nas fases de nomeação e votação. Entre os objetivos destaca-se a celebração do serviço de excelência, encorajar a competitividade na indústria hoteleira de luxo e alertar para o valor e importância da prestação de um serviço de qualidade aos hóspedes.
Fonte: Welcome
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Qual a viagem que melhor se adequa a si?
Sugerimos que comece por divertir-se a jogar este desafio, que preparámos para que celebre connosco o nosso 6º aniversário J.
(sim, é hoje!)
E, mais a sério, cá estaremos para conversar consigo e ajudar a preparar as viagens de sonho que são realmente AS SUAS.
Obrigada por nos ter confiado a preparação das mais de 2.000 viagens à medida que já somamos.
A TravelTailors agradece à Christina Brühl e ao André Narciso o desenvolvimento e implementação deste jogo.
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Viagens de Sonho
quarta-feira, 1 de julho de 2015
MELHORES ARCOS NATURAIS DO MUNDO - ARGÉLIA
No planalto de Tassili (Tassili n'Ajjer) pode-se encontrar até 300 arcos naturais de arenito , numa zona montanhosa localizada perto do deserto do Saara, na Argélia. Os seus cantos e recantos que formam desenhos indisciplinados, são Património Mundial da Unesco desde 1982. Esta estranha paisagem lunar de grande interesse geológico concentra um dos mais importantes agrupamentos de arte rupestre pré-histórica do mundo. As formações geológicas de notável interesse cénico, com arenitos desgastados pela erosão, formam verdadeiras 'florestas de pedra'.
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
MELHORES ARCOS NATURAIS DO MUNDO - MÉXICO
O Cabo San Lucas
localiza-se no extremo Sul da Baja California e é reconhecido como um dos grandes
destinos turísticos do México, a cidade oferece aos visitantes uma extensão de
praia de areias brancas banhadas pelo pacífico, animação e o espetacular arco
natural que serviu no passado de refúgio natural para os navios piratas, que no
século XVI aguardavam a passagem dos galeões espanhóis carregados de ouro e
especiarias. É possível também avistar nas suas águas o espetáculo das baleias,
que migram do Alaska rumo ao Sul.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015
MELHORES ARCOS NATURAIS DO MUNDO - MALLORCA
Na
maior das Ilhas Baleares onde o Mar e o clima do Mediterrâneo conferem à
paisagem uma beleza peculiar, os tons de turquesa espalham-se pelos recantos da
ilha, como Es Pontàs, este arco natural localizado entre Cala Santanyi e Cala
Llombards. Este fenómeno da natureza, isolado do continente mas acessível por
mar, quando este está calmo, ficou conhecido como uma desafiante rota de
escalada para os amantes deste desporto.
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domingo, 8 de março de 2015
A TRAVELTAILORS SOPRA 5 VELAS!
A TravelTailors comemora cinco anos a 8 de Março e convida clientes, parceiros e amigos a juntarem-se à festa. Para comemorar "cinco anos de grandes sucessos, graças aos nossos inestimáveis clientes", a TravelTailors terá a porta aberta a 9 de Março, 2ª feira, e oferecerá bolo de aniversário e bebidas a todos os seus clientes, parceiros e amigos, a partir das 17h00.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Clientes da TravelTailors elegem cinco destinos para conhecer nas suas viagens este ano
| Presstur 15-01-2015 (12h10)Os clientes da TravelTailors apontam Estados Unidos, Japão, Argentina, Inglaterra e São Tomé e Príncipe como destinos preferidos para conhecer este ano, segundo um inquérito feito pela agência, que conclui que a crescente procura pelas viagens à medida “não atenuou com a recessão económica”. A agência de viagens explica que o seu inquérito anual é feito a uma base de 7.631 contactos, de que recolheu 517 respostas, que é composta por quadros superiores, com formação universitária e idades sobretudo entre os 35 e os 54 anos de idade. Os resultados deste ano revelam que “esta população prevê aumentar a frequência das suas viagens em 2015”. Relativamente a 2013, subiu de 40% para 60% a percentagem de viajantes que declara “ter espírito de aventura e gostar de conhecer culturas muito diferentes da sua”. As respostas permitem concluir ainda que aumentou de 42% em 2013 para 55% o número de respondentes que indica preferir “viagens privadas ou à medida”. Os dados da TravelTailors desde 2010, segundo analisa Raquel Ribeiro, sócia da TravelTailors e docente universitária em Sociologia do Consumo, mostram “uma procura crescente de viagens à medida, que não atenuou com a recessão económica”. “A customização e o empoderamento do consumidor são tendências que têm vindo a ganhar relevo neste e noutros segmentos de negócio”, segundo afirma Raquel Ribeiro, citada em comunicado. “As viagens já não representam, para as classes médias e altas, um consumo supérfluo, mas antes uma prioridade de lazer para os agregados familiares, à qual são alocados recursos planeados desde cada vez mais cedo”, conclui, frisando que a “tendência não é apenas portuguesa, mas internacional”. “Outra tendência global”, acrescenta Raquel Ribeiro, é “o poder do passa-a-palavra para recomendar destinos e agências”. |
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quarta-feira, 26 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - MANTA RESORT, TANZÂNIA
Imagine-se num quarto dentro de uma bolha azul turquesa, observando
cardumes de peixes a nadar preguiçosamente por entre recifes. Esta é uma
experiência de fazer parar o coração que o espera num quarto debaixo de
água. A estrutura flutuante oferece três níveis, aqueles acima da água
revestidos em madeira, e cada um uma experiência em si. Não há nada que uma
visita à Ilha de Pemba na Tanzânia não resolva!
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terça-feira, 25 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - CAVE HOTEL, TURQUIA
É romântico sem ser excêntrico. Podemos até dizer que é um regresso às origens de Constantinopla. O Capadócia Elkep Evi Cave Hotel
tem sete quartos incorporados na rocha, sem nunca perder o conforto.
Para completar a experiência visite o Spa e faça um voo de balão de ar
quente ao amanhecer. Imperdível!
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segunda-feira, 24 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - CABANES ALS ARBRES, ESPANHA
É um sonho de infância transformado em hotel para adultos. São dez quartos a 10 metros de altura em versão cabana de madeira, na Sierra del Montseny, a 80 quilómetros de Barcelona. É o reino encantado do descanso e sem vivalma por perto. Só passarinhos e sossego. É caso para dizer "amor e uma cabana (na árvore)" .
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domingo, 23 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - LA BALADE DES GNOMES, BÉLGICA
É um sonho tornado realidade. O melhor quarto deste hotel, ou pelo menos o mais desejado, é o Cavalo de Tróia.
Um cavalinho de madeira com rodas que podia muito bem ter sido usado
pelos gregos, é agora uma suíte com dois andares. Este hotel é indicado
para quem quer conforto e magia ao estilo de um conto de fadas.
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sábado, 22 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - JUMBO STAY HOTEL, SUÉCIA
Dormir num cockpit sem riscos de acidente é o
sonho de qualquer um. Mas poucos terão oportunidade de o experimentar. O
Jumbo Hotel, em Estocolmo, ou melhor, no aeroporto da capital sueca, é
um 747 desactivado e que lhe permitirá dormir como nunca dormiu, nas
nuvens mas com os pés bem assentes em terra. Camas confortáveis, vários
quartos com casa de banho e televisão, num dos mais originais hotéis do
mundo.
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sexta-feira, 21 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - THE OLD RAILWAY STATION, REINO UNIDO
A antiga estação de comboios de Petworth, em
Sussex, foi construída em 1892 para quando o rei Eduardo VII desejasse
visitar uma região da vizinhança. Com o passar dos séculos, a moda dos
comboios extinguiu-se e ficou a estação. Aqui encontrará a oportunidade
de dormir num vagão de comboio sem abanões ou travagens inconvenientes. O
estilo colonial levá-lo-à numa viagem pelo tempo. Para relaxar no Reino
Unido é sempre uma opção!
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quinta-feira, 20 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - CRANEHOTEL, HOLANDA
Se gostou da publicação anterior relacionada com o tema, esta vai
deixá-lo nas nuvens. Que tal uma noite, a dois ,nas gruas que transportam os
contentores para barcos de carga? Foi isso que Willem e Carla pensaram
ao criar o Crane Hotel, em Harlingen, na Holanda. A
cabine é apenas para si e para a sua companhia, mais exclusivo
impossível! Steve Dobson, um dos co-fundadores do site unusual hotels,
diz que foi um dos seus favoritos.
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quarta-feira, 19 de março de 2014
QUARTOS DE HOTEL INVULGARES - CAPSULE HOTEL, HOLANDA
A inspiração poderia ter vindo do filme “O Agente Irresistível”,
em que um agente secreto entra numa cápsula flutuante. Pois bem, houve
quem se lembrasse de transformar esta mítica imagem num hotel. O Capsule Hotel,
em Haia, na Holanda, resume-se a meras cápsulas de salvamento que
"habitavam" as plataformas petrolíferas, com uma cama confortável. São
4,25 metros numa verdadeira nave. Melhor que uma tenda e uma óptima
história para contar aos netos!
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