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domingo, 23 de julho de 2017

Viagens em solidão


Gabriel Garcia Marquez idealizou Cem Anos de Solidão numa vila fictícia e remota da América Latina. As nossas clientes (leitoras ávidas) que já visitaram a Colômbia, onde nasceu o autor, ficaram fascinadas! Ora, na Colômbia dificilmente sentirá solidão. Mas se quiser uma viagem consigo mesmo(a), veja quem se aventurou por sua conta na Polinésia Francesa e na Argentina e no Chile...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Um jardim com vista para o Pacífico

É o Parque Nacional Manuel Antonio, fica na Costa Rica, acolhe 400 mil visitantes por ano e abriga um número respeitável de pássaros e de mamíferos, uma densa vegetação e praias de sonho, com areias douradas e águas azuis.

Fonte: Sousa Ribeiro, Fugas - PÚBLICO



Não gosto de visitar um lugar, mesmo que seja um parque natural, com um guia turístico. E nada tenho contra eles, respeito a sua profissão, simplesmente entendo que retiram espontaneidade à minha incursão, que me abstraem do essencial, da serenidade que espero encontrar, mesmo que nada, sem a ajuda de alguém mais familiarizado com o espaço físico e com os sons, se depare à minha frente, nem um único animal, nem uma única ave, tantas árvores cujo nome desconheço e fazem de mim um ignorante.

É mesmo assim.


Mas, ainda fora do Parque Nacional Manuel Antonio, em cuja direcção caminhara desde a aldeia homónima na presunção de que estava tão próximo, passando pela playa Espadilla Norte, aquela que os mais intímos chamam a primeira praia, com as suas areias brancas, simpatizei desde logo com Manuel Cabalceta Méndez, a desfrutar de uma pausa entre as muitas aventuras que o ocupam, dia e noite, palmilhando os trilhos do parque criado já em 1972, a verdadeira jóia do litoral pacífico que abarca dois mil hectares de terra e 55 mil hectares de água.
Hoje em dia, ser guia turístico representa muito mais do que saber dizer macaco em inglês ou em francês. É necessário conhecer a história do país a fundo, a história natural, política, religiosa, a arte, as tradições, a cultura, ser também um chef, porque não raras vezes os turistas me pedem que lhes envie um email com a receita de um bom ceviche ou de um típico gallo pinto.

As palavras de Manuel Cabalceta Méndez martelam no meu cérebro quando, finalmente, os meus passos vão pisando o trilho que, ao fim de alguns metros, me conduz a uma cascata. Percorro o sendero La catarata, não mais de 900 metros, até apreciar a água a cair, não muita, porque a época das chuvas permanece distante e regresso, logo de seguida, ao caminho que todos pisam mal entram no perímetro do parque.  

Uma certa quietude, agora que todos estão mais para a frente, permite-me reflectir sobre o país dos ticos, onde se esconde 6% da biodiversidade mundial, esse território banhado pelas águas do Pacífico e do mar das Caraíbas, um paraíso constituído por bosques tropicais, lagos, vulcões e praias que abrigam espécies vegetais e animais extraordinárias — o Instituto Nacional da Biodiversidade calcula que haverá pelo menos um milhão neste autêntico jardim zoológico tropical claramente abençoado pela natureza.


Emissão zero

Embrenho-me pelo parque Manuel Antonio mas sinto dificuldade em afastar-me da realidade do país, do facto de mais de 25% de uma área total ligeiramente superior a 50 mil km2 (e não mais de 4, 8 milhões de habitantes) ser declarado Reserva Nacional, o que corresponde a uma das mais elevadas percentagens mundiais. Por momentos penso naqueles que, erradamente, buscam na Costa Rica ruínas pré Colombo ou vestígios de cidades coloniais; o património do país é a força da natureza, uma Arca de Noé em todo o seu esplendor — não há, na América Central, outro país que proporcione tantos mimos, com tanto esmero, ao meio ambiente.

Sigo em frente, ao longo do trilho El Perezoso, e a presença de um preguiça, trepando vagarosamente pelo tronco esguio de uma árvore, faz desde logo justiça ao nome; depois desvio-me para o passadiço construído há dois anos, correndo quase paralelo ao trilho e muito mais tranquilo. Por entre a ramagem espessa, avisto um tucano com tonalidades azuis e amarelas — aviso aqueles que se aproximam, como quem desempenha o papel de guia, substituindo Manuel Cabalceta Méndez.

Aqui e acolá penso nele, nas suas palavras sábias.

- Claro que o turista que visita a Costa Rica vem com a intenção de fazer turismo natural, ecotours, actividades de aventura, espairecer. Se quer ver Cadillacs antigos e beber mojitos escolhe Cuba como destino. Há muitos animais, belos e interessantes, na Costa Rica mas mais de 90% dos meus clientes, ao longo das minhas caminhadas guiadas, espera ver um preguiça ou um macaco — são, sem dúvida, independentemente da idade dos turistas, os animais mais populares.

- Temos o turista sério e exigente, que sabe o que quer, o turista descontraído sem grande interesse científico, que apenas quer apreender um pouco da nossa cultura e das nossas tradições, e o turista que simplesmente não sabe em que país está, que nada sabe da geografia mundial ao ponto de me perguntar em que ilha estamos.


Varanda com vista

A Punta Catedral foi, em tempos, uma ilha mas está ligada ao continente por uma estreita faixa que separa duas praias, a Espadilla Sur e a Manuel Antonio. Bem perto destas, está um miradouro que as árvores, com as suas copas altas, pouco deixam ver, a não ser um pássaro ou outro, mais o céu azul — quando desço encontro um macaco que se esconde atrás de uma das vigas de cimento sobre as quais está construída a torre de observação e exibe-se por instantes, em frente a um telemóvel que o eterniza; logo depois, mostra-se indiferente ao interesse dos curiosos, enquanto outros, caminhando sobre o trilho que corre junto à praia, vão lutando em cima da areia que se levanta, motivando mais e mais fotografias.

As ondas do mar chegam arrebatadoras, não há nelas qualquer manifestação dócil, arrastam a areia na sua cavalgada e, para o outro lado, batem com força sobre os rochedos, lançando um lençol de espuma que sobe no ar; caminho, a maior parte das vezes entregue à minha solidão, e avisto ao longe a praia por onde passara, às primeiras horas da manhã, território de surfistas e de alguns casais que se estendiam nas suas camas dispostas sobre as areias, fitando pequenas ilhas recortando-se naquele mar infinitamente azul, aqui e acolá sobrevoadas por pássaros que riscavam o céu. O parque Manuel Antonio tem, na verdade, visitantes a mais, mas tem, da mesma forma, algumas das praias mais bonitas do mundo — difícil é, por vezes, compreender por que designam a Espadilla Sur como a segunda praia, a playa Manuel Antonio como a terceira, a playa Puerto Escondido (a de mais difícil acesso) como a quarta, finalmente, no meio de toda esta confusão, a Playita (mais procurada pela comunidade homossexual, que de há muitos anos a esta parte vê Manuel Antonio como destino de sonho mas também porque a homossexualidade foi descriminalizada na Costa Rica já na década de 1970) como a quinta. São cinco praias, o melhor mesmo é não as contar, como fazem alguns, começando pela Espadilla Sur, o que provoca desde logo um certo desassossego nos seus cérebros, que apenas deviam estar disponíveis para admirar a magnificência de um lugar pouco dado a números.



Quando deixo o trilho principal, hesitando na bifurcação, opto pelo que parte à minha direita, iniciando uma descida pouco íngreme que dentro em breve se abre para o mar, para águas onde não tardo a mergulhar antes de estender a minha toalha sobre areias douradas, testemunhando o clamor das vagas ou simplesmente observando aqueles que, na sua errância pausada, deixam marcas sobre a areia húmida, com um olhar sonhador que me faz adivinhar que provavelmente nunca estiveram em lugares tão bonitos como este que lhes serve de cenário.

Fico feliz por eles. E por mim, pela panorâmica que me é dada a contemplar.

Caminho um pouco mais, quase sempre em silêncio, mas expectante, atento, fitando as árvores que sobem no céu de um azul puro; cruzo-me com um ou outro casal, aqui e ali avisto um animal, detenho-me e incito-os a observarem, mesmo que a minha missão se revele por vezes difícil, até que acabo por seguir o meu trajecto que me leva, daí a pouco tempo, até uma espécie de varanda de onde avisto o mar em toda a sua beleza, ao mesmo tempo que, em baixo,  sob o penhasco que cai na vertical, escuto o rugido das águas, quebrando-se com impaciência contra as rochas, como música para os meus ouvidos que não escutam, daí a pouco, o lento rastejar de um lagarto que, em cima de uma pedra, ao sol, abre a sua boca como alguém que pretende, de uma só vez, abarcar toda a beleza do lugar, como se aquele fosse um momento único, sublime, incapaz de se repetir por muitos anos que a vida, como o mar que continuo a avistar, se perfile no horizonte.

Servindo-me de outro trilho, subindo uma vez ou outra, vendo o sol filtrando-se por entre os ramos das árvores, chego à praia onde os turistas se banham, onde outros se abrigam dos raios fortes do sol, onde alguns, ainda, se divertem observando os macacos que estão mais interessados no conteúdo dos seus sacos do que em serem fotografados ou apreciados nas suas acrobacias — afinal, o mundo é mesmo assim, cada um, consciente ou inconscientemente, faz aquilo que mais lhe interessa. 

Faço o caminho de regresso, quase não há turistas a esta hora, o parque parece-me mais belo do que nunca, entregue a si próprio, à sua beatitude; agora, porque o dia avança, não há animais, nenhum guia me poderia apontar um, talvez me pudesse indicar apenas o nome desta ou daquela árvore, fazer com que levantasse o olhar e lhe agradecesse.

É mesmo assim, pura vida! A TravelTailors já lá esteve com os nossos clientes, que não puderam deixar de recomendar este destino! Veja só o que já preparámos para a Costa Rica



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CIDADES ROMÂNTICAS: CARTAGENA





As casas com as suas varandas características, o aroma das flores e da brisa marítima e asimpatia dos habitantes locais tornam Cartagena, na Colômbia, numa cidade com vida e cor, onde o romance pode ser vivido em cada recanto. A Plaza de los Coches é uma das zonas mais características da cidade, onde é possível apreciar a arquitectura colonial, caracterizada pelas casas de cor pastel, enquanto passeia numa carroça. A cidade foi declarada em 1984 como Património Mundial da Humanidade.

Deixe-se deslumbrar por Cartagena.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Receita típica da Colômbia: PAPAS CHORREADAS


Ingredientes:
1 colher de sopa de coentros fresco (ou ½ colher de sopa de salsa e ½ de orégãos)
2 colheres de sopa de manteiga
1 chávena de chá de queijo fresco ou mozzarela picada
½ chávena de chá de cebola picadinha
½ chávena de chá de creme de leite
2 cebolinhas verdes picadas, cortadas na altura de 2cm do talo verde
8 batatas grandes, cozidas com a casca, descascadas
5 tomates sem pele e sementes
2 dentes de alho picados
Cominhos em pó
Pimenta
Sal

Preparação:
Doure na manteiga o alho, as cebolinhas e a cebola, até ficar transparente.
Junte os tomates, os coentros (ou substitutos), o sal, a pimenta (moída na hora, de preferência) e os cominhos.
Deixe cozinhar até reduzir de volume.
Acrescente o queijo e o creme de leite e deixe no fogo até derreter.
Coloque as batatas numa tigela e cubra com o molho.

Conheça a Colômbia aqui

quarta-feira, 13 de março de 2013

Colômbia a la cumbia


Descubra os segredos mais bem guardados da América do Sul, nesta aventura por montanhas verdejantes, aromáticas plantações de café e praias magníficas. Conheça o coração colonial de Bogotá e relaxe em areais com palmeiras ao longo da costa do Caribe. Se procura uma aventura cheia de ritmo, música, cor e vida, salte a bordo desta viagem e viva o melhor que a Colômbia.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Destinos onde ninguém vai




Tem espírito pioneiro e alergia à vulgaridade? O carimbo “We Dare You” convida a descobrir países ou regiões ainda inexplorados pelo turismo de massas, para onde muito poucos portugueses viajam ainda, quer seja por desconhecimento, preconceito ou falta de oferta. Os programas "Rota da Seda", “Etiópia: montanhas Simien e Rota Histórica”, “Coreia Multicolor”, “Colômbia a la cumbia” e "Da Transilvânia ao Mar Negro" são algumas estreias nesta série. Também em Portugal encontrará recantos secretos, como as yurts da Serra da Estrela ou o hotel de charme Areias do Seixo, que terá o prazer de conhecer em paz; deixamos-lhe algumas ideias. Veja as opções que sugerimos, visite o nosso site ou desafie-nos a elaborar a sua viagem de sonho.
Se aqueles de quem gosta adoram viajar, tem a possibilidade de oferecer-lhes um vale TravelTailors, que poderá ser usado numa lua-de-mel, numa escapada cultural, num aniversário memorável ou mesmo numa volta ao mundo!
Espreite ainda o nosso novo espaço, em Oeiras e apareça quando quiser!

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Rota da Seda
Rota da Seda
Terras de sol, desertos e vales férteis, por aqui passaram as caravanas da Rota da Seda, que transportaram também as suas lendas e tradições...Os seus ex-líbris são as suas fascinantes madrasas e mesquitas, os imponentes minaretes, palácios e mausoléus, com uma arquitectura majestosa que evoca o esplendor de Alexandre, o Grande e de Genghis Khan...
Antecipe algumas emoções nesteprograma.
A partir de €1.540 por pessoa, com voos.

Montanhas Simien e rota histórica da Etiópia
Etiópia
Sabia que a Etiópia é um país cheio de montanhas e vegetação? Aqui nasce o Nilo Azul, pontuam monumentos UNESCO e vivem muitas etnias diferentes. A flora e a fauna são inigualáveis. Nestas viagens, pode combinar trekking com descoberta cultural ou conhecer os monumentos mais impressionantes deste país africano atípico, com forte legado cristão e uma paisagem verdejante. Contacte com as diversas tribos que enriquecem a sua cultura. Qualquer uma será das mais originais viagens que já fez!
Pode ver detalhadamente os nossos programasEtiópia: Montanhas Simien com trekking e Etiópia: rota histórica clássica.
A partir de €2.490 por pessoa, com voos.

A alegria da América Central e do Sul



Quer vá pela imensidão dos espaços, pela altura das montanhas, pela antiguidade dos monumentos ou pelo calor das gentes, enrede-se no ritmo da América Latina, de Norte a Sul, do Pacífico ao Atlântico.
A aridez do Norte do México converte-se em frescura ao descer os Andes. A música dos mariachis vai dando lugar à salsa e à cumbia que se dança na Costa Rica e na Colômbia e, mais a sul, ao tango sensual de Buenos Aires.
Terá muita dificuldade em desempatar tantas maravilhas, mas aqui ficam as nossas favoritas: as cidades coloniais de Zacatecas e Guanajuato, a magia de Uxmal e a frescura de San Cristóbal de las Casas no México; a riqueza natural do Parque Tortuguero na Costa Rica; o encanto de Cartagena de las Índias na Colômbia; a doçura do povo peruano e o esplendor do seu património natural e arquitectónico; as Torres del Paine e a região dos Lagos no Chile; o desalinho das agulhas de gelo do Glaciar Perito Moreno na Argentina; o fragor das Cataratas de Iguaçú, na fronteira argentino-brasileira e a nostalgia de Colonia de Sacramento, no Uruguai, tão importante para a memória portugesa.

Ritmos e cores, do México à Argentina

México, encanto colonial
Este percurso leva-nos ao México profundo, cheio de monumentos prodigiosos da época colonial espanhola, serenatas de mariachis e estradas a alongar-se no horizonte. Encontraremos poucos turistas e muitas maravilhas. Veremos igrejas barrocas profusamente decoradas, ruelas e miradouros românticos, jardins e fontes a suavizar o calor, festas e romarias. Experimente um país autêntico! Saiba mais aqui.
Desde €1.950 por pessoa.

Colômbia a la cumbia
Descubra os segredos mais bem guardados da América do Sul, nesta aventura por montanhas verdejantes, aromáticas plantações de café e praias magníficas. Conheça o coração colonial de Bogotá e relaxe em areais com palmeiras ao longo da costa do Caribe. Se procura uma aventura cheia de ritmo, música, cor e vida, salte a bordo desta viagem e viva o melhor que a Colômbia tem para oferecer.Saiba mais aqui.
Desde €1.935 por pessoa.
O melhor do Peru
Conheça a doçura do povo peruano, enquanto se deslumbra com as maravilhas naturais e arquitectónicas deste país acolhedor. Nesta viagem passará por Lima, Pisco, Paracas, Nazca, Arequipa, Cañón del Colca, Puno e Lago Titicaca, Cuzco, Vale Sagrado e Machu Picchu. Saiba mais aqui.
Desde €2.510 por pessoa.
Brasil, um retiro no paraíso
Purifique corpo e mente neste programa de 7 dias na luxuriante e paradisíaca Ilha Grande, junto à costa carioca - uma combinação de actividades no exterior (caminhada, caiaque,...) com yoga e meditação, acompanhadas por uma alimentação natural e saudável, numa pousada de charme partilhada no máximo por 12 pessoas. Ao longo da semana, divirta-se ainda com manifestações de arte e cultura brasileira! Saiba mais aqui.
Desde €2.520 por pessoa.
Chile, Argentina e Uruguai, por lagos, mares e cascatas
Conheça o melhor das paisagens urbanas e naturais destes países abençoados - unidos pela geografia, mas com fortes contrastes culturais. Passe as fronteiras de barco através dos Lagos e do Mar del Plata. Deslumbre-se com a vastidão da Patagónia:será difícil escolher entre Bariloche, Perito Moreno, Calafate, Ushuaia ou Iguazu e resistir ao apelo do tango! Conheça o património português de Colonia. Saiba mais aqui.
Desde €5.350 por pessoa. p>
Argentina Espectacular
Visite lagos e montanhas espectaculares, glaciares milenares e Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. Para além do contacto com os animais em liberdade da Peninsula Valdés, viverá experiências irrepetíveis que perdurarão para sempre na sua memória. Saiba mais aqui.
Desde €3.420 por pessoa.