Mostrar mensagens com a etiqueta japão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta japão. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A Laura foi à descoberta da Terra do Sol Nascente - parte 7

A Laura decidiu ir à descoberta da cultura ancestral do Japão no passado Setembro. Estamos agora na recta final, os últimos dias em Tóquio (e arredores), com muito para explorar. Em nome próprio, a Laura conta as suas aventuras na Terra do Sol Nascente.


Tóquio, um final mesmo em GRANDE

Chegámos a Tóquio já pelas 17h. Se em Osaka nos sentimos umas formigas, em Tóquio não somos mais do que meros átomos! À primeira vista, Tóquio intimida pelo tamanho dos prédios e das ruas, pelos muitos sinais coloridos e publicidade, e pela quantidade de pessoas que circulam a pé e de carro. Mas depois percebemos que é fácil e agradável caminhar pela cidade e, que, apesar de ser uma das maiores cidades do mundo, o sentimento de segurança é absoluto. 

O nosso guia mostrou-nos os meeting points das visitas guiadas dos próximos dias e teve a simpatia de nos levar ao Tokyo Metropolitan Government Building que tem um observatório (gratuito!) no último piso de onde se vê a cidade – e digo-vos que é impressionante ver tamanha extensão de cidade iluminada. Fomos depois de táxi para o hotel.


Photo by Laura Filipe

Despedimo-nos do nosso guia, fizemos check-in, descansámos 5 minutos e fomos ao bairro electrónico de Shinjuku (uma mini Akihabara) para comprarmos um cartão de memória para a máquina fotográfica (2000 fotos and counting…) e jantar perto da estação. Aproveitámos para tentar novamente a nossa sorte nas máquinas de prémios, mas sem sucesso.

No dia seguinte, 1/10 (3ªfeira), levantámos cedo, tomámos o pequeno-almoço (ocidental, simples, mas satisfatório) e fomos para o ponto de encontro da visita a Tóquio – a estátua LOVE.

A visita é boa para uma primeira abordagem a Tóquio, pois permite ficar com uma noção de onde estão as principais atracções e bairros e ambientarmo-nos à cidade e ao seu movimento. Estou convencida de que é melhor terminar a viagem em Tóquio do que começar por aqui – o choque em termos linguísticos e culturais é menor (e de complexidade dos transportes públicos, que mais parecem labirintos! – só a estação de Shinjuku tem mais de 200 saídas diferentes. I know, right?!) e, literalmente, acaba-se em grande!

Durante a visita parámos para ver o Meiji Shrine que, sendo bonito e de elevada importância, é dos mais simples que vimos ao longo da viagem. Valeu pela oportunidade de ver o final de um casamento tradicional xintoísta, e pela localização do shrine, totalmente rodeado por vegetação.

Photo by Laura Filipe

Outra paragem foi no Jardim Exterior do Palácio Imperial de onde se avista o topo do Palácio e a ponte Niju-bashi. Novamente, é um local bonito, especialmente por ser uma mancha verde no meio de uma cidade de arranha-céus, mas tanto o castelo de Osaka como o de Himeji são muito superiores em beleza. É até um pouco anti-climático. Supostamente, o Jardim Este será mais bonito, mas não tivemos oportunidade de espreitar. Seguimos para o Templo de Senso-ji, realmente bonito!, mas way too crowded. A Rua Nakamise tem muitas opções de lojinhas, mas demasiadas pessoas para se conseguir desfrutar. O que não nos impediu de conseguir comprar mais um souvenir...

O almoço foi num restaurante habitualmente frequentado por lutadores de sumo, em que experimentámos hot pot. Foi uma experiência interessante, apesar de não apreciarmos particularmente a comida.

Depois de almoço, fomos visitar a Skytree Tower, com vistas fabulosas de Tóquio e até do Mt. Fuji, que nos fez um pequeno sorriso lá ao fundo, por entre as nuvens. Fizemos depois uma pequena paragem pela Aqua City (onde está uma pequena réplica da Estátua da Liberdade) em frente à Baía de Tóquio. O dia terminou com um cruzeiro pela Baía de Tóquio ao pôr-do-sol. Espectacular!


Photo by Laura Filipe

De volta à estação de Shinjuku, fomos visitar o Cat Café Calico, um dos mais recomendados em Shinjuku. Não podia sair do Japão sem experimentar, não é? Éramos os únicos ocidentais. Dá ideia que os japoneses frequentam estes cafés para desanuviar e esquecer as preocupações do dia-a-dia. E o que é melhor para isso do que uma série de bolas de pêlo adoráveis? Que são também muito interesseiras, porque os gatinhos estão habituados a ser alimentados. Ainda assim, uma experiência muito gira!

Fomos depois jantar num pequeno Pizza Wine Bar perto do nosso hotel, com um nome muito peculiar e comemos umas pizzas decentes, com um atendimento super atencioso. A menção ao restaurante é um detalhe engraçado, pelo que aconteceu no dia seguinte…

No dia seguinte, 2/10 (4ªfeira), fomos ter ao Keio Plaza Hotel (perto da estação de Shinjuku e da estátua LOVE) para o passeio de dia inteiro a Nikko. A visita vale imenso a pena, só peca pelas horas de autocarro. Cerca de 2h30 para lá e 3h no regresso, com paragens técnicas, claro.

O santuário Nikko Toshogu é impressionante, e, atrevo-me a dizer, o mais bonito que vimos durante toda a viagem! Ao entrar, encontramos um grupo de armazéns ostensivamente construídos. Das muitas esculturas de madeira coloridas e elaboradas que decoram os armazéns, as mais famosas são as dos macacos "see no evil, speak no evil and hear no evil" e os elefantes de Sozonozo ("elefantes imaginados") esculpidos por um artista que nunca tinha visto elefantes. É também o local de descanso final de Tokugawa Ieyasu, o fundador do Shogunato de Tokugawa que governou o Japão por mais de 250 anos, até 1868.

Tivemos um almoço de comida japonesa, bastante bom, e seguimos para ver a Cascata de Kegon. É uma queda de água impressionante e será particularmente bonita no Outono, em que todo o verde da vegetação à sua volta se cobre em tons de laranja e vermelho. Visitámos, por fim, o Lago Chuzenji, na base do Monte Nantai – uma bela paisagem!

Photo by Laura Filipe

O autocarro deixou-nos novamente em Shinjuku e, como estávamos cansados e tínhamos de preparar o que íamos ver por nós no dia seguinte (visto que continuávamos sem dados móveis…), decidimos jantar novamente no mesmo restaurante do dia anterior, ao pé do hotel.

Ficámos ao lado de um casal japonês com ar de CEO’s de uma grande empresa e que, especialmente no fim da refeição, ficaram muito interessados em nós, provavelmente por falarmos algumas palavrinhas de japonês com a menina que nos estava a atender. Perguntaram de onde éramos, se estávamos de férias, e qual era o nosso “business”. Descobrimos (através do seu inglês muito insuficiente e acompanhado do que julgávamos ser o início de uma pequena bebedeira) que o senhor era chairman de uma empresa conhecida; deu-nos o seu cartão e pediu-nos para o contactarmos. Quais as hipóteses de um par de turistas portugueses cansados (e já um pouco maltrapilhos, admita-se), no fim de um dia de visitas, num pequeno restaurante numa ruazinha de Shinjuku, se sentarem ao lado de tal pessoa? Surreal.

No dia seguinte, 3/10 (5ªfeira), andámos o dia todo por nós e batemos o nosso recorde nesta viagem – quase 32 mil passos! Os meus pés estavam a precisar de regressar ao trabalho para descansar das férias… De sublinhar também que, nem hoje, nem no dia seguinte nos perdemos ou enganámos nos transportes públicos! Uma parte dever-se-á a sermos duas pessoas minimamente desenrascadas, mas de resto, é pura sorte, porque Tóquio é um labirinto de metros e comboios! Mais uma razão por que é melhor terminar em Tóquio: já se está mais ambientado à forma de funcionar dos transportes e dos cartões pré-pagos.

Começámos o dia por ver o Museu Team Borderless (são cerca de 30 minutos desde Shinjuku). Convém comprar os bilhetes pelo menos com um dia de antecedência ao dia pretendido para a visita, pelo que comprei no site deles com cartão de crédito no dia anterior. No dia da visita basta apresentar o e-ticket na bilheteira (eles têm free wi-fi e uma aplicação para se interagir com as exposições).


Photo by Laura Filipe

Não sei como descrever o Museu por palavras, mas é totalmente imersivo, inesquecível, e diferente de tudo o que alguma vez vi. Diria que é visita absolutamente obrigatória em Tóquio. Os preços não são meigos, mas valeu muito a pena! É fácil ficar 2 horas no Museu sem nos cansarmos, porque as exposições não têm ordem e não são estanques, sendo até aconselhável visitar a mesma sala mais do que uma vez.

Do Museu caminhámos 3 minutos a pé até ao Venus Fort (centro comercial) para visitarmos uma das lojas oficiais dos Studios Ghibli, já que eu sou apaixonada por all things Ghibli, e, claro, não resistimos a comprar (mais) alguns souvenirs… Para os amantes de Ghibli, existe também um Museu muito, muito giro (que terá de ficar para a minha próxima visita ao Japão…), para o qual é necessário obter bilhetes com bastante antecedência, porque esgotam num ápice assim que são postos à venda.

Do Venus Fort apanhámos transportes para ir até ao Tsukiji Market, o antigo mercado de peixe, que entretanto foi substituído pelo Toyosu (na área de Odaiba) que é onde agora se fazem os famosos leilões de atum. No entanto, a parte de fora do mercado de Tsukiji ainda funciona e as ruas à sua frente estão repletas de restaurantes com peixe fresco – aproveitámos para experimentar sushi novamente.

Antes de irmos para o mercado, na estação de Shiodome vimos o relógio da Nitelle Tower, de estilo steampunk, inspirado num dos filmes de Hayao Miyazaki (Studios Ghibli). De acordo com o Dr. Google, o relógio ganha vida uns 5 minutos antes das 12h, 15h, 18h e 20h, mas como chegámos perto das 13h julgámos que íamos apenas tirar meia dúzia de fotografias e seguir para o mercado. No entanto, assim que nos aproximámos do relógio, este começou a dar música e, pouco depois, os seus mecanismos entraram em acção. Foi um momento muito giro e, decididamente, um grande golpe de sorte.

Depois do mercado, visitámos os Hamarikyu Gardens ali perto, um dos mais bonitos de Tóquio. Nem se sente que se está numa metrópole gigante de tão pacífico que é.


Photo by Laura Filipe

Gastámos o resto da tarde e o início da noite em Akihabara, que é uma perdição para quem goste de electrónica e cultura otaku (isto é, amantes – principalmente – de manga e anime). Já perceberam porque quase chegámos aos 32 mil passos, certo?

Um episódio engraçado a caminho de Akihabara: toda a viagem fomos comentando que não se viam portugueses. Parados num semáforo a caminho de Akihabara, reparei que o casal ocidental que parou ao nosso lado estava a usar o Google Maps e comentei: “estes senhores têm net”, ao que o Luís me responde prontamente em tom invejoso “porcalhões!”, e eu continuo “devíamos perguntar como é que fizeram”, e nisto o senhor do casal responde em português de Portugal “são portugueses?!”. Desatámos os dois a rir, falámos com o casal (que também ia para Akihabara, claro) e prometemos a nós próprios ter mais cuidado da próxima vez - afinal os portugueses estão mesmo em todo o lado.

Depois de termos percorrido todas as lojas possíveis à procura de uma boneca Qposket da Mulan (que acabámos por encontrar numa loja muito apertadinha chamada, imaginem… Mulan), apanhámos o metro de regresso a Shinjuku, jantámos por ali, e fizemos o resto do caminho até ao hotel. Perdidos de cansaço, ainda preparámos o itinerário para o dia seguinte para aproveitarmos o tempo antes de apanharmos o autocarro para o aeroporto.

No dia seguinte, 4/10 (6ªfeira), acordámos cedo mais uma vez, tomámos o pequeno-almoço e fizemos check-out do hotel, pedindo à recepção para nos guardar as malas.

Fomos mais uma vez para a estação de Shinjuku apanhar os transportes para Harajuku e a famosa Takeshita Street. Harajuku é um bairro jovem, mais conhecido pelas lojas de maquilhagem e de roupa alternativa. Quando chegámos, a rua estava praticamente deserta e as lojas ainda fechadas. Caminhámos calmamente pela rua, observando o tipo de lojas existentes (bijuteria, roupa de todos os tipos, maquilhagem, owl café, entre outras). Quando começaram a abrir espreitámos algumas. Como era dia de semana e bastante cedo, o movimento não era muito. Creio que ao fim-de-semana seja bem mais animado.

Da Takeshita Street fomos ver Shibuya Crossing, a mais famosa passadeira do Japão, e onde se encontra a estátua de Hachiko. Lá fiquei na filinha para fotografar a estátua, e depois subimos ao Magnet by Shibuya 109 porque li que dali se tinha uma óptima vista aérea para a passadeira. E é verdade! Paga-se o bilhete base e, quem quiser, pode pagar um extra para usar a câmara que têm no topo do edifício para umas fotografias mais artísticas. Passámos aqui algum tempo a observar a confusão de pessoas e carros lá em baixo – nem imagino como seja em hora de ponta!


Photo by Laura Filipe

De Shibuya, fomos para Roppongi Hills (mais propriamente para a Mori Tower) que, além de restaurantes muito upscale, tem um deque de observação da cidade fabuloso e o Mori Art Museum. Comprámos os bilhetes para ambos e desfrutámos de belas vistas da cidade, incluindo da Torre de Tóquio. Vimos depois a exposição The Soul Trembles de Shiota Chiharu no Mori Art Museum, que foi estranha, mas interessante.

Almoçámos na base da Mori Tower, e tínhamos planeado ainda ir à Torre de Tóquio e ao Shinjuku Gyoen Garden, este último já perto do nosso hotel. Mas, honestamente, estávamos para lá de cansados, pelo que decidimos ir calmamente para o hotel, apanhar as malas, e irmos para o terminal de autocarros em frente à estação de Shinjuku, que é de onde saem os autocarros express para o aeroporto. 


Photo by Laura Filipe

O autocarro chegou a horas e a viagem para o aeroporto foi rápida. O aeroporto é grande, mas fácil de navegar e, quando demos por nós, já estávamos no avião a caminho do Dubai onde tínhamos uma escala grande o suficiente para darmos uma voltinha. Que foi o que fizemos com um guia local, muito conhecedor e muito amável. Honestamente, não fiquei fã do Dubai. Tem prédios impressionantes e o seu ritmo e capacidade de construção são incríveis, mas falta-lhe alma. E é absurdamente quente (as pessoas que gostam de calor e praia que me perdoem), mas não podia deixar passar a oportunidade de visitar.

Chegámos a Portugal ao fim do dia 5 de Outubro, Sábado. Passei o resto do fim-de-semana a sentir que não tinha regressado a casa. Mais parecia que tinha deixado a minha casa lá no Japão e tinha voltado para um país que, sendo familiar, não era o meu. Aquela rotina não era a minha. Eu já não me encaixava aqui. E estava genuinamente triste por ter regressado.

É claro que essa sensação passou. O que ficou foi a certeza de que esta foi a viagem da minha vida e que, apesar de ter ainda muitas maravilhas no mundo para ver e para explorar, nenhum destino jamais se poderá comparar ao país que, juntamente com Portugal, levarei para sempre no coração.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Roteiro de viagem no Japão (18 dias)


Descubra o Japão pelo roteiro de 18 dias de Filipe Morato do blog Alma de viajante.

O Japão é um país fascinante, diversificado e geograficamente muito vasto. É por isso que planear uma viagem ao Japão é tão difícil. O roteiro proposto tem 16 noites / 18 dias de duração e centra-se no eixo Tóquio – Kanazawa – Hiroshima – Kyoto.


Muito ficou de fora, é certo, mas posso dizer que este itinerário permite conhecer muito do melhor que o país tem para oferecer, a um ritmo equilibrado. Só tenho mesmo pena de não ter ido ao Monte Koya – que, mesmo sem conhecer, aconselho vivamente a incluir no seu roteiro no Japão, especialmente se tiver 14 ou mais dias para dedicar ao país.

Dito isto, encare este roteiro de viagem ao Japão como um ponto de partida para elaborar o seu próprio itinerário, de acordo com os seus interesses e tempo disponível. Vamos a isso!

Dia 1: chegada a Tóquio

O primeiro ramen da viagem, no restaurante Afuri em Harajuku

Cheguei ao aeroporto de Narita, localizado a mais de 60 quilómetros do coração de Tóquio, ao início da noite, razão pela qual nada fiz neste dia. Apanhei o comboio entre Narita e o centro de Tóquio e instalei-me no meu micro apartamento na zona de Harajuku; já passava da meia-noite quando fui comer o primeiro de vários ramen ao Afuri, antes de ir dormir e tentar recuperar do jet lag.

Dia 2: Tóquio (Tsukiji, Ginza, Palácio Imperial)

De manhã cedo, fui visitar o Mercado Tsukiji, tido como o maior mercado grossista de peixe do planeta. 

Depois atravessei o bairro de Ginza em direção ao Parque Hibiya e, sem qualquer planeamento, acabei por aproveitar uma coincidência de horários e integrar uma visita guiada ao Palácio Imperial (que não recomendo).

De regresso à minha base em Harajuku, fui conhecer o café Deus Ex-machina, que viria a ficar entre os meus cafés favoritos em Tóquio. Para terminar, segui a pé até Shibuya para jantar, sentir a cidade de Tóquio à noite e vislumbrar o famoso cruzamento. Foi um dia muito preenchido e extenuante.

Dia 3: Tóquio (Asakusa, Ueno, Shimokitazawa)

De manhã, aproveitei para caminhar pela zona residencial de Omotesando, um bairro bem tranquilo de que gostei muito. O objetivo era conhecer mais um café que tinha referenciado e depois apanhar o metro para Asakusa, onde visitei o demasiado movimentado Templo Senso-ji.

Estando na parte leste da cidade, aproveitei para conhecer o Parque Ueno e, num impulso, acabei por visitar uma zona menos conhecida de Tóquio chamada Yanaka. Ia à procura do lado mais tradicional da capital japonesa (depois de ler uma caixinha de texto num guia de viagens), mas acabei desiludido.

Foi então que, aproveitando a excelente rede de metro de Tóquio, continuei para Shimokitazawa, o bairro vintage de Tóquio – seguramente um dos bairros mais interessantes da capital japonesa.

Longe de terminado, o dia ainda me reservava duas experiências que a todos recomendo. Para jantar, fui comer yakitoris ao chamado Piss Alley, junto à estação de Shibuya; e, depois, houve ainda tempo para ir beber um copo a Golden Gai, a área mais surpreendente da movida de Tóquio. Só então chegou a hora de descansar para a visita a Nikko, programada para o dia seguinte.

Dia 4: Daytrip a Nikko

Gojūnotō, o pagode de cinco andares do complexo de templos de Nikko
Dia quase inteiramente dedicado a visitar Nikko e o seu complexo de templos classificado pela UNESCO como Património Mundial no Japão.

De regresso a Tóquio, tive ainda tempo para conhecer Akihabara, a meca da eletrónica e do anime, onde me impressionei com as pachinko e visitei a incrível loja Mandarake. É outro mundo!

Nota: Apesar da viagem ser mais longa, comprei o Japan Rail Pass apenas para 14 dias e, contas feitas, decidi não o usar no início da viagem. Ativei-o para ser válido a partir deste dia e, assim, usei-o desde este momento até terminar a viagem, no aeroporto de Osaka. Só não o tive disponível, portanto, para a viagem do aeroporto de Narita para Tóquio e para o metro nos primeiros dias.

Dia 5: Tóquio

Convidados usando o tradicional kimono num casamento que presenciei no Templo Meiji Jingu, Tóquio.

Tinha deixado para um domingo a exploração da zona de Harajuku, muito especialmente o Parque Yoyogi e toda a área envolvente. É o dia em que as cosplay se juntam em Harajuku!

Neste dia, assisti a múltiplos casamentos no Templo Meiji Jingu; percorri a Rua Takeshita, apreciando as cosplay afirmando a sua individualidade; fui tomar café ao Little Nap Coffee Stand, seguramente um dos melhores cafés de Tóquio (pelo menos para mim); passeei no Parque Yoyogi de manhã e de tarde, apreciando a diferente “fauna” que o frequenta; e tive ainda oportunidade de percorrer a Avenida Omotesando e de experimentar um restaurante vegetariano divinal.

Dia 6: Jigokudani e Matsumoto
Não estava originalmente nos planos mas, à última hora, acabei por decidir visitar os macacos das neves de Jigokudani. Queria formar opinião sobre essa “atração”.

Para isso, acordei muito cedo e segui de comboio de Tóquio para Nagano. Mesmo em frente à estação de comboios de Nagano, apanhei um autocarro até perto do parque Jigokudani, onde todas as manhãs os macacos das neves se banham nas águas quentes da região.

Depois regressei a Nagano, onde almocei uma deliciosa soba e parti novamente de comboio para Matsumoto. Estava cansado, pelo que apenas deu para um passeio noturno em busca de um local para jantar e pouco mais.

Dia 7: Matsumoto e ryokan nos Alpes Japoneses

O principal motivo da minha passagem por Matsumoto era visitar o seu castelo, tido como um dos mais importantes do Japão. Foi o que fiz durante a manhã.

À tarde, rumei de autocarro a Okuhida Onsen, onde vivenciei uma das experiências mais aguardadas desta viagem: pernoitar num ryokan com onsen (águas termais) privativo e provar uma refeição ao melhor estilo kaiseki. Uma experiência que, não sendo barata, aconselho vivamente pelo menos uma vez na vida.

Dia 8: Takayama

No dia seguinte, com a alma e o estômago deliciados pelo pequeno-almoço tomado no ryokan, apanhei novo autocarro para Takayama, uma cidade com um mercado matinal muito interessante (estava quase a fechar quando cheguei) e uma zona histórica repleta de casas tradicionais de madeira, que explorei tranquilamente. E assim passei a tarde, passeando pelas ruas charmosas de Takayama.

Dia 9: Shirakawa-go


Queria conhecer as casas de arquitetura de estilo gassho-zukuri, típicas das aldeias das regiões alpinas de Shirakawa-go e Gokayama.

Para tal, de manhã apanhei um autocarro desde Takayama para Ogimachi, a principal aldeia de Shirakawa-go. Deixei a mochila na pequena estação de camionagem e fui explorar a aldeia; de permeio, entrei por casualidade num restaurante local onde desfrutei de uma das melhores refeições do Japão.

Ao início da noite, um novo autocarro deixou-me no coração da cidade de Kanazawa. Antes de recolher ao fantástico hotel onde dormi, tive ainda tempo para a primeira de duas refeições absolutamente memoráveis em Kanazawa.

Nota: para uma experiência mais enriquecedora, considere a hipótese de dormir numa das aldeias de Shirakawa-go ou Gokayama.

Dia 10: Kanazawa

Havia muitas coisas que queria ver e fazer na cidade e, por isso, o dia começou cedo. Visitei o fantástico Mercado Omicho e comi sushi e ostras; parei num café delicioso para descansar; vi as exposições dos museus de Arte Contemporânea e D. T. Suzuki; conheci um dos jardins mais famosos do Japão; percorri as ruelas do pequeno mas bem arranjado “bairro das gueishas“; e ainda me deliciei com outra daquelas refeições dos deuses. Foi um dia perfeito em Kanazawa.

Depois de tudo isto, Kanazawa entrou com toda a facilidade para o meu top dos melhores destinos do Japão. Pareceu-me, inclusive, uma boa cidade para se viver no Japão.

Dia 11: Castelo de Himeji e Hiroshima

Beneficiando do Japan Rail Pass, subi a bordo de um Shinkansen – os comboios-bala japoneses – que me levou de Kanazawa a Himeji. O objetivo era pernoitar em Hiroshima mas, a caminho, aproveitar para visitar o Castelo de Himeji. Tido como um dos mais emblemáticos castelos japoneses e classificado pela UNESCO como Património Mundial do Japão, o Himeji não desiludiu.

Após a visita e um almoço retemperador, apanhei novo comboio para Hiroshima, onde ainda tive tempo de provar uma okonomiyaki num estranho e claustrofóbico complexo dedicado unicamente a esta iguaria da gastronomia nipónica.

Dia 12: Hiroshima e Miyajima

Manhã cedo, passei diante do Memorial da Paz e fui de seguida visitar o Museu da Paz de Hiroshima, que retrata o lançamento da primeira bomba atómica com uma crueza dolorosa. É uma experiência dura e emotiva, que recomendo a todos. Incluir ou não Hiroshima no itinerário tinha sido uma das grandes dificuldades do planeamento da viagem ao Japão. Mas ainda bem que o fiz.

Depois disso, e ainda de manhã, rumei à ilha de Miyajima para conhecer um pouco da ilha e o famoso torii gigante.

De regresso a Hiroshima, peguei na bagagem no hotel-cápsula e apanhei novo Shinkansen rumo a Kyoto – último destino da viagem -, onde cheguei já ao anoitecer.

Nota: se tiver tempo, considere a hipótese de dormir em Miyajima e seguir viagem no dia seguinte.

Dia 13: Kyoto (Arashiyama, Mercado Nishiki, Pontocho e Gion)

A primeira manhã foi dedicada a conhecer a belíssima zona de Arashiyama. Atravessei a famosa floresta de bambu, absorvi o ambiente tradicional do bairro de Arashiyama e fui conhecer o mais bizarro templo de Kyoto. Depois de almoçar, sem sair de Arashiyama, explorei o muito visitado Templo Tenryu-ji.

Segui depois para o centro de Kyoto com o objetivo de visitar o muito apelativo Mercado Nishiki. Já a tarde ia alta quando, por sugestão de um habitante local, fui conhecer a peculiar Pontocho, uma das mais bonitas ruas de Kyoto, onde escolhi um pequeno restaurante tradicional para jantar.

Já de noite, explorei tranquilamente Gion, o bairro das geishas de Kyoto, antes de regressar a Arashiyama, onde estava alojado. Era uma semana em que a floresta de bambo estava iluminada a partir do final da tarde, razão pela qual acabei por voltar para presenciar esse espetáculo de luz que transformava por completo a “floresta”.

Dia 14: Kyoto

Dia de pausa, em que aproveitei para adiantar alguns textos para o Alma de Viajante. O tempo estava chuvoso, perfeito para não fazer nada. Com o cansaço acumulado de duas semanas intensas a explorar o Japão, estava a precisar de parar um pouco e descansar fisicamente.

A meio da tarde, fui para o centro de Kyoto, regressando ao Mercado Nishiki para provar algumas iguarias em falta. Para além de um magnífico ramen sorvido no Ipuddo, foi a única coisa digna de registo que fiz neste dia.

Dia 15: Nara

Dia dedicado a visitar Nara, que fica a sensivelmente duas horas de viagem de comboio a partir de Kyoto. Não fiquei apaixonado por Nara mas, incluí-la no roteiro de viagem ao Japão foi, ainda assim, uma decisão acertada. Ao final da tarde, optei por regressar ao apartamento em Kyoto, comer em casa e preparar os próximos passos.

As previsões meteorológicas anunciavam um dia seguinte bem mais soalheiro, razão pela qual o reservei para visitar algumas das maiores atrações de Kyoto. Seria, de novo, um dia muito exigente.

Dia 16: Kyoto (Templo Dourado, Fushimi Inari, Kiyomizu Dera)

Dia intensíssimo para explorar o que ainda me faltava de Kyoto. Ainda antes das bilheteiras abrirem, estava já à porta do Templo Kinkaku-ji, ou Templo Dourado, localizado no extremo noroeste da cidade. Não muito longe ficava o Templo Ryoan-ji, cujo jardim zen fiz também questão de visitar. 

Ambos estão entre os melhores templos de Kyoto.

De seguida, atravessei a cidade para o extremo oposto, seguindo de comboio rumo a Inari, onde me delonguei pelos trilhos entre torii do Fushimi Inari. Ainda com energia, decidi dar uma oportunidade ao Templo Kiyomizu Dera – e ainda bem que o fiz. Foi uma das maiores surpresas da minha visita a Kyoto.

Deixando Kiyomizu Dera para trás, caminhei pelas ruas tradicionais envolventes. É uma zona recheada de casas de madeira muito bonitas, de arquitetura tradicional, que a todos recomendo. Foi por aí que avistei uma ou outra maiko – aprendiz de geisha – impecavelmente vestida e maquilhada (note que há turistas japonesas vestidas de maiko, mas a atitude de menor recato denuncia o embuste). Para terminar, parei no 100% Arábica, um pequeno café de culto de Kyoto. Foi um dia perfeito, quase a terminar este roteiro de viagem no Japão.

Dia 17: Osaka

Como tinha voo ao final do dia, decidi conhecer um pouco da cidade de Osaka. Infelizmente, estava um temporal medonho, com muito vento e frio, razão pela qual acabei por não aproveitar tão bem como tinha idealizado. Ainda assim, deu para ficar com uma boa ideia da zona de Dotombori, onde passei boa parte da tarde.

(Dia 18: viagem de regresso)
Dia passado a bordo de dois aviões de regresso a Portugal.

Fonte: Alma de viajante | Veja o artigo completo aqui.



domingo, 24 de junho de 2018

Relato de uma viagem de pais e filho de 3 anos ao Japão (de clientes nossos)








Fonte: https://oqueaconteceemoeirasficaemoeiras.wordpress.com/viagens/japao/

JAPÃO


O Japão sempre esteve na minha lista de destinos a conhecer. Por vários motivos, foi sempre sendo adiado. É um destino caro, que obriga a um planeamento detalhado para não gastar loucuras e a uma antecedência considerável para conseguir bons preços nos bilhetes de avião. Tudo o que não conseguimos fazer nesta viagem!
Por várias razões, decidimos ir ao Japão um mês antes de ir. Digamos que os astros se alinharam nesse sentido e achámos que era algo como “it´s now or never”. Como never não era uma hipótese, lá fomos nós.
Por termos resolvido “em cima do joelho”, desta vez recorremos a uma agência especializada em viagens à medida – a Travel Tailors -, para nos ajudar no planeamento e logística. Precisávamos de alguém que nos ajudasse a fazer o itinerário, que nos desse dicas de viagem e tratasse da burocracia – comprar voos, procurar alojamento, seguros de viagem, etc. Foi o melhor que fizemos. Em poucos dias tinhamos sugestões de itinerário e visitas em grupo ou privadas, voos marcados e proposta de alojamento. Tudo dentro do nosso orçamento, o que é sempre importante!
Além disto tudo, deram-nos um booklet em tamanho A5, perfeito para levar de viagem, com todas as informações essenciais, detalhes do itinerário e transportes, assim como algumas palavras e frases em japonês (que nunca nos atrevemos a usar!).
Booklet Viagem Japão, blog O que acontece em Oeiras fica em Oeiras
Como se tudo isto não fosse aventura suficiente, ainda levámos o nosso rapaz connosco. Quando dizíamos a amigos que íamos ao Japão, quase todos disseram – “Mas não levam o P. pois não? – Claro que sim!” e olhavam para nós como se fôssemos loucos (e se calhar até somos um bocadinho, mas adiante).
Deixo-vos aqui os sítios onde andámos, experiências pessoais e dicas de viagem neste país fantástico que é o Japão. Para quem não tem paciência ou tempo para ler tudo, pode saltar diretamente para ver por onde andámos, as nossas dicas ou só mesmo ver as nossas imagens.
Espero que gostem!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

TV e cinema: os lugares mais icónicos onde já fomos sem sair do sofá

A televisão e o cinema já nos transportaram para os sítios mais inimagináveis possíveis. Mas enquanto muitos destes cenários podem ser fantasia, muitos deles são lugares que pode mesmo visitar. Traçámos um mapa dos destinos icónicos, desde os anos 50 até à atualidade. Se não ficar a desejar ser ator para passear por todos estes sets, vai ficar inspirado para uma próxima viagem! 

fonte: LonelyPlanet 


Anos 50 

Recomendamos as cenas na praia muito giras de o Sétimo Selo, na Suécia, um passeio até Roma e a Basílica di Santa Maria in Cosmedin, do filme Roman Holiday ou a Baía de são Francisco, cenário de Vertigo. 

Skane, na Suécia


Anos 60 

Um castelo que podia ter saído de um conto de fadas na Alemanha inspirou o cenário para o filme Chitty Chitty Bang Bang. De facto, foi mesmo a inspiração para o castelo do filme A Bela e Monstro, Disney, em 1959. 

Anos 70 

Khao Phing Kan deixou de lado o seu próprio nome e passou a ser conhecida pelo epíteto “A Ilha do James Bond”. E a culpa é do filme dirigido por Guy Hamilton. Nós continuamos com a certeza de que, independentemente do nome, esta ilha vale uma visita!

A "ilha do James Bond" 


Anos 80 

Silverton: ou a luz é muito interessante cinematograficamente, ou é uma localização cliché para uma típica cidadezinha abandonada. Já foi palco das filmagens de The adventures of Priscilla, Queen of the Desert e Mad Max 2. Se isto não for bem o que procura, há sempre a hipótese de visitar a Irlanda e as Falésias de Moher, onde se gravou The Princess Bride. 

Panoramica das Falésias de Moher


Anos 90 

Itália é conhecida pelas cidades de Veneza, Roma, Florença, a Costa Amalfitana e Cinque Terre. Mas o filme The Talented Mr Ripley mostrou que há beleza para além disso e levou os espetadores até Ischia, uma bela ilha no golfo de Nápoles.

Ischia, no golfo de Nápoles


O novo século

A localização de um drama gangster pode não ser o melhor sítio para ir de férias, mas com certeza que as Favelas do Rio de Janeiro filmadas em City of God podem ser o ponto de partido por um passeio no Brasil. Se prefer não arriscar, Shinjuku no Japão é um sítio giro que ambientou Lost in Translation. 

Pós-2010 

Parte do apelo de Downtown Abbey foi a celebração de uma era de regras e diferenças sociais rígidas e acentuadas entre aristocratas e serventes. Mas o drama foi bem ambientado em Hampshire, Inglaterra. E ainda que possa visitar estes lugares fantásticos em dias específicos do ano, a aristocracia inglesa e não desapareceu e a casa ainda pertence ao Conde de Carnarvon. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Os impérios do passado

Nada como calcorrear ruínas antigas e monumentos históricos para nos transportar para outra Era, numa outra civilização. Quer retrocedamos alguns séculos ou vários milénios, a sensação de viagem no tempo é tentadora. Embora alguns dos sinais das suas existências já tenham erodido, ainda podemos observar, um pouco por todo o globo, autênticas maravilhas que atestam os níveis de desenvolvimento a que alguns impérios ascenderam. Assim, propomos-lhe ideias para uma rota histórica, pelos quatro cantos do planeta - sempre com a pá e a escovinha a postos para a descoberta. 



CIDADE PROIBIDA, PEQUIM, CHINA
Durante quase 500 anos, este complexo de quase 1000 edifícios (!) serviu de palácio imperial, hospedando o Imperador e sua família. A entrada na cidade estava expressamente vedada a qualquer pessoa que não fosse autorizada pessoalmente pelo Imperador, dando origem ao seu nome. Rodeada por uma muralha de 8 metros de altura e por um fosso de mais de 50 metros de largura, esta impressionante estrutura ainda hoje assume papel de destaque na administração cívica chinesa, estando alinhada com a Praça de Tiananmen, pólo cerimonioso da capital. Exemplificando na perfeição o estilo arquitectónico palaciano tradicional da China, a Cidade Proibida é uma atracção de visita obrigatória para todos os que viajam até Pequim. E se a história lhe diz muito, então um mês pela China como fez o nosso cliente Pedro (que queria conhecer o máximo número de patrimónios UNESCO do país durante a sua estadia) poderá dar-lhe a conhecer outras maravilhas.



MACHU PICCHU, CUZCO, PERU
Talvez a mais icónica marca da cultura inca, esta cidade construída há quase 500 anos ergue-se a 2500 metros do solo, requerendo uma caminhada de alguns dias para aí chegar. Autêntico mistério para os arqueólogos, que desconhecem o seu propósito, este é um lugar de trilhos recônditos, descobertas fascinantes e vistas soberbas, ideal para aventureiras caminhadas em grupo. Totalmente desconhecido dos Ocidentais até ao Século XX, o Machu Picchu apresenta um notável grau de conservação, e é um lugar a visitar para quem viaje até ao Peru.



Capital do Japão imperial durante mais de um milénio, a cidade de Quioto é célebre pelos seus mais de 2000 templos, palácios e graciosos castelos de madeira. Com magníficos jardins coloridos ladeando os locais de reflexão, esta cidade magnificamente preservada é um local excelente para dar longos passeios contemplativos, enquanto se admira a flora e a arquitectura local. Numa cidade que contém mais de um quinto dos Tesouros Nacionais do Japão e que acolhe cerca de 30 milhões de visitantes anualmente, é difícil encontrar algo que não nos fascine...sobretudo se a par da monumentalidade pudermos assistir às maravilhas da natureza que são as cerejeiras em flor ou a folhagem rubra de Outono.




Capital do Império Persa até à sua conquista por Alexandre o Grande, Persépolis é hoje Património da Humanidade. Actualmente, as ruínas das antigas construções aqueménidas formam um conjunto de aspecto lúgubre, depois de Alexandre e seus generais terem queimado a cidade quase por completo. Apesar disso, pode-se ver um grande número de palácios e outros edifícios de relevo, como o Grande Palácio de Dário e os famosos Portões de Xerxes, bem como o imponente Salão do Trono. A apenas 70 quilómetros de Shiraz, as ruínas de Persépolis vivem como testemunhas da antiga grandiosidade do primeiro Império Persa.



MALACA, MALÁSIA 
Em 1415, há 600 anos, a conquista de Ceuta marcou o início da Era dos Descobrimentos Portugueses. Zarpando da costa portuguesa, as caravelas lusitanas espalharam-se e "trouxeram novos Mundos ao Mundo", alcançando os diversos continentes por este planeta fora. Na península da Malásia, no Sudeste Asiático, temos ainda resquícios da presença portuguesa na Ásia. Aqui, podemos ver a igreja de São Paulo e a Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca como atestantes da chegada de Afonso de Albuquerque e dos 1.200 homens com que conquistou o Sultanato de Malaca, há tantos séculos atrás.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

No Topo do Mundo viagens à altura


Durante séculos, o misticismo e a superstição afastaram humanos de diversas culturas dos cumes das montanhas mais altas que os rodeavam. O passar dos séculos e a chegada do pensamento iluminista, porém, vieram aproximar o Homem daquilo que antes era considerado residência divina. Criadas pela deslocação de placas tectónicas ou por actividade vulcânica, montanhas de todo o Mundo são atracções que primam pelas emoções fortes e pelas paisagens de cortar a respiração. Por isso, sugerimos umas botas confortáveis, porque vamos dar uma volta por alguns dos cumes mais belas do planeta. 


MONTANHAS ROCHOSAS, CANADÁ 
No zona Oeste da América do Norte, estende-se a cordilheira das Montanhas Rochosas - uma estrutura montanhosa de quase cinco mil quilómetros de comprimento que vai do Norte da Colômbia Britânica, no Canadá, até ao Sul do Novo México, nos Estados Unidos. A erosão causada pelos rios que nascem nas montanhas criou aqui vales profundos e picos íngremes, muitas vezes culminando em belos e extensos lagos que permitem dar um mergulho refrescante. Nestas montanhas, observam-se povos índios nativos, animais raros e uma paisagem a perder de vista. 


MONTE FUJI, JAPÃO
O ponto mais alto da ilha do Japão, um vulcão agora adormecido, o Monte Fuji situa-se a sensivelmente 100 quilómetros da capital Tóquio. Situado junto à costa, o seu aspecto geometricamente perfeito, a sua cobertura de neve e as belas árvores em flor ao seu redor tornam-no num local lendário, procurado por artistas de todos os tipos. De resto, a beleza suave deste monte parece adequar-se perfeitamente a um país com tantos etão belos monumentos, e um estilo arquitectónico tão harmonioso e fluido. Com diversas opções para os visitantes que pretendam subir até ao cume, o Monte Fuji é uma atracção deliciosa em alturas de tempo agradável mas de menor procura - porque o Verão pode ser confuso...


HIMALAIAS, BUTÃO 
A cordilheira dos Himalaias é um dos locais mais impressionantes do planeta Terra. Situado onde o subcontinente indiano encontrou a Eurásia, este ajuntamento montanhoso contém nove dos dez pontos mais altos do Mundo, com destaque para o colossal Monte Everest, o mais alto de todos eles. Casa dos famosos sherpas, com a ajuda dos quais os Ocidentais conseguiram conquistar os cumes mais altos, a região dos Himalaias é a casa de belos animais como o iaque, o leopardo-das-neves e o panda vermelho. Recomendado a todos os que desejem uma injecção de adrenalina, o mosteiro de Taktshang, esculpido nas montanhas, é uma visão fantástica.


KILIMANJARO, TANZÂNIA 
Erguendo-se no meio da savana africana, rodeado de zebras, elefantes, girafas e leões, o monte Kilimanjaro é o ponto mais alto do continente africano - bem como um dos mais belos. O seu cume coberto de neve e rodeado pelas nuvens contrasta magistralmente com a aridez dos terrenos em volta, conferindo ao local uma aura mística que levou alguns povos locais a considerar que a sua divindade habitaria no topo desta montanha de origem vulcânica. Localizado perto da fronteira com o Quénia, ainda na Tanzânia, o Kilimanjaro é a mais alta montanha não pertencente a uma cordilheira - e é uma visita espantosa para os viajantes mais aventureiros.

   
PICO, AÇORES,PORTUGAL 
O ponto mais alto do território português, situado na Ilha do Pico a quem deu o nome, este vulcão actualmente extinto é uma visão imponente no meio das águas do Oceano Atlântico. Com quase 5000 metros, mais de metade submersos, este pico rochoso está rodeado por uma parque natural que permite ao visitante desfrutar de uma calma e de um silêncio quase exclusivos das grandes montanhas. Situado no arquipélago dos Açores, a ilha do Pico é uma autêntica maravilha natural, com as suas lagoas azuis e a sua visão desimpedida para a grande montanha, da qual se pode observar as ilhas mais próximas do arquipélago.